Alguém entendeu a A Árvore da Vida?

Cinema quarta-feira, 07 de Março de 2012

Conversando com um amigo no Facebook, eu disse que A Árvore da Vida não fazia o menor sentido e não tinha moral alguma, não que eu espere tirar alguma moral de todos os filmes, mas filmes desse naipe costumam querer dizer alguma coisa. Então, esse amigo já citado me disse: “Filmes precisam de moral? Só me entreter já tá bom.” O problema é que nem um bom entretenimento A Árvore da Vida é e eu vou dizer porque vocês devem manter distância desse filme:

É claro que eu não espero tirar nada de Os Mercenários, Duro de Matar, Velozes e Furiosos e outros do mesmo tipo. Esses filmes servem apenas para entreter, é indiferente se possuem alguma trama ou não, o que conta mesmo é a ação em geral, mas o que pega é o seguinte: Filmes de drama em sua maioria tem que ter pelo menos uma trama que faça sentido, e é exatamente o que não acontece em A Árvore da Vida. O que temos ali são um monte de imagens fodas do universo, vulcões, dinossauros (Sim, até para os dinossauros eles apelaram) e outras coisas, mas eu te pergunto: Que porra de diferença isso faz pra trama do filme que é sobre um moleque que não gosta do pai?

Na minha opinião, A Árvore da Vida foi um filme feito para ganhar Oscar, nem o diretor do filme sabia o que estava fazendo, ele apenas jogou um monte de imagens sem sentido em uma trama chata que todos já estão cansados de ver e pensou: HAHAHA, isso vai render uma caralhada de prêmios! E tanto foi ruim que eles não levaram sequer um Oscar. Aliás, muito merecido não ter levado nada.

Não tem sentido, não tem moral e se você disser que entendeu você não passa de um daqueles nerds/pseudo-cults chatos que criam explicações para coisas que não fazem sentido (Tipo o final de Lost) e se acha espertão por acreditar que é o único que entendeu a bagaça. Mas quer saber de uma coisa? Você não entendeu, você não é foda e A Árvore da Vida não faz sentido algum. As imagens não tem a ver com a trama e o filme se resume nisso: Pai briga com moleque – um monte de imagens fodas de coisas aleatórias – filho briga com o pai – mais um monte de imagens aleatórias e assim vai, até aparecerem os créditos finais e você dar graças a deus pelo filme ter terminado. Acredite, se você não é o Zé Wilker, você não gostará do filme e não o entenderá, por isso… Mantenham distância d’A Árvore da Vida.

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  • 42

    Exatamente! Quase tive um AVC quando aqueles dinossauros apareceram. O diretor deve ter pensado “rapaz, isso tá uma merda. Nem o Brad tá dando conta de melhorar essa bagaça. O que fazer, o que fazer… Já sei, vou linkar a relação pai e filho com as maravilhas do universo estilo o stargate do uma odisséia no espaço! Hahaha vou contruir uma piscina de dinheiro!”

  • Rafael C.

    Por preguiça de refazer uma resenha vou copiar algo que postei a muito tempo em um podcast sobre Árvore da vida:

