Consoles PRA QUÊ?

Nerd-O-Matic quinta-feira, 09 de julho de 2009

Olha só: na verdade o texto de hoje deveria ter saído na semana passada, como uma continuação da coluna da semana retrasada, porque faria muito mais sentido e daria um senso de fluidez comunicativa ao assunto. Mas sabem o que acontece?

Eu bebo.

Eu bebo e esqueço das coisas que tinha planejado. Aí, às vezes eu lembro delas duas semanas depois. Mas é como dizem na bíblia: antes tarde do que mais tarde. Mas enfim, repitam comigo:

MORTE AOS CONSOLES!!111

 PEGA MATA REX!

Eu falei “consoles”, com “E”.

 Ah, ok.

Agora sim. Mas como os consoles vão morrer? Na minha opinião eles já estão mortos. Esse lance de ficar comprando tralhas pra empilhar debaixo da televisão já devia ter acabado há muito tempo. Os arranjos gamísticos na sua sala de TV podem chegar num nível ridículo para quem acompanha vídeo-games há mais de décadas, como é o meu caso:

 Não é a minha sala, mas vocês entenderam a idéia

Eu odeio ficar acumulando tralhas, sacam? É lógico que eu respeito os consoles antigos e mimimi, mas me enche o saco ficar acumulando um monte de aparelhos eletrônicos para os quais eu posso dar cada vez menos atenção. Por este motivo eu costumo vender os meus consoles antigos. O último foi o PS2. E ando com vontade de mandar o Wii embora ultimamente.

Não é uma questão de não gostar ou enjoar do vídeo-game. É simplesmente o fato de você perceber em que tipo de games você anda se concentrando, e manter apenas os consoles mais utilizados. Eu tava fazendo um cálculo rápido, e já vendi ou troquei mais de 10 consoles antigos durante essa vida de jogador. Imagine ficar guardando essas bostas todas em casa?

Além do problema do espaço, outra coisa que me enche muito o saco é você precisar ter um COMPUTADOR ligado na sua televisão pra poder jogar. Depois do Playstation 1 eu achava que os consoles se tornariam cada vez mais simples, rápidos e menores. Mas a gente seguiu pelo caminho contrário: o 360 e o PS3 são as maiores e mais embaçadas tralhas que já estiveram ligadas às nossas televisões. Nunca foi tão BUROCRÁTICO jogar vídeo-games como nos dias atuais. O cúmulo, O CÚMULO, é você ter que INSTALAR jogos no PS3. Eu não quero um computador, eu quero um vídeo-game.

Sério, a gente tá fazendo tudo errado.

E é nesse filão de jogadores que querem hardwares mais simples que a OnLive deve investir. Vocês TODOS já deveriam saber o que é esse lance de OnLive, mas eu vou resumir pra vocês:

 Seu próximo “console”. do tamanho de um hd portátil.
 Não gostei do joystick. O do 360 é melhor

Basicamente você não vai mais ter uma unidade de processamento pesado em sua casa, como é o caso do X360 e do PS3. Você só vai ligar aquela bostinha da primeira figura na sua conexão de banda larga, e o processamento todo será feito num computador remoto, nos CPDs da OnLive ou sei lá quem vai prestar esse serviço pros caras. Aí você liga a caixinha na sua TV e joga. Não tem cartucho, não tem dvd, não tem cartão de memória. Lôco né? Aquela caixinha é basicamente um MODEM, ligado na sua televisão ou monitor.

Os jogos rodam num computador fudido, localizado na pqp. Ou no cudojudas, ainda não decidiram. O que importa é que você não precisa saber onde os jogos estão sendo carregados e processados, porque pra você só chega uma espécie de VÍDEO do jogo. É mais ou menos como um serviço interativo-gamístico de youtube em tempo real. Os comandos que você dá no joystick são imediatamente passados para o computador remoto, que processa isso no jogo e manda o streaming do vídeo do jogo pra você. E assim sucessivamente. Se o tempo de resposta e sua conexão forem decentes, não faz menor diferença onde o jogo está sendo “rodado de verdade”. Jogos são só um bando de imagens que respondem aos seus inputs mesmo.

É lógico que isso ainda deve demorar um monte pra chegar no Brasil, mas sejamos otimistas uma vez na vida. Existem algumas vantagens enormes que eu vejo nesse tipo de serviço e que podem provocar sua expansão rápida:

– Não precisar comprar jogos e ficar acumulando as mídias em casa, além de não ter mais mídias riscadas e cartuchos ou cartões que param de funcionar DO NADA;
– Os jogos podem ficar mais baratos, já que não existirá pirataria e a necessidade de um esquema de distribuição física das mídias;
– Estímulo ABSURDO aos produtores independentes de jogos, que terão os mesmos canais de distribuição que as grandes produtoras;
– Não gastar uma fortuna comprando consoles que podem tocar fogo no seu apê ou que consomem energia pra cacete;
– Tempos menores ou inexistentes de loading, já que os jogos rodam em hardwares de ponta;
– Conveniência de se comprar os jogos em casa;
– Barateamento dos custos de produção, já que Sony, Nintendo e Microsoft não precisarão mais manter assistência técnica para os consoles, e muito menos esquemas-monstro de distribuição de hardware.
– Supressão dos intermediários na venda dos produtos, (como lojas que vendem os jogos), que acabam encarecendo o produto final.

Porra, dá pra pensar em trocentas vantagens nesse tipo de serviço. Não sei se essa parada vai dar certo ainda, mas como eu devo falar muito sobre isso até o serviço ser lançado em definitivo (até o fim de 2009), achei bom fazer uma coluna sobre o assunto pra vocês. Por mais que possam existir problemas sérios de estrutura de transmissão de dados, principalmente no Brasil, ainda assim acho que vale a pena a gente prestar atenção nisso aí. Como eu já falei na semana retrasada, não deve existir uma próxima geração de consoles nos moldes atuais, e a OnLive é uma séria candidata à vaga de “next-gen”. Preparem-se.

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