Bora falar dos Indies

New Emo quinta-feira, 09 de dezembro de 2010

Eu faço parte do clube que fala que toda banda nasce indie. Afinal, ninguém pluga a guitarra no amplificador e ganha um patrocínio assim, de uma hora pra outra. Algumas bandas nem patrocínio conseguem, e não deixam de ser indies. Se bem que isso é um pouco impossível. Se a MTV exibiu um show, certa vez, aquilo conta como patrocínio. E, na realidade, eu não tenho nada contra bandas indies. Existem bandas indies boas e bandas indies ruins, assim como em cada um dos ramos da árvre do rock. Não me perguntem das boas, que eu conheço bem poucas. Mas as que eu conheço valem a pena. O foda é que todo vocalista de banda indie parece ter aids combinado com o gene da Olívia Palito. Até os negos que passam fome na África têm mais o que comer do que eles.

Nao tenho nada contra bandas indies. Agora, indies são um saco. Eles nem têm banda, na maioria das vezes, mas pagam pau pra tudo que vem dos EUA e UK. Inclusive, eles são poliglotas. Eles misturam o português e inglês na mesma frase por pensarem que isso adiciona algum valor à merda que tão falando. Usam o Flickr direto, comentando sobre iluminação, foco e composição nas fotos alheias, sem ao menos saberem o que isso é. Se você não gostar das bandas que eles chupam, aí eles ficam putinhos. Bandas indies são independentes. Indies são DEPENDENTES – do pai, mãe e da vontade de assumirem um gosto superior aos demais. Criados a leite com pêra, não aguentam cinco minutos de porrada comigo.

Pra facilitar a minha vida, vou usar um comentário relevante de um dos textos mais antigos que eu já lancei no site. Afinal, comentário serve pra isso mesmo, ridicularizar a pesso – digo, ilustrar textos.

 E eu nem polemizei nada lá. Crème de la crème.

Se vocês sabem ler e leram o comentário, depois o texto que eu escrevi – ou pelo menos o primeiro parágrafo – perceberam que em nenhum momento eu disse que não gostava de Pink Floyd. Só disse que as letras dos caras não fazem sentido. Ok, vocês, viciados em IDoser, conseguem compreender perfeitamente o que aquelas bandas que comiam sucrilhos com LSD no café queriam dizer. E um adendo, eu escutei todos os álbuns da banda, porque sou fã mesmo. Só que se você diverge UM POUCO da opinião de um indie blasé – o que é pleonasmo, afinal, até eu sou menos hater que indies – ele dá chilique. Se você não gostou de uma música, você não gostou da banda inteira, e isso tá completamente errado.

Peguem KISS (Ui!), por exemplo. Eu acho uma banda foda. Afinal, eles não montavam shows, montavam espetáculos que eram bem melhores que os fogos da virada na Paulista, que você sempre assiste, mesmo odiando a Globo e o Galvão. E… É o Galvão que narra aquela porra? Não deve ser. Se fosse, aquelas pessoas fariam parte de um grupo de suicídio. De qualquer jeito, é uma banda foda, mas é a banda mais capitalista e bosta do mundo. Eles trocaram tanto os integrantes, só pensando nas verdinhas, que o som ficou uma merda. Agora o Gene Simons tava fazendo parte de um programa estilo The Osbournes, just for the cents, mesmo. E eu não vejo problema algum em falar isso.

Acho que tem uma diferença entre curtir música e ser indie (Wanna be). Primeiro que quem curte música por curtir se diverte, e isso já basta. Indie só se diverte se todos concordarem que a banda que tá tocando é boa ou ruim, como se não houvesse opinião diferente no mundo. E segundo que quem curte música enxerga os defeitos da banda. Cê pode curtir qualquer uma, mas cê sabe que eles já fizeram cagada aqui, ali, mandaram os fãs tomarem no cu, teve show ruim. Indie acha que tudo é maravilhoso. As bandas são perfeitas e, pasmem, todos aqueles vocalistas que fumam três maços por dia nunca vão ter câncer e morrer.

 Imagem: Vocalista indie.

Eu prefiro ir a um show de sertanejo a ficar em um lugar fechado com um bando de indies. Sério mesmo. Até porque, todo mundo sabe que eles pagam pau pros Beatles. Não se pode confiar em quem curte Beatles, bora deixar isso bem claro. Mesmo assim, não teria problema ser indie só por causa disso, mas os caras são tietes 24 horas por dia. Nem as próprias BANDAS aguentariam ficar ouvindo as próprias músicas o dia inteiro. Tem que ver isso aí.

Eu respeito as bandas indies. De verdade, até porque eu curto o sistema de subir na carreira. Sou do tipo que pensa que se você quer fazer sucesso, cê tem que se foder bastante no começo, pra aprender a fazer direito. Se em cinco anos não rolar nada, azar, sua banda é um lixo, mas isso ainda vai ter algum valor. Agora, os indies não são nada disso. Eu não respeito quem usa do rock – mesmo do independente – pra se firmar superior a alguém. Tudo bem, eu xinguei bandas pra CARALHO por aqui. E ainda xingo. Mas eu não tô nem aí se vocês vierem falar pra mim que AC/DC não tem uma guitarra tão foda ou um vocal decente. Não sou eu tocando, não sou eu que ganho o dinheiro. Não é o meu que tá na reta. Mas indie que é indie curte colocar o dele na reta. Pelo menos as bandas agradecem isso, né.

Pelo amor, até a família Restart tem mais crédito que isso.

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