O SWU fede

Música segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Muito já se foi falado sobre o SWU aqui. Você deve lembrar do K xingando sua mãe com todas as forças o festival. Pois bem. Ele tá certo.

O SWU, com sua baboseira sobre sustentabilidade e o caralho a quatro, só quer saber da sustentabilidade do bolso dos organizadores. O esquema lá é: Pagou? Azar o seu.

 SWU rima com que, mesmo? Ah, “Pau no seu cu, consumidor.”

Eu confesso, quando vi que ia ter Rage Against The Machine e Queens Of The Stone Age, pensei: “Foda-se o preço, eu vou ver essa merda.”

Aparentemente, pegar uma moto, viajar cerca de 100 km pra assistir essas duas bandas foda [Em dias diferentes, diga-se de passagem. Pra que aglomerar as coisas parecidas no mesmo dia, se você pode vender dois ingressos ao invés de um?] compensava. Eu até pensei que o The Mars Volta [Que foi a banda anterior ao Rage Against The Machine] ia ser uma coisa bacana, mas não foi. Isso que eu cheguei no meio do show, e não aguentei UMA música. Sim, eu fui na bagaça. Sim, eu cheguei tarde pra caralho. Sim, eu queria que tudo do primeiro dia fosse para a casa do señor carajo, a única banda do primeiro dia que REALMENTE me interessava era Rage Against The Machine. Afinal, quem paga 120 reais pra assistir Los Hermanos? Tem que ser mais otário ainda, não é mesmo?

Vamos aos fatos, então:

1- Sim, o show do Rage Against The Machine, foi foda.

2- Todo o resto foi uma merda.

Vou começar falando de coisas boas. Ah, o show do Rage Against The Machine. Pra quem é fã, foi foda. Tirando, é claro, as três interrupções: A primeira, porque a galera da geral, motivada pelo spríto comuna dos caras resolveu invadir a área VIP. Claro que deu merda, quem esperava menos? Até o vocal, Zack de La Rocha, pediu pra galera afastar. Não porque ele respeite a área VIP, mas porque ele se preocupa com a segurança das pessoas. Claro. As outras duas interrupções foram porque, basicamente, o som parou. Não pros caras, que continuaram pirando lá no palco. O retorno deles tava ótimo, pelo visto. Pena que o público não pode compartilhar de tal maravilha. Por duas vezes [Não bastava uma, teve que dar merda de novo pouco depois], o show ficou mudo pra quem tava minimamente longe do palco [Ou seja, qualquer um que não tenha comprado VIP, o que inclui este que vos narra]. Tirando essas duas falhas, e o fato de que a roda foi parar lá atrás [Sabe-se lá porque cargas d'água não deixaram a galera fazer roda lá na frente, coisa tão singela e meiga, nem ia acontecer nada com a cerca/grade/whatever que separa os VIPs de novo], e como eu tava com óculos, mochila e uma dor na lombar fudida [Sim, eu sou velho, eu sei], o show foi foda. Galera toda cantando junto enquanto tinha som, só os crássicos da banda. Duvida?

Setlist:

Testify
Bombtrack
People of the Sun
Know Your Enemy
Bulls On Parade
Township Rebellion
Bullet In the Head
Guerrilla Radio
Sleep Now In The Fire
BIS:
Freedom
Killing In The Name

E agora, a parte que eu mais gosto: Meter o pau! [UI]

Vamos começar por onde eu comecei:

 Saudade do trânsito de São Paulo…

Transporte. Pra você ver, eu não fui o único a achar as opções de transporte até a Arena Maeda precários, pra não dizer outra coisa. Acompanhem o meu raciocínio comigo: Eu fui de moto, mas no estacionamento do local, cê só estaciona pagando CEM REAIS POR DIA. Ou cinquentinha, se você tiver mais três no veículo. Ou seja, veículo com quatro pessoas paga meio estacionamento. Independente do tamanho. Agora me fala, como eu vou botar mais três pessoas numa moto? E como eu ainda vou pagar mais 50 reais pra isso? VSF. Que que eu fiz: Sabendo que tinha busão vindo de Itu até o baguio, deixei a moto na cidade [Ainda pagando caro, mas pelo menos não deixei as calças pra pagar] e peguei o busão que ia pra lá: R$6,00 ida e volta. Ai eu pensei: Beleza, né, meu problema de transporte tá resolvido. Ledo engano. Na ida, teve uma pequena demora e tal, mas nada fora do esperado. Mesmo se considerando que eu peguei o busão umas 8 e qualquer coisa da noite. Disseram que mais cedo tava muito pior. E eu acredito. Sabe por que? Na volta, eu presenciei o inferno na terra. Imagina um saída de estádio. No meio de um sítio. Com só uma estradinha de terra, que mal passam dois carros por vez. Agora imagina essa horda toda tentando pegar, sei lá, meia dúzia de ônibus pra voltar pra civilização, sendo que tinham ônibus pra vários destinos, e NENHUM tava identificado apropriadamente, e não haviam lugares demarcados pro embarque. Era tipo o apocalipse zumbi, só que todo mundo já era zumbi, e tava pegando um ônibus pra cidade não infectada mais próxima. Se bem que zumbis não se apertam tanto pra entrar em ônibus. Pra quem conhece o metrô de São Paulo, foi quase um horário de pico na Sé, com a diferença de que os ônibus não andavam. Cê tem noção que o show do Rage Against The Machine [Acho que cês já notaram que eu odeio abreviar pra RATM, fica escroto] acabou antes da meia noite, eu só consegui pegar um ônibus 1h e pouco, e cheguei na rodoviária de Itu lá pras 2h e tanto. Isso porque eu fui malandrão e peguei um ônibus rápido. Vi nego reclamar que pegou ônibus que ficou até 4h20 lá. E eu? Eu, que moro no ABC paulista, sai de Itu 2h e qualquer coisa, e cheguei em casa umas 4h e lá vai porrada. Vai ver show na roça, vai, mané.

