Lanterna Verde (Green Lantern)

Cinema quinta-feira, 18 de agosto de 2011

 Em um universo tão vasto quanto misterioso, uma pequena mas poderosa força existe há séculos. Protetora da paz e da justiça, ela é conhecida como a Tropa dos Lanternas Verdes. Uma irmandade de guerreiros designada a manter a ordem intergaláctica, na qual cada Lanterna Verde possui um anel que lhe garante superpoderes. Porém, um novo inimigo chamado Parallax ameaça destruir o equilíbrio das forças do Universo e o destino dos guerreiros e do planeta Terra estará nas mãos do seu mais novo recruta, o primeiro humano a ser selecionado para a Tropa: Hal Jordan (Ryan Reynolds), um piloto de testes talentoso e audacioso.

Não devo ser só eu que tenho preconceito com o universo DC. Não senhor. Existe toda uma horda anti-DC ai fora. Mas a maior horda é a anti-ter-que-ler-algo-antes-de-ver-o-filme. E adivinha quem ganha, quando o assunto são adaptações de heróis famosos-porém-que-ninguém-lê-porra-nenhuma? Pois é. A turba acéfala acaba destruindo tudo o que há de sagrado e puro no mundo das ideias, quando faz com que tais ideias venham ao nosso mundo em forma de filme ruim. Eu disse filme ruim? Eu quis dizer filme médio, péssima adaptação.

E incrivelmente, o Ryan Reynolds tá no meio. De novo. Eu já vi isso antes, no Wolverine. Com a diferença que o Reynolds era um coadjuvante. E cagaram totalmente no personagem. Eu fico imaginando o que será do filme do Deadpool, que tá previsto pra 2014. Se bem que podem recuperar tudo, graças à quebra da quarta barreira que o Wade faz direto e tal… Mas enfim, esse texto é pra falar do Hal Jordan, não do Wade Wilson. Hal Jordan, piloto exemplar, primeiro Lanterna Verde da raça humana.

 Dançarino de axé.

Tudo começou muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distânte. E eu não tou falando de Star Wars, mas do planeta de Oa, refúgio da Tropa dos Lanternas Verde, e dos Guardiões de Oa. Como são uma raça imortal e não tem o que fazer, o que eles decidiram? “Vamos formar um clubinho e tomar conta do universo!” E, como a falta do que fazer era tremenda, eles também pensaram: “Vamos canalizar a força de vontade, porque não importa o quão exótica é uma forma de vida, todas elas tem o mesmo funcionamento.” Tudo muito bom, tudo muito bem, até que um deles decidiu que o poder da força de vontade não era forte o bastante, e foi tentar o medo. Todos vocês devem saber que o medo e suas subdivisões são muito mais potentes que força de vontade e tal, então eu não preciso explicar muito. O que eu preciso explicar é que o medo, amarelo [É incrível como o medo é sempre amarelo, é só pensar no verbo amarelar], subjugou o guardião que tentou dominá-lo, transformando-se no terrível Parallax.

 Coisa linda da mamãe.

Acontece que Parallax foi aprisionado por Abin Sur, o maior dos Lanternas, segundo alguns, incluindo ae o pela-saco do Sinestro. Só que, por um motivo obscuro que só é explicado numa HQ pra se aproveitar do lançamento do filme, Parallax é liberto de seu cativeiro, e vai passando o arrastão da morte e destruição, sugando as almas medrosas e se fortalecendo no processo. Eis que ele descobre onde Abin Sur está. Vingativo como todo vilão/monstro, ele passa a faca no Lanterna. Como Abin Sur estava no quadrante da Terra, e o anel faz uma seleção própria antes do antigo dono portador morrer, Abin Sur acaba nomeando Hal Jordan como mais novo recruta da Tropa. Mesmo ele tendo feito uma cagada atrás da outra antes de ser escolhido.

 E talvez aceitar também não tenha sido uma boa ideia.

