Canções para cortar os pulsos: O mítico Leonard Cohen

Música terça-feira, 05 de Abril de 2011

Leonard Cohen é o que se pode chamar de mito. Virou cantor com mais de 30 anos. Antes tido como grande poeta e escritor no Canadá, ele viajou o mundo inteiro, indo parar na Grecia, onde lançou seus melhores livros e de onde partiu para os Estados Unidos para virar um grande compositor e cantor. Lançou poucos discos, mas mesmo assim, influenciou barbaramente artistas de alto calibre: John Cale, Ian McCulloch, Pixies, Nick Cave, Peter Astor (ex-Weather Prophets), House of Love, R.E.M., Lloyd Cole, James, Tom Waits, Nirvana, Morphine, entre muitos outros.

Gênios são gênios não importam a idade que começam uma nova carreira. Um poeta tímido, que tinha vergonha de aparecer em público, com uma reputação sólida construída como poeta, quem diria que ele um dia fosse entrar no então chamado mundo “decadente” do rock e tornar-se uma referência quase obrigatória para quem viesse depois dele?

Apesar de canadense e de estar tão próximo dos EUA, Cohen amava a cultura européia, tendo como ídolos o espanhol Lorca, os franceses Albert Camus e Maupassant e os russos Dostoiévski e Tchekov. Seus cantores favoritos eram Pireu, Brassens, Brel e Ferré, todos cantores de lingua francesa, que viriam a influenciar um outro conteporaneo, Serge Gainsbourgh. Sua primeira obra chamada Let Us Compare Mythologies, foi lançada enquanto ainda estudava. Cinco anos depois, The Spice Box of Earth o tornou mundialmente conhecido. Depois de ir morar na Grecia, lançou sua obra mais polêmica, Flowers for Hitler, além de outros dois romances de destaque, The Favorite Game e Beautiful Losers, que fizeram o jornal Boston Globe afirmar que James Joyce estava vivo e morava em Montreal. Cada livro vendeu mais de 800 mil exemplares, uma quantidade incrivel naquela época.

Mas ele queria ser músico também. Começou compondo. Numa viagem aos EUA acabou conhecendo Judy Collins, que gravou duas canções suas: Suzanne e Dress Rehearsal Rag. Depois resolveu arriscar a sorte no tradicional festival Folk de Newport e acabou conhecendo o lendário John Hammond, que havia trabalhado com Billie Holiday e Bob Dylan no inicio de suas carreiras na Columbia Records. No final do mesmo ano é lançado Songs of Leonard Cohen, primeira parte de três discos lançados pelo bardo, que incluiria ainda Songs from a Room e Songs of Love and Hate. Ele ainda viria a lançar mais 8 discos e 10 livros.

Presente nos discos de diversos artistas, Cohen sempre foi mais conhecido dessa forma, por suas composições, que sempre fizeram muito mais sucesso na voz de outros artistas que na sua propriamente dita. Ele mesmo explica:

Muitas pessoas me questionam se há alguma mística em escrever. Eu acho que a única receita é entrar em contato com você mesmo ou interessar-se em se conhecer. Muitas pessoas não estão interessados nisso, mas o material que utilizo são meus pensamentos e as paisagens e pinturas que elas podem me fornecer.

Cohen atualmente vive em Montreal, escrevendo e compondo novas preciosidades e ocasionalmente fazendo alguns shows, mesmo que aos 75 anos. Longa vida a esse poeta maluco!

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  • Nathan

    Eu gostaria muito de ler um comentário do grande K sobre esse texto.

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