Você não sabe o que é Bloody Roar? NOOB!!! Morra infeliz, pequeno gafanhoto. Vamos á história então… Em 1997, auge da era PlayStation, surgia um curioso game de luta 3D que tinha por mote o Transmorfismo (Antes que algum idiota fale de travecos, eu quero falar de metamorfose) em bestas. Lobisomem, meio-raposa, meio-orangotango. Eram os mais estranhos e os mais interessantes mutantes que haviam. A história não foi o que chamou a atenção, mas o sistema de luta que priveligiava a mudança no animal de seu personagem, alterando até mesmo os golpes. A priori, até mesmo a jogabilidade era simples, com um botão para golpes de soco, outro para chutes, um para agarrões, o de defesa (essencial) e um que serviria pra transformação e depois para golpes fortes (no modo besta). TODOS com variações absurdas.
A série procriou Bloody Roar 2 em 1999, considerado por muitos o melhor da série, com personagens carismáticos, visual bonito (Para o PS1) e jogabilidade melhorada, além dos combos assustadores de tão apelões. Não é realmente um jogo de curva de aprendizado fácil. Então surgiu o PlayStation 2 e a atualização da série com Bloody Roar 3, muito similar aos antecessores, mas com AQUELES gráficos, novos personagens, história mais complexa e melhoria dos controles. Personagens com formas não mais bestiais, mas sim demoníacas como Xion, o Unborn e Uranos, a Chimera (Versão mais atual do chefão do primeiro jogo) traziam um novo conceito: Os de transformações não puras e sim criadas pela empresa Tylon. BIZARRO? Você ainda não viu nada.
Surge então, meio quieto, Bloody Roar 4, com uma nova engine (Que tornava AINDA mais preferencial ficar transformado), um diferente tipo de gráfico e um modo Carreira, em que você pode customizar seu personagem, adicionando força, combos e mais especiais do que o normal. A história também é um ponto bom, conseguindo apresentar os três novatos: Nagi, a Spurious, Reiji, o Corvo e Rioho (E Mana, um adendo RIDÍCULO do personagem). A primeira é uma inimiga natural de Xion, com o passado ligado ao dele e de Yugo. Sua transformação não é bestial, mas sim forçada, como a do Unborn e ela fica QUASE nua (Recomendo a terceira roupa dela no jogo… A com menos panos) com uma espadona no lugar do braço. Reiji é um sacerdote e sua forma bestial é a primeira aérea que presta, fazendo com que seus combos nos céus tranquem o inimigo e impeçam de fazer qualquer coisa. Finalmente Ryoho, cujo segredo é a surpresa do jogo e que não possui forma alternativa. Peraí… Ele não vira nada?!? Não é bem assim… Quando ele entra em jogo ele carrega junto uma pirralha que, por incrível que pareça, é quem muda. Ela vira uma raposa estúpida que serve para ataque também e só isso. Sério. Mas… Como eu disse, o segredo dele é o que importa e você precisa fechar o jogo para entender. Boa sorte.
Pra mim quanto menos roupa ela usar, melhor
Parte do carisma da série é a grande diferença entre os personagens. Mesmo os mais próximos como Bakuryu e Kohryu, Shina e Gado, Shen-Long e Long, que inclusive utilizam o mesmo estilo de luta, são totalmente díspares quanto a sequências de combo, precisando de treino por si só. Dificilmente você encontrará alguém que sabe usar realmente TODOS os personagens. É escolher um e se divertir.
Sente o estilo do cara
E se você ainda assim não quer jogar essa série, seu noob, vá se aposentar ou jogar as modinhas, vá. E continue acreditando que Soul Callibur é tudo.
O ano é 2005, 6 anos após os eventos ocorridos em Metal Gear 2: Solid Snake (MSX e SNES). Um grupo terrorista formado por soldados geneticamente modificados, liderados por um ex-membro da FOXHOUND, invade a ilha de Shadow Moses e toma conta de uma unidade de armas nucleares.
E a situação piora quando eles localizam o Metal Gear Rex, um tanque bípede capaz de atirar mísseis nucleares e ameaça fazer uso dessa arma. Suas exigências? Uma quantia exuberante de dinheiro e os restos mortais de Big Boss.
Sem nenhuma outra opção, o governo dos EUA recorre a seu único trunfo: Solid Snake. Forçado a aceitar a missão, o herdeiro de Big Boss irá confrontar o grupo terrorista, numa missão não-oficial. Mas será que apenas um homem é capaz de neutralizar a ameaça e sobreviver ao Metal Gear Rex e seu irmão Liquid Snake?
Para estrear esse novo quadro, escolhi um dos melhores jogos que já rodaram em meu Ps1 e um dos poucos que me empolgaram tanto. Contando com um dos melhores roteiros do gênero, MGS é sem dúvidas um clássico e um dos motivos de eu me tornar fã de Hideo Kojima e David Hayter (com sua voz rouca e sexy, ui). Ao invés de pagar pau por mais algumas linhas, vamos aos fatores que fazem deste jogo uma das maravilhas dos games e um dos mais vendidos no mundo.
O primeiro elemento notável do jogo é que ele é totalmente dublado. Não aparece uma frase sequer sem uma voz narrando tudo. “Nossa Nip, mas que bobagem”. Sim, hoje em dia isto é comum, mas na época era uma novidade. Metal Gear Solid foi um dos primeiros jogos a serem totalmente dublados. O sucesso da dublagem acarretou na ascensão de David Hayter, dublador oficial de Snake desde 1998, que acabou participando de vários outros trabalhos e hoje tem seu próprio estúdio de dublagem.
