Isso não é um Top 10 de fim de ano – Séries

Televisão terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Este texto faz parte de uma lista que, definitivamente, não é um top 10. Veja o índice aqui.

Tem coisa mais clichê do que listinhas no último mês do ano e, pior, fazer uma lista (ou duas) de séries é muita dor de cabeça, afinal o calendário de séries norte-americanas (99% das séries) é dividido em temporadas que, normalmente, vão de setembro de um ano á maio do ano seguinte. Sendo assim, vale o que rolou neste ano, sendo temporadas terminadas em maio ou recém iniciadas, agora, em setembro, vocês que se virem para entender!

Claro que para as piores temporadas de séries não valem as que eu já considero hors concurs como, Smallville (que me desculpem os fãs), Ghost Whisperer e Men in Trees, somente para citar três.

PIORES TEMPORADAS DE 2007

9 – 24 Horas 6ª Temporada
Depois de uma temporada excepcional, Jack Bauer merecia melhor sorte em sua volta da China. O personagem continua fodão (incluindo a interpretação de Kiefer Sutherland), mas a trama que iniciou de maneira explosiva (literalmente) não soube evoluir os arcos da temporada e, no final das contas, houve uma reciclagem de tudo o que a série apresentou nestes anos, familiares de Jack atrapalhando sua vida (e não é o caso da gostosa de sua filha, a atriz Elisha Cuthbert), invasão terrorista na C.T.U. (lugar mais desprotegido em solo americano), abundância de terroristas (ainda está faltando um representante venezuelano) e até a personagem mais querida dos fãs, a nerd/irritadinha Chloe, perdeu seu charme com a participação de seu marido chato.

8 – C.S.I. Miami 5ª Temporada
Um motivo qualificou a presença de C.S.I. Miami aqui, o episódio que se passa em nosso país é de um constrangimento ímpar (Rio, primeiro episódio da 5ª temporada), e nem estou falando de problemas óbvios como a geografia absurda do Rio de Janeiro (muito bem fotografado na série) e a facilidade de encontrar pessoas fluentes em inglês para dialogar com os personagens, mas sim do absurdo da trama. Ainda faz um sucesso inexplicável nos EUA.

7 – Bionic Woman 1ª Temporada
Aposta alta da NBC para esta temporada, já considerada um fracasso pelos baixos índices de audiência (devendo ser cancelada em breve, provavelmente isto não ocorreu devido á greve dos roteiristas). Assisti a dois episódios e posso dizer que a série não me conquistou, parece um xerox de Alias (que eu adorava, diga-se de passagem) com toques de ficção, a heroína é apagadinha e o que se salva na série é a vilã da atriz Katte Sackoff (Starbuck de Battlestar Galactica).

6 – Heroes 2ª Temporada
O que falar desta fall season (temporada de outono, que pode virar a segunda temporada definitiva caso não termine a greve dos roteiristas), se o próprio criador da série reconheceu os absurdos das escolhas das tramas. Assim como ocorreu na temporada inicial o arco se mostrou ineficaz frente aos absurdos das tramas (como a amnésia de Peter Petrelli) e a adição excessiva de novos personagens (como os irmãos latinos chato e chatonilda), nem mesmo a subtrama épica de Hiro, personagem mais simpático, funcionou. Ao final sobrou muita expectativa de uma série mais comentada do que elogiada.

5 – Vanished 1ª Temporada
A praga que assolou a temporada 2006/2007 foram as séries contínuas, no rastro do sucesso de Lost, que no entanto, devido a baixa audiência foram canceladas com os mistérios não sendo muito bem explicados. Vanished mostrava os bastidores de uma investigação do sequestro da esposa de um senador, na metade do caminho mataram o protagonista (o que nunca tinha presenciado numa série) e o roteiro dos episódios restantes (13 ao total) foi uma bobagem sem sentido algum. Cancelada!

