Combat Arms e porque eu odeio a Level Up! Games

Games terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Eu odeio a Level Up! Games. Se você consegue ler o título, você já deve ter percebido isso. Mas os meus motivos pra tal ódio são mais do que pura implicância, se é que isso é possível. A LUG tem como carro chefe o primeiro jogo que lançou no Brasil – ok, não tenho certeza se foi o primeiro, mas, com certeza, foi o mais famoso -, um MMORPG chamado Ragnarök. Não, você não deve ter orgulho de jogar Ragnarök ainda. Sério, tem coisa pra fazer no jogo ou ele já virou um PvP por completo? De qualquer maneira, desde esses tempos os jogadores reclamavam do travamento da empresa. Se alguém era roubado, hackeado, precisava simplesmente alterar um dado da conta, tinha que passar por um atendimento mais demorado e mais chato do que o da Net. Como isso é possível?

Depois de um tempo aumentando exponencialmente o preço do cartão de acesso ao jogo, a alta cúpula da LUG (Composta por nazistas, fãs de Justin Bieber e diversos vilões capturados nos desenhos do Scooby Doo) chegou à conclusão de que nenhuma empresa sobrevive por muito tempo com apenas um produto. E um produto caro, ainda por cima. E eis que eles começaram a lançar outros jogos e um chamou minha atenção: Combat Arms. E, puta que pariu, nunca vi jogo mais capitalista do que esse.

Quem já leu um artigo ou outro meu aqui sabe que eu partilho da opinião de que quem quer jogar e se divertir tem que pagar pelo serviço. Mas eu disse isso comparando servidores oficiais e servidores piratas (Também chamados de “alternativos”. E, ao pé da letra, eles não podem ser chamados de piratas mesmo), o que é mais do que óbvio. Se você não quer correr riscos de sofrer rollback, wipe e invasões, você tem que confiar no servidor oficial. Pirata com software contra hackers algum oferece uma proteção completa. Se bem que se você for imbecil pra dividir conta e fazer outras coisas estúpidas, não há software que dê jeito nisso.

Eu baixei Combat Arms porque li que ele tava na categoria GRÁTIS. Aí meu lado pobre começou a piscar e eu baixei a bagaça, porque de graça eu aceito até Nova Schin. Terminei de baixar rápido, afinal, o arquivo nem é tão grande, me registrei e fui jogar. Você pode personalizar o seu personagem – coisa que eu acho perda de tempo – e entrar em um tutorial que ensina os comandos básicos e coisas assim. O áudio é em inglês, mas algumas mensagens continuam sendo em português. Isso é tradução mal feita, mas não tem problema.

 E os gráficos são aceitáveis, pelo tamanho do jogo.

Quando você vai jogar pra valer, pode-se escolher várias salas, algumas particulares para clãs, e outras públicas. Existem vários tipos de esquemas de jogo, como cada um por si, procurar bomba e desarmar, resgatar reféns, equipe contra equipe e por aí vai. Fora o teor altamente CHUPADO do Counter Strike, os comandos são bem intuitivos e, quando você morre, na maioria dos modos de partida, você não precisa esperar o round começar de novo. Basta esperar uns cinco segundos e voltar pro jogo.

Se fosse só isso, eu acharia perfeito. Afinal, com a minha falta de tempo de final de ano, atrás de cidra barata e panetone que valha a pena, eu quero jogos casuais. Não quero ter que perder cem horas em um jogo pra conseguir itens bons e, aí, começar a me divertir. Eu sou nerd, mas tenho vida social, por incrível que pareça. Depois de umas rodadas apanhando e metendo muita bala também – afinal, eu sou caveira – eu morri pra caralho. Mas aí pensei que era normal, primeira vez jogando e eu provavelmente só tinha que me acostumar com a mira, os modos, mapas, armas. Nada problemático. Finalmente a LUG lançou um jogo que eu posso aproveitar sem ter que pagar.

Aí eu fui pro meu inventário pra pegar armas legais. Afinal, a kalashnikov sempre foi minha favorita em todos os FPS, e se você sabe jogar com ela, sabe jogar com tudo. Aí a minha surpresa tão previsível: Ao vencer uma partida, você ganha certos pontos pra serem usados em equipamentos. Um dos problemas é: Você não COMPRA o equipamento, você ALUGA. Porra, se eu tô gastando pontos eu quero usar a bagaça pra sempre. Não quero limpar meus pontos por algo que um dia vai sumir do meu inventário. Pra quem é iniciante em qualquer jogo, a economia da coisa é a primeira coisa que aperta. Mas ok, muito insatisfeito, ignorei e escolhi algumas coisas (Existem também restrições sobre o ranking. Se você for um soldado, apenas, não consegue equipamentos destinados pra tenentes. Mas beleza).

Já com certa desconfiança, resolvi fuçar mais um pouco. Acontece que boa parte do arsenal e dos equipamentos são vendidos por cash. Cash, senhoras e senhores, também significa DINHEIRO. Cê tem que pagar pra ter equipamentos bons – muito bem apontado, já que se você clica no ícone, já abre uma página com os dados para o depósito na tela -, caso contrário, você nunca vai conseguir ficar pau a pau com um nego que é equipado até os dentes com o filé mignon da coisa.

 Excelente!

Em uma conversa com alguns jogadores, eu perguntei o que caralhos eles tinham na cabeça ao pagarem em um jogo que, tecnicamente, deveria ser de graça. A maioria falou a mesma coisa: Você começa ignorando o fato de que quem paga pelos melhores equipamentos tem vantagem e vai com a cara e a coragem. Depois de um tempo jogando por conta própria, você se sente obrigado a pagar. Ou você já acostumou com o jogo, ou criou amigos lá dentro e não quer parar.

Eu acho que a LUG tem um pacto com o demônio pra ser tão filha da puta a ponto de atrair jogadores patos dessa forma. A proposta de um jogo de graça é ser DE GRAÇA. Nem se colocassem esses pontos de cash como doação. Quem procura um jogo de graça não tem condições de gastar dinheiro todo mês com um jogo – seja com doação ou com pagamento. Se você quer cobrar pelo jogo, é bom começar a cobrar de vez, não cobrar uma coisa SEM IMPORTÂNCIA como equipamentos. Tomar no cu, ganho mais jogando jogos em flash. Ou Flight Simulator. Puta jogo que você paga uma vez e não paga nunca mais. Foda-se quem joga aquela merda, a LUG não vai conseguir comprar minha alma, não.

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