Redescobrindo Plants vs. Zombies

Games quarta-feira, 21 de Maio de 2014

Lá em 2009, quando a Pop Cap, famosa por Bejeweled e Peggle, lançou o tower defense Plants vs. Zombies, duvido que teriam imaginado que o troço faria sucesso. Quero dizer, cê tem umas plantas ligeiramente antropomórficas pra defender seu quintal dos mais variados zumbis: Não faz sentido nenhum! E é incrível!


Bejeweled, o famoso jogo de formar sequências com pedras preciosas, e Peggle, o jogo no qual você atira bolas nos blocos suspensos usando animais falantes não chegam nem perto de PvZ. Aliás, caso você não goste de nenhum deles e de nenhum outro jogo comum da Pop Cap, não tem problema: Ignore e vá preparar seu quintal.

Aliás, caso você não conheça o troço, informação básica: Cê tem essas sementes de plantas que fazem várias coisas, como atirar peras, morangos explosivos, cactos que disparam espinhos e catapultas de melancia, e é com elas que você tem que montar a defesa do seu quintal, para impedir os zumbis de comerem o seu célrebro. O jogo tem o modo de história, além de vários mini games, quebra-cabeças, modos survival e até mesmo um jardim zen, pra você criar suas plantas em paz.

Foi só em 2013 que o jogo ganhou sua continuação, Plants vs. Zombies 2: It’s About Time, que como dá para notar, envolve viagens no tempo. Não é dele que vou falar hoje, mas já joguei e adianto que o jogo continua realmente foda. Infelizmente o 2 é só pra Android e iOS, mas a Pop Cap já confirmou que pretende mudar isso. Tem também o Plants vs. Zombies Adventures, pro Facebook, que não joguei por motivos de: Vida. E, finalmente, o Plants vs. Zombies: Garden Warfare, lançado no começo do ano, sendo o primeiro jogo em 3D. Não joguei, mas se quando jogar aparece a resenha por aqui.

Mas chega de enrolar, a questão aqui é o primeiro. Sabe a Origin, o Steam da EA? Então, o jogo tá DE GRAÇA! Vai lá agora e baixa essa merda! Eu já tinha jogado antes, mas não dá pra perder uma oportunidade dessas. A primeira vez que joguei praticamente não fiz mais nada, nada de mini games, puzzles, achievements. Praticamente eu só joguei o modo de história, e sem sequer ler a maioria das coisas que o Crazy Dave fala, e vai por mim, vale à pena lê-las.

Eu já zerei o jogo e todos os modos opcionais (À exceção dos survival), e agora estou refazendo o modo de história e completando o jardim zen. Talvez a coisa mais legal do jogo seja de fato todo o lado nonsense: Descobrir o que cada planta e zumbi fazem e como reagem uns aos outros. Plants vs. Zombies tem esse estilo e visual próprio, e boa parte da diversão é simplesmente ver cada um deles. Um bom exemplo é o o zumbi dançarino, que teve que ser trocado, mas que era assim:

 Bando de estraga prazeres.

Acaba que cada planta e zumbi é único. O jogo não te diz em momento algum, mas é bem claro que cada zumbi é melhor derrotado com uma estratégia específica, e que a cada fase esta muda. Não é um jogo difícil, mas se você fizer algo muito errado na hora errada (Ou o certo no lugar errado), vai perder mesmo assim. Aliás, a primeira vez que você perde uma fase é um tanto… Chocante. O jogo também está lotado de referências à cultura pop, o Michael é só o começo: George Romero, Asimov, Harry Potter, outros videogames, memes e até Monty Python dão as caras.

Eu sinceramente não sei dizer o que faz deste um jogo tão legal, mas a verdade que sempre que o abro “só pra regar as plantas”, acabo jogando várias fases. Provavelmente é um daqueles casos em que você ou gosta pra caralho ou odeia, mas é realmente difícil não gostar de Plants vs. Zombies: Até hoje não conheci ninguém que não gostasse. Não dá pra dizer que é um jogo, como Bejeweled, que é “para todas as idades”. Você vai se divertir muito mais se for um pouco mais velho: Pra mim, 5 anos já fez uma baita diferença.

Este é um daqueles poucos exemplos de jogo que agrada desde quem só joga no celular até quem joga Contra com uma mão só e de ponta cabeça. Se você tiver a oportunidade, jogue, e com o troço DE GRAÇA, a oportunidade tá batendo na sua porta, é só tirar a roupa abri-la. E ainda que você tenha que comprar o jogo, o investimento é altamente recomendável: Não é todo dia que você descobre que um gênero já clássico pode ser expandido, e ainda mais de forma tão providencial.

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  • matuhatin

    Cara, não aguentei jogar isso não. Pra mim é totalmente limitado e sem graça, resumido às piadinhas,. Se aproveitou da criatividade de quem quer que tenha criado os TD e da ascensão em que estava o estilo, sem acrescentar nada na jogabilidade (ao contrário, limitou ainda mais), e fez sucesso, ainda não sei como. Angry Birds não inventou o Crush The Castle, mas soube acrescentar algumas poucas coisas (além de terem dado sorte). Os TDs que achei muito bons:
    TowerDefense Lost Earth – Tradicional, mas divertido e com alguns modos diferentes
    Villainous – Vale por ser o 10 TD às avessas (que eu saiba)
    Kingdom rush – Muito bom e mais interativo

    Dungeon defender da Kongregate – Além de criar torres e armadilhas, você controla um general no combate “corpo a corpo”

  • Loney

    Kingdom Rush já apareceu no Jogaí. Quanto ao resto, vou no sentido contrário que você: Não suporto Angry Birds e Crush The Castle acho bem sem graça. PvZ por outro lado é um TD diferente do comum de um caminho que leva até a torre, com as linhas e tal… enfim, questão de preferência =)

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