4 – Six Degrees 1ª Temporada
Outro exemplo de série contínua, aqui um drama de J.J. Abrahms sobre a teoria de seis graus de separação, com um elenco cinematográfico, com nomes como Hope Faith, Campbell Scott, Jay Hernandez, Bridget Moynahan, Erika Christensen, a série não conseguiu em seus primeiros episódios prender a atenção devido as pontas soltas do roteiro, não havia uma trama em si, as ocasionalidades dos encontros dos personagens eram muito fracas. Teve onze episódios produzidos, cancelada!

3 – The Nine 1ª Temporada
Mais um exemplo do fracasso das trama contínuas, aqui se mostrava os eventos referentes a um assalto a banco, onde, bandidos e reféns ficaram presos por horas. Na série, optou-se por uma narrativa desconstruída mostrando eventos após o resgate dos reféns, concomitantemente, aos eventos dentro do banco durante o assalto. Não teve nem os 13 episódios exibidos na tevê, cancelada!

2 – Drive 1ª Temporada
Exibida durante a mid-season (meio da temporada, entre março e abril), Drive tinha uma trama que misturava a corrida maluca com toques de conspiração e muitas perseguições automobilísticas, no entanto, muito mistério e pouco conteúdo derrubaram a série com uma fraca audiência, teve seis episódios produzidos. Cancelada!

1 – Hidden Palms 1ª Temporada
Com dois anos esperando para ser exibida na tevê, percebe-se o porquê depois de assistí-la, Hidden Palms era a volta de Kevin Williamson na tevê (criador de Dawnson’s Creek), misturando uma trama teen com um misterioso assassinato o que se viu era um emaranhado de situações constrangedoras, personagens e situações clichês e um gancho muito fraco, teve oito episódios produzidos. Cancelada!

Melhores Temporadas de 2007

7 – Friday Night Lights 1ª Temporada
Supresa este drama teen sobre futebol americano que estreiou na temporada passada apresentando uma trama bastante forte e com persongens bastantes reais, algo difícil em séries teens. Destaque para o treinador Taylor e sua esposa, que se voltam para Dillon, no Texas, onde irão treinar o time local (único divertimento da cidade pequena), Dillon Panthers. Filmado de maneira “câmera na mão”, Friday possui um texto acima da média que vale ser conferido, já está em sua segunda temporada no Sony.

6 – Ugly Betty 1ª Temporada
Comprovação do talento para contar uma história que os americanos possuem, pegaram um conceito de novela venezuelana de sucesso mundial e conseguiram adequar ao seu modelo de série (no caso, comédia com toques de drama). O exagero toma conta dos personagens (principalmente os vilões) e das situações, mas tudo de forma engraçada e debochada, a série ri de seus personagens e de si mesma, além disso, a atriz America Ferrara está um encanto como a feiosa Betty, auxiliar do editor de revista de moda Mode. Está sendo exibida pelo Sony.

5 – Pushing Daisies 1ª Temporada
Pra mim melhor surpresa entre as novas séries, acho seu conceito de fábula encantador, Pushing Daisies, conta a história de Ned, um fazedor de tortas, que faz as vezes de um investigador particular com uma habilidade interessante e única: ele consegue fazer os mortos voltarem á vida apenas com um toque seu e ao tocar novamente em seu corpo, volta a perder a vida. Ele usa desse seu poder para resolver os casos, ele ajuda as vitimas a identificarem seus assassinos. Com um humor peculiar, uma narração em off irresistível, Pushing Daisies, encanta pelo seu visual rebuscado lembrando obras cinematográficas de Tim Burton.

4 – Prison Break 3ª Temporada
Depois de uma segunda temporada cambaleante, os roteiristas voltaram ás origens, fazer a trama se passar dentro de um presídio, claro, que a escolha por um presídio no Panamá facilita a estruturação de desordem que ocorre por lá. Agora, Scolfield precisa fugir do presídio para salvar a vida de sua namorada e sobrinho, sendo que não mapas para ajudá-lo, além disso, também estão presos o agente Mahone, T-Bag e Bellick. O maior atrativo de Prison Break (que nunca foi muito verossímil) é a constante adrenalina das situações limites na série.

