Puta que me pariu, mulher! Você cagou esta série

Televisão quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Eu não sei se é proposital ou se os roteiristas apenas não conseguem roteirizar uma mulher que não seja completamente irritante. Digo, não todos os roteiristas, apenas os péssimos roteiristas. Existem muitos exemplos de personagens femininas, protagonistas ou não, que são incrivelmente fodas. Acho que o maior exemplo de todos é Xena, mas ela não é a única. Gemma Teller Morrow de Sons of Anarchy, Lisa Cuddy de House, Roberta Warren de Z Nation, Kate Becket de Castle e Agente Carter podem muito bem encabeçar essa lista ao lado da personagem de Lucy Lawless. Além de muitas outras, é claro. Mas como eu sou um cara babaca, eu vou mostrar somente as mulheres mais irritantes do mundo das séries.

Eu sei que em algum momento de suas vidas insignificantes vocês já abandonaram alguma série por não suportar mais as idiotices de algum personagem mal escrito. Sim, não serei tão babaca assim. Nem só de personagens femininos irritantes afundam-se as séries nem tão irritantes assim. E um grande exemplo de personagens masculinos que são completamente irritantes são os irmãos Winchester, que a cada temporada esquecem os erros passados e voltam a cometê-los. Não há evolução de personagem naquela série. Não mais. Mas isso é assunto pra outro texto. Ou não, já que eu já reclamei de Supernatural aqui, aqui e aqui. Ah, e teve esse aqui também. Mas vamos ao que interessa. Ou nesse caso, desinteressa, irrita e te faz ter vontade de cometer um crime.

Lori, Andrea e qualquer outra pessoa que tenha uma vagina em Pelouki Déd

Só as personagens de The Walking Dead já renderiam uns 3 textos de ódio. É incrível como por mais que a mulher seja independente, fodona e mate mais zumbis que o caipira besteiro, em algum momento ela fará uma idiotice completamente sem sentido. Mas vamos por ordem de mortes. Lori achou que o maridão tinha morrido e se envolveu com o melhor amigo dele. Até aí tudo bem. Aí quando o marido aparece vivinho da silva, ela resolve voltar pra ele e dá um pé na bunda do amigo peguete. Até aí tudo bem também, ela cometeu um erro ao achar que o marido estava morto e quando descobriu que ele, o grande amor da sua vida, ainda estava vivo retornou pra ele sem pensar duas vezes. Que fofo. O grande problema é que Shane, o amigo peguete, não estava nada satisfeito com isso e resolveu que ainda queria a mulher do amigo mesmo ele ainda estando vivo. Cansada de tanta perseguição, Lori vai até Rick e diz: – Ain cara, o Shane tá enchendo a porra do meu saco. Tá na hora de você botar o pau na mesa e mostrar quem é que manda. Dito isso, Rick, completamente cego de amor, decide fazer o que a mulher pediu e confronta o amigo, resultando em porradeiro e morte. Pronto, feito o que foi pedido, o que Lori faz?

a) Fica feliz
b) Arranja outro amante
c) Pede pra alguém que não vai olhar o Carl olhar o Carl
d) Fica de faniquito

Porque toda série precisa de uma mulher insuportável.

Pois é, ainda bem que alguém percebeu que o mimimi de Lori não fazia sentido algum e resolveu transforma-la em ração de defunto. Mas agora vamos para a segunda mulher mais irritante da série, Andrea. Na 1° temporada ela não fez muita coisa além de matar a irmã e depois querer se matar na explosão completamente desnecessária do CDC. Aí, na segunda temporada, após ouvir alguns sermões do velho Dale, ela resolve ser uma sobrevivente. Ou mais ou menos. Rick diz: Hey Andrea, vamos treinar uns tiros ali na floresta? Ela diz: Não, eu sou foda. Deixa que eu fico aqui no trailer tomando conta. E o que acontece? Ela quase mata o Daryl, que naquela época ainda era um bom personagem.