Outra novidade do jogo (novamente levando em consideração a data de lançamento) é o fator realismo. Solid Snake é um espião e deve agir como tal. É preciso evitar ao máximo ser avistado pelo inimigo e matar o menos possível. O barulho de seus passos pode alertar seu oponente, assim como as pegadas deixadas no chão e as diversas câmeras de vigilância espalhadas pela base (estas podem ser desativadas temporariamente com granadas especiais).
Ser visto é praticamente um Game Over, já que o seu hp é escasso e os inimigos atacam em grupo, sempre em organização tática. Caso se termine o jogo sem ser visto, sem morrer e matando apenas os chefes, você é presenteado com o rank máximo, o título de Big Boss. E seu e-penis cresce horrores (eu confirmo).
Mas se preocupe, o jogo não é tãããooo difícil assim. Você poderá contar com um arsenal moderado de armas (pistolas, metralhadoras, rifles, lança-mísseis, etc), equipamentos especiais e por último porém não menos importante: Uma sequência de socos finalizada com um chute “tiro de meta” e um botão de ação que irá estrangular o oponente ou derrubá-lo com um golpe de judô, dependendo do nível de atenção dele. Existe também o Codec (plagiado descaradamente por RE4), que pode ser usado para se comunicar com seus aliados. Basta digitar a frenquência certa e pronto, eles irão te dar dicas de como avançar no jogo.
“Nip, meu hp é muito pequeno, morro com dois tiros “. Calma, isso pode ser resolvido. “Como?”. Simples (em teoria, segura a onda), basta derrotar um chefe. A cada chefe derrotado, seu hp receberá um upgrade, juntamente com a capacidade de seu inventário. E com isto eu quero dizer que você terá um aumento na quantidade de munição e itens iguais que pode carregar.
Todos os chefes tem o codinome formado por uma característica seguida de o nome de um animal. Decoy Octopus, Pshyco Mantis, Revolver Ocelot, Vulcan Raven, Gray Fox, Sniper Wolf e Liquid Snake, não necessáriamente nesta ordem. Mas os chefes não são apenas “cool”, eles também são bastante fortes. A não ser que você use detonado, creio que será necessário ao menos um Game Over para que se entenda o estilo de cada um, facilitando assim a vitória. Destaque especial para Pshyco Mantis e Gray Fox.
Um dos fatores que faz de MGS um jogo tão especial é o seu notável senso de humor. Snake se depara com uma série de situações cômicas durante sua infiltração na base, como um soldado com dor de barriga e alguns closes sensuais em Meryl. Temos também o personagem Otacon (Otaku + Convention), que é engraçado por si só. Num nível deprimente.
A trilha sonora é bastante sofisticada e agradável, combinando perfeitamente com o cenário, elemento mantido nos outros jogos da série. Os SFX também não ficam para trás, dando o toque final nas sequências de ação e Stealth. Os gráficos são bastante criticados, normalmente por usuários de Next-Gen, ou fan-boys de Xbox (invejinha por não terem chance de jogar nenhum Metal Gear em suas “caixas”). Analisando de uma forma verdadeiramente crítica, os gráficos são bem trabalhados. Os In-Game Graphics correspondem as CGs (não só neste, como nos outros da série) e são bons para o padrão do Ps1.
O jogo contém vários easter eggs e dois finais possíveis: Salve Meryl ou Salve Otacon (apesar do verdadeiro ser “Os Dois Salvos”), que variam de acordo com uma parte do jogo que não irei spoilear (mas o Gamefaqs provavelment vai). A diversão é garantida. “Mas até eu zerar, né?”. Errado. Caso Meryl seja salva, a Bandana é obtida, oferecendo munição infinita nos próximo gameplay. Salvando Otacon, você adquire a Stealth Camoflage, podendo ficar invisível no próximo gameplay. Termine o jogo duas vezes, fazendo os dois finais e os dois itens poderão ser usados no mesmo gameplay. Jogue por uma terceira vez e Snake irá usar um Smoking e Gray Fox será encontrado com um uniforme vermelho, vagamente lembrando Deadpool.
Resumindo: Metal Gear Solid é um Must-Play para fãs de espionagem e bons jogos. Deixa de ser tanga e JOGA.
Metal Gear Solid
Plataformas: Playstation 1, PC e Gamecube Plataforma Avaliada: Playstation 1 Lançamento: Ano Distribuído por: Konami Desenvolvido por: Konami Computer Entertainment Japan Gênero: Stealth/Ação
Pode parar de estourar seu PS2 jogando o fodástico Twisted Metal Black. Aliás, esqueça que um dia jogou isso TENTANDO fechar o jogo. Agora você vai conhecer Twisted Metal: Head On, adaptação para o home do jogo lançado para PSP. Sabe o melhor? Ele tem EXTRAS. É como aquele DVD que você compra que diz Edição Especial e você goza só de ver a penca de Easter Eggs. Head On lembra muito mais o Twisted Metal de antes, insano, colorido e que a dificuldade era de sobreviver, não de matar. É lindo de ver e jogar. E claro, atirar adoidado.
Fala sério! Vai dizer que não estava com saudade DISTO?
A grande novidade é que… Apesar de tudo, eles não mudaram NADA a série. O Multiplayer é divertido, o friendly fire ainda existe (Para os leigos: Você PODE explodir seu parceiro), a história é ótima e a jogabilidade melhorou, comparada ao Black. Os movimentos são mais fluídos. Claro que há desvantagens, como por exemplo a dificuldade de se usar o turbo, agora limitado para pequenas doses (Parece até que o carro tosse… Mas você vai ser tanga se ficar reclamando disso), a velocidade absurda que pode e vai fazer você cair de lugares altos e a humilhação de morrer várias vezes para o chefe final (Acredite: Isso VAI acontecer). Nada que estrague esse jogo, claro.
