Estou brincando com você.

Antípodas da Mente sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Havia por volta de 250 pessoas enfileiradas naquela praia. A paisagem não interessa, mas elas vestiam trapos purulentos e fediam como mendigos.
Esperavam há duas horas e ainda não havia começado.

Ele também já esperava há duas horas. A última palavra digitada, “começado”, era uma ironia e uma demonstração de seu fracasso como escritor.
Não que não soubesse como escrever: tinha uma técnica perfeita, sabia brincar com as palavras, movê-las como se dançassem no papel. Simplesmente não sabia sobre O QUE escrever.

Já ele esperava há uns 5 minutos. A última palavra digitada, “escrever”, só tinha sentido em sua ausência.
Não é que não soubesse como: tinha uma ótima técnica, sabia brincar com as palavras, movê-las como se fossem gotas de cuspe. Também não era uma questão de não saber sobre o que escrever. Simplesmente perdeu a vontade…

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  • Leonardo Carvalho

    Vontade… essa era a palavra chave, uma vez que quando se sentiram atados ao texto os leitores queriam saber o que aconteceria a partir dali. De onde vinham e pra onde iam essas pessoas ali abandonadas.

    Não se sabe se haverá resposta, mas por certo abandonadas ficaram a minha esperança e a minha ilusão de que essa história seria concluída, que eu saberia o final desta po**a.

    PO**A! Termina de escrever esse conto!

    hahahahahah

  • Me lembrou um livro do Calvino, mais especificamente, Se um viajante numa noite de inverno.
    ^^

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