Como sobreviver entre gamers

Games quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Fato é que minha infância foi deveras noob.

Enquanto meus amiguinhos de rua possuíam lindos Super Nintendos, eu me contentava com uma rotina game-free. O mais normal era que eu passasse meus dias rodeada de apetrechos de Barbie ou Susie (se você fez o mesmo, mande um oi pro Dih aí de dentro do armário), o que gerava uma irritante organização no fim do dia. Ocasionalmente tinha acesso a algum Mario World ou Sonic (nos quais sempre deixava minha irmã mais nova jogar somente nas fases marítimas, mas, quem não as odiava?), e, depois de um tempo, joguei um tal de Crash Team Racing. Viciante, o negócio. Parecia Corrida Maluca, considerando que seu objetivo era ganhar, não importando como. Minha maior paixão era colocar em Battle Mode e FODER com o adversário. Não literalmente, seu nerd maldito.

Mas foi um vício temporário, e, depois disso, desenvolvi um certo apreço à minha vida social (toma no estômago, fdp). Passar meu tempo livre num bar enchendo a cara e pulando ao som de … qualquer coisa, na verdade, me parece bem melhor do que virar fases num console.

Daí você se pergunta, o que faz uma noob total como eu num site de games, certo?

 Pois é, eu também.

Acontece que, por insistência do nosso querido chefinho (oi, sou puxa-saco puxassaco – maldita reforma), agora vocês têm que me aguentar uma ou duas vezes a cada quinzena. RÁ, não bastasse que eu os salvasse de “Quero linguissas agora LOLOLOLOLOLOLOOL” ou “Estava em viajem”, ainda preciso escrever sobre coisas que NÃO CONHEÇO.

Então comecemos essa que espero não se tornar uma coluna semanal.

Não há como fugir desses malditos jogos. Essa semana mesmo fui ao mercado público e quase comprei um Wii (claro que só me faltou o subsídio financeiro para tal), tamanha é a promoção que aguento dessas bostas. Juro por deos que meus olhinhos brilharam ao ver um conjunto para Wii, com luvinhas de boxe ROSAS.

E é disso que eu falarei para vocês hoje. Como nós, gordinhas, somos atraídas por esse irritante mundo gamer.

 Existem, juropordeos – E A BEL É UMA

Ou não, já desviei três vezes do assunto inicial nessaporra.

Tudo começa num golpe simples de publicidade. Primeiro, as plataformas. O Juno já falou disso, lembram? Tou pouco me fodendo que vocês achem o Wii horrível ou whatever. Pago um pau imenso pro design, pro “levantar a bunda do sofá e fazer parte do jogo”. Isso é o máximo, em especial pra uma criatura idiota como eu, que se inclinava ao jogar Need for Speed.

 Porque será que só se acha japa jogando videogame?

Depois das plataformas, vem a parte patricinha. Aposto que quebrarei o mundo de muitos com a próxima afirmação: o Nintendo DS rosa não foi feito pensando em vocês, seus tangas. Favor não cometer suicídio.

Agora, o que me atrai mesmo são os complementos. Já falei da luva de boxe rosa? Eu realmente curti aquilo. E os tapete para dança do Wii Fit? Orra, esqueça a época de ir para um Playcenter jogar Dance Dance Revolution. Jogar em casa garante um nível de pagação de mico bem menor.

Ou não.

E, para os que não se convenceram, um pouco de estimativa: A Gamestart, rede de locadoras de games inglesa, comprovou que mulheres gamers fazem mais sexo. Olhaí, fdp:

Of our sample of 200 women, those who played video games on average had sex 4.3 times a week while those who didn’t play games only had sex just 3.2 times a week.

Perhaps even more promising for gamers is the fact that many of the women that we interviewed who have only recently started playing games said that they now have sex more often than before.

De 200 mulheres inglesas, aquelas que jogam regularmente fazem sexo em média 4,3 vezes por semana – o que é muito, considerando que as britânicas são as que possuem o recorde de “encalhamento” mundial. Não bastando isso, muitas das entrevistadas que recém tinham começado a jogar disseram que a frequência de sexo que têm aumentou desde que começaram a jogar.

Não, isso não significa que você, nerd maldito, faça mais sexo que um qualquer aí.

 Ou você se parece com a Luiza Gottschalk?

(Nota do Editor: Manuela é a revisora mais querida do AutoGamer; tratem-na com carinho e talvez eu deixe ela escrever pra vocês de novo. Obs.: Nenhuma revisora foi mal-tratada na confecção deste texto. – Atillah)

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