Primeira Vez
Era uma tarde de verão na Espanha. Ainda estranhava o calor que fazia. Afinal, aquilo não era Europa? A noite anterior havia sido animada, com direito a 3 ou 4 bares. Eram férias dentro das férias. Ri do meu amigo porque ele passou mal quando chegávamos ao albergue e ele deve ter jogado alguma praga, porque na manhã seguinte todas as sangrias me saudavam. Passei uma manhã inteira de molho, amaldiçoando o sol de Madri por torrar minha retina mesmo com olhos fechados. A tarde lembrei que ficar trancada seria a coisa mais estúpida que poderia fazer na vida, então engoli um dramin, chutei o Pedro na cama ao lado e rumamos pro Museu da Rainha Sofia.
Logo no começo, Guernica. É um quadro enorme e com informação o bastante pra ficar lá babando por uma semana, no mínimo. Mas eu não tinha tanto tempo assim só pro Picasso, então seguimos pras outras salas. Eis que avisto aquela assinatura torta do único homem de bigode que eu gosto, o senhor Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech. Estava em casa no meio do surrealismo. Tantas cores que uma sala em tom escuro me chamou a atenção. Fotos de uma mulher com um dos olhos super abertos por dedos masculinos. Fotos das antenas do Dalí. Fotos e mais fotos que culminavam numa cortina que dava pra uma sala completamente sem luz, exceto por projeções. O que era aquilo? continue lendo »
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 –
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 – 












