Driver San Francisco (PC, PS3, Xbox 360, Wii)

Games terça-feira, 08 de maio de 2012

Sabe, muito tempo atrás, na época em que GTA era uma novidade fenomenal, com seus gráficos quadrados vistos de cima e sua liberdade para vagar por Liberty City, Vice City e San Andreas cometendo crimes ou só dirigindo sem se preocupar com leis de trânsito, foi lançado um jogo. Tudo bem, não é exatamente na mesma época, já que o primeiro Grand Theft Auto é de 97, e Driver só foi lançado em 99, mas orra, se você comparar os gráficos, Driver é muito melhor. O que, você não sabe o que é Driver? Herege maldito, só é o jogo de carro com o teste mais difícil de todos os tempos, e isso pra você COMEÇAR a jogar!

 Apesar de não ser do original, ainda assim: Chupa, Gran Turismo.

Mas eu não vou falar do primeiro Driver aqui. Não senhor. Mesmo porque, eu não consigo fazê-lo rodar, então eu quero que exploda. Não que na época eu tivesse jogado no meu computador, mas enfim. Também não tenho um PS2 pra jogar o Driver 2, e pelas críticas que eu ouvi, mesmo que tivesse não iria querer. Driv3r então, vish. Parece até que é cria de filhote de demônio com ateu, tendo em vista o tanto de gente que odeia. Mas eu também não joguei pra falar. E tem também Driver: Parallel Lines, que é o primeiro da série que não se trata exatamente de policiais à paisana, mas de um criminoso condenado. O que me interessou, além do fato de ser o primeiro com censura +18. Mas o assunto não é esse, novamente. Eu só gosto de contextualizar o jogo, quando há uma série de sucesso [Ou nem tanto sucesso] envolvida.

 Parallel Lines parece uma versão pobre de GTA, mas se tem motos não pode ser ruim. Mentira, joguei cinco minutos e é ruim que só o diabo.

Tudo isso culminou no Driver San Francisco, que se passa cronologicamente após o Driv3r. Meio óbvio, não? Porém, diferente dos três primeiros, esse se passa em uma cidade só: São Francisco [NÃO ME DIGA!]. Acontece que o protagonista, John Tanner, sofre um acidente logo no começo [Não é spoiler ainda, quando for você me xinga]. E é ai que a porca torce o rabo: O maluco entra em coma. Mas mesmo assim ainda sai de carro por ae, pra evitar que Charles Jericho, um gangster da pesada, saia matando geral. E como ele vai evitar que o Jericho toque o terror na galera, se ele tá em coma? Fácil: Ele adquiriu a habilidade de trocar de corpo.

 WHAT?

É isso ae, pissiti, Tanner agora consegue mudar de corpo, sem que ninguém note que ele é uma espécie de Exu-Caveira. Ok, quase ninguém. Teve uma moça que percebeu durante o jogo. O que é um ponto forte: O humor do jogo, e não a muié ter sacado, seu babaca. As piadas são largadas sem grandes pretensões, e mesmo assim funcionam bem [Exceto pela repetição, depois de um certo tempo de jogo]. Mesmo porque, qual é a seriedade de um jogo em que você brinca de Chico Xavier reverso? Se o jogo se levasse a sério, a habilidade de shift [Esse é o nome técnico] seria ridícula, e o jogo uma perda de tempo. Mas não, as trocas não só são fáceis e sem explicação aparente, como são úteis. E divertidas. Imagina só a seguinte situação: Você tá lá, perseguindo sei lá quem por sei lá qual motivo, isso não é relevante, ok? O relevante é: Cê tá perseguindo o cara, ai cê larga seu carro atual [Que entra numa espécie de piloto automático] e toma posse de um caminhão, vindo na direção contrária. Ai é só mirar direitinho e fazer POW! Já era perseguição.

Dá pra notar o poder destrutivo nesse vídeo.

Mas é claro que, num jogo de puliça, não ia ter só perseguições com o intuito de explodir o carro alheio. Você também tem que proteger testemunha, frustrar sequestro, desbaratinar perseguidores [Cê tá infiltrado, lembra?], vencer corrida para adolescentes asiáticos juntarem fundos para a faculdade, tem de tudo um pouco que cê possa imaginar. Claro que boa parte das coisas não afeta diretamente a história, mas se você nem liga pra história, melhor ainda. Cê só vai ter motivos pra barbarizar pela cidade com um carro. Sem contar os desafios [Dares] e atividades [Activities], que nada mais são pequenas marotagens que cê tem que fazer pra conseguir pontos que compram upgrades e carros.

Algumas atividades são baseadas em filmes, como Vanishing Point.

E sim, como sempre tem os malditos upgrades e tal. Mas nada que comprometa a jogabilidade. Se você é um imbecil que fica rodando e fazendo as paradas antes das missões feito eu, você vai estar cagando upgrades em pouco tempo. Mas o mais legal é comprar carros, cara. São 140 carros licensiados [Sem contar os sem marca] que vão de Fusca ao Dodge Viper, de caminhões ao mítico Ford GT, do Dodge Charger até Lamborghini Murcielago. É tanto carro que você fica até tonto, e pra cada finalidade um carro é melhor, já que alguns tem tração traseira, outros tração dianteira, e ainda tração integral. Pneu com cravo faz diferença pra andar na terra [E como tem terra em San Francisco, cara!], carros mais velozes são mais frágeis e por ai vai. É tanta coisa pra calcular que você não sabe nem qual carro pegar e… Mentira. No final cê vai sempre estar andando de Pagani Zonda Cinque. Ou, se você é nerd mesmo, um Delorean faz a mágica se tornar real.

 Melhor que isso, só um de verdade.

A parte sonora também é muito foda, várias músicas que eu não faço ideia de quem sejam, mas todas muito boas e tal. Que eu conheço mesmo só Stooges e Queens Of The Stone Age, com 1969 e The Lost Art Of Keeping A Secret, respectivamente. Mas a maioria das músicas se aplica pras questões do jogo, que no caso seriam músicas pra dirigir. Sem contar os efeitos sonoros muito convincentes, com motores e seus roncos peculiares, pancadas e pneus cantando lindamente. Sobre os gráficos nem dá pra falar muito, a maioria dos jogos de carro hoje em dia não tem pra onde fugir. E a jogabilidade [Pelo menos no Xbox] é ótima, tirando o fato de que eu tou mais acostumado a usar freio de mão que qualquer outra coisa, e por padrão o shift vem no botão de freio de mão [Sim, eu considero assim, não me enche], que é o A. E o freio de mão de verdade tá no B. Mas isso também é configurável. Tirando isso, os gatilhos do controle do Xbox são muito bons pra moderar aceleração e tal, sem contar que analógico pra fazer curva é muito melhor que setinhas no pc, por exemplo. Pra fechar a conta e passar a régua: Pode jogar sem medo que eu garanto. Se você não gostar, é porque cê só serve pra andar a pé.

Driver San Francisco


Plataformas: PC, PS3, Xbox 360, Wii
Plataforma Avaliada: Xbox 360
Lançamento: 2011
Distribuído por: Ubisoft
Desenvolvido por: Ubisoft Reflections
Gênero: Corrida

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