Filmes pra cair o cu da bunda – Guinea Pig, a Série

Cinema quarta-feira, 06 de Fevereiro de 2013

É muito bom estar de volta. Motivos extraordinários me levaram a ficar quase três semanas sem vocês, coisinhas crocantes, gordurosas e gostosas! Wow! Mais um pouco e poderia-se dizer que senti saudades.

Provavelmente essa foi a maior e mais suja mentira já proferida nesse recinto.

Ah, quanto à pauta de hoje, já digo logo: Se você é desses que sente calafrios quando arranca a pelinha do dedo, sinta-se mais que à vontade para sofrer bullying do resto da comunidade baconzística. Tá, tá… Na verdade, pode ficar. Prometo que não haverá fotos. Sério, nem eu sou tão dodói da cabeça a ponto de ficar procurando imagem de gente morrendo. Juro.

Chutando por alto, diria que 98% dos três leitores do Bacon são nerds ranhentos. Daqueles que passam, na frente do PC, mais tempo que o saudável, ou seja, o recomendado por 9 a cada 10 dentistas. Sei que vocês já viram coisas legais e coisas chatas. Coisas fofas e coisas tristes. Gatinhos e bizarrices orientais. Coisas construtivas e o 4Chan. Sei que todo mundo começou dando “só uma olhadinha no scrapbook” e terminou surfando pela Deep Web.

Resumo de história: Todo mundo já matou a curiosidade de ver um membro quebrado, um acidente feio, um cadáver mutilado.

Sim. Todo mundo.

PAREM DE ME JULGAR.

Caham, como eu quis dizer desde o início do artigo, Guinea Pig é uma série bizarra. Horrenda. Grosteca. Ela é famosa por dois motivos. Uns muitos anos atrás, quando as pessoas ainda acreditavam que Snuff Movies eram reais e o único meio de se obter acesso a qualquer filme “proibido” era copiando a cópia da cópia da cópia, o famoso Charlie Sheen achou que a história na tela era de verdade. E o susto foi mesmo grande, pois fez o querido abandonar sua carreirinha pra ligar pra polícia. Os produtores e o diretor, no Japão, tiveram que dar muitas e muitas horas de depoimento até comprovar que todos os envolvidos no filme estavam sãs e salvos.

Assistir a uma cópia da ducentésima cópia numa televisão que não era full HD poderia tornar as imagens bem convincentes. Hoje em dia, em aparelhos que detectam até celulite nas coxas da Juliana Paes, a única reação dos telespectadores seria apontar pra cara do diretor e gritar HAHA FAIL em únissono.

O segundo motivo é que, supostamente, os filmes foram encontrados na coleção particular do famoso Otaku Assassino, um cara super maneiro-só-que-não que violou várias crianças AND as fez de jantar literal depois.

A série é dividida em seis filmes. Os dois primeiros são terríveis, no sentido de puta, que merda eu fui assistir?. Levam Centopeia Humana ao patamar de My Little Poney. Em ambos, alguma japinha indefesa é sequestrada e torturada por um longo tempo.

Em The Devil Experiment, o primogênito, a menina leva tapas, é perfurada por uma broca na lateral da cabeça depois de ser obrigada a escutar frequências altíssimas e perde as unhas, uma a uma.

Depois, em Flower of Flesh and Blood, um japa louco redundante esquarteja lentamente outra japinha indefesa. Do tipo beeeeem devagarinho. Quase parando. Dá nojo? Sim. É doentio? Sim. Olhando por outro lado e falando sério por um momento, esse filme é incrível de certa forma. Os efeitos especiais, pra época, superam muito O Albergue de hoje em dia. Se bem que até Teletubies é mais macabro que o Albergue.

Anyway, no fim, ambos são tão divertidos quanto levar uma vassourada no cu, garanto.

A partir do terceiro, a parada desanda e vira um Caceta e Planeta level expert. He Never Dies é engraçadinho de início. Aguentar mais que dez minutos de um cara tentando se suicidar após ter descoberto que é imortal é tarefa pra poucos. OK, é legal quando o protagonista se joga dos mais diversos lugares e enfia um esquadro na cabeça e tals, mas, nah. Passo.

Mermaid in The Manhole é… Eca, sei lá o que pensar de um filme sobre uma sereia peituda que tá com uma infecção fodida na cauda por que acabou parando na rede de esgoto. Pior ainda é o cara que resolve pintá-la e admirar cada estágio e pereba da ferida. Esperem reviravoltas no final. Ou não, pode ser que você ache tudo muito óbvio.

Android Of Notredame e Devil Woman Doctor são sobre experimentos humanos e doenças bizarras. O primeiro é chato pra caralho, e o segundo tem uma tortada na cara que salva o filme todo.

Esses dois últimos foram uma tentativa de tentar trazer de volta o hype que a série teve. Não adiantou muita coisa, já tava morta e enterrada. Os japinhas preferiram coisas mais fáceis de serem explicadas caso fossem pegos assistindo, tipo hentai de tentáculos.

E cês acham o que? Que é só isso que existe de podre na internerd? Tão enganados. Tem coisa pior. Guinea Pig, pelo menos, tenta ser engraçadinho. Quem já ouviu falar de August Underground sabe o que é um filme nojento de verdade.

A Serbian Film é brincadeira de criança perto desse filme. E ainda pretendo tomar coragem pra assistir a ele todo pra depois resenhar por aqui.

É. To começando a achar que sou realmente dodói da cabeça. Fazer o que, né.

Assistam Sakura Card Captors que é mais seguro. E, acima de tudo, saiam um pouco da internet. Ela afeta muito a nossa cabecinha.

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