O fim de Amor à Biba e a polêmica do seu cu

Televisão segunda-feira, 03 de Fevereiro de 2014

Porra, acabou. A novela que não decidiu se queria ser Avenida Brasil ou Salve Jorge, acabou mais pra A Favorita. Teve casamento, não teve casamento, teve vilã eletrocutada, teve vilã sendo escrotizada escrotamente, teve Dom Lázaro Venturini 2.0, teve reconciliações, teve um monte de gente chorando e teve um tal de beijo gay, que destruiu famílias e estuprou ânus. Ah, e teve a prova final de que essa foi a primeira novela protagonizada por gays.

Maldita Rede Globo, oprimindo os gays!

O casal protagonista da novela deveria ser Paloma e Bruno, e deveria abordar o lance das diferenças sociais, já que ela era classe média que tem que ser escrotizada no shopping pelos rolezeros uma mimadinha chata pra caralho e ele era um dos rolezeros filhos da puta que ficam fazendo merda um fodido que não trabalhava e fazia faculdade de direito, se não me engano. Só que a Globo tem uma maldição que faz com que os telespectadores odeiem o casal protagonista e idolatrem o vilão. Pelo menos foi assim nas 3 últimas novelas das 21:00 horas, com Carminha, Lívia e Félix, mais conhecidas como a maldita trindade. Porra, convenhamos que Rita/Nina, Morena e Paloma o que tem de gostosas tem de insuportáveis. Tá a Rita/Nina nem é. Gostosa, insuportável sim.

Bom, como o esperado, o “casal protagonista” termina a novela casando e tendo um filho. Aliás acho que essa novela foi a que mais teve casamentos na última semana. Suzana Sujeira Vieira casou com o motorista e ainda revelou um lado maligno cortador de freios. O garotão escritor e pau mandado casou com a irmã da fantasma por quem era apaixonado. Aquela que cantava no Rebelde. A mãe da Suzana Vieira casou com o Silveirinha, a Tatá Werneck casou usando um vestido que vai ser tendência em 2014 e a mãe dela não só casou como dançou ao som da música do Chacrinha, mandando um baita dum foda-se pras ex-chacretes faniquiteiras.

Já a Bárbara FrankeinPaz quase casou com o Zé Wylker, mas acabou percebendo que uma vida comentando Oscars não era o que ela realmente queria e resolveu fugir com o mordomo. E Rafael, o advogado malandrucho casou-se com Linda, a mocinha autista. E porra, taí uma parte que eu não sei qual é a minha opinião. Eu não sei se casar com um autista está certo. Não sei mesmo, mas isso deve-se a uma mente suja, já que o que a novela quis vender foi um amor puro entre os dois, mas eu duvido que aquele advogado vai conseguir ficar muito tempo sem passar a rola em alguém.

Já no núcleo putaria da novela, que envolve Caio Castro, Maria Casadevall, Marcio Garcia e Carol Castro, ninguém casou com ninguém, mas pelo menos todo mundo parou de comer todo mundo e resolverem ter filhos. Embora nada tire da minha cabeça que o Marcio Garcia continua comendo a Casadevall. Ah, foi nessa parte que rolou o que o autor achou que seria uma grande piada, já que o quadrado amoroso causou várias situações trágicas e cômicas, mas que no final ninguém mais aguentava olhar pra cara de nenhum deles. A não ser as menininhas que batem palmas sem as mãos quando veem o Caio Castro. Enfim, em meio a toda aquela cena constrangedora, Maria Casadevall resolve mandar um: Estamos virando uma Grande Família. Sacou? Não? Pois é, pro autor pareceu algo muito legal. Ah, esqueci da Perséfone, a gorda mais escrota do planeta depois da Paulinha do BBB. Mas ela merece um parágrafo só dela.

Perséfone era uma gorda virgem. Seu papel na novela era mostrar aos telespectadores o preconceito contra bolotas obesos e virgens. Pois bem. Eis que após muito lenga lenga, Perséfone consegue convencer um jovem médico a casar com ela. Tudo as mil maravilhas, e quando chega na hora da lua de mel, ela, a gordinha desesperada que tentava dar até pro entregador de pizza, resolve que não quer mais dar. PORRA, PARA DE CU DOCE QUE TU JÁ É GORDA PRA CARALHO E TÁ COM A SAÚDE TODA PREJUDICADA, Ô FILHA DA PUTA! Enfim, o cara finge ser compreensivo e por fim acaba fodendo a gordinha. Aeeeeeeeeeeeeeeee!!! Quando tudo parecia estar bem, o marido de Perséfone, um jovem fisioterapeuta, após sofrer certo bullying no hospital por causa do tamanho da mulher, resolve dizer a sua amada esposa que talvez não seja uma boa ideia comer costela de porco no café da manhã. O que acontece? Os dois se separam, ela resolve dar pra outro médico e termina como modelo pluz size tocando o foda-se para a saúde. Ah, e o jovem fisioterapeuta termina sozinho, porque é isso que pessoas que se preocupam com a saúde de quem ama merece, ficar sozinho por toda a eternidade.

