Especial The Walking Dead #01 – Rick

Televisão segunda-feira, 11 de outubro de 2010

DAEW. Bom, eu já fiz um texto falando que The Walking Dead, uma das HQs mais fodas que tratam de zumbis – o que é redundância, na verdade – vai virar série de televisão e tá prevista pra ser lançada nos EUA dia 31 de outubro deste ano. Como até lá tudo que a gente assistir vai ser irrelevante para nossas vidas, vou me dar ao trabalho de escrever uns textos especiais sobre a bagaça inteira, falando mais sobre os personagens principais, o que eles adicionam ao enredo e outras coisas que quem gosta do tema já deve estar careca de saber.

Eu já vou deixar o aviso: Esses textos vão ser recheados de spoilers, então nem venha chorar feito um tanga se você ficar putinho. Aliás, seria bom você nem assistir à série se você é tanga. Pra apreciar zumbis, você precisa ser gente primeiro. Depois levar uma mordida, é claro.

Rick é o personagem principal da série. Aliás, ele é o personagem mais denso de toda a bagaça, passando por maiores mudanças na sua própria personalidade. Um dos primeiros a aparecer na tela – ou na HQ -, fica claro que ele é um policial e, como todo bom policial, tá atrás de algum filho da puta que tá causando confusão. Em meio a uma perseguição, Rick é baleado feio. Ele não chega a morrer, mas é levado a um hospital e entra em coma. Inclusive, essa ideia de alguém entrar em coma enquanto o pau tá comendo solto do lado de fora lembra muito 28 Days Later, que também é do caralho. Se é pra ter influencia de algo, que seja algo bom. Pensa o que seria um filme de zumbis inspirado n’O Último Exorcismo. O Pizurk, com certeza, iria se matar.

De qualquer forma, depois que Rick acorda do coma e se vê em um hospital onde, aparentemente, todos os funcionários e pacientes tiraram férias (Em uma cova), ele sai andando por aí, tentando entender o que diabos aconteceu. O primeiro lugar que ele busca investigar é a própria casa, em busca do filho, Carl, e da esposa, Lori. Não encontra ninguém, se fodeu, e ainda leva uma pá na cabeça como bônus. Pá, por sinal, manuseada por Duane, que vive na proteção de seu pai, Morgan, em uma casa vizinha à de Rick. Não que a casa seja deles, mas pareceu ser um lugar seguro (Opa, um zumbi daria risada disso), e, por incrível que pareça, Morgan fica com medo de ser preso pelo policial. E é claro que isso não acontece.

Morgan acolhe Rick para dentro de sua casa – é lógico, o filho deu uma puta mancada, pensando que o cara fosse um zumbi, era o mínimo a ser feito – e explica o que aconteceu. O que não foge dos clichês, a propósito. Algo como um vírus se alastrou e ninguém teve capacidade de contê-lo antes de todo mundo ficar na merda. O governo prometeu enviar os militares pra controlar a situação, mas o que você menos vê por aí é o exército. Vivo. Também é revelado que o plano do governo era transformar as cidades em grandes centros de defesa, e convidavam toda a população a se deslocar pra lá, prometendo comida, proteção, carinho e um beijo na testa antes de dormir, seguido por uma xícara de leite morno.

Rick pensa que sua mulher e filho podem estar na cidade, afinal, as chances de existir alguém vivo por lá parecem ser maiores. E é isso mesmo que ele faz, após pegar algumas armas e veículos emprestados de uma delegacia. Pena que os postos de gasolina fecharam por algum motivo misterioso. Sorte que os cavalos não precisam de etanol para andar, e lá vai o cara, andando de cavalo até o centro urbano mais próximo. E é com o companheiro equino que ele tem uma das conversas mais legais da história.

Então… Qual o seu nome? Sabe, é uma boa ideia. Falar sobre o dia mais feliz da minha vida certamente irá afastar a minha mente dessa merda toda que eu tô passando… Tinha acabado de chegar no trabalho, aquela manhã. Estava relaxando, bebendo meu segundo copo de café do dia. Gilroy estava contando sobre o bêbado que havia prendido na noite anterior… Aí recebi a chamada. Era a minha esposa, Lori. Sua bolsa d’água havia rompido dez minutos depois que eu saí. Peguei o casaco e corri pra casa. Pedi ao Gilroy chamar o Dr. Stevens para que nos encontrasse no hospital. A levei pro hospital sem empecilhos. Uma das poucas vezes que usei a sirene. Era uma cidade pequena a que vivíamos. Segurei a mão dela o tempo todo. Houve complicações… Tiveram que fazer uma cesariana. Fiquei bastante preocupado, mas ocorreu tudo bem. A primeira vez que eu olhei nos olhinhos do Carl… Eu… Sabe, pensando melhor… Falar sobre os bons tempos apenas fez isso tudo parecer muito pior.

Foda. O cara é um poeta, praticamente. A diferença é que ele faz algo de útil, como explodir as cabeças de alguns zumbis. Alguns nada, todo mundo virou zumbi nessa merda. Aliás, vale dizer que não é só quem é mordido por um zumbi que se transforma, não nessa história. Qualquer um que morre vira um morto-vivo. A mordida só faz você morrer mais rápido, não é legal?

[SPOILER]

 Então, cês devem estar curiosos pra saber se Rick encontra sua família. E ele encontra, mas fora da cidade – que virou um caos. Afinal, usar uma área urbana gigante como centro de defesa foi uma grande burrada. Ao encontrá-los, ele percebe, pela primeira vez, o que está acontecendo: Fodeu, pô. Tem um bando de morto andando por aí, pronto pra comer quem aparecer pela frente e agora ele sabe que a sua família tá viva. Mas por quanto tempo? A partir daí, ele passa a fazer tudo o que é necessário para protegê-los. E é daí que vem a densidade: Ele é um policial, treinado pra liderar, dar exemplo e seguir pelas regras. Pra proteger sua família, ele mata quem estiver ameaçando a sobrevivência sem ao menos pestanejar.

Em um ponto da história, os sobreviventes encontram uma cadeia. Ironicamente, parece ser um lugar perfeito pra se proteger dos zumbis, por causa das cercas e tudo mais. O problema é que eles não são os únicos sobreviventes. Nesse mundo apocalíptico, as várias comunidades são uma ameaça séria. Uma guerra entre elas em busca de armas, comida e proteção pode dar uma ajuda pros zumbis, se é que vocês me entendem. E é isso que dá a sensação tão conhecida dentro das histórias de survival horror: Não há lugar seguro. Não adianta, você pode dar uma cochilada de cinco minutos e tudo o que você conquistou foi pro chão.

Em um desses confrontos, Rick perde uma mão. Não que vá fazer falta, afinal, mãos só são úteis para pessoas que precisam atirar. Mas pra que isso, não é mesmo? E eu vou falar que ele só perde a mão, por aqui, e deixar outros spoilers pros próximos textos. Mas é incrível ver o que o meio faz com quem vive no mundo retratado pela HQ. Você se pergunta se faria a mesma coisa que ele, ou se ficaria igualmente paranóico. Eu, pelo menos, faria. E ficaria louco, também.

[/SPOILER]

E você, pai de família? Como lidaria com a situação de viver perto de um bando de canibais? Se você for parente do Plínio, já deve saber. Caso contrário. The Walking Dead responderá todas as perguntas que você tem nessa sua cabeça oca – e todas as que você ainda não pensou. E no próximo texto, bora falar sobre o parceiro policial de Rick, Shane? Claro que sim, afinal, eu que tô escrevendo a parada; eu que escolho a ordem. VSF.

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