O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (The Hobbit: An Unexpected Journey)

Cinema quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

 O Hobbit: Uma Jornada Inesperada segue a aventura do personagem-título Bilbo Bolseiro, que enfrenta uma jornada épica para retomar o Reino de Erebor, terra dos anões que foi conquistada há muito tempo pelo dragão Smaug. Levado à empreitada pelo mago Gandalf, o Cinzento, Bilbo encontra-se junto a um grupo de treze anões liderados pelo lendário guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho. Essa aventura irá leva-los a lugares selvagens, passando por terras traiçoeiras repletas de Goblins e Orcs, Wargs mortais e Aranhas Gigantes, Transmorfos e Magos. Embora o objetivo aponte para o Leste e ao árido da Montanha Solitária, eles devem escapar primeiro dos túneis dos Goblins, onde Bilbo encontra a criatura que vai mudar sua vida para sempre… Gollum. A sós com Gollum, nas margens de um lago subterrâneo, o despretensioso Bilbo Bolseiro não só descobre sua profunda astúcia e coragem, que surpreende até mesmo a ele, mas também ganha a posse do “precioso” anel de Gollum, que possui qualidades inesperadas e úteis… Um simples anel de ouro que está ligado ao destino de toda a Terra-Média, de uma maneira que Bilbo nem pode imaginar.

Devo avisar você, leitor querido e amado [Tudo mentira], que eu sou um herege. Sim, um herege profano. Mas porque, você vai me perguntar? E o que caralhos isso tem a ver com O Hobbit? Tudo, jovem padawan, tudo. Veja só: Eu não li nenhum livro do Tolkien, nem O Hobbit nem O Senhor dos Anéis. E não assisti os filmes do último. Meu único contato com esse universo é jogar Dungeons & Dragons, o RPG que foi chupinhado disso tudo. E esse filme, pra mim, nada mais é do que uma grande crônica [Ou campanha, depende do seu enfoque e paixão] de D&D.

 Todo mundo, rola uma iniciativa ae.

Inclusive, um dos fatores que me levou a comparar com uma sessão de jogatina foi a duração. Fuckin’ 169 minutos! Isso são duas horas e quarenta e nove minutos, sendo que tem bastante enrolação. Pra um filme, é muita coisa. Pra uma sessão de RPG, é um piscar de olhos. O problema é que, no filme, você não tá jogando, você tá só olhando. Lembra quando você era pirralho e ficava assistindo seu irmão, primos, seja lá o diabo que for jogando, enquanto você chupava o dedo? A sensação é a mesma, o que te deixa com uma mistura de raiva e tédio.

 Para de enrolar, falando com NPC e bora jogar!

A grande diferença, obviamente, é o visual. Enquanto jogando RPG você tem que renderizar tudo na sua cabeça, o filme vai lá e vomita tudo na sua cara, prontinho. Os efeitos são foda [Tirando uma ou outra cena]? São. Mas não é a mesma coisa que você imaginar algo por conta própria. Já dizia o Sheldon, sua imaginação é a placa de vídeo mais foda do mundo. Ou algo assim. E os clichês. Ah… Os clichês. O grupo improvável, o caminho desviado, o mago fodão que armou a porra toda, o dragão como inimigo, o bundão que se descobre um aventureiro. Se eu não soubesse que D&D foi baseado no livro d’O Hobbit, diria que os roteiristas não escreveram porra nenhuma, só transcreveram algumas partidas que eles fizeram.

 Tem até arma +1.

Provavelmente o Loney vai escrever uma resenha mais técnica/fanboy/viadão, mas o meu trabalho aqui é recomendar o filme por dois motivos: Primeiro que é uma puta história legal, com efeitos foda e toda aquela firula de sempre sobre filmes de fantasia. Segundo, vai que você não se anima de jogar RPG? Eu tou sempre procurando mesas pra me infiltrar.