E ai temos aquele treinamento com o Kilowog, a dúvida sobre o cargo, uma disputinha básica com o Sinestro e os Guardiões pra tentar salvar a Terra, a negativa, e ele salvando a Terra sozinho. Bem do gosto dos clichês de filme de ação. E eu nem tou questionando a parte HQzistica, já que eu conheço mais o John Stewart como Lanterna do que o Hal, graças àquele desenho da Liga da Justiça e tal. Mas porra, na HQ o Hal Jordan foi POSSUÍDO pelo Parallax, que era uma entidade que se alimentava do medo no universo e tinha sido presa pelos guardiões na Bateria Central [O que inclusive explicava a fraqueza dos Lanterna ao amarelo], de onde conseguiu escapar pra dentro do Hal quando ele foi pedir permissão pra ressucitar toda a cidade de Coast City, que morreu num ataque do Superciborgue. Entre outras coisas. Mas tudo bem, porque vai haver uma continuação, certeza. O Sinestro pegando um anel amarelo no final do filme entregou tudo.

Lanterna Verde

Green Lantern (114 minutos – Ação)
Lançamento: EUA, 2011
Direção: Martin Campbell
Roteiro: Greg Berlanti, Michael Green, Marc Guggenheim e Michael Goldenberg
Elenco: Ryan Reynolds, Blake Lively, Tim Robbins, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Angela Bassett, Michael Clarke Duncan

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  • Putz, chamar de “turba acéfala” pessoas que não gostam de ler um gibi antes de ver um filme é, no mínimo, irônico. Afinal, a complexidade do material não é exatamente a mesma de um Dostoievski.

    Acho que esse tipo de raciocíonio é mais algo usado pelos envolvidos em adaptações ruins como uma forma de jogar a culpa de uma produção mal feita no colo dos moviegoers. Um filme bom se sustenta por si só, mesmo quando foi adaptado de outra mídia.

  • Ricardo G. Souza

    vou baixar. Nao vale a pena ir no cinema ver isso.

  • Tá vendo como é turba acéfala? Não sabe nem interpretar textos. Eu tava falando dos tapados que não gostam de ler porra nenhuma.

    E assim como tem muito gibi [sic] que não chega à um “Dostoievski”, tem muito filme que não chega nem perto de um 2001 – Uma Odisséia no Espaço. E esse raciocínio também serve pra livros, música, jogos e tudo mais… Se você não se aprofundar na mídia em busca do que é bom, vai ficar com essa impressão preconceituosa.

  • Não tenho preconceito com gibis. Aliás, acho muito engraçado ver pessoas que sentem asco dessa palavra, reflete uma insegurança tremenda. É o nerd que precisa dizer que lê “graphic novel” para que os amigos pensem que ele está lendo uma “novel” mesmo, o que não podia ser mais distante da realidade. Enfim, divago.

    Taxar pessoas como acéfalos ou preconceituosos é mais fácil e preguiçoso do que encarar a realidade, adaptações precisam sobreviver na mídia para a qual foram transpostas.

    Por fim, acho ainda mais irônico como um suposto detentor de algum conhecimento tão vasto logo precisa recorrer à subterfúgios como insultos assim que é contraditado com um simples argumento. Era de se esperar alguém sábio e com a mínima capacidade de interpretar textos não confundisse um argumento com uma agressão pessoal, mas, ao contrário, tivesse maturidade para apenas… discutir? Talvez seja esperar demais.

  • Se você se ofende com os insultos, só lamento. Eu não os direcionei à você, tava falando dos que reclamam quando uma história em quadrinhos [Pra mim, o termo correto, já que engloba os gibis, as graphic novel, as comics, os mangás, as tirinhas, e por ae vai] é adaptada corretamente. E quando eu digo adaptada corretamente, me refiro ao fato de não modificarem de forma mutiladora a história, em troca de efeitos visuais magnânimos e bilheteria.

  • hahaha! Não, cara. Novamente vc não conseguiu interpretar oq eu escrevi. Eu não disse que me ofendi com o insulto. O que eu fiz desde o início foi apontar uma generalização falaciosa que vc fez no seu texto e que posteriormente foi defendida com um insulto. Apenas.

  • Você que só está mostrando que não entende o que eu escrevo. Não é uma generalização, eu estou apontando um grupo muito específico.

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