Você vai encontrar velhos conhecidos nesse jogo
Ele é perfeito? Aí já é pedir demais. Um dos problemas dele é ser tanta coisa junta que perde um pouco da graça. Você não sabe bem como começar ou o que fazer primeiro. Minha dica, pequeno gafanhoto. É que vá pelos Bonus Materials de início. Lá é possível fazer um Tour usando Sweet Tooth pelo que seria a primeira fase do jogo Twisted Metal Black 2, em que você andaria a pé. Infelizmente o jogo nunca foi completado, então isso é parte do que você vai ver dele. Durante a Tour será possível inclusive conhecer vários dados da criação de Twisted Metal, inclusive carros rejeitados que poderiam estar no jogo (Aquele carrinho de golfe DEVERIA estar no jogo).
Depois veja os finais perdidos de Twisted Metal 1, gravados em vídeo. Péssima qualidade e problemas de áudio comuns, mas serve de base para entender certos personagens. Aí você dá só uma olhada na entrevista com o staff do jogo, mas, a não ser que você saiba mesmo inglês, não vale a pena. Hora de ir pro jogo de verdade. Como dito antes, Black 2 nunca foi terminado e o motivo é descoberto quando se inicia Twisted Metal Lost. O jogo é curto, apenas umas poucas fases, cheias dos inimigos do primeiro Black, com um design mais interessante e sem final real. Vendo o que poderia ter sido feito, lamenta-se muito que não tenha sido completado.
Sorria, Querida! E morra feliz!!!
Por fim, o jogo Head On mesmo. Não dá pra se perceber como adaptação. A trilha sonora é ótima e os gráficos são bons, considerando que TM nunca foi exatamente ótimo nesse quesito. É um jogo para se terminar sozinho e ver todos os finais e então fechar em dupla e rir. Há bastante coisa destravável. E o melhor de tudo: Você lembrará de como era bom ligar o PS1 e rir enquanto fazia seus inimigos (E amigos também) voarem pelos ares com um Power Missile.
Twisted Metal: Head On – Extra Twisted Edition
Plataformas: Playstation 2 Lançamento: 2008 Distribuído por: SCEA Desenvolvido por: Eat Sleep Play Gênero: Combate de Carros
Eu jogo pouco. E sou chato quando jogo. O jogo, primeiramente, precisa ser complexo. Por isso já deixo de lado os jogos mais bobinhos, principalmente aqueles que me dizem qual tecla apertar em um determinado momento. Eu odeio isso, pra mim isso só serve naqueles jogos onde você DANÇA em cima de um tapete. Não dá pra dançar jogando God of War 2, dá? Enfim, Ghosthunter é levemente complexo, tendo em vista que ele passa o que você deve fazer, mas não COMO fazer. O jogo é Survival Horror, mas não chega aos pés de Silent Hill ou Resident Evil, jogos do tipo, em relação aos gráficos e o termo “assustador”. Ghosthunter assusta, mas não causa síndrome do pânico como o primeiro jogo citado acima. Uma pena.
Lazarus Jones é um policial novato de Detroit e, junto a sua parceira mais… experiente Anna Steele, eles vão até a famosa escola Montsaye High. Há alguns anos, um professor chamado Professor Brook assassinou dez estudantes e desapareceu. A causa das mortes era desconhecida, tendo em vista que não havia marcas nos órgãos dos corpos. Lazarus considera a investigação uma “brincadeira de criança” no início, mas muda de opinião após se separar de sua parceira para darem uma olhada no local: O cara começa a ouvir vozes pedindo por liberdade, e encontra um antigo laboratório estranho. Cês sabem, policial novato sempre faz merda. Ele acaba apertando um botão que libera um gás estranho, e o deixa tonto. Um computador começa a pedir por energia e, Lazarus, tonto e sem entender o que estava acontecendo, corre atrás de uma solução. Ele encontra sua parceira, que logo em seguida é raptada por um fantasma MEDIEVAL. Mais pra frente, o cara encontra um MONSTRO, e logo depois consegue um pouco de… energia.
Voltando ao computador, ele começa a falar. Não Lazarus, mas o computador. Richmond era seu nome. Lazarus pergunta sobre sua parceira, mas Richmond não sabe o informar sobre ela. Segundo Richmond, Lazarus era PERFEITO para o papel de Caçador de Fantasmas, tendo em vista que o cara conseguia enxergá-los. Sendo assim, começam um treinamento. Aquilo não era gás, eram espíritos. E… aquilo não era um monstro, era um fantasma. Lazarus se vê preso em uma sala, frente a frente com mais um fantasma. Com uma nova arma, o cara está PRONTO para chutar bundas… gasosas por aí.
- Quer brincar?
Com uma mistura de horror, ação, aventura e comédia, Ghosthunter é daqueles jogos que PRENDEM a sua atenção, empolgando-o cada vez mais. As missões vão ficando cada vez mais difíceis, e os fantasmas cada vez mais fortes. Se te conforta, em um trecho, há ZUMBIS.
:teehee:
Jogabilidade
É meio complicado. Em alguns trechos onde você precisa encostar em um objeto para fazer alguma ação, você precisa ser MUITO minucioso. Parece que eles deixam um espaço milimétrico para você fazer alguma coisa. Para controlar o Astral, um espírito que sai de dentro de Lazarus, é mais complicado ainda. Requer uma boa prática, mas não é nada muito anormal. Só acho que deviam ter melhorado essa parte, mesmo. Porém, a captura de fantasmas é sensacional: Complexa, daquelas que você precisa ter o raciocíno veloz e saber qual tecla apertar. Algumas vezes você precisa usar uma espécie de binóculo, e isso aumenta a dificuldade, tendo em vista que você não consegue se movimentar enquanto usa aquilo.
