Julgando a série pelo piloto – Dragon Ball Super

Televisão quarta-feira, 08 de julho de 2015

Dragon Ball certamente fez parte da infância de muitos. Eu tinha de bonequinhos até revistas de colorir. Para infelicidade de todos os fãs, o SBT voltava a repetir o desenho desde o primeiro episódio sempre que o Goku começava a escalar a torre do Mestre Karin, e por causa disso crescemos sem saber o que diabos tinha no final daquela torre maldita e odiando Tao Pai Pai como o maior vilão de todos os tempos. Somente quando a Globo comprou os direitos de exibição de Dragon Ball é que fomos conhecer aquele espaço negro entre a escalada da torre do Mestre Karin e o início de Dragon Ball Z. Agora, anos após o desastre que foi Dragon Ball GT, finalmente temos um novo Dragon Ball, que inclusive caga pro GT, mas será que ainda há tempo para Dragon Ball?

O primeiro episódio é focado na família de Goku e nada de grande relevância nos é apresentado. O mundo está em paz desde a derrota de Majin Boo. Goku leva uma vida normal e treina escondido de Chichi, pois sabe que um dia alguém tão ou mais poderoso que Majin Boo pode aparecer para destruir a Terra. Goten e Trunks resolvem arranjar um presente para Videl, que casou-se recentemente com Gohan, e ouvem um velho falar de uma “fonte mágica” não muito longe da cidade. E metade do episódio perde-se nessa busca de Goten e Trunks pela fonte. Após enfrentarem uma serpente gigante, eles finalmente conseguem o que queriam e entregam o presente pra Videl.

A necessidade disso acontecer no episódio foi apenas para mostrar que Gohan está morando na cidade, enquanto Goku, Chichi e Goten continuam no campo. Nenhum outro personagem da turma de Goku aparece no episódio, além da rápida aparição de Piccolo observando Gohan e Mestre Kame pedindo dinheiro pro Goku pra comprar DVD de putaria. Aliás, dinheiro entregue a Goku por Senhor Satan, que recebeu cem milhões de zens por “salvar a Terra”. E isso serviu pra mostrar que, apesar do nome, Senhor Satan não é tão filho da puta quanto pensávamos que era. Com esse dinheiro Chichi finalmente deixa Goku partir pra treinar com o Senhor Kaioh.

O episódio não passou de uma grande reapresentação dos personagens, além de nos mostrar como a vida deles está após o final de Dragon Ball Z. A chamada para o próximo episódio mostra que ele será focado em Vegeta e também não deve mostrar grandes coisas. Ao que tudo indica, o primeiro inimigo de Dragon Ball Super será mesmo Bills, apresentado no longa Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses. No final do filme, Bills diz que voltará para experimentar a comida de Bulma e que se não gostar, terá que destruir a Terra. Bem, pelo que vimos de Bills neste primeiro episódio de Dragon Ball Super, ele não estava brincando.

A grande verdade é que o episódio não me pegou. Dragon Ball não me agrada desde a fase Z, quando tudo o que foi apresentado em Dragon Ball foi descartado, inclusive as próprias esferas do dragão que dão nome ao desenho. Foi legal rever Goku e família novamente e até houveram algumas citações a série original, mas nada nunca será mais legal do que ver Goku voando na nuvem dourado e descendo o cacete nos soldados da Red Ribbon com o bastão mágico!

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  • Daniel Teixeira

    O mundo de Dragon Ball involuiu. Era um mundo rico, cheio de magia (poderes e itens mágicos, e não apenas técnicas de luta), máquinas futuristas (hovercrafts, capsulas encolhedoras, motos “segway”, etc) e diversidade de raças (humanos, dinossauros e outros animais antropomorfizados, lobisomens, demônios, etc). No Dragon Ball Z em diante colocaram todo a magia de lado, cortaram as parafernálias tecnológicas, sobraram apenas humanos e alguns poucos aliens entre a população, e agora o Goku dirigindo um trator…

  • Eu falo, qualquer coisa que não seja a saga original do Goku moleque é desnecessário.

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