Esse parágrafo é dedicado a Antônio Fagundes. Eu sei que se eu fosse casado com a Suzana Vieira eu também seria um cara amargurado que comeria geral por aí menos ela, mas esse velho é um puta dum babaca. VOCÊ É UM BABACA, SEU VELHO ESCROTO! O personagem de Antônio Fagundes era o pai de 70% do elenco da novela. Sim, o cara comeu a bailarina, a secretária, a babá, a nora… Enfim, acho que ele só não comeu a Suzana Vieira. Não que eu esteja tirando a razão dele. Enfim, o mais legal disso tudo foi ver o velho babaca infartando e encarnando Dom Lázaro Venturini após levar uma bela duma cuspidela de Aline, que estava no xilindró, onde posteriormente morreria fritando na cerca elétrica. Aliás, belo final pra putinha.

E agora chegamos aos protagonistas da novela. Muito falou-se do beijo gay e do quanto isso foi significativo para a comunidade LGBTS. Se já adicionaram mais alguma letra, favor avisar nos comentários. Mas eu acho que foi muito mais do que isso. O rebuliço todo foi por causa do beijo gay, mas isso porque os tiozões não perceberam o que já vinha rolando há muito tempo, a tomada de protagonismo pelos gays. O drama de Nico, que teve o companheiro e o filho roubados por Amarula, não a bebida, a Daniele Winits, deixou todo mundo mais ansioso pra ver o que ia acontecer com os 3 do que pra ver o próximo chilique de Parrôla Oliveira. E isso ficou bem claro quando Félix chegou e começou a rolar um triângulo amoroso. Porra, nego tá reclamando de um beijo gay sem perceber que mais da metade da novela foi protagonizada por um romance gay. Pra finalizar com um grande tapa na cara da galera que xinga a Globo por manipular a elite contra as minorias, o casal gay protagonista terminou como a família mais diversificada da televisão brasileira.

Papi Soberano e Biba Revolucionária.

Mas já que a polêmica toda é sobre o beijo gay, vamos separar um tempo pra falar sobre essa porra desse beijo gay e o que acontecerá com sua família por causa disso. Vamos deixar algo bem claro aqui. Seu filho de 10 anos que foi “violado” por causa da tal cena polêmica de beijo gay só pensa em foder. Indiferente do que ele esteja assistindo ele está imaginando aquelas pessoas fodendo. Esse moleque acorda 8:00 da manhã pra bater punheta pra Ana Maria Braga. Culpa do SBT que tirou a Priscila do Bom Dia e Cia só porque ela estava desenvolvendo tetas.

Nota do editor: Esse link é pra uma página humorística. Não que a gente seja muito sério aqui no Bacon…

Enfim, seu filho punheteiro de 10 anos de idade que assiste novela imaginou aquele casal gay fodendo muito antes do beijo gay. Aqui vão alguns fatos: Seu filho, carinhosamente chamado de bronha pelo amante da sua esposa, estava certo dia desbravando o XVideos e do alto de sua curiosidade clicou em uma categoria chamada Shemale. Sim meu amigo. Isso já aconteceu. E acredite, ele não se assustou e fechou o vídeo nos primeiros 3 segundos. Ele provavelmente zerou a categoria, caindo posteriormente para outra conhecida como Futanaria. Sim, senhoras e senhores, o seu inocente filho tem internet, ele já viu coisas piores do que uma bitoca entre dois caras.

Sabe aquele UFC que teu filho assiste trancado no quarto com os coleguinhas do jiu-jitsu? Rá.

“Ain, Jô. Mas agora vai ter viadagem em tudo quanto é lugar”. Amigo, já tem viadagem em tudo quanto é lugar. Vide essa sua viadagem, por exemplo. Mas a verdade é que o fato de ter rolado o tal beijo gay nessa novela não quer dizer que veremos um cara esfregando o saco na cara do outro na próxima novela. As novelas sempre mostraram beijos héteros e nunca mostraram uma tetinha sequer em mais de 50 anos de existência de novelas. É claro que eu to falando das novelas clássicas, das 18:00, 19:00 e 21:00 horas.

E não, também não é porque você viu dois caras se beijando que você vai começar a soltar o brioco. A não ser que você queira. E entenda, não há nada de errado nisso. Ah, e seu filho também não. A não ser que ele queira. E acredite, se ele quiser dar a bunda, vai ser porque ele sempre quis dar a bunda. A culpa não é sua, a culpa não é da novela e seu filho não deixará de ser seu filho porque está dando a bunda.

A culpa é dos energéticos.

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Antes de comentar, tenha em mente que...

...os comentários são de responsabilidade de seus autores, e o Bacon Frito não se responsabiliza por nenhum deles. Se fode ae.

  • Smith

    “altista”, vulgo “jogador de altinho” (?)

    A parada agora é LGBTTTs (sapatões, gays, indecisos, travestis, transex, transgender + simpatizantes).

    E tem tanta coisa errada nessa frase que eu nem saberia por onde começar. “Pra finalizar com um grande tapa na cara da galera que xinga a Globo por manipular a elite contra as minorias, o casal gay protagonista terminou como a família mais diversificada da televisão brasileira.”

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