Enredo
Poderia ter se desenrolado melhor, acho. Tenho a impressão de ter alguns buracos, principalmente no início. Porém, mais pra frente, com os enigmas e tudo mais, o ritmo vai se tornando alucinante. Existem dois tipos de final: O para jogadores que enrolam o fio do controle em volta do mesmo e o para jogadores que não fazem isso. Você vai entender quando chegar lá, mas digo uma coisa: O final de verdade deixou a desejar. Porque você espera MUITO depois do que acontece.
Monstros
Sensacionais. Alguns chegam a ser IRRITANTES de tão difíceis de capturar. Os chefões, nem se fala. Chega a ser um EXAGERO o que fizeram com alguns, e é uma pena que o último chefão tenha sido o fator principal de um final levemente broxante. Levemente. Porque você SOFRE antes de broxar, e isso ameniza o impacto. Você se vê completamente alucinado e empolgado com o que está fazendo que até pensa “Como eu sou foda, foi– sem spoiler, ok? Enfim, quanto mais perto do fim, mais sensacionais os mostros/fantasmas ficam.
Som / Efeitos visuais
Na medida, eu diria. Nada muito realista, apesar de o som ser bem assustador algumas vezes. Com um trabalho melhor, seria um Survival Horror respeitável. Mas essa parte é mais simples.
Olha só, imagine que UM desses te obriga a descarregar uma shotgun e 80% do seu sangue. Aí aparecem DOIS, de uma vez.
Cara, prepare-se para ficar horas fazendo seus neurônios queimarem e seu coração bombar sangue até para as unhas. Definitivamente, Ghosthunter é um jogo deveras empolgante, pelo menos pra quem gosta do gênero. AOE RECOMENDA!
[*]Ano: 2007
[*]Gênero: Ação / Aventura
[*]Produtora: Sony Entertainment
[*]Idioma: Inglês
Kratos, antes general de Esparta, agora é o dono do posto de Deus da Guerra. Irônicamente, suas ações como Deus são tão abusivas quanto as de Ares. Kratos usa seus poderes para auxiliar os espartanos em batalha, e os outros membros do Olimpo não estão felizes com isso. Atena implora para que ele pare, mas Kratos a ignora. ‘Você me deixa sem escolha’, diz a Deusa de forma triste. Kratos desce até a cidade de Rhodes, que no momento se encontrava invadida pelo exército espartano, e começa a ajudar a invasão. Uma águia pousa no Deus, roubando o seu poder e reduzindo-o ao tamanho de um mortal comum. Para piorar ainda mais a situação, o poder é depositado no Colosso de Rhodes, que ganha vida.
Kratos e o Colosso travam um violento combate, e é então que Zeus aparece para oferecer a Kratos a arma que iria lhe conceder a vitória: A lâmina do Olimpo, a mesma espada que Zeus usou para derrotar os Titãs de Cronos. Kratos empunha a espada, e destrói o Colossus com ela ao depositar seu poder na arma (tornando assim mortal). O espartano vence, mas acaba seriamente ferido após ser esmagado pela mão do Colosso. A águia então retorna, revelando ser o próprio Zeus, e não Atena como pensava Kratos. Ele exige lealdade do Deus da Guerra, mas tudo que recebe é uma negação. Zeus então o atravessa com sua espada, mandando-o para o Submundo.
Kratos estava prestes a ser levado para o sofrimento eterno, quando é salvo por Gaia, uma Titã. Ela têm observado a vida de Kratos até aqui, e conta como os Titãs foram humilhados e punidos pelos Deuses do Olimpo. Agora eles querem que Kratos os vingue, em troca da restoração de seus poderes. Para isso, Kratos deve encontrar as Irmãs do Destino e mudar o passado. Começa então mais um jornada de vingança, mas com uma diferença: Seu inimigo agora é o maior de todos os Deuses.
Destruir uma das sete maravilhas: Não tem preço
Mais uma vez, o jogo começa com pancadaria pesada. Mas isso é apenas um treino para os combates marcantes que estão por vir. Kratos foi reduzido a mortal, mas você ainda possui as Lâminas de Atenas e aquele raio escroto de Poseidon para lhe auxiliar durante a sequência de combates em Rhodes. Até aqui, nada de muito novo fora o cenário. Alguns desmembramentos de leve, mas nada novo.
E então você é forçado a lutar com o Colosso, uma variação alucinante do que foi a batalha contra as Hidras em God of War. Até aqui você pensa “É um God of War com skin alternativa”. A Lâmina do Olimpo muda sua mente, introduzindo uma das novidades do jogo: Armas secundárias. Sim, desta vez você não está limitado ao uso das Lâminas de Atena e suas variações, e terá três outras armas, contando com a Lâmina do Olimpo (as outras são uma lança e um martelo).
Spoiler para os espertos
As novidades no arsenal de Kratos não terminam aí. Você foi privado de seus poderes de deuses, mas receberá variações titânicas. Até a antiga Fúria do Olimpo (sim, tô traduzindo a bagaça toda asdhjkasdha) se tornou Fúria dos Titãs. “Entãããooo… Só mudaram o nome?”. Não, os novos poderes funcionam de formas diferentes. Os raios de Poseidon (cujo nome não lembro e tenho preguiça de procurar), por exemplo, foram trocados por raios de Cronos (preguiça…procurar…), que ao invés de girar em torno de Kratos, agem como minas, atingindo inimigos que se aproximarem e dando liberdade de movimento ao espartano.
