Christian Jacq e seus livros que fazem a gente amar a História

Livros quinta-feira, 07 de junho de 2012

A grande maioria das pessoas acha que ler é um saco; e é quase unânime a opinião de que história é outro saco, principalmente por conta da maneira pouco dinâmica e maçante que os dois são ensinados na escola. Logo, livros de história deveriam servir apenas pra serem queimados, estraçalhados e enfiados, em forma de rolinhos, nas bundas de quem nos irritam – não necessariamente nessa ordem. Claro, eu sei que todos os leitores do Bacon são lindos, cultos, inteligentes e sensuais, mas tenho certeza que cês conhecem no mínimo duzentas mil quatrocentas e oitenta e duas pessoas que pensam assim.

Sorte que, pra essas abominações da natureza pessoas, existe o querido Christian Jacq, um cara tão sinistro que consegue escrever ficção baseada e condizente com fatos históricos. Ah, sim, ele também é legal.

 E OLHA COMO É FOWFO!

Então, o Christian Jacq é um francês muito do fofinho que resolveu, por algum motivo obscuro, ser egiptólogo vai ver a mãe dele era uma múmia. Aos dezoito anos, já tinha escrito mais de oito livros, alguns fictícios e outros contendo análises históricas. Ou seja, nerd até o tutano dos ossos. Pena que ele é das antigas, se tivesse nascido na nossa época tenho certeza de que não teria sido virgem até os trinta anos. Enfim, divago. O importante é: No início da década, o puto já tinha mais de cinquenta livros escritos.

A maioria é sobre o Egito Antigo, mas uma das séries é exclusivamente sobre Mozart. São livros que contam a vida do músico sob uma óptica mais branda. Considerado por muitos um beberrão, um viciado, Mozart é retratado nessa série como um homem honrado, muito ligado à família, e que simplesmente sofreu nas mãos dos músicos invejosos. Também mostra seu lado mais místico, seu envolvimento com a maçonaria e cada significado oculto em cada uma de suas obras. Apesar de não parecer, é um livro cheio de ação.

Uma das qualidades que mais me chamou a atenção nesse autor foi a capacidade de conseguir divertir enquanto escreve. Não tem enrolação, a linguagem usada não é difícil, e cada capítulo consegue prender a atenção. Quase como se ele estivesse do teu lado, e vocês estivessem conversando com ele sobre alguma coisa que aconteceu no trabalho semana passada.

Enfim, recomendo pra quem gosta de história, óbvio, mas principalmente pra aqueles que têm um pézinho atrás com o tema. Também é bom pra quem tá desacostumado com leituras mais difíceis e quer “começar do zero”. Divirtam-se, galera, coisas antigas também podem ser legais.

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  • Pri

    Aham, Cláudia! Fixou bonzinho

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