Black (PS2, Xbox)

Games sexta-feira, 13 de maio de 2011

Vamos ficar sérios agora, que esse texto é pros fortes. Em 2006 a Eletronic Arts lançou um dos melhores jogos que eu já joguei; um jogo pros vencedores, pros atiradores, soldados. Aí o leitor se pergunta: “- É isso tudo mesmo?”. É, e digo mais: Nesse ramo dos jogos eletrônicos, onde as coisas ou são por demais efêmeras ou por demais duradouras, Black tem conseguido manter seu lugar, uma reputação, e ser respeitado no seguimento de jogos de tiro em primeira-pessoa. Está durando. Pois vamos às partes técnicas e concretas disso aqui.

Sabe aquele vídeo no início das fases que você não vê? Ele está tentando contar a história do jogo. Pois é. E é uma parada cinematográfica: A ação se dá na Chechnya, sul da Rússia. O protagonista é o Sargento de Primeira Classe Jack Kellar. Este pacato cidadão é um agente malcriado da CIA e veterano de vários conflitos. Nos vídeos no jogo, um interrogador misterioso questina Kellar sobre uma operação terrorista e de tráfico de drogas chamada “Sétima Onda”. O soldado é pressionado a contar o que se passou e, mesmo relutante, conta.

Diz que, durante um ataque à Sétima Onda, ele e seu grupo matam três membros do alto escalão da parada. Por ser teimoso e desobedecer ordens, Kellar cai em uma esboscada e é pego pelo terroristas. Mas eles não o matam. Ele acaba descobrindo que o líder dos outros é Richard Alpert um americano, ex-agente da CIA ainda e atende pela graça de William Lennox. Bem… Vou fazer como um filme e não vou contar o final. Ah, vá, se quiserem saber, joguem. E vale à pena, sério.

Como eu disse, Black é essencialmente um jogo de tiro em primeira-pessoa; tiro em terceira-pessoa é pros fracos (A não ser que esse tiro na terceira pessoa diga respeito a aquele terceiro terrorista vagabundo que está tentando te mandar pra cova). E não tem nada de trocentas armas e ervas ou poções estranhas que te fazem reviver: Cê só carrega duas armas por vez e tem que saber escolher, afinal até um cavalo sabe que as armas têm características diferentes, certo? O jogador também leva granadas, que podem ser simplesmente jogadas, sem ter que trocar de arma.

O jogo é no velho sistema de missões, cada uma separada por um vídeo contando parte da história. Além disso, há objetivos que devem ser cumpridos, e que vão aumentado de quantidade de acordo com a dificuldade em que se joga. Quando esses objetivos são cumpridos em todas as missões depois do “fácil”, algumas facilidades são dadas, como munição infinita e uma arma nova, a M16-A2.

As características que me fazem babar pra esse jogo: A ênfase nas armas e na destruição que elas causam. Também há o detalhismo do cenário, reagindo de maneira bem interessante aos tiros, além dos detalhes nas próprias armas, que foram feitas para se comportarem como as versões reais. Balas que acertam prédios, janelas, paredes, etc, realmente fazem estrago. Não é que nem no CS que você atira pro céu e vê as faíscas caindo e uma marca de bala (IN DA SKY, MAN). Enfim. Outra característica interessante de Black é o senso de perspectiva: Quando você recarrega, o resto do mundo fica meio desfocado, menos seu braço e sua arma, que estão próximos e você teoricamente está olhando pra eles. Além disso, quando a sua energia cai, tudo fica em câmera lenta e em preto e branco, com o som da pulsação dominando. Muito bem feito.

Os sons das armas foram baseados em efeitos sonoros de filmes, imaginem. Por exemplo: A pistola de Jack Bauer em 24 horas e a Uzi de Arnold Schwazenegger em True Lies. Aliás, o jogo ganhou o prêmio de melhor som na Develop Industry Excellence Awards, em 2006. A trilha sonora de Black foi composta por Chris Tilton, com a co-autoria de Michael Giacchino.

Enfim, é isso. Quem está lendo isso e já jogou sabe do que estou falando. Quem nunca jogou, tá na hora de ir ver, pô. Ah, um aviso: Black 2 está nos planos dos criadores do jogo, mas o projeto está parado por conta de problemas com a Eletronic Arts. Espero que venha mesmo.

Black


Plataformas: Playstation 2, XBox
Plataforma Avaliada: Playstation 2
Lançamento: 2006
Distribuído por: Eletronic Arts
Desenvolvido por: Criterion Games
Gênero: Tiro em primeira-pessoa

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  • Nathan

    NÃO TEM SANGUE!!!11

  • Michel Pinto

    Velhos, esse jogo é doideira pura. Ação mutilante do início ao fim.
    Tanques de gasolina explodindo, vidros estilhaçados.
    Soldados com coletes à prova de balas e uma boa .12 na mão.
    Joguem e sejam felizes.

  • Breno

    A segunda foto nao é de Black, é do Call of Duty: Modern Warfare 4.

  • Luke

    Esse jogo é fantástico, do início ao fim.

  • @Breno, é do Black sim. Primeira fase, e aquele é o museu que tem que estourar e matar os terroristas que estão nele. Ou parece, MUITO.

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