Em vez de receber seus poderes através de ESPELHOS MÍGICOS DO OLIMPO, agora Kratos deve encontrar cada um dos Titãs para recebê-los pessoalmente. O que inclusive faz uma pontinha a mais de sentido. Se bem que o jogo é baseado na miotologia grega, sentido é para pederastas.
Ainda não vi o nome
As hordas de inimigos sofreram poucas modificações, o que significa que você vai enfrentar basicamente as mesmas criaturas. Claro, temos alguns novos como o Minotauro de Pedra (que vai te irritar um pouco) e os zumbis-esqueleto, mas nada original demais. Temos reaction commands novos, porém (é como se chama a sequência de botões que aparece na tela para que você aperte). Já a lista de chefes e sub-chefes melhorou bastante. Kratos enfrantará nomes conhecidos da mitologia, como Teseu e Euryale. Os combates estão mais difíceis e demorados, dando mais emoção ao jogo. E a partir de certo ponto do jogo, será possível REFLETIR ataques bloqueados. Útil e necessário. Destaque para a volta de um velho oponente…
Além dos baús onde se coleta upgrades de magia e vida, existem agora báus secretos que contém algumas melhoras opcionais para o “herói”. Vale a pena procurar por estes baús. Outro colecionável é o olho dos Ciclopes. Você pode arrancá-los com o reaction command, e receber um prêmio após coletar vinte deles. Novas roupas e visuais continuam disponíveis para serem abertos, basta cumprir os requerimentos.
Os gráficos são efetivamente os mesmos, ou então eu não tenho sutileza alguma. A trilha sonora continua seguindo o mesmo estilo, até melhor em alguns pontos. God of War 2 não é muitooo diferente de seu antecessor, mas ainda faz parte dos Must-Play do PS2. Acredito que seu único defeito seja o final inexistente. Continua no PS3…
[*]Ano: 2005
[*]Gênero: Ação / Aventura
[*]Produtora: Sony Entertainment
[*]Idioma: Inglês
Tudo começa e termina com Kratos, general de Esparta. O cruel general sempre provou ser um dos melhores e mais valorosos guerreiros entre os gegos, e seu exército era um dos mais temidos. Kratos era quase invencível em campo de batalha. Pelo menos até o dia em que encontrou um inimigo que não podia derrotar. As legiões de bárbaros massacraram seus soldados, e Kratos estava prestes á ser mutilado pelo líder bárbaro. Como uma última chance de sobrevivência, Kratos ofereceu seu alma a Ares, o deus grego da guerra, em troca da vitória.
Ares ouviu seu apelo, e lançou seu poder contra o exército bárbaro, destruindo todos eles, exceto o líder. Ares então mandou suas harpias para que as Lâminas do Caos fossem entregues ao seu mais novo guerreiro. As lâminas se prenderam aos antebraços de Kratos, e ele então as usou para degolar seu inimigo. O pacto estava feito. Kratos agora era o mais temido dos gregos e efetivamente invencível em combate. Muitas vidas foram tiradas e muitas vilas foram destruídas por Kratos e seus espartanos. Mas então Ares cometeu um erro. Um erro que quebrou o pacto, e transformou Kratos em seu maior inimigo.
Anos depois, Kratos recebe uma oferta que não pôde recusar: Ele deve matar Ares, que se encontra na cidade de Athenas, e em troca será perdoado por seus atos. Chega a hora da vingança, e nada pode parar o espartano. Você está agora na pele de Kratos, e Ares deve morrer.
Mas antes disso…
Um dos melhores jogos que tive a felicidade de rodar em meu ps2, God of War é fantástico, belo e igualmente violento. O jogo já começa com a pancadaria comendo solta, enquanto guiamos Kratos por entre um ataque de uma horda de Hydras á uma frota de navios. Os comandos são apresentados ao jogador, e a diversão se inicia.
Começarei falando dos comandos. Eles seriam perfeitos, se não fosse por alguns “poréns”. O primeiro deles é a demora para que o combo se inicie, o que pode incomodar em dificuldades mais difíceis. Mas não pare de ler ainda, calma! Em compensação, o resto do combo é mais rápido. Rápido e exageradamente agressivo. Com quadrado se desferem golpes mais longos e leves, enquanto com triângulo Kratos desce a porra com um combo curto. Círculo funciona como um balão, que dependendo do botão pressionado a seguir pode partir o inimigo em dois e coisas do tipo. Com o analógico esquerdo se movimenta o personagem, e com o direito se esquiva. E é ai que reside o segundo “porém”. Na maioria dos jogos se usa esta alavanca para “girar” a câmera (que em GoW é automática), portanto pode confundir no início. Ah, L1 defende.
Existe também a mecânica de Reaction Command, em tese a mesma usada em Kingdom Hearts II. A diferença é que os botões a serem pressionados variam, e em alguns casos um erro pode te foder lindamente. E eu quero dizer LINDAMENTE. Mas o mais legal é o uso das magias, fornecidas pelos deuses do Olimpo para ajudá-lo na sua cruzada. Mas como nada na vida é de graça, você normalmente deve enfrentar um desafio antes de recebe-los.
As magias e as Lâminas do Caos podem receber upgrades, que são comprados com orbs recebidos com a derrota de seus oponentes. Quanto maior o upgrade, mais orbs serão gastos. óbvio, não?