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

The Hobbit: An Unexpected Journey (169 minutos – Aventura)
Lançamento: EUA, Nova Zelândia, 2012
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson e Guillermo del Toro, baseados na obra de J.R.R. Tolkien
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Bill Nighy, James Nesbitt, Adam Brown, Richard Armitage, Aidan Turner, Rob Kazinsky, Graham McTavish, Elijah Wood, Andy Serkis , Christopher Lee, Ian Holm, Orlando Bloom, John Callen, Stephen Hunter, Peter Hambleton, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Andy Serkis, Doug Jones, Saoirse Ronan e Billy Connolly

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  • Loney

    Puta que me pariu, tenho que ir assistir isso, o troço dos guardião e zarafa: é assim que o fim de ano me enrraba.

  • Luiz Carlos Santos

    Para mim, a verdadeira pedra filosofal do mundo é o marketing. Isso porque essa ferramente consegue transformar merda em ouro. O senhor dos anéis é uma historiazinha da merda, com argumento ridículo (destruir uma porra de anel, que dá qual poder ? ficar invisível…), mas que devido ao marketing extremamente bem feito, se transformou nessa mina de ouro, que culmina em mais um caça-niqueis.

  • Paulo

    Imbecil. Só tá falando merda pq é famoso, muito tipico. A história é épica sim, todo mundo adora sim, vc nunca ouviu uma história de fantasia na vida?

  • Luiz Carlos Santos

    Cala a boca nerd ! Crie um mundo distante, adicione magos, duendes, elfos, e outras criaturas idiotas. Agora é só esperar que um bando de desocupados gastarão suas parcas economias e perderão seu tempo cultuando essas baboseiras. Estou falando bobagens ? Harry Potter, Eragon, Star Wars e outros lixos que o digam !

  • Wellington

    LOL … “(destruir uma porra de anel, que dá qual poder ? ficar invisível…)” … realmente voce não sabe NADA sobre Senhor dos Anéis … me diz um livro ou filme que é bom para voce

  • Mayara

    Ok, todos aqui já viram que vc não tem Q.I para histórias mais elaboradas.

  • Luiz Carlos Santos

    Será que desta vez haverá uma relação boiola como a dos Hobbits Sam e Frodo ? hahahaah. – Ai senhor Frodo, Ai senhor Frodo ! Como diria o Severino do Zorra Total: Dr. isso aí é um bichona !

  • ClaytonSlayer

    O cara reclama de LOTR, Star Wars e sua melhor citação é um programa de “humor” que é exibido aos sábados de noite. QUEM A FODA ESTÁ NA FRENTE DE UMA TV NO SÁBADO?

  • Luis Brandão

    Sério que a sua crítica é ser uma história de fantasia? Já parou pra pensar que o problema é contigo, e não com o resto do mundo? Você deve ser uma pessoa bem divertida hein

  • Paulo

    O cara diz coisas como “parcas economias”, como se falar parcas melhorasse sua imagem, chama o próximo de nerd como se fosse o máximo de ofensa possível, xinga histórias ótimas que galera adora sem compromisso como se a opinião dele valesse de alguma coisa e cita zorra total. O filha da puta não tem idade pra argumentar, tá na cara.

  • Caralho, tá tendo uma discussão no meu texto. E não é por causa do meu texto. Tomar no cu cês tudo.

  • Guilherme

    Deve ser mais um típico poser de filme cult, onde não entende porra nenhuma do que vê e acha que tá gaxtanto…sem mais

  • Bah, que crítica imbecil. Se assistir a um filme de 169 minutos faz alguém ficar com raiva e tédio, Amadeus e E o Vento Levou não seriam obras aclamadas. E agora então vamos todos NÃO ver o filme só ler o roteiro, pra imaginar a cena na nossa cabeça. E outra, é clichê, mas o Tolkien foi um dos pioneiros. Deal with it.

  • Jovem, acho que você não entendeu. O filme é muito bom, tanto é que eu dei uma nota 9, que é a segunda melhor nota que um filme pode receber neste sítio em que você lê essas parcas linhas. O que me dá raiva misturada com tédio é quando eu tou observando alguém jogar algo e não posso jogar.

    E sobre o Tolkien ser o pioneiro: Eu sei, tanto é que tá lá no texto: “o RPG que foi chupinhado disso tudo”. Agora, se você não manja o que é chupinhado, ai não é minha culpa.

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