Filmes engavetados

Cinema quarta-feira, 17 de julho de 2013

Alguns filmes foram feitos pra nunca ver a luz do dia. Foram roteirizados, planejados, filmados, editados e divulgados, mas nunca serão lançados. As vezes é um diretor que desiste, uma empresa que veta, um ator que desiste de tudo, sempre acontece alguma coisa e o filme, junto com meses e até anos de trabalho, vai pra lixeira. Veja aqui uma pequena lista de filmes que foram feitos, terminados e que você nunca vai conseguir ver sendo lançados:

All American Massacre

O clássico filme de terror infame O Massacre da Serra Eletrica gerou algumas sequências, mas existe um spin-off que permanece inédito. William Hooper (Filho de Tobe Hooper, que dirigiu os dois primeiros filmes) dirigiu uma prequel estrelada por Bill Mosley, que reprisou seu papel de Texas Chainsaw Massacre 2. O filme tinha ainda uma trilha sonora composta por Buckethead, mas ainda não tem data de lançamento oficial. Quem for fã pode visitar o website oficial do filme para fazer uma doação, o que irá ajudar os caras a terminar o filme.

A Bad Situationist (2001)

Outro projeto que não deu certo foi este, idealizado pelo dj de rádio americano Sam Seder, que fez esta sátira política em apenas duas semanas. O elenco é um quem é quem de comédia de Nova Iorque (Do ano da produção, 2001), incluindo David Cross, Sarah Silverman, Jon Benjamin, Marc Maron, Janeane Garofalo, Todd Barry, Jon Glaser e Brendon Small. Então o que aconteceu? Bem, o filme gira em torno da precipitação da eleição presidencial de 2000 e os personagens recorrem a atos radicais de violência (Por exemplo, disparando uma bazuca em um arranha-céus de Manhattan). A situação era bem ruim de fato. O filme nunca teve uma versão para os cinemas, talvez por causa da censura da época. Mas em 2008, Seder começou a vender DVDs do filme em seu website.

Eu acordei cedo no dia que eu morri (I Woke Up Early the Day I Died) (1998)

Ed Wood morreu antes de produzir este thriller noir bizarro. Quase 20 anos depois de sua morte, o roteiro de Wood foi filmado como uma homenagem exagerada pelo diretor de filmes B infames Aris Iliopulos. Billy Zane interpreta um fugitivo de um hospício que sai em uma onda de crimes e encontra personagens excêntricos, interpretados por gente do naipe de Ron Perlman e Christina Ricci. O filme não apresenta diálogos, mas há aparições especiais de Tippi Hedren, Bud Tribunal, Eartha Kitt, Ann Magnuson, Tara Reid e Dana Gould. Depois de ser exibido em alguns festivais, a produtora começou a atrasar o lançamento do filme devido a problemas financeiros e o abandonou.

Quarteto Fantástico (1994)

Um dos bootlegs mais vendidos em convenções de quadrinhos é a versão de baixo orçamento de 1994 do Quarteto Fantástico. No início dos anos 90, uma obscura companhia chamada Constantin Films comprou os direitos do filme da Marvel, que na época estava quase falida e queria ganhar um trocado na esteira do sucesso que a DC Comics tinha conseguido com os filmes do Batman. Mas a produção não andou, e o contrato que a empresa detinha sobre os direitos estava prestes a vencer, e se o filme não fosse feito eles teriam que pagar uma multa de 1 milhão de dólares. A única maneira que poderia de se safar desse prejuízo era fazer um filme, qualquer filme que fosse, mesmo que nunca pudesse ser lançado. Os caras tiveram então a brilhante idéia de chamar o guru dos filmes B, Roger Corman, para filmar rapidamente qualquer coisa que eles pudessem apresentar como um filme. O Quarteto Fantástico foi inicialmente orçado em 30 milhões de dólares, mas reza a lenda que Corman fez com apenas um milhão. Isso pode facilmente ser observado nos “efeitos especiais” do filme. O Tocha Humana parece ser feito de queijo, o Coisa de cocô (O personagem foi apelidado de Cocôisa), o Senhor Fantástico só esticava os braços e as pernas e a Mulher Invisivel era a única que fazia jus, realmente ficando invisivel. O filme foi concluído, mas a empresa sabia o tempo todo que a Marvel nunca iria liberar o lançamento de um filme tão mal feito. O que eu não entendi nisso tudo foi pra que filmar qualquer merda gastando um milhão de dólares pra não pagar uma multa de 1 milhão de dólares. Não fazer nada não ia dar na mesma?