Até aí tudo bem, todo mundo ficou com ódio dela, mas ainda dava pra passar. Mas então, ao perceber que não era uma barraca, mas sim um toquinha do gugu, Andrea resolve apoiar as maluquices de Shane. E por apoiar eu quero dizer fazer o que a Lori não tava mais fazendo. Ok, aí a escala de ódio já tava em 60%. Tudo só foi por água abaixo mesmo quando ela encontrou a Michonne, passou altos perrengues com ela, encontraram Woodburry e Andrea, a fodelona sobrevivente, resolveu ficar brincando de casinha. E como ela não é boba e nem nada, tratou logo de dar uns pegas no líder da galera pra conseguir uma moralzinha lá dentro. Ok, escala de ódio em 80%. Aí ela finalmente reencontra o grupo antigo, com todo mundo de boa na prisão e a filha da puta continua do lado do Governador. Mesmo depois que o cara se mostra completamente insano e filho da puta. Resultado? Morte no final da temporada para o deleite de todos os fãs irritados.

“Só por que ele bota a galera pra lutar contra zumbis, tortura meus amigos e quer tomar a prisão? Isso é recalque!”

É válido lembrar que nesse espaço entre a morte de Andrea e Beth, Michonne andou dando umas cagadas que puta que me pariu. Ela não tinha o menor motivo pra foder com a vida do Governador, que até então só queria ficar de boa na cidadezinha dele. A Michonne levou Rick e o resto da galerinha pra lá porque a amigona dela, Andrea, a trocou por uma rola. “Ain, não foi pela rola. Foi pela segurança e estabilidade.” Tá bom. Enfim, por sorte deram um jeito de contratar um roteirista novo que fez a Michonne parar de fazer cagalhada.

E agora chegamos na jovem inútil. Quer dizer, na terceira temporada ela nem era tão inútil assim, já que servia como vitrola ou berço, mas daí pra frente, principalmente nesse arco do hospital da quinta temporada… PUTA QUE ME PARIU, MULHER! Aliás, que arquinho desnecessário hein. De que serviu isso tudo? Só pro Chris entrar pro elenco? Não dava pra colocarem ele no meio da floresta? Te contar, hein. Pelouki Déd tá mais perdido que a sexta temporada de Lost [Bjo P.A.]. E foi com a morte desnecessária de Beth Greene que eu quase parei de assistir esta série de zumbis que é sobre sobreviventes, igual Lost, que não era sobre mistérios mas sobre pessoas e… AH, FODA-SE.

Porque se agora que eles estavam perto do arco dos canibais eles fizeram um monte de cagalhada, imagina o que eles não farão quando eles chegarem em Alexandria. Cês tem noção de quantas personagens malas terão naquele lugar? Cês já viram que a Maggie também tá começando a virar um porre? Porra, não dá.

Not you.

Iris West – The Flash

Essa é foda. Essa é daquelas adolescentes filhas da puta dos infernos inca! A vagabundinha ficava fingindo que não sabia que o amigo gostava dela, aí o cara resolveu botar o pau na mesa e contar que tava afim de dar uns catranco nela desde quando eles eram crianças e tal. Aí ela vai embora toda bolada com um olhar de “Meu Deus, Barry, você é louco”? Ok, bola pra frente. Barry diz que eles são brother, que eles não precisam ficar afastados e que ele sabe que ela ama o namoradinho policial dela e que ele vai seguir em frente. Nisso, a filha da putinha fica toda feliz e diz: “Ok, vamos ser amiguinhos, seu trouxa”. Aí o cara começa a namorar outra mulher e o que é que esta quenga faz? O QUE É QUE ESTA FILHA DE UMA PUTA MAL PARIDA FAZ? Ela chega pra namorado do amigão dela e diz: “Nossa, deve ser difícil pro Barry namorar com você enquanto me ama em silêncio.” MAS QUE FILHA DA PUTA!

“É hoje que eu te fodo! Não do modo legal.”

Bárbara Gordon – Gotham

Este é um exemplo de mulher burra. O cara que escreveu esta personagem nunca deve ter conhecido uma mulher, porque não é possível que exista uma pessoa tão idiota assim. Mas vamos por partes. James Gordon é um policial honesto recém-chegado a polícia de Gotham City. Vejam bem, ele é um policial HONESTO em GOTHAM CITY. O cara já tá todo enrolado sendo caçado por mafiosos, políticos e os próprios “amigos” policiais e ainda tem que lidar com uma mulher cheia de mimimi em casa. Aliás, Bárbara Gordon é a típica mulher de policiais em séries. Elas casam com policiais, sabem que o trabalho dos caras é tenso e depois de 5 ou 6 anos começam a reclamar do trabalho dos caras. Eu vou te contar, ou eu tenho muita sorte e tenho a melhor mulher do mundo ou esses roteiristas querem propagar o ódio às mulheres.

