O Exterminador do Futuro: A Salvação (Terminator Salvation)

Cinema quinta-feira, 04 de junho de 2009

 Ambientada no ano pós-apocalíptico de 2018, John Connor (Christian Bale) é o homem destinado a liderar as forças de resistência humana contra a Skynet e seu exército de Exterminadores. Mas o futuro no qual Connor foi criado para acreditar teve uma parte alterada pela aparição de Marcus Wright (Sam Worthington), um estranho cuja última lembrança é de estar no corredor da morte. Connor precisa descobrir se Marcus foi enviado do futuro ou se foi resgatado do passado. Enquanto a Skynet prepara seu ataque final, Connor e Marcus embarcam em uma odisséia que leva ambos ao centro de operações da Skynet, na qual eles descobrem um terrível segredo por trás da possível aniquilação da raça humana.

A falta de criatividade de Hollywood, e sua consequente capacidade de sujar o nome de franquias clássicas, me irrita profundamente. O Exterminador do Futuro: A Salvação se trata apenas de mais um exemplo disso. Não me entendam mal, eu acho interessante explorar a história iniciada pelos dois filmes de James Cameron. Por exemplo, apesar de nunca ter assistido a série, achei a proposta genial e ouvi comentários ótimos sobre ela, o que eu não posso dizer quanto as suas últimas versões cinematográficas. Eu sei que tudo isso é uma forma de, em cima de triunfos do passado, conseguir dinheiro fácil. Mas o desrespeito ao material original é gritante.
O filme começa nos mostrando duas histórias tempos distintos: um ataque de John Connor e seus soldados às máquinas, em 2018, e a “morte” de Marcus Wright, mais de uma décadas antes, para depois descobrirmos que este havia se tornado meio-máquina e mandado para o futuro. A partir daí a história dos personagens se desenvolve se desenrola até o encontro de ambos. Mas não sem nos oferecer uma das coletâneas mais impressionantes de clichês já reunidas em um filme. Acompanhemos a trajetória do homem robô (enquanto o personagem de Christian Bale trata de alguns previsíveis problemas “burocráticos” e pessoais), para entender o que estou querendo dizer.
1. Homem robô fica vagando sozinho pelas cidades destruídas.
2. Ele é atacado por um robô e no processo encontra duas crianças que o ajudam. A garotinha muda, e o jovem “que é seu protetor”, que sobreviviam aos ataques através de armadilhas improvisadas, a lá Eu sou a Lenda.
3. Ele é rude, e quer continuar sua trajetória sozinho, em busca de respostas. Afinal carrega todo o peso de seu passado.
4. Acaba levando os garotos.

 A velha sábia, a esperta garota muda e seu jovem, corajoso e ingênuo, protetor

5. As máquinas capturam os garotos.
6. Ele vai atrás dos garotos.
7. Ele encontra uma mulher da resistência.
8. Ele a acompanha.
9. Ele salva sua vida.
10. Os dois se fazem de durões.
11. A tensão sexual está lá em cima.
12. Eles chegam ao QG da resistência.
13. Ele é preso pela resistência. Afinal ele é um robô.
E só chegamos a metade. Mas paremos por aqui, deixando as “complexas” perguntas propostas pelo filme.
Será que a mulher fingiu os sentimentos por ele? Será que John Connor não irá ver bondade nele? Será que um filme consegue se desenrolar de forma mais clichê do que isso?

 Apenas um deles tem a desculpa para se atuar como um robô

Acredito que já tenha conseguido expor o quão medíocre é o filme. Os quesitos gerais são tão dedutíveis quanto a própria obra: além do roteiro lotado de clichês, a direção é fraca (com a utilização de efeitos, como slow motion, em cenas absolutamente desnecessárias), fotografia e direção de arte pouco inspiradas (os robôs e os cenários não apresentam NENHUMA originalidade) e atuações fraquíssimas – menção especial, para o Christian Bale esquecer que não se tratava de uma continuação de The Dark Knight. Eu juro que ri umas quatro ou cinco vezes em momentos que sua fala e fisionomia coincidiam com momentos dos filmes do Batman.
Os aspectos positivos? Efeitos sonoros e visuais acima da médio. Além do aparecimento relâmpago da figura do Arnold Schwarzenegger.
Eu posso estar até sendo muito crítico, mas fazia tempo que não conseguia adivinhar todo o desenrolar do filme em seus primeiros 10 minutos de projeção.

O Exterminador do Futuro: A Salvação

Terminator Salvation (115 minutos – Ação)
Lançamento: EUA, 2009
Direção: McG
Roteiro: John D. Brancato, Michael Ferris
Elenco:Christian Bale, Sam Worthington, Moon Bloodgood, Helena Bonham Carter

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  • Pooooo, e eu que tava TÃO animado pra esse filme… mas vou assistir assim mesmo, tem uma parte de mim que acha você um bobo e quer provar que você tem mal gosto e está errado, em nome de dois ótimos filmes, umas Graphic Novels legais e uma série bacaninha (não, já disse, o terceiro nunca existiu)

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