O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgment Day)

Cinema quinta-feira, 02 de julho de 2015

 Uma criança destinada a ser líder (Edward Furlong) já nasceu, mas infeliz por viver com pais adotivos, pois foi privado da companhia da mãe (Linda Hamilton), que foi considerada louca quando falou de um exterminador vindo do futuro. Neste contexto, um andróide (Arnold Schwarzenegger) vem do futuro, mais exatamente um modelo T-800 igual ao filme original, para proteger o garoto, mas existe um problema: o mais avançado andróide existente no futuro, um modelo T-1000 (Robert Patrick), que feito de “metal líquido”, não pode ter nenhum dano permanente e pode assumir a forma que desejar, também veio para o passado com a missão de matar o menino.

Em um caso claro de sequência melhor que o filme original, T2 foi por muito tempo o alvo a ser batido nos quesitos robôs, efeitos especiais e perseguições. Não posso te dizer quanto tempo, já que acabei de tirar esses dados do rabo, mas o que importa é que a transição de Arnold Schwarzenegger de vilão pra mocinho, apesar de ter sido executada às pressas devido a problemas de agenda do ator e com os direitos do primeiro filme, foi brilhante. Tanto é que deixou marcas indeléveis na cultura pop como um todo. Ou vai dizer que cê nunca viu uma piadoca com um robô de material líquido sendo congelado e tal? Se bem que pode ter sido só eu quem ficou com essa imagem gravada a ferro e fogo na mente, vai saber.

Mas de qualquer forma, isso não quer dizer nada. Os quatro Oscars que o filme levou explicam muito melhor a qualidade técnica da coisa, em uma época que qualidade técnica queria dizer algo, em se tratando de efeitos especiais. E olha que nem tudo foi feito com base em computação gráfica: Mais da metade das cenas do T-1000 foram gravadas com próteses e/ou maquiagem.

E ao contrário do seu antecessor, não temos ninguém despreparado aqui: Sarah Connor está no ápice de sua forma, a despeito de ter ficado um bom tempo trancafiada num sanatório devido à sua paranóia em relação a um robô assassino vindo do futuro. Cabe dizer que Linda Hamilton passa esse “endurecimento” de caráter de uma forma até assustadora, devido à intensidade da coisa. Mas seu filho, John Connor, não fica atrás: Com 13 anos já anda por ae de moto, mexendo em caixa eletrônico e se virando relativamente bem com armas de fogo. Afinal, não dá pra esperar que um líder da resistência de uma guerra contra as máquinas não saiba nem ao menos dar uns tiros.

 “Mãe, eu vou falar só uma vez: KD MEU TODDYNHO?”

Mas é claro, a grande estrela é, mais uma vez, o vilão: O T-1000, conforme já foi dito, é um androide de metal líquido que consegui mimetizar pessoas e objetos inanimados igualmente, de forma que é muito mais sutil que os trambolhos dos T-800. Não que eles não saiam no braço se precisar, inclusive não fazem feio; mas pra uma missão que requer um pouco menos de estardalhaço, eles se aplicariam muito bem. Não fica claro no filme, mas no universo expandido é explicado que os T-1000 são protótipos, já que é difícil pra porra fazer uma caralha dessas funcionar. Cê já tentou botar um boneco feito de qualquer material líquido pra fazer alguma coisa? Não, né. Se tivesse, veria que isso é ridículo e até mesmo pra universos de ficção o negócio não funciona 100%.

Enquanto isso, temos o T-800 voltando no tempo [Não o mesmo, outro], mas dessa vez com uma pequena diferença: A programação dele: O John Connor do futuro programou o T-800 pra voltar ao passado e proteger a si mesmo, o John Connor pirralho, e sua mãe [Que na prática nem precisaria de proteção se não fosse o moleque]. Mas como não tem uma figura paterna presente, o pequeno John se apega ao T-800, o que inclusive gera muito xororô no final. Mas a vida é isso, quem pode mais chora menos.

 “E com uma belezinha dessas em mãos, você definitivamente pode mais.”

É muita coisa que vale a pena: As cenas de combate e infiltração do T-1000; as perseguições de carro, moto e caminhão; a trilha sonora. E esse foi o último em que não cagaram na explicação da linha do tempo, de forma que ainda era uma coisa coesa e com explicação simples e única. E não, eu me recuso a falar do terceiro. Mesmo porque eu nem assisti inteiro.

O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final

Terminator 2: Judgment Day (137 minutos – Ação)
Lançamento: EUA, França, 1991
Direção: James Cameron
Roteiro: James Cameron e William Wisher
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Linda Hamilton, Edward Furlong, Robert Patrick, Earl Boen e Joe Morton

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