Claro que sim
Os gráficos são extremamente bem feitos, entre os melhores do console. A presença de alguns efeitos marotos de câmera, slow-motion por exemplo, faz com que o jogo flua como um filme interativo, dando um Q a mais na diversão. Os detalhes nos personagens são notáveis, e vão desde os boobs das medusas até o realismo da musculatura dos ciclopes. Destaque para Kratos, um dos personagens mais másculos dos games (ainda inferior a Solid Snake, porém).
Mas os prós não param por ai, não. Jogando GoW você também irá se deliciar com as divertosas cenas de gore. Desmembramento, sequências arrasadoras, monstros gigantes se fodendo e um mini-game de sexo. Tudo isso para agradar as mentes mais doentias.
Mas para ver tudo isso, você deve pagar um preço: Se adaptar a dificuldade do jogo. Existem momentos em que os inimigos chegam a ser irritantes, e as batalhas ficam tão escrotas que dá até vontade de tirar o dvd e atirá-lo na parede, enquanto você enche os pulmões de ar para soltar um “FELA DA PUUUTAAAAAAAA”. Ma não fique triste, com o tempo se pega o jeito e ai é que nem andar de bicicleta: Você só se fode quando quer dar uma de gostoso.
Como querer petrificar todos os inimigos
A trilha sonora é muito boa e envolvente. Seguindo um estilo clássico dos filmes épicos, a trilha de God of War é memorável. Outro fator que faz com que God of War seja basicamente um filme interativo. Um filme digno de um oscar.
Os jogadores são presentados também com alguns extras. Entre eles uma arena com o protótipo dos personagens, alguns costumes alternativos e uns vídeos. Para os jogadores mais hardcore tem também o Challenge of the Gods, que é sem dúvida um desafio mesmo. Se acha o jogo normal difícil, passe longe dessa porra.
Esse ciclope não aguentou o tranco
Como GoW é baseado na mitologia grega, é certo que você vai encontrar diversos inimigos e referências próprias da mesma. Minotauros, centauros, ciclopes, medusas, harpias, cerberus, sátiros… Todos eles modificados visualmente para lhe dar um trava-cu assim que pisarem em sua frente. Quanto as referências, porém, GoW é inferior á sua sequência. Poucos deuses e personagens maiores são mostrados, e a putaria rola mais em torno desses já citados. A variação de cenário também não é muita, mas é satisfatória. Você irá percorrer navios naufragados, as ruas da cidade de Athenas, um deserto e um templo hardcore preso as costas de Kronos, titã do tempo.
Em resumo, GoW é um excelente jogo e deve ser jogado por qualquer um que possua um Playstation 2 e tenha interesse por mitologia grega. Mais uma prova de que espartanos chutam bundas. E antes que me esqueça, CONTINUA.
E no quarto dia, chegamos ao fim. Hoje eu trago para vocês a resenha final da franquia Hitman, Blood Money. Ele é o meu favorito, e não é mera coincidência, pois ele é o mais completo e divertido. Bom, vamos começar antes que eu acabe resenhando o jogo aqui na introdução.
Baltimore, algum tempo atrás. Uma Roda-Gigante quebra, matando várias crianças. O acidente foi causado pela negligência do dono do parque, que não fez a manuntenção do brinquedo. Com sede de vingança, o pai de uma das vítimas liga para a ICA e encomenda a morte do dono, que foi inocentado das acusações. O agente 47 se encarrega do serviço. Novos clientes surgem, todos querem contratar o legendário 47.
Presente. Entrevistado por um repórter que foi até sua residência, o ex-diretor do FBI, Leland “Jack” Alexander, narra as ações de 47 nos últimos dois anos, e seu envolvimento nesses serviços. O repórter marcou a entrevista para obter informações sobre um recente ataque á Casa Branca, mas logo fica claro quem esteve por trás disto. Com os agentes da ICA sendo eliminados por um super-assassino, 47 se vê á frente de uma conspiração. E uma grande traição.
Lembram que eu disse que considerava Hitman 2 possuidor da trama mais importante dentre a série? Pois é, eu esqueci de falar que isso era apenas em termos de construção do protagonista. Continuação direta de Contracts, Blood Money não só contém uma trama de nível cinematográfico, como também marca… Opa, quase dou um spoiler estrondoso aqui. Melhor ficar quieto. Darei apenas uma dica: O jogo tem dois finais, um falso e um verdadeiro.
Bancar o franco-atirador é necessário algumas vezes
O jogo foi reestruturado, e ficou muito mais divertido. Desta vez, você terá um, digo, vários bons motivos para se manter “invisível”. Primeiro: Se você causar muito alarde durante as missões, você provavelmente terá testemunhas, certo? E testemunhas significam mais pistas sobre sua identidade, certo? “Ahn? Como assim?”. Desta vez, o nível de suspeita sobre o seu disfarce é acumulativo. Ao final de cada fase, será mostrado um jornal, contendo informações da perícia policial e alguns easters eggs (para quem jogou os anteriores). Nesta perícia, você poderá ver tudo que a polícia sabe a seu respeito, e dependendo do número de testemunhas, um RETRATO-FALADO de seu rosto. Armas que você deixar para trás contarão como evidência. Cuidado para não ser pego por câmeras.
“Puta que pariu, e agora, o que eu faço?”. Calma, pessoas perdem a memória com a quantia certa de dinheiro. Você pode subornar testemunhas e até mesmo a polícia, para que eles fiquem de boca fechada. “E como caralhos eu faço isso?”. Com dinheiro, ué. Este é o outro motivo para se manter na surdina. Um sistema de recompensa foi implementado, e agora você ganha pelo seu serviço. Quanto melhor seu rank, maior seu pagamento.