Unlawful Killing (2012)

Este documentário recente acabou criando uma polêmica no Festival de Cinema de Cannes. O filme sugere que “forças obscuras” na Grã-Bretanha teriam encoberto os fatos que cercam a morte da princesa Diana. O filme é composto dos rumores sobre o caso e se tornou bastante suspeito por ter sido financiado por Mohamed Al Fayed, cujo filho, Dodi Fayed, morreu ao lado de Diana em 1997. Aparentemente, o filme foi incapaz de garantir as informações que detalhava e foi impedido de ser lançado nos EUA. Ainda não há nenhuma palavra sobre quando o filme será exibido aqui (Ou em qualquer outro lugar do mundo).

Amanhã à noite (1998)

Louis C. K. é o fodão do stand-up agora, mas você acha que alguém iria querer lançar seu longa-estreia, Amanhã à Noite, em 1998?. A comédia incomum inclui um grande elenco, incluindo Wanda Sykes, Steve Carell, JB Smoove, Conan O’Brien e Rick Shapiro e o trailer sugere que o filme é preenchido com o tipo de momentos absurdos e desajeitados que fizeram da serie do canal FX, Louie, ser o sucesso que é. Mas alguma coisa não deu certo e o filme não teve seu lançamento nem em DVD. Talvez Louis vá oferecer um download digital por cinco dólares daqui a alguns anos.

Dark Blood (2013)

O último filme de River Phoenix ficou no limbo por 20 anos, desde a morte da estrela. O filme, sobre um viúvo esperando o fim do mundo, foi recentemente concluído pelo diretor holandês George Sluizer. Sluizer já tem 80 anos e deve estar trazendo o filme de volta do limbo para ganhar algum reconhecimento, coisa que nunca teve em toda a sua carreira. O filme será lançado no circuito de festivais e o mundo poderá finalmente começar a ver o último filme de River, que caso estivesse vivo teria 44 anos e seria provavelmente uma estrela do quilate de um Johnny Depp. O elenco ainda conta com Jonathan Pryce e Judy Davis.

O dia que o palhaço chorou (The day the Clown cried) (1974)

Em 1972, Jerry Lewis terminou um filme intitulado The Day the Clown Cried, um drama de época, ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, sobre um palhaço de circo que levava as crianças para as câmaras de gás em Auschwitz. Tenso hein? Os rumores são de que Lewis foi a única pessoa que viu o filme completo e que o este teve só uma sessão privada em mais de 30 anos, para o diretor Roberto Benigni, que supostamente foi autorizado a ver o filme enquanto trabalhava em seu drama-holocausto A Vida é Bela. Em Los Angeles, foram encenadas leituras do roteiro com comediantes como David Cross e Patton Oswalt. Outro comediante e critico de cinema, Harry Shearer, afirma ter visto uma cópia do filme e tem levantado discussões no programa de Howard Stern no rádio, descrevendo a experiência de cair o queixo que o filme seria. Segundo a conta, o filme é totalmente perturbador, mas apesar disso, ninguém é capaz ficar sem vê-lo até o final. Interessante né? Quem tiver um cópia desse, por favor crie um torrent me envie pelo correio, preciso muito ver isso.

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  • Gustavo

    Esse documentario sobre a morte da princesa Diana parece ser interessante, poderia sair logo nos cinemas, ou na Internet pelo menos.
    Que merda deve ser esse quarteto fantastico, seria ate melhor pagar a multa do que fazer um filme desses

  • Faltou Be Here Now, documentário da luta do Spartacus (Andy Whitfield) contra o câncer. Tá na mesma situação do All American Massacre.

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