Duro de… Aguentar Mais Um!

Cinema segunda-feira, 22 de março de 2010

Bruce Willis não é um bom ator. Nunca foi. Já tentou, mas não conseguiu. E ainda bem que desistiu e continuou sendo o mesmo brucutu brincalhão de sempre. Mas, e os tempos em que explodir coisas era tudo o que ele fazia de melhor? E os tempos em que explosões não eram simplesmente CGI mal feitos, mas explosões de verdade nos sets de filmagem? E esses bons tempos? Infelizmente, amigos, não voltam mais.

 “Putamerda, coceira na bunda bem agora…”

O mundo (O nosso mundo nerd e cinéfilo) foi abalado, a umas semanas atrás, com a trágica notícia de que Bruce Willis quer um novo Duro de Matar, agora com uma história que envolva terrorismo em escala mundial.
Levando em conta o que foi feito até agora com Duro de Matar, cheguei à conclusão que John McClane rodando o mundo, destruindo coisas e pessoas não vai funcionar porque John McClane sofre de Agorafobia. “WTF!?“, você deve estar se perguntando! Porra, AGORAFOBIA! Medo de lugar aberto! Vai ler um livro, merda… Duro de Matar funcionou MUITO BEM dentro de um claustrofóbico prédio; funcionou (Sim, e muito bem) dentro de um aeroporto, mas começou a desgringolar quando foi para a maior cidade do mundo e se perdeu em meio a fumaça, sangue e cartuchos vazios quando a ameaça foi a nível nacional.

Agora me vem o chucrute do Bruce Willis (Sim, ele é alemão, não sabia?) me dizer que John McClane quer rodar o mundo matando terroristas, explodindo carros e helicópteros e continuar sua saga de reconciliação com a Holly? O que será que ele vai montar dessa vez? Um foguete? Já fizeram isso em Dr. Fantástico e deu certo. Mas só Stanley Kubrick consegue fazer um homem montar num foguete e a coisa dar certo. Steve Buscemi montou em um no Armageddon. Não deu certo, até porque nada do que Michael Bay faz dá certo (Tá rolando um papo aí dentro do Bacon Frito que eu sou fã de Michael Bay. Não acreditem!)…

 “Hi! I’m a Mac” “And I’m the monkey in the wrench. The pain in the ass.”

Poxa, queremos filmes fodas, com mortes, tiros, sangue jorrando, mas queremos diálogos bons, roteiros instigadores, queremos histórias boas, queremos personagens evoluindo a cada continuação! Pô, olha o McClane: O cara tem pontos fracos, medos… O que é ele no topo do Nakatomi, com uma mangueira de incêndio amarrada na cintura, dizendo com cara de choro: “Deus, não me deixe morrer?” ISSO É MEDO, PORRA!

Hollywood perdeu a receita de como colocar tudo isso em um filme só. Ou perdeu a receita ou ficou com muito medo de voltar às raízes. E isso é triste. Foi-se o tempo onde víamos uma notícia de uma sequência de um filme que gostávamos e ficávamos ansiosos pra assistir ele de uma vez. Hoje, vemos a notícia de uma sequência e trememos, pelos na nuca ficam eriçados e desejamos voltar no tempo pra ver mais uma vez De Volta Para o Futuro II, Máquina Mortífera II, Rambo II, A Volta dos Vermes Malditos(!!!)…

 Aí, rapá! Bota uma arma na cabeça dessa vaca pro McClane voltar a ser homem!

A idéia é essa: Pra Duro de Matar voltar a funcionar, tem que botar John McClane trancado em algum lugar, botar a Holly (A Bonnie Bedelia mesmo) em perigo, e mostrando que as coisas entre os dois estão tensas (Até porque, no final do terceiro, não sabemos o que acabou acontecendo entre os dois) e pra finalizar, botar um bando de europeus com armamento pesado no meio dispostos a tudo por um pouco de dinheiro. Pronto. Duro de Matar volta a dar certo. “Yippee-ki-yay, motherfucker.”

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