Manchete de Baltimore
“Ah, legal. O que mais eu posso fazer com a grana?”. Melhorar seu equipamento. Algumas armas podem sofrer aperfeiçoamentos, como balas mais fortes, mira laser, silenciadores, mira telescópica, munição extra… E não para por aí. Coletes, lock picks e bombas remoto também estão disponíveis para compra. Tudo para facilitar a sua vida.
Já que estou falando de melhora de armas, vou aproveitar pra falar da variedade de armas. Demais! Vai desde revólveres antigos até Rifles avançados, e até mesmo armas improvisadas, como pistolas de pregos e espingardas de ar comprimido.
Preciso falar o que tem na mala?
E temos cada vez mais maneiras de se completar uma missão. Com a implementação do sistema de notóriedade, a IO Interactive viu que seria necessário colocar algumas execuções menos óbvias. Por isso, toda fase contém uma maneira de matar o alvo e fazer parecer um acidente. Seja um problema na churrasqueira que a fez explodir ou um pobre coitado que “escorregou” e caiu da varanda.
Além disso, agora é possível partir para o corpo-a-corpo. Está desarmado? Corra para perto de seu inimigo, e tome a arma de sua mão. Ou o nocauteie com uma cabeçada seguida de um soco. Ou apenas dê um leve empurrão e deixe que a gravidade (e o cenário) cuide do resto. Caso o oponente esteja de costas, se aproxime lentamente e o agarre (sem boiolices) para usá-lo como escudo humano.
Aqui está um exemplo
Temos uma leva de novas fases, inclusive a missão em que 47 foi baleado no começo de Contracts (não disse que ia ser explicado?). Você visitará um casamento, um SPA, e até mesmo um bairro no subúrbio, entre outros locais. O visual gráfico mudou bastante. Enquanto COntracts era sombrio e escuro, Blood Money é mais vívido, e possui gráficos mais limpos. E bem melhores. A trilha sonora é composta por músicas orquestrais. Sabe a trilha do trailer do filme? É a trilha de Blood Money (Jesper Kyd, de novo).
O jogo é de longe o mais violento da série, mas não foi isso que causou alarde, e sim a propaganda feita pela Eidos Interactive. Ela continha imagens de mulheres mortas, com títulos como “Beautifuly Executed” e “Shockingly Executed”. Imagens valem mais que palavras, saca só:
Beautifuly Executed
Shockingly Executed
Hitman: Blood Money é mais que um jogo de stealth, é um Must-Have. Se você tem QUALQUER UMA das plataformas citadas ali no início, compre agora mesmo. Sua masculinidade agradece.
Mais um dia. Mais um review. Mais violência paga. Bem-vindos á penúltima resenha da franquia Hitman. Para mim, Contracts não representa apenas mais um jogo da série. Ele foi o título que me iniciou no mundo de Hitman, o que me fez correr atrás dos outros, o que me mostrou o incrível mundo dos assassinos. Apesar de não ser o meu favorito, eu tenho um certo carinho por este jogo. Enfim, vamos começar.
47 é emboscado por um de seus alvos, e caba sendo seriamente ferido. Ele se refugia num quarto de hotel em lugar de Paris, França, com a polícia em sua procura. Um médico da agência é enviado para remover a bala do estômago de 47, enquanto a polícia se aproxima cada vez mais…
Contracs é em sua maioria, composto de flashbacks. Algumas fases são remakes de missões do primeiro jogo, sendo apenas três delas fases novas. Mas isso não deixa o jogo pior que os anteriores, já que as fases foram melhoradas. A trama funciona como um prelúdio para Blood Money, o quarto e mais recente título da série.
Que vença o melhor
Fato é, Contracts é muito mais sombrio que Codename 47 e Silent Assassin. E eu digo isto em qualquer aspecto. Tudo no jogo está mais dark, e devo dizer, levemente melancólico. Talvez pelo fato de que são flashbacks do passado de 47, ou talvez porque a IO Interactive (desenvolvedora do jogo) queria um clima maispesado e sério. Tanto faz.
Em termos de jogabilidade, praticamente nada mudou. O bug do Stealth Meter foi corrigido, mas o resto continua o mesmo. Pra quê mexer em time que está ganhando, não é mesmo? Mas temos algumas maneiras novas de se matar, sim. Desde sabotagem em registros de gás até mesmo travesseiros, 47 está mais criativo. E você também, creio eu.
Lembra desses caras?
E… temos novos armamentos também! Além das armas deixadas pelos inimigos, e as obtidas com o rank Silent Assassin, temos também algumas secretas. E incrivelmente poderosas. Tudo para que 47 possa sobreviver á tiroteios (desnecessários).
Temos também uma fase extra, que serve como treino e “playground”. Nela, você pode usar qualquer uma das armas obtidas durante o jogo (para coletar armas, basta terminar a fase com elas no inventário), para testar seu poder de fogo em membros da SWAT.
Olhem para mim, eu sou o psicopata americano
Os gráficos já estão em bom nível, não tenho reclamações quanto á eles. A trilha sonora, ainda por Jesper Kid (ou Kyd, sei lá), está mais densa, e é em parte eletrônica.
Contracs é um jogo bastante divertido, e apesar de não ter nenhuma inovação, é altamente recomendável. Até porque é pré-requisito para que se entenda a trama de Blood Money, a continuação. Espero que tenha despertado seu interesse, amanhã tem mais Hitman.
