Destaques da Semana em DVD – 23 á 27/06

Cinema segunda-feira, 30 de junho de 2008

Juno: Grande surpresa da temporada esta comédia com toques de drama que encara a gravidez na adolescência de uma maneira inédita e curiosa. Pontos para o roteiro pop cheio de referências e ao brilho da jovem atriz Ellen Page (a Kitty Pride de X-Men), perfeita no papel. A trama conta história de uma adolescente que fica grávida e toma a decisão de doar o filho para que um casal que não pode ter crianças próprias adote. Assim, ela precisa começar a lidar com alguns conflitos, tanto familiares quanto sociais, além de se relacionar com os pais escolhidos para seu filho. Tudo isso ainda tem como plano de fundo a descoberta de seus sentimentos por seu amigo mais próximo, um garoto da mesma idade e pai do bebê. Confira a crítica.

Onde os Fracos Não Têm Vez: Chegando de mansinho, o filme acabou ganhando os principais prêmios do ano passado, inclusive o Oscar de melhor filme, mas não se enganem: o filme não é para todos os públicos. Misto de faroeste/policial/drama, Onde os Fracos não Têm Vez deixa um inquietante final em aberto, que deve desagradar a maioria. No entanto, tem no elenco Javier Bardem (está soberbo no prêmio mais barbada da noite do Oscar, ator coadjuvante) e a instigante trama tem seus pontos altos, claro, imperdível para quem se interessou. Tudo se passa no Texas, década de 80. Um traficante de drogas é encontrado no deserto por um caçador pouco esperto, Llewelyn Moss (Josh Brolin), que pega uma valise cheia de dinheiro mesmo sabendo que em breve alguém irá procurá-lo devido a isso. Logo, Anton Chigurh (Javier Bardem), um assassino psicótico sem senso de humor e piedade, é enviado em seu encalço. Porém, para alcançar Moss, ele precisará passar pelo xerife local, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones). Confira a crítica.

Os Senhores do Crime: O cinema de David Cronenberg é garantia de filmes pulsantes, violentos e crus. No caso deste, as particularidades da filmografia de Cronenberg não fogem á regra. O submundo dos mafiosos russos é mostrado e muito bem defendidos pelos atores Viggo Mortensen (merecedor da indicação de melhor ator ao Oscar, o Aragorn de O Senhor dos Anéis) e o veterano ator (voltando á velha forma) Armin Muelle-Stahl. A trama deste thriller eletrizante é centrada na história da parteira Ana (Naomi Watts), que trabalha em um hospital em Londres e acaba testemunhando a morte de uma jovem garota durante o parto na noite de Natal. Ana acaba decidindo descobrir mais sobre sua identidade e sua família, para quem quer dar a triste notícia pessoalmente. No entanto, a busca acaba colocando-a em perigo quando ela se depara com o lucrativo negócio do tráfico de sexo, comandado por uma organização criminosa da Rússia. Não demora até que o caminho de Ana se cruze com o de Nickolai (Viggo Mortensen), um homem violento e misterioso e que acaba revelando ser muito mais do que aparenta.

Jogos do Poder: Filme bastante comentado como possível oscarizado deste ano que acabou sendo deixado de lado – unicamente Philip Seymour Hoffman ganhou uma indicação como ator coadjuvante. Talvez o grande problema do filme é sua interessante, somente, trama que pertence particularmente aos bastidores políticos dos americanos, mas não deixa de ser bacana ver um Tom Hanks bonaçhão como senador (figura real). Mas como crítica política, por vezes, se torna somente cômica. Na trama, início dos anos 80, a União Soviética invade o Afeganistão, o que chama a atenção de políticos norte-americanos. Um deles é Charlie Wilson (Tom Hanks), um homem mulherengo e polêmico que não tem grande relevância política, apesar de ter sido eleito 6 vezes para o cargo. Com o apoio de Joanne Herring (Julia Roberts, sumida há anos), uma das mulheres mais ricas do estado que o elege, e do agente da CIA Gust Avrakotos (Philip Seymour Hoffman), Wilson passa a negociar uma aliança entre paquistaneses, egípcios, israelenses e o governo norte-americano, de forma que os Estados Unidos financiem uma resistência que possa impedir o avanço soviético no local.

Cloverfield – Monstro: Filme que representa o que de melhor a internet pode representar para um filme: marketing viral e expectativas. Projeto do produtor J.J. Abrams (de Lost) que reuniu desconhecidos para criar uma espécia de Godzilla americano, vale uma espiada pela originalidade do projeto, mas é claro que sua câmera estilo A Bruxa de Blair deve desagradar a vários. Na trama, Rob Hawkins (Michael Stahl-David) mora em Nova York e está prestes a se mudar para o Japão. Ele reúne os amigos em uma festa de despedida, na qual pretende revelar sentimentos mal-resolvidos. Entretanto, um forte solavanco assusta os convidados. Todos buscam notícias sobre o ocorrido na TV, que diz que a cidade sofreu um terremoto. Ao chegar ao terraço para ver os estragos, o grupo nota uma bola de fogo gigante, seguida pela queda de luz na cidade. O pânico toma conta de todos, o que aumenta ainda mais quando eles enfim conseguem chegar á rua. Confira a crítica.

Atos que Desafiam a Morte: A brilhante diretora Gillian Armstrong explora a turnê britânica do maior ilusionista de todos os tempos neste suspense sobre a busca obsessiva de Harry Houdini por uma prova de vida após a morte. Houdini (Guy Pearce) é um astro internacional e sua incrível habilidade de contornar a realidade encanta audiências do mundo todo. Isolado pela fama e mergulhado em arrependimento, Houdini lança um desafio com o pagamento de uma alta recompensa para aquele que descobrir as últimas palavras de sua falecida mãe. Sua determinação o leva a ser alvo de vários golpistas, entre eles, Mary McGregor (Catherine Zeta-Jones) e sua filha Benji (Saoirse Ronan, a pequenina Briony de Desejo & Reparação), que aparentam possuir grandes poderes sobrenaturais, mas que na verdade têm motivos bem diferentes para cativar um relacionamento com o famoso mágico.

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