Ensinaram à Tarja que guitarras existem

Música segunda-feira, 15 de julho de 2013

Que saudade que eu tava dessa cara de cavalo maldita. Sem sacanagem, acho que essa mulher provavelmente é a minha segunda cantora favorita, a segunda razão da minha existência drama. Ela – Assim como todos os artistas que eu gosto, essa porra é implicância comigo – andou meio sumida, mas, saquem só, lançou agorinha um clipe novo de um álbum novo pra essa nossa era de Aquário ficar completa.

 LINDA <3

Bom, eu não sei se vocês repararam, mas adoro meter o pau – opa – nos meus artistas prediletos ou naqueles que mais odeio. Claro que eu preferia que o Adam Levine que fosse lá e fizesse o mesmo comigo, mas é assunto pra outro dia, outra ocasião.

Enfim, não consigo fazer a mesma coisa com gente que não desperte nenhum feeling em mim, então saibam: Se não tô fazendo piada idiota na resenha é por que o filho da puta em questão não afetou em nada minha vida. Acho que é tipo aquele seu amigo muito íntimo, que cê chama de vadia mal paga, rosca-em-cinzas, lactante e toda a sorte de apelidos criativos que sei que as pessoas cultivam.

Adoro divagar. Continuemos com o que é importante, então.

A Tarja tava desde 2010 mais ou menos sem gravar coisas de estúdio, depois de vários shows, turnês, aquelas paradinhas que ela faz todo natal e afins. Se tem uma coisa que eu sempre torci o nariz pra querida, é o fato de ela não saber, às vezes, pesar a mão. O primeiro álbum, My Winter Storm, é bem bonito, bem produzido e tal, mas é pesado demais. Não no sentido do instrumental ser uma porrada nos seus ouvidos, não. No sentido de ser denso e arrastado. Difícil de engolir pra quem não é lá muito familiarizado com a cantora. Pras viúvas do Nightwish, então, foi um estranhamento.

Deu pra relevar, é claro. Foi o primeiro trabalho, a Tarja nunca compôs, só interpretou, então lidar com uma nova equipe de produção foi difícil, e etc. Há coisa muito boa ali, com certeza. Boy And The Ghost e Minor Heaven são dukaralhes. Só as tentativas de fazer aquele mix bonito entre ópera e heavy metal que todo mundo gosta não deram lá muito certo.

O segundo disco, What Lies Beneath, melhorou e muito. Ainda tinha aquelas engasgadas, mas a Tarja é bastante camaleão. Se adapta fácil a ambientes novos. Particularmente, é um CD do qual gosto muito. Ela se aventura além do tradicional e mastigável universo “clássico popularizado”, ou seja, tem mais do que violinos e violoncelos lá. Anteroom of Death, uma mistura de guitarras e um cravo é a síntese perfeita do trabalho.

Agora, teremos Colours In The Dark, a ser lançado um pouco mais pro final do ano e que está sendo ansiosamente aguardado pela minha pessoa. Tô meio órfã de música ultimamente, já que, como mencionei lá em cima, todos os meus artistas prediletos resolvem entrar de férias juntos e sair de férias juntas, o que me impossibilita de ir a todos os shows que eu quero. Foda.

Bom, a Tarja já lançou o primeiro clipe do CD, de uma música chamada Victim Of Ritual, que contém uma sacada genial: Ter de alicerce o Bolero de Ravel. That’s what we were talkin’ ‘bout!

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  • WandersonSantana

    Tinha que ser a Aline pra falar dela. Enfim, eu não curti muito, parece mais do mesmo.
    Sei lá, não tem feeling e o clipe é bem bizarro. Essa coisa dela jogar pó pra tudo quanto é canto não cola pra mim.

    A propósito, conhece uma banda chamada Diablo Swing Orchestra? Gostaria de ver uma opinião sua sobre alguns dos álbuns deles, se possível, é claro.

  • Aline Esteves

    rapaz, conheço só de nome. vou procurar saber.

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