Arrested Development

Televisão quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cara, é inacreditável que ninguém ainda tenha sequer mencionado esse seriado aqui no bacon. Mas beleza, estamos aí pra isso. Antes tarde do que nunca, um post dedicado ao Arrested Development. Que por sinal, deve ser a série mais subestimada de todos os tempos. E também a que conta com alguns dos momentos mais hilários de toda a história da televisão, certeza. Mas paradoxos a parte, falemos do negócio.

A série acompanha os membros da família Bluth. Apesar de todos eles se odiarem, o dinheiro que possuem os mantém relativamente unidos. Não, na verdade não. E a coisa piora já no primeiro episódio, quando o patriarca George Bluth Sr. é preso por forjar a contabilidade das empresas Bluth e os fundos da família são congelados. Aí, cabe a Michael, o único filho que já trabalhou na vida, salvar a família, enquanto o resto da galera busca apenas manter o padrão de vida anterior de qualquer jeito.

O legal é que todos, absolutamente todos os personagens são, como eu posso dizer… Um bando de filhos da puta. A mãe Lucille, os irmãos Gob e Buster, a irmã Lindsay e seu marido Tobias, cada um deles é mais mesquinho, egoísta e manipulador que o outro. E por que Michael (Que não é lá um exemplo de ser humano) não manda todo mundo tomar no cu e vai embora? Ele até tenta, só que é convencido a ficar por seu filho, o problemático George-Michael, que está secretamente apaixonado pela prima Maeby. Família disfuncional é isso aí.

Enfim, Michael vai tentando gerenciar a empresa e descobrir o que diabos o pai fez para ir pra cadeia, enquanto seus parentes seguem tentando passar a perna uns nos outros. A trama segue um esquema em que a cada três ou quatro episódios, tudo dá incrivelmente errado, mas na medida certa pra que as coisas voltem apenas ao ponto de partida. E por trás disso, a história vai avançando. Mas melhor que do que isso, é a forma como tudo é apresentado. O estilo meio documentário (Com a narração do Ron Howard), usando flashbacks e filmes de arquivo, deixa a coisa extremamente dinâmica. Tanto que as vezes temos que assistir cena de novo pra pegar tudo que está acontecendo. Aliás, é imprescindível assistir algumas cenas mais de uma vez. As melhores piadas do Arrested Development ocorrem no fundo do cenário e/ou consistem em trocadilhos e brincadeiras com a própria série, passando (Propositalmente) quase despercebidas.

 Tipo isso aí ó.

E surpreendentemente, o roteiro se desenvolve sem quase nenhum buraco. Até a terceira temporada, com a série prestes a ser cancelada. Aí tudo vira uma anarquia generalizada. A história perde um pouco, mas tudo continua tão engraçado quanto antes. E é aí que pra mim se encontra o episódio mais genial de um seriado de humor em todos os tempos. Episódio onde a família Bluth organiza um jantar pra arrecadar fundos, e paralelamente, ocorre uma tentativa desesperada do seriado em conseguir mais audiência, com cenas em 3D, participações especiais e a promessa de uma morte, numa grande piada metalinguística.

Mas tudo isso não poderia dar certo sem os atores, claro. Todas as atuações são acima da media, até o Michael Cera convence interpretando ele mesmo como George-Michael. Mas o destaque fica por conta do Will Arnett como o mágico frustrado Gob, Tony Hale como o filhinho da mamãe Buster e David Cross como o analista-terapeuta (Ou anal-rapist, como diz seu cartão) Tobias.

É a típica série que a gente começa assistindo um ou dois episódios e de repente percebe que perdeu o dia inteiro e esqueceu de ir pra aula vendo a temporada toda. E imediatamente vai em busca da próxima. Mas infelizmente, o resto do mundo não compartilha do meu entusiasmo. A série começou em 2003 e foi cancelada na metade de 2006. Apesar de ser aclamada pela critica, nunca conseguiu grande audiência. Talvez pela falta um herói, ou pelo humor negro em excesso. Provavelmente as duas coisas. Tanto que nem tem o DVD pra comprar aqui no Brasil… Pleno 2011 e eu querendo gastar dinheiro com alguma coisa e não podendo, que absurdo.

Dizem que ia sair um filme pra concluir a história, mas parece que não tem nada confirmado ainda. E enquanto o Arrested Development sofria pra chegar terceira temporada, a merda do Two and a Half Men era a maior audiência dos EUA até pouco tempo atrás. Como a vida é engraçada, vejam vocês.

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  • I’ve made a huge mistake… clássico.

  • Alan

    Mágica totalmente sem noção tocando ao fundo “The Final Countdown.” Não tem preço.

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