A guerra de istas não nos rende nada mais do que piadas

GameFreaks terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sei que esse já pode ser um tema batido, mas a guerra de istas continua acontecendo. Sonystas, nintendistas, caixistas e seja lá o que for. Não vou dizer que não entendo – até entendo – o pessoal que acaba fazendo parte dessa guerra de consoles (levando a sério, e não só zoando, como tem muita gente faz também). Normalmente o pessoal que faz parte dessa guerra é bem inseguro quanto às suas escolhas, e essa é a forma que eles tem de se firmar e sentirem que fizeram a escolha certa. Mas aí eles acabam fazendo o papel que as empresas deveriam fazer, que é promover seu console. Claro que é legal ter amigos com o mesmo console, tanto pra trocar jogos, jogar online ou conversar sobre, mas a maioria dessas guerras ocorrem principalmente em fóruns de internet. Não existe vantagens pra você, ista, em convencer alguém completamente desconhecido de que o seu console é melhor. Isso, aliás, acaba até te atrapalhando.

Pelas falhas dos consoles dessa geração, a guerra ficou bastante intensa. Istas acabam fazendo propaganda de graça de seus próprios consoles. Logo, se as empresas precisam gastar menos e fazer menos incentivos pra vender o seu console, É EXATAMENTE ISSO QUE ELA VAI FAZER. Prova disso é que, por exemplo, o PS3, que começou vendendo mal, raramente era citado nas guerras dos istas, porque todo mundo já mandava que o PS3 era uma bosta rala. E era. Perdeu exclusivos, espaço no mercado e foi sendo trocado pelo 360 e até pelo Wii. Agora, eu diria que a situação do PS3 é até a mais favorável dos três consoles. Isso porque a Sony precisava de um jeito pra alavancar o console, e aí fez o quê? Propagandas, cortes de preço, um HD maior que o do 360, a Home, features inéditas em jogos multiconsole, etc.

Alguns exemplos são você poder jogar com o Coringa no “Batman – Arkhan Asylum” de PS3. PS3 edição especial Final Fantasy XIII, com uma demo inédita do jogo, além de algumas CGs. Final Fantasy XIV disponível só pra PS3 e PC.

Só que agora, com esses argumentos, os sonystas voltaram a encher o saco. O PS3 já vende mais do que o 360 no Japão e estima-se que logo logo também passe o concorrente na Europa. E aí quando a Sony tiver mais confortável e com mais sonystas defendendo ela de novo, ela vai acabar relaxando. E aí com a ascensão do PS3, a Microsoft vai ter que reagir, como ela já acabou fazendo com o “Project Natal”. E aí com mais istas defendendo o 360 (de novo), o papel vai se inverter, de novo, assim ad infinitum. Mas acontece que os consoles não duram pra sempre, e o fato dos istas existirem podem acabar atrasando um pouco esse processo de “Microsoft reage” e “Sony reage”, até que vai chegar uma hora que os consoles da nova geração vão chegar e você vai ter que comprar outro se quiser acompanhar lançamentos – que poderia ter acompanhado no seu 360 ou PS3 -, porque o período que as empresas precisarão fazer essas inovações nos seus consoles atuais vai demorar mais, e aí as tecnologias vão se incrementando, até que chegar a hora que o seu console vai ficar obsoleto.

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