Diablo Swing Orchestra – Ou coisas diferentes que você deveria ouvir

New Emo quinta-feira, 05 de agosto de 2010

Este nome pomposo e ao mesmo tempo burlesco revela algo que você tem que conhecer. É sua obrigação de homem, de mulher, ou de hermafrodita, frequentar ao menos uma vez, o Cabaré dos Infernu!, o lugar onde as paredes são cobertas por veludo vermelho, servem carne crua, jogam e apostam até as calças, e o sécho rola solto ao som de Diablo Swing Orchestra.

Esta banda sueca, que canta em latim, usa instrumentos da época do meu tatatatatatataravô segue a vertente do metal de vanguarda. Em outra palavras, eles fazem um som LoKo RLZz que ninguém entende mas todo mundo gosta. Dizem que a banda surgiu no começo do século XVII, como uma orquestra extremamente habilidosa, e por tal diziam ter feito pactos com o inimigo nº 1 do papa. Talvez, tivesse sido em troca de poder tocar o Si Menor. Afinal, uma única nota nova ou não usada pode revolucionar as coisas.

Mas terminou todo mundo enforcado. E então, foram sendo reconstituídos por seus descendentes, e hoje fazem um mix de ópera, jazz, sueco, western, espanhol, blues, inglês e o caralho todo. Definitivamente, não há nada do metal tão inovador. É apenas ouvir, deliciar, e ficar babando.

As coisas lá no andar de baixo estavam pegando fogo (heh), e até agora eles só tiveram tempo de lançar dois álbuns, um em 2006 e outro em 2009. Pena que lá nos idos de 1567 não dava pra gravar sons como hoje. Só imagino como deveriam ser os shows. Luz vermelha, fumaça em todo canto, um palco minúsculo, brigas nos cantos e muitas suecas

 Esses vampiros são melhores.

De qualquer forma, não deixe de conferir. Passou o tempo em que Sonata Arctica era uma coisa legal, empolgante, com seus solos digitais de 354 notas por segundo. Aliás, isso nunca foi lá muito empolgante. Melhor fazer um som cru, forte, como um Motörhead da vida, sem frescuras. Faz bem pro ambiente auricular ouvir coisas diferentes de vez em quando. Na verdade, isso vale pra vida toda. Não almoçar sempre no mesmo lugar, não cantar a mesma garota sempre, e nem levar a sua muié pro mesmo motel todas as vezes.

Isso me lembrou uma parada sobre Orwell e Huxley. O primeiro dizia que não teríamos acesso a nada, seríamos controlados. O segundo, diz que serão tantas coisas que nem teremos filtro para absorvê-las. Não importa quem está certo, isso é papo pra outra hora. Encontra-me ali no açougue da esquina comprando carne pro próximo show de D:S:O que conversamos sobre essa parada.

Sabe o melhor disso tudo? Eles liberaram o primeiro álbum, The Butcher’s Ballroom, para download gratuito no Jamendo. Pegue o seu!

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  • Guten

    Fato curioso sobre DSO e avant-garde metal em geral: no começo, soa estranho e você fica meio que receoso que alguém lhe veja ouvindo aquilo por soar tão diferente; depois, você se acostuma e passa a dirigir ouvindo Balrog Boogie e A Tap Dancer’s Dilemma com as janelas abaixadas.

  • R.P.N.

    Diablo Swing Orchestra é muito bom! Não entendo as pessoas rotularem esse tipo de música como “estranha”. É Swing com Metal, cacete!

    E acho que Huxley está certo. Muita coisa REALMENTE boa e a gente não capta (vide projeto Ayreon, ao invés de lixos como Restart ou Cine).

  • Brub

    Tap Dancer’s dilemma é realmente viciante. O melhor de tudo é que ‘cê não para de ficar impressionado com a habilidade dos caras na primeira música. E quando menos se espera a gente percebe que se viciou naquela música estranha que parece que foi feita pra embalar alguns momentos da vida como uma inovadora trilha sonora *-*

  • Lil

    aaaaaaaaaaah adoro D:S:O! É bem difícil ouvir falar da banda, e quando se ouve é pra dizer apenas que é “esquisito” ou “diferente”. Adorei a resenha.

  • Monnica Calabria

    Procurei as músicas, adorei e baixei 2 álbuns deles!! Fazia tempo que não escutava coisa boa assim de verdade. Valeu pela dica!

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