E a Sony tenta dar um fatality na Nintendo

Games segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Eu sou meio pé atrás com alguns serviços. Internet, por exemplo, é oferecida basicamente e com mais qualidade – o que não quer dizer grande bosta – pela Speedy e Virtua. A questão, no caso, é escolher o serviço que te foda mais gentilmente, ao invés de te estuprar com um dildo tamanho GG. Com videogames eu penso a mesma coisa. Eu tenho medo pra caralho quando as empresas se metem a fazer coisas que não sabem. E cês sabem muito bem do que eu tô falando. O PSP foi a maior cagada da Sony. Tentar se aventurar em um setor que é basicamente um monopólio da Nintendo é burrice, mas eles teriam que fazer isso alguma hora. Só que eles entraram na brincadeira como um garoto de 10 anos sem pernas que tenta pular corda.

O PSP tinha muito potencial pra dar certo. O processador gráfico da parada é superior ao do Nintendo DS e, nesse aspecto de hardware, convenhamos, a Sony é especialista. Pau no cu de vocês e da Microsoft. Eu ainda aposto em uma vitória do Playstation 3, a longo prazo, pra cima do Wii e do Xbox 360 exatamente pelo potencial gráfico, mas isso é outra história. Isso vale pra console grande, não pra portáteis. Quem tem um portátil prefere diversão fácil e controles rápidos, não um analógico que não funciona, ainda mais com uma mídia tão cara como o UMD. Cara e inútil. Quem caralhos compra um filme em UMD pra assistir no portátil ao invés de comprar um DVD, ou até um Blue Ray?

Agora, pra tentar dar uma amenizada nesse período de cabaçagem em relação aos portáteis, a Sony anunciou o NGP – Next Generation Portable – que vai suceder o PSP. Pelo menos esse parece que tem analógicos – DOIS – que funcionam melhor que o anterior. O processador da bagaça é potente, mas isso é o mínimo que se espera da Sony. Não vai ser um console barato pelas especificações, a esperança é que os produtores façam jogos que atraiam todos os tipos de jogadores – dos casuais aos hardcore. As funções extras, como GPS e coisas do tipo são, na minha opinião, inúteis pra um console. Mas, fazer o quê. Pelo menos nesse quesito e na rede de serviços eles têm acertado – como a PSN.

 CUTI CUTI, não vou comprar nem fodendo.

Meu único receio foi que mostraram uma função nova do portátil: Resposta ao toque. E eu pergunto o que caralhos os caras fumaram pra colocar algo que responda ao toque no console? Aí eu já prevejo uma cagada. Isso foi uma estratégia pra tentar diminuir o abismo entre o DS, mas que, na minha opinião, vai ser um tiro no pé da própria empresa. Quem joga DS sabe que a tela funciona porque é prática e a maioria dos jogos realmente a utilizam – e se não utilizam, fazem com que ela funcione exibindo um mapa, ou outras informações. Pra que essa bagaça vai servir se o jogo não usar a função? Ela fica ATRÁS DO CONSOLE, PORRA.

Isso foi começar do jeito errado. Eles podem muito bem fazer algo parecido com o DualShock 3, mas qualquer coisa realmente inspirada no DS vai dar merda. Isso só serve pra encarecer o custo do aparelho – que não vai ser nada barato, pra começar, mesmo desconsiderando essas funções extras – e, se continuarem usando mídias caras, esse portátil vai ser o último que a Sony vai lançar pra competir com a Nintendo. Eles têm que aprender: O portátil tem que conter o que é carro chefe da empresa. No caso da Sony, gráficos pesados, e não criatividade.

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