 Celebrando com o seu dinheiro.

Preços. Eu não comprei nada lá, exceto o ingresso, que achei caro. Quer dizer, não tá TÃO caro quanto um AC/DC da vida, mas convenhamos, a estrutura também era outra coisa. Não tava no meio do mato, cobrando os dois olhos da cara, um rim, um pâncreas e o baço pelo estacionamento. Sem contar que eu vou ver Motörhead por 80 mangos e tal. O foda é que tudo tava caro, acabou ficha, nego inflacionou as coisas, puta putaria do caralho. Isso que eu paguei meia, sou estudante e pão-duro. Nem água bebi naquela merda. É, poupar dinheiro não é pra qualquer um não. Tem que tar acostumado a andar quilômetros a pé, pra não gastar com ônibus, essa invenção burguesa. Claro que tem situações que isso não dá muito certo, tipo quando cê não conhece NADA ou quando é longe pra caralho, ou a soma; mas isso não vem ao caso. O que importa é que, brincando, cê gasta 200 reais por dia num SWU, sem contar o ingresso, a menos que você seja ninja. Ou mão de vaca, tanto faz.

Falando em preços, já puxa pra outra coisa relevante. A falta de estrutura é inacreditável. Acabar ficha de comida, sendo que nego não deixa você entrar com a sua própria, e por isso cê passa fome? Se eu quisesse passar fome, eu virava vegetariano faquir, meu senhor. Se você não tem capacidade de alimentar uma multidão, não a impeça de fazer isso por si só. Mesma coisa com o embarque dos ônibus: Nego que tava lá, trabalhando pra isso, e não sabe onde cê embarca pra ir embora, ou qual ônibus vai pra tal lugar. É tão caro difícil assim imprimir umas sulfites com um “Ônibus pra Itu” e “Ônibus pra tua mãe São Paulo”, botar nas grades lá do lado de fora, botar a galera em filas e fazer os ônibus entrarem ordenadamente, pras coisas fluirem? Vão se foder. Até eu que sou um babaca sei que, em eventos grandes, tem que se planejar a logística antes de mais nada. Se você tem uma previsão de 50 mil pessoas, não planeje pra 50 mil, planeje pra 100 mil. Por que, se você trabalha com seres humanos, cê tem que ter em mente que eles não são exatamente muito racionais, ainda mais em turba. Mas vamo parar de tentar bancar o psicólogo aqui.

E, por fim, mas não menos importante: Por que caralhos jogar tudo nas costas da sustentabilidade? Caralho, nego quer pagar de verde, então vai e faz um festival de música [Quem disse que é de rock eu arranco as tripas no dente] no meio do mato, e acha que vai salvar o mundo. Pra começar, um festival dessa magnitude, por si só, já causa um PUTA impacto no meio ambiente. É gasto de energia elétrica, é queima de combustível, e toda aquela merda que cês já deviam saber. Ai, nego joga a bagaça no meio do nada, o que obriga todo mundo que vá pra lá a ir de veículo. E não me venham com essa de “Ah, mas tem carona solidária e ônibus…” porque carona solidária é o meu caralho de óculos e ônibus é a puta que pariu de rodinha. Adianta ter menos carro circulando por conta dessas coisas, e a organização CAGAR pra quem tá indo embora, deixando os carros/ônibus tudo lá parado, queimando combustível? Claro que adianta, eles já encheram o rabo de grana e tão rindo da cara dos manés que tão lá, se fodendo.

A única coisa que me conforta é que, independente da merda que ocorrer, se o show for bom, o resto é detalhe. Claro que não é nada bom ficar de refém na mão de um bando de filho da puta que só quer saber de grana, quando você tá só interessado num show bacana e relaxante, e não em brincar de refugiado de guerra.

Mas Rage Against The Machine e Queens Of The Stone Age compensam essas coisas. É por isso que eu tou lá no terceiro dia. Eu nem cogitei ir no segundo dia, já que não valeu nada. NADA.

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...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • http://twitter.com/FelipeLima83 Felipe Lima ®

    tinha q rolar um show aqui no MORUMBI, oq qlqr lugar da capital!

    LOTARIA FACIL!

    e nao teria problemas no audio!

  • Uiara

    Ainda bem que assisti no conforto do sofá de uma amiga. E não que tenha a ver, mas o Green Day estará aqui domingo e eu vou. A vida é linda, beijo.

  • K

    “Ele tá certo” – para de falar o óbvio, mano. Tava na cara que ia dar merda no evento. Afinal, é o primeiro SWU, logo, o mais mal organizado. E caro.

    Vale dizer que eu tava sem televisão pra assistir ao dia que eu tava a fim de ir. Uma merda. Mas o show do QOTSA foi foda, mesmo pra quem não tava lá. BATE CABEÇAAAAAAAAAAAAAAAAAA

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