Imaginaerum (Nightwish)

Música quinta-feira, 01 de novembro de 2012

Bom, já contei a história desse álbum aqui. Pro pessoal preguiçoso que não vai ler o outro texto: O Imaginaerum ia ter vídeos para todas as músicas que, juntos, formariam uma historinha. Pra economizar tempo e dinheiro Como o projeto ficou bem grandioso, acabou virando um filme.

Talvez eu não seja lá a pessoa mais indicada pra falar do Nightwish, por que, como já disse, tenho implicância com a formação atual da banda leia-se: Com o Tuomas. Como os fãs da banda são chatos pra caralho, é capaz de haver uma ragezinha nos comentários. Ou não, já que vocês ignoram o Bacon completamente.

Enfim, vamos discutir essa budega. Talvez eu tenha dado o braço a torcer. Talvez.

Ok, começando com Taikatalvi, uma lullaby deveras bonita e profunda, cuja letra fala sobre… Alguma coisa. Tenho certeza de que é sobre alguma coisa. Enfim, é só porta de entrada pra Storytime, o primeiro single. E uma faixa ótima que dá uma abertura pra filme perfeita. Se você tiver numa época sensível do mês, pode usá-la pra lembrar de momentos legais da sua vida. Digo isso por que acabei de ouvi-la exatamente cinco vezes enquanto conversava com uns amigos, tudo de modo bem heterossexual, sem lágrimas nem nada. Mas já me recompus, então, próxima faixa!

Bom, aí vemos Ghost River, um momento bem chatinho do álbum. Tem cara de mais do mesmo e, de cabeça, posso dizer no mínimo umas 569 músicas da banda que sejam parecidas. Pule, não vale a pena.

Pelo menos as coisas melhoram com Slow, Love, Slow. Devo dizer que essa música, em particular, me surpreendeu por ter conseguido misturar jazz, rock e elementos clássicos de uma maneira muito épica. Tapa na cara de quem sempre espera que os álbuns do Nightwish sejam músicas de uma hora, por causa da falta de inovação. É. Até que, até agora, tá legalzinho.

I Want My Tears Back segue o exemplo da anterior, mas, dessa vez, segue num estilo mais… Escocês, acho. Aliás, isso aqui lembrou muito as épocas mais áureas do Nightwish, enquanto eles ainda faziam clipes no meio de florestas. O único problema é que a música só é legal durante os dois primeiros minutos, depois fica desgastada.

E é por esse mesmo motivo que nem vou falar de Scaratale. Aliás, o Tuomas precisa aprender quando terminar uma música. A maioria das faixas “ruins” do Nightwish são assim por que o cara não soube quando tava desgastada a ideia.

Arabesque é divertida como aquelas musiquinhas que tocam quando algum cachorrinho falante apronta altas confusões. Claro, por cachorrinho leia-se adolescente malvadão e altas confusões leia-se rituais satânicos. Aliás, melhor ainda: Parece aquele tipo de música que toca quando você tá virando a última fase daquele jogo que te prende há meses.

Turn Loose The Mermaids é uma faixa que não me despertou nada. Nem pro bem, nem pro mal. Não é o tipo que me faria vomitar se eu tivesse no show, mas também não tenho vontade de escutar. É bem repetitiva e sintetiza o que o álbum quis fazer: Ser trilha sonora de um filme, apenas.

Lembram de quando falei que o Tuomas precisava aprender onde acabar com a música? Pois é, em Rest Calm, há outro exemplo desses. Tinha tudo pra ser uma faixa legal que acabou arrastada.

The Crow, The Owl, The Dove foi a faixa que mais fez barulho mãozinha de trocadilho no lançamento. É uma música muito bonita, emocionante e tal, um dueto dos bão. A baladinha do álbum. É nessa hora, no show, que todas as bichas viram purpurina e todo mundo levanta o celular. Válida pra quando se está ovulando. Reza a lenda que há um significado deveras profundo por trás da letra.

Last Ride of The Days parece muito com os trabalhos antigos da banda. Assim como Storytime, dá pra imaginá-las facilmente na voz da Tarja.

Song Of Myself e Imaginaerum fecham o álbum. A primeira é mais épica, perfeita pra quando o herói tá passando pela última aventura. A outra é o suspiro final do filme, um bom jeito de se encerrar. E só. Não consigo ouvir as duas sem um contexto por trás.

O álbum é legal. Não adianta reclamar, mas a verdade é que ele não foi feito pra ser ouvido e, sim, pra emoldurar uma história. O filme, no final, foi a melhor coisa a se fazer com essas músicas. Se for bem produzido, pode virar uma puta obra de arte.

Quando à banda: Há um tempinho atrás a danette Annete Olzon saiu do grupo. É, outra troca de vocalista. Olha, tudo bem que o Tuomas é a alma da banda mas, francamente, tudo tem limite. Já acho que nunca devia ter expulsado a Tarja. A Annete é sim uma puta vocalista, só que a atmosfera sem o canto lírico não é a mesma.

Se continuar assim, a banda vai perder a identidade. Se for pra ficar trocando de vocalista, que fiquem só com o Marco nos vocais.

Imaginaerum – Nightwish


Lançamento: 2011
Gênero musical: Metal Sinfônico
Faixas:
1. Taikatalvi
2. Storytime
3. Ghost River
4. Slow, Love, Slow
5. I Want My Tears Back
6. Scaretale
7. Arabesque
8. Turn Loose The Mermaids
9. Rest Calm
10. The Crow, The Owl And The Dove
11. Last Ride Of The Day
12. Song Of Myself
13. Imaginaerum

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  • WandersonSantana

    Bem. O album é muito meh.

    Tem algumas músicas daoras, mas é meh, principalmente Song of Myself, que como eu falei antes em algum lugar, só metade presta. Ele tentou fazer algo parecido que o Luca faz , mas saiu incrivelmente chato. De resto, ele é muito “dançante”. Ou talvez eu esteja rabugento demais

  • ah, é verdade, mas, como eu disse, ele é válido por ser um “projeto maior”. o nightwish é uma banda que estacionou no tempo, não amadureceu nada :
    eles chegaram num ponto onde não saem mais. por incrivel que pareça, eu ainda consigo imaginar todas as músicas novas na voz da tarja

  • Convenhamos, a banda ficou muito ruim sem a Tarja.

  • Aline

    Parecia mesmo ser algo mais grandioso, e acho que por ter esperado tanto eu caí do burro e não gostei tanto, mas enfim… Algumas faixas se salvam, outras é só mais do mesmo, a banda realmente parou no tempo. E dá pra sacar que o Nightwish sem a Tarja, ou sem um vocal lírica decente não presta, tanto que nunca vi o Marco cantar tanto.
    E só pra constar: eu também imaginei todas as músicas na voz da Tarja. Puta obsessão…

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