    Lembrando, antes de mais nada, que este texto se remete à um ponto de vista individual:Este filme é igual a uma pintura, um poema, não há uma objetividade para a obra, cada um vai enxergar o seu íntimo ali, SUBJETIVIDADE.Eu assisti A Árvore da Vida na estréia e a sessão não estava lotada, quando as luzes se apagaram tinham no máximo 25 pessoas porém ao longo do filme muitos deixaram a sala.Fiquei triste de constatar que as pessoas hoje em dia abdicam de refletir. Alias, o comportamento que nós temos de depreciar matérias filosóficas nas escolas de Ensino Médio pra não diferirmos do grupo que nos relacionamos socialmente porque também depreciam estes assuntos, talvez explique esta atitude. Filosofar é bobo, careta, afeminado e ingênuo. A maioria das pessoas são frias, têm aversão à demonstrar sentimentos porque NÃO é socialmente aceitável demonstra-los.
    Por incrível que pareça até esta reação do público, que não é o público alvo deste filme mas que foi assisti-lo por falta de informação, ou não, pode ser compreendida através do próprio filme ao espectador ser apresentado a um pai disciplinador que “treina” o filho para vencer na vida como se vence em um jogo, e o filho acaba pagando com frustração quando se vê velho depois de ter traçado um caminho que pouco remete à ele como indivíduo singular. O próprio cometera este erro ao ter seguido profissão diferente enquanto o que mais gostava era a música.O filme é lindo, concordo com muito do que vocês falaram sobre a importância do universo em relação as nossas singulares vidas apesar de eu ter achado que as coisas sobre o universo apenas complementam a crítica que o diretor faz ao egocentrismo da humanidade que se acha não só o ser mais importante, como também a criação mais perfeita e o acontecimento mais marcante do universo. Tão egoísta que questiona sua figura divina, Deus, quando algo de ruim lhe acontece. O homem que é tão protagonista na história da humanidade e tão pequeno, irrelevante na história do universo…Eu vi isso na obra de Terrence Malick: sobre tudo a crítica ao egocentrismo humano; a visão de uma figura divina cobrada como aliada da humanidade; a revelação da irrelevância do ser humano como modificador do universo (nas primeiras cenas em que o filme lhe mostra acontecimentos significativos como o Big Bang, a existência dos dinossauros, a vida microscópica etc a trilha sonora sugere a revelação de um mistério grandioso em relação a vida humana); o contraste entre as duas maneiras de viver(a mãe é a graça e o pai a natureza, o pai vive uma vida objetiva em busca de status, reconhecimento na sociedade e consequente poder entre os homens enquanto a mãe vive pelo simples prazer de servir e desfrutar da vida compartilhando este dom com os seres vivos; a frustração de Jack ao seguir um caminho que não o seu próprio.Na minha opinião Terrence Malick dá um tapa na cara desse homem que hoje se sente protagonista do Universo, que pensa saber viver e da preciosidade da vida. Ensina o desapego às coisas mundanas e vaidades para seguir um caminho honesto com a sua natureza individual(se você gosta de veterinária NÃO faça medicina porque é uma profissão de prestígio na sociedade, faça veterinária e prestigie a sua felicidade). Acima de tudo o Diretor foca no quão importante é viver e deixar viver, as crianças e a mãe eram felizes quando havia ingenuidade e inocência e depois a perda destas por Jack como consequência de seu fim: um adulto frustrado vagando perdido entre as lembranças da sua infância e a decepção da vida adulta.

  • Jo Jopes

    Entendzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

  • 42

    Subjetividade por subjetividade um filme totalmente em branco serviria. Tem que ter base e esse filme n tem nenhuma.

  • Jo

    – disse a voz da sabedoria – 

    Vou contratar esse 42 pra ser meu porta voz. Pode?

  • Estagiário contratando porta-voz. Esse mundo tá perdido.

  • Rafael C.

    Isso vai de pessoa pra pessoa 42. 

    Eu consegui preencher essa subjetividade e além disso gostei muito do filme, pena você não ter entrado na base e feito o mesmo. 
    Mas gosto é que nem braço, tem gente que não tem. 

  • Jo

    O cara é tão chato filhinho de mamãe que nem usa a porra do ditado direito, que é: Gosto é que nem CU!
    Faz um favor, para de comentar. Ou de visitar o Bacon, sério…não tem nada aqui pra vocês chatos.

  • Jo

    Cada  um tem o porta voz que merece. Dá licença mermão?

  • Rafael C.

    Negros não conhecem meus ditados. 
    E não, não irei parar de visitar o bacon, além disse tentarei ser um comentarista assíduo só pra continuar te gerando butthurt. Deal with it

  • Giulia 34

    Nossa! Que precariedade de análise! Se você pensar um pouco no título do filme, no que são  aquelas “imagens aleatórias” e no que os personagens dizem em off do começo ao fim, você entende o que é o filme. E não precisa ser nem um cult para isso. É só ter um pouco de sensibilidade.

  • pinduca

    Que bosta de resenha sobre o filme. Ignorância é foda!!!

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