Mas voltando pra idiota da série, o chefe da máfia de Gotham bota um prêmio pela cabeça de James Gordon e a única forma dele escapar com vida disso seria prendendo o chefe da máfia e o prefeito da cidade. Sabendo que sua vida estava em risco, James chega para Bárbara e diz: “Aí, a chapa tá esquentando, a cobra vai fumar, eu vou ter que trocar chumbo com uns caras barra pesada aí, é melhor você sair da cidade por um tempo, até que tudo fique mais tranquilo.” Ok, a mulher arruma a mala, entra no ônibus e vai embora. Aí James Gordon e seu parceiro se armam até os dentes, pegam o prefeito, invadem a casa do mafioso e quem tá lá? A filha da puta da Bárbara Gordon. “Oh, meu Deus, ela trabalhava para o mafioso?” Não, meu querido amiguinho. Muito pior. Ela apenas teve a brilhante ideia de ir até o CHEFE DA MÁFIA DE GOTHAM CITY e pedir para ele deixar o namoradinho dela em paz. “Hey, seu Chefe do Crime. O senhor poderia deixar meu namoradinho em paz? Eu sei que ele tá fodendo teus esquemas, mas é que eu gosto tanto dele.” CARALHO, QUE MULA!

Aí, após foder com o plano do namorado, Bárbara resolve se fazer de vítima. James Gordon, que é um homem muito gentil e respeitador, sequer chega a brigar com a mulher, mas é impossível não notar a decepção em seus olhos. Então o que Bárbara Gordon faz? Ela vai embora. Ela espera o namorado ir trabalhar, pega as coisinhas dela, escreve um bilhetinho de despedida e vai embora. Embora pra onde? Pra casa da ex-namorada dela. Ok, 1 segundo para nossos profissionais medirem o nível de filha da putagem desta mulher:

Outras que nem merecem parágrafo próprio

E não para por aí, Addy era uma personagem legal de Z Nation, até que do nada lembra que matou a mãe e o irmão zumbis e começa a surtar, abandonando o namoradinho pra ficar com um monte de feministas loucas em uma cidadezinha bizarra, com direito a urso zumbi no celeiro e os cambal. “Ain, elas não eram feministas loucas”! Ok, talvez elas não fossem feministas, mas loucas elas eram. As mulheres mandavam as crianças do sexo masculino pra fora da cidade. Porra, que bando de filhas da puta. Clara Oswald era uma companion incrível de Doctor Who, mas bastou o Doutor colocar um pouco de responsabilidade nas mãos dela que ela resolveu pular fora.

Bo de Lost Girl esqueceu como ser independente após o final da 1° temporada e tornou-se completamente egoísta e insuportável. Ainda bem que existia Kenzi, a coadjuvante não-pé-no-saco, que certamente foi quem fez a série chegar até sua 5° temporada. E por fim, mas não menos importante, temos Sookie Stackhouse. Ô caralho de mulher confusa. Ok, ela vive cercada de criaturas mágicas que gostam muito de arrancar as roupas, mas porra, não dá pra ser menos complicada? Não foi a toa que a série começou a morrer depois da 3° temporada. Mas se bem que True Blood tem tanta mulher idiota quanto The Walking Dead. Ou cês vão me falar que Tara e Arlene eram bons personagens? Acredito que assim como Lost Girl, True Blood só tenha sobrevivido até a 6° temporada por causa da Pam. Ah, não, tinha o vampiro viking encharcador de pepequinhas também.

Pelo menos pra uma coisa True Blood serviu.

Bom, eu sou um gordo sedentário e prefiro parar por aqui antes que o meu coração resolva parar por aqui. Não é fácil ficar calmo ao lembrar das idiotices destas personagens tão mal escritas. Ou bem escritas, se o objetivo do roteirista fosse nos deixar com ódio delas.

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  • Igor Santos

    Fui lendo o texto e pensando “mas e a Sookie? E a Sookie?” e lá estava, bem no final. Hahahaha. Não sei como aguentei acompanhar a série, o “chatismo” dela era sem igual.

  • Suzi Morais

    Quando li o título o primeiro personagem que pensei foi na Sookie, que é um saco, mas aí ao comparar com as do The walking Dead, concordo que faltam roteiristas decentes nesses seriados.

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