3 – Damages 1ª Temporada
Destaque da tevê a cabo americana nesta temporada, Damages conta com nada mais nada menos que Glenn Close no elenco deste suspense de tribunal (sem nenhuma cena no mesmo) sobre uma conspiração envolvendo um processo de funcionários que perderam suas aposentadorias devido a quebra de uma companhia. Se você acha que parece complicado, te digo que piora, em poucos momentos (acho que no último episódio) conseguimos discernir quem seria o suposto vilão ou a suposta mocinha na trama, um texto que levanta ambigüidades como poucas vezes eu vi numa série. Como uma boa trama nunca é demais, Damages garantiu uma segunda temporada com um incrível gancho deixado no episódio final. Ainda, inédito por aqui mas pertence ao canal FX americano (provavelmente será exibido pela Fox daqui).

2 – Grey’s Anatomy 4ªTemporada
Depois de uma temporada cambaleante, Grey’s Anatomy sacudiu a poeira (com a saída de dois personagens) e deu a volta por cima, mesmo sendo uma série bastante dramática (sei que isso é coisa de tanga) é indiscutível o bom roteiro de Shonda Rhimes no desenvolvimento dos personagens e das situações (claro que acho a protagonista Meredith uma chata e o casal George e Izzie, intragável, mas tude bem), sempre uma metáfora para a vida dos médicos do Seattle Grace. Além disso, a trilha sonora é um show a parte e as atrizes Chandra Wilson (dra. Bailey) e Sandra Oh (dra. Yang) garantem o elenco com ótimas performances.

1.2 House 4ª Temporada
Everybody Lies, com esta frase icônica, Dr. House sempre nos diverte e demonstra o quanto um personagem consegue ser trabalhado seriamente numa série muito bem escrita, nesta quarta temporada, o divertimento é garantido com a seleção para os novos auxiliares de House (reparem que uma meia dúzia dos candidatos terá seu momento nos futuros episódios), além disso, sua antiga equipe volta aos poucos para nas histórias para fechar o excelente elenco coadjuvante (junto com Cuddy e Wilson) da série que, certamente, renderá ainda muitos prêmios á Hugh Laurie.

1.1 Lost 3ª Temporada
Mesmo tendo aqueles episódios solitários em 2006, os episódios corridos de 2007 foram o que de melhor Lsot apresentou até agora, acrescentando dois excelentes personagens, Ben e Juliet, e se perdendo em outros (Paulo, Nikki, Rose e Bernard), Lost ainda é um vício difícil de desagradar, quando mais se pensando no que ocorreu no último episódio, agora, também saberemos o que ocorreu depois de alguns personagens saírem da ilha. Com o número de episódios definidos (16 por temporada, serão mais três) a partir de fevereiro saberemos quem são os tripulantes do resgate que Ben tanto não queria que chegasse á ilha, a volta de Michael, o que será mostrado nos flashforwards e mais um milhão de respostas que os fãs esperam ansiosamente.

1.0 Dexter 2ª Temporada
Graças a internet, os fãs de downloads já puderam conferir o final da temporada de Dexter (que será exibido somente dia 16). O que dizer de uma série que consegue desenvolver, ainda mais, seu personagem central, um assassino sob um código de ética, Dexter teve seus momentos de abstinência (excelente exemplificação para os sentimentos de Dexter, colocá-lo no narcóticos anônimos) e conheceu sua madrinha, Lila (a inglesa incendiária), que viria a ser sua perdição. O arco narrativo era o envolvimento do FBI na caça ao próprio Dexter (já que foram descobertos os corpos na marinha onde Dexter os desovava), e este se esquivando de todas as maneiras possíveis além de descobrir mais sobre o passado de seu pai, o mentor do código de Dexter seguia. Elenco e texto impecáveis (somente no final há uma entrega óbvia do roteiro), mas que não arranha a excelente segunda temporada de Dexter (que deve estrear por aqui somente em 2008).

Quer mais dicas e comentários sobre as outras tantas séries, toda terça-feira a coluna Sit.com, deste que vos escreve, tenta mostrar o que tem de interessante e curioso no universo dos série maníacos
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  • joao

    eu so discordo do lost. acho dexter bem legal! mas ainda prefiro house…questão de gosto =D otimo NÃO-top, paulo.

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