Escolhendo o show ideal

New Emo quarta-feira, 26 de Março de 2008

As pessoas me param na rua para fazerem a seguinte pergunta:

tanguinha– FFFFFFFFFÉÉÉÉÉÉOOO, SE VOCÊ É TÃO APAIXONADO POR MÚSICA, PQ VOCÊ NUNCA VAI EM SHOWS?

A resposta é: É exatamente por eu ser apaixonado por música. Não tem jeito, vocês bem SABEM que eu não me contento com pouco. Por isso eu digo que eu iria em shows de pouquíssimas bandas, e não de qualquer uma que eu curta e que vá fazer um show em um lugar bacana. Ozzy é do cacete, mas eu não iria em um show do cara. Não é só por causa do preço, sei lá, não sinto interesse MESMO gostando do trabalho do tio. Eu estou para as bandas como um adolescente virgem e apaixonado está para as mulheres: Tem que rolar a química certa, e tem que ser com a banda certa. Eu vejo por esse lado: Eu iria diversas vezes em um bar com a galera do AOE com a grana de um ingresso do show do Ozzy e… me divertiria mais. É estranho, mas é o que se passa por essa cabeça genial que sempre trouxe música boa para vocês.

Acho que a maioria das pessoas não perdem a oportunidade de ver uma banda gringa tocar por aqui, por mais que elas desconheçam o trabalho da banda. Olha, o show recente que eu me arrependo até hoje de não ter ido MESMO com os ingressos na mão (a boa é que eu GANHEI os ingressos) foi o do Motörhead. Pra informação de vocês, o colunista aqui já foi burro o bastante de se livrar do álbum Vulgar Display of Power, do Pantera, importado, á preço de banana na Galeria do Rock. Eu sempre me supero no quesito “fazendo merda na cena musical”, então carrego esse arrependimento sem fim. Eu MEREÇO sofrer, pelo menos isso eu admito.

Momento egocentrismo na New Emo:

O fato é que eu estou mal acostumado e traumatizado com shows. Por exemplo, uma dessas pouquíssimas bandas pelas quais eu iria em seus shows com frequência é o Ultraje a Rigor – o primeiro show que eu vi dos caras foi na MTV, mais precisamente no Fanático MTV Ultraje a Rigor, aqueeele programa em que eu participei; o segundo foi no Via Funchal, e o ingresso eu ganhei de um integrante da banda. E o trauma? Em meu aniversário no ano passado meus amigos me arrastaram pra um bar. E daí? Bom, rolaram dois shows nesse bar: Um era de uma banda instrumental que misturava sons do AC/DC, Toy Dolls e outras bandas; o outro era do Supla. Do SUPLA. Sim, eu também me pergunto “como assim, AMIGOS?”. Passei a noite inteira de braços cruzados, mas ao menos… bom, não tem “ao menos”. O fato é que eu não peguei ninguém, não bebi e ainda tive que aturar, além desse show, uma discotecagem indie. TODOS os bares que eu frequento fazem uma discotecagem ou contam com shows completamente depressivos para a minha pessoa, é esse o meu carma. Tanto que no meu último aniversário tocaram NXZero, ao vivo. E a banda era de Classic Rock/Pop.

Enfim, eu acho que shows são coisas sérias. Não pode haver meio-termo; ou você DELIRA ao som das bandas mais EMPOLGANTES da galáxia ou você vai encher a cara no bar mais próximo ouvindo seu MP3 Player. Venerem meu bom gosto musical em uma lista de shows que fariam eu montar uma banda cover de Lenny Kravitz só pra conseguir grana o bastante para frequentá-los:

PS: Eu ia colocar vídeos de shows aqui, mas estou sem som no PC. Eu devo ter um caso de amor com Murphy, não é possível.

Matanza

Gênero: Hardcore “Countrycore”.
Empolgação: Som pesado e letras que falam sobre machismo, brigas e bebida.
Lugar ideal: Em uma casa de shows, um bar pequeno mesmo. Afinal, você precisa estar próximo do balcão, da banda e do banheiro.
Som: Clube dos Canalhas.

Velvet Revolver

Gênero: Hard Rock contemporâneo.
Empolgação: Ritmo alucinante e solos absolutamente sensacionais.
Lugar ideal: Show grande, mas só dos caras. Uma banda de abertura já basta, mas com certeza ela seria dispensável. Vale 80 pilas fácil.
Som: Dirty Little Thing.

Queens of the Stone Age

Gênero: Stoner Rock contemporâneo.
Empolgação: Sons dançantes, riffs empolgantes e um vocal de primeira.
Lugar ideal: Show grande, talvez com umas duas bandas a mais.
Som: Song for the Deaf.

Wander Wildner

Gênero: Rock Brega.
Empolgação: Letras extremamente bregas e sonzeiras dançantes.
Lugar ideal: Um bar, creio que o mesmo esquema do Matanza.
Som: Eu Tenho uma Camiseta Escrita Eu Te Amo.

Serj Tankian

Gênero: Hard Rock levemente melódico.
Empolgação: Misturas originais, o melhor vocal da atualidade e som pesado.
Lugar ideal: Show fechado para a imprensa, convidados, ou algo do tipo. Sério, qualquer coisa que nos mantenha longe dos fãs de System of a Down tá valendo. Noobs.
Som: Empty Walls.

Ultraje a Rigor

Gênero: Surf Rock.
Empolgação: Humor ácido e sons definitivamente dançantes.
Lugar ideal: Show pequeno, quem sabe com algumas bandas independentes de abertura. Aliás, um bar aqui também cairia bem.
Som: Pelado.

AC/DC

Gênero: O melhor.
Empolgação: Uma overdose.
Lugar ideal: Show grande, só com a banda. Eu acho um ULTRAJE haver uma banda de abertura, tendo em vista que ninguém tem MORAL de abrir um show dessa banda. Arranco 300 conto do bolso na hora por esse show.
Som: Whole Lotta Rosie.

Melhor é impossível. Há mais bandas, mas acho que essas já justificam minha opinião. Sei que eu sou o único da turma que não tem um pensamento como “Em 1712, num show do Franz Ferdinand…”, mas eu não ligo. Claro que a consciência pesa quando eu me lembro do Motörhead – e o show de abertura era por conta do Matanza. Enfim, é isso. A banda tem que ser muito boa, e não apenas um hobby, pra me tirar de casa.

Agora é com vocês: Falem aí sobre suas experiências com shows e dissertem sobre o tema discorrido na coluna, se vir ao caso. Ou fiquem quietos e ouçam mais Rock.

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