Oz: Mágico e Poderoso (Oz the Great and Powerful)

Cinema quinta-feira, 07 de março de 2013

 Quando Oscar Diggs (James Franco), um inexpressivo mágico de circo de ética duvidosa é afastado da poeirenta Kansas e acaba na vibrante Terra de Oz, ele acha que tirou a sorte grande – fama e fortuna o aguardam – isso até encontrar três feiticeiras, Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams), que não estão convencidas de que Oz é o grande mágico pelo qual todos estão esperando. Relutantemente envolvido nos problemas épicos que a Terra de Oz e seus habitantes enfrentam, Oscar precisa descobrir quem é bom e quem é mau antes que seja tarde demais. Lançando mão de suas artes mágicas através de ilusão, ingenuidade e até de um pouco de magia, Oscar se transforma não apenas no grande e poderoso Mágico de Oz, mas também em um homem melhor.

Eu até queria começar essa resenha de forma séria e introspectiva. Mas véi, não dá pra não pensar num traveco quando cê lê Oz: Mágico e Poderoso. Eu não consigo.

Devaneios a parte, a Disney foi muito além nessa ideia de explicar de onde veio o Mágico de Oz, tendo em vista que nem o próprio L. Frank Baum explicou essa pira toda. Claro que foi além mas nem tanto, já que fazer prequências [Eu não consigo aceitar essa palavra] virou moda faz tempo. Mas eu acho que a fábrica de sonhos, pra variar, criou mais um. Pode não ser o filme do ano, mas faz o que se propoe a fazer: Encantar.

Afinal, quem vai ver um filme baseado no crássico O Mágico de Oz pensando em encontrar um filme que fuja do espírito visionário do primeiro? E cara, as referências estão [Quase] todas lá: Tem um leão que sofre um trauma, o que explicaria o porque dele perder a coragem, tem um espantalho que faz algo que ninguém com cérebro faria, e tem um homem de lata que… Não, pera, não tem homem de lata. Ou pelo menos eu não reparei. E não tem sapato vermelho, por questões de direito autoral. Really, bitch? Really? Esses advogados são foda.

 Oz é tão superior que não tem advogados, e até as vilãs são gostosas. Aliás, porque o mal sempre usa raios verdes?

Mas nem tudo são referências, afinal a grana dos ingressos não vem só de gente que conhece a porra toda. Não senhor, muita dela vem de gente que só conhece as referências, ou nem isso. E uma pequena parcela vai lá só pra ver a Mila Kunis… Ah, Mila Kunis… Que decepção. Não com a atuação dela, pelo contrário. Ela tá se firmando como uma puta atriz [Não confundir com uma atriz puta], assim como já é reconhecida a Rachel Weisz. Mas ok, é filme pra criança, acontecem frustrações.

 Não rolou bitoca. Que decepção…

O que, você acha que Oz é um filme adulto, ou com temática adulta, ou para adultos, ou quaquer coisa do tipo? Você é doente? Tá na cara, desde o começo, que Oz é um filme pra criançada curtir [Ou nem tanto, essa molecada de hoje em dia é foda], e pros adultos darem uma relaxada, talvez até fingir que não são chatos e cretinos por duas horas. Quem sabe se inspirar no James Franco, que é outro desgraçado que atua pra caralho, e se prestou a aprender mágica pro papel ficar mais realista.

A história é bem clichê: O covardão que dá um golpe só pra juntar uma grana, mas acaba ajudando a galera com seus truques fajutos, que incrivelmente funcionam. Mas nesse mundo contemporâneo atual de hoje em dia, o que não parece clichê? Praticamente todas as histórias foram contadas, algumas mais de uma vez. Muitas vezes você vê filmes [Ou gente] querendo ser original só pra ser diferente. Mas eu tenho que lembrar vocês, amiguinhos, que nem sempre ser diferente é algo bom. Lembra da fábula do coelho fluorecente que foi devorado pelo guaxinim mutante das galáxias? Então, essa é a moral da história.

 No fim das contas, ele tem alguns truques na manga. Mas quem não tem?

Meu veredito é o seguinte: O filme é legal, e é uma boa homenagem. Claro que não vai ser um clássico como foi seu antecessor que na verdade é sucessor, porque veio depois, mesmo tendo vindo antes, mas dá pra aproveitar muito bem se você não for um velho reclamão. E olha que geralmente esse é o meu papel!

Oz: Mágico e Poderoso

Oz the Great and Powerful (130 minutos – Aventura)
Lançamento: EUA, 2013
Direção: Sam Raimi
Roteiro: Mitchell Kapner e David Lindsay-Abaire, baseados no romance de L. Frank Baum
Elenco: James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams, Zach Braff, Joey King, Abigail Spencer, Bill Cobbs, Martin Klebba e Ted Raimi

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  • debora

    p, ainda não terminei de ler a resenha, mas não consegui me conter:
    1) acho que só você pensou em um travesti quando leu “mágico e poderoso”
    2) graças ao seu comentário eu imaginei uma drag, toda trabalhada no glitter, sambando na cara das recalcadas com o mashup lindo de valesca feat. lana del rey ao fundo

  • debora

    “Lembra da fábula do coelho fluorecente que foi devorado pelo guaxinim mutante das galáxias?” como não lembrar?

  • Eu assisti o filme e foi acima das expectativas. James Franco realmente tá atuando bem pra caralho e o filme é bem bonito visualmente. Concordo com a sua resenha, é um bom filme.

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