Mamãe querida!

Cinema segunda-feira, 09 de outubro de 2017

“Um casal vive em um imenso casarão no campo. Enquanto a jovem esposa (Jennifer Lawrence) passa os dias restaurando o lugar, afetado por um incêndio no passado, o marido mais velho (Javier Bardem) tenta desesperadamente recuperar a inspiração para voltar a escrever os poemas que o tornaram famoso. Os dias pacíficos se transformam com a chegada de uma série de visitantes que se impõem à rotina do casal e escondem suas verdadeiras intenções.”

Não é bem isso, mas OK!

Ninguém tá escondendo verdadeira intenção nenhuma, mas entendo a dificuldade que deve ter sido escrever essa sinopse sem estragar o filme. O problema é que muitas pessoas, assim como eu, foram assistir o filme esperando uma coisa e depararam-se com outra completamente diferente. Eu achei um dos melhores filmes que eu já vi na vida, mas tem uma cabeçada aí sem entender porra nenhuma até agora e #XingandoMuitoNoTwitter. Mas não, eu não tô aqui pra explicar Mãe, embora a vontade seja grande, eu não quero ser um desses esnobes do cinema que encheram meus saco quando escrevi sobre o meu não entendimento de A Árvore da Vida, então ainda estou tentando descobrir o que dizer nesse texto afinal.

Confesso que eu não saí da sala de cinema entendendo completamente o que tinha acabado de assistir. Óbvio que eu havia compreendido o que os personagens de Javier Bardem e Jennifer Lawrance eram, afinal, isso é entregue bem mastigadinho ao final do filme, mas ainda faltava colocar algumas coisas nos devidos lugares. Então eu fiz o que qualquer um faria, pedi ajuda pro Deus Google e quando tudo se encaixou eu pude sentir meu cérebro derretendo, um arrepio percorreu meu corpo, bateu aquele aperto no peito, talvez tenha tido até uma breve ereção, não lembro muito bem, foi um momento confuso, e então, como a quem revê a vida antes da morte, tudo fez sentido e eu passei as próximas 15 horas acordado pensando no demônio do filme.

Já assisti ao filme 4 vezes e confesso que ele só fica melhor. Muitos comparam Mãe com O Sexto Sentido e eu até entendo a comparação, mas a verdade é que Mãe é um filme muito maior e que depende da revelação final para que o filme seja compreendido. Digo, o que fez de Sexto Sentido um filme realmente foda é a revelação final, mas se Bruce Willis não tivesse morto no final, o filme continuaria fazendo sentido.

Ao que entendi, e acho que essa seja a compreensão da maioria, Mãe é uma enorme metáfora à opressão sofrida pelas mulheres, sejam elas a Mãe Natureza, a Mãe de Jesus ou a sua mãe. Tudo é feito pela vontade do homem, pela vontade de Deus, enquanto a Mãe apenas absorve as feridas e é desprezada por aqueles que deviam amá-la.

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