Breve história da música clássica: Modernismo

Música quarta-feira, 09 de novembro de 2011

Passamos por , , mi e entraremos em sol por que os acordes dissonantes tão abrindo caminho!

Ah, o século XX. Um dos períodos mais recheados de picuinhas, intrigas e porradarias da história da humanidade. A época da arte moderna ou do eu podia ter feito isso mas já tava assim quando nasci e seus hipsters. Acho que já deu pra sacar que odeio hipsters. Nevermind.

A música impressionista, assim como a pintura impressionista, focava na atmosfera das coisas. Muita gente diz que há, na verdade, a tentativa de descrever objetos ou paisagens por meio das notas musicais, mas acho que há muito mais construção de atmosferas e situações do que da materialização da música em si.

Complicado? Nah, que isso!

Basicamente, é a época de inovação. De rejeitar tudo o que fora construído até então e criar o inesperado. A música clássica tava muito… Clássica. Apesar de um zilhão de compositores ter inovado em seus estilos e aberto novos caminhos pra composição, tudo era muito certinho. Sempre em escalas maiores ou menores, e em extravagância: Muita música orquestrada, executada por trezentos instrumentos. As músicas vinham em sinfonias gigantes de meia hora cada, fazendo espetáculos de mais de três horas, ou em forma de sonata, com três movimentos totalizando mais ou menos quinze minutos de execução. Isso sem falar na atmosfera oito-ou-oitenta! No classicismo, muita energia e descontração; no romantismo, muita agonia e nervosismo.

A galera começou a buscar ajuda no oriente. Lá, cataram as escalas dissonantes; acordes de sétima e nona, diminutos, e as escalas pentatônicas – alguém já começa a sentir uma pontada de jazz? E cataram influências de tudo quanto era canto.

Comecemos com Debussy e seu nome difícil de ser pronunciado a sua obra mais famosa:

Clair de Lune descreve, basicamente, um lual na praia a lua. Essa música aqui todo mundo conhece, até por que a coitada já foi estuprada por Crepúsculo.

O segundo maior nome do impressionismo é Ravel, com seu famoso bolero. A música pode ser repetitiva, mas o lance de fazê-la crescer e adensar foi genial.

Ah, e se vocês prestarem atenção, o puto é incrivelmente influenciado por Mozart. Logo, ele é tão rebelde que ainda fez músicas de meia hora.

Aliás, só pra não deixar passar em branco, vamos dar um pulinho no expressionismo. Ao contrário de seu conterrâneo, o impressionismo, esse aqui chegou batendo continência ao período romântico tardio. Cheio de sentimentos, de porrada nas teclas do piano e tempestuosidade e, acima de tudo, o caos. Músicas atonais são o forte da vez. O principal nome foi Schöenberg, com Noites Transfiguradas.

E agora, pra fechar com chave de ouro, o último período da música erudita: A vanguarda. Se vocês tiverem percebido, cada mudança de estilo da música pode ser caracterizada como um grito de emancipação, uma vontade de abrir as possibilidades e obter liberdade. Basicamente, uma vadia bêbada que, a cada gole de vodka, tira uma peça de roupa. A comparação é perfeita se você pensar que tanto a vadia quanto a música acabaram estupradas e corrompidas no final.

Mas voltando ao ponto do artigo, música de vanguarda é dividida em tantas sub-classificações que não dá pra se fazer uma análise muito profunda dela, aqui. O que pode ser dito, e que vale pra todos os períodos, é que vanguardas surgiram após a segunda guerra mundial. Elas exploram polêmica, se aproveitando da sujeira que o mundo vivia pra dar motivo à falação de merda. Aliás, música de vanguarda é tão viajada que um dos compositores mais famosos, Iánnis Xenakis, utiliza fórmulas físicas, particularmente da teoria do caos, pra compor. O serialismo, forma característica do período, consiste em fazer músicas matematicamente perfeitas e nem perguntem como isso pode existir.

Por fim, a gente termina a vanguarda do início da música eletrônica e o teremim! Sabe aquele instrumento que Sheldon Cooper toca em The Big Bang Theory?

Por aqui a música erudita e elitista finalmente vai de encontro ao povão, e nossa saga pela história da música termina. Espero ter divertido vocês e incutido alguma melhora no gosto musical dos leitores. Ah, pra fechar com chave de ouro, uma música conhecida por todos, diretamente no teremim!

Até!

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  • Loney

    Mais um daqueles instrumentos que se você toca, você não toca porra nenhuma, mesmo sendo importante pra história da música… tipo o triângulo.

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