Sentiram falta? Imagino que sim. Está na hora de continuar a resenhar uma das séries mais originais já feitas, e uma das minhas favoritas. Hoje, daremos uma olhada no segundo jogo da franquia, intitulado “Silent Assassin”. Preparem-se, pois é aqui que o negócio começa a mostrar seu verdadeiro potencial. Se pretende jogar o primeiro, não leia a parte em itálico, pois contém spoilers.
O jogo continua de onde o anterior terminou, com o agente 47 se retirando para uma Igreja na Sicília, em busca de asilo e paz. Lá, ele passa a trabalhar como jardineiro, e se torna amigo do único padre, Vittorio. Mais que um amigo, Vittorio é seu mentor e confidente. Tudo ia bem, até que o padre é sequestrado, e seus raptores deixam uma nota pedindo quinhentos mil dólares em dois dias. Eventualmente, eles descobririam que mexer com 47 foi o maior, e último, erro de seus vidas. Para resgatar seu amigo, 47 decide voltar ao seu antigo emprego de assassino. Ele contata a ICA, que até então pensava que ele estava morto, e faz um trato com a sua organizadora, Diana: Ele fará alguns contratos para a empresa, e em troca eles irão usar sua tecnologia para ajudá-lo a encontrar Vittorio. Bem vindo de volta, 47. Você tem trabalho á fazer.
Com um roteiro intenso e empolgante, e mudanças sensatas na jogabilidade, Silent Assassin é o jogo responsável pelo embalo da série, e o que marca o ínicio do progresso. Muitos dos bugs anteriores foram corrigidos, e a furtividade está mais realista.
Morte limpa, sacou?
A básica do jogo ainda é a mesma: Você é um assassino de aluguel, e precisa se infiltrar em locais públicos para matar um alvo em questão. Dentre as melhoras no jogo, citarei primeiro a mira em primeira pessoa. Não gosta de trocar tiros enquanto vê o seu personagem? Sem problema, agora você pode usar a clássica visão em primeira pessoa (se você não sabe o que é isto, pare de ler agora e vá jogar Atari) e ter mais precisão nos tiros. Devo dizer que isso é totalmente opcional.
Se antes você não se importava em ser furtivo, desta vez seu e-penis irá implorar para que se importe. Um sistema de rankeamente foi implementado, variando de acordo com sua performace durante a missão. Se você bancou o universitário americano e saiu passando bala em todo mundo, seu rank porvavelmente será o de “Mass Murderer” (assassino em massa). Se fez um serviço limpo e sem testemunhas, então parabéns! Você é um Silent Assassin. Matar civis e policiais lhe dará uma bela penalidade na pontuação. Atingir o rank máximo será recompensado com armas novas.
Para estrangulamentos, nada como Fiber Wire
Além de ranks, o jogo possui também um “Stealth Meter”(medidor de furtividade). “Ei Nip, e que bosta é isso?”. Você de novo com essas perguntas imbecis? O medidor de furtividade serve para… medir a furtividade. Desta vez você não passará dispercebido apenas usando a roupa certa. Guardas podem desconfiar de você a qualquer minuto por qualquer coisa suspeita, por isso mantenha o olho no medidor. Se ele começar a oscilar demais, tenha sangue frio e seja cautelosos. Se ele encher, seu disfarce foi para o espaço.
Seu disfarce também será prejudicado se você for visto forçando fechaduras de portas. “Ahn?”. Caso uma porta esteja trancando, você pode simplesmente destrancá-la usando seu kit de “pick lock”. Em outras palavras, a mesma coisa que um chaveiro faz quando você bate a porta de casa com a chave dentro. Olhar pelo buraco das fechaduras também pode ser repimido. Ah, já ia esquecendo. Sempre que matar alguém, carregue e esconda seu corpo. Isso evitará problemas.
Mas este sistema ainda contém alguns bugs, e pode ser que o medidor chegue ao máximo sem você ter cometido erros. Chato, eu sei, mas isto foi corrigido na continuação. Sim, eu disse isso antes.
Arraste e esconda os corpos
A variedade de formas de se matar os alvos aumentou considerávelmente, assim como a quantidade de armas disponíveis em seu arsenal. E isto só aumenta de um jogo para o outro. Os gráficos obviamente melhoraram também, mas ainda estão medianos. Pudera, o jogo é de 2002. A trilha continua sob os cuidados de Jesper Kid, e eu não tenho nada a falar sobre ela. Por enquanto.
Se o Codename 47 te cativou, então você DEVE jogar este aqui. Muita coisa melhorou, e esta parte da trama é talvez a mais importante em toda a série. E nosso review acaba mais uma vez. Amanhã estarei de volta com mais… contratos (Sacou? Não?).
Em primeiro lugar, entendam que eu já joguei TODOS os Need For Speed de PlayStation 2 e que por isso ao xingar ou elogiar esse game eu tenho embasamento. Agora que já tiramos as dúvidas sobre minha capacidade (Querem que eu chame o Capitão Nacimento?), vamos ao bendito (ou não) jogo. Vocês já viram Velozes e Furiosos? Então já sabem o que esperar daqui. No filme original, em um certo momento eles participam de uma competição em um deserto, com corridas dois a dois e outros eventos, como arrancada. Finalmente eles conseguiram plagiar Gran Turismo com estilo e sem perder o formato NFS. Traduzindo? Não é uma droga que nem o Most Wanted, que tentou mudar a fórmula.
Vamos ás mudanças. Não esperem pelos policias FDP´s de Carbon que faziam questão de te tirar muitos minutos de jogo só pra você quebrar eles e bater recordes (Se bem que era divertido prensa-los contra a parede gritando: Die, bitch!). Aqui as corridas são em circuitos únicos, quase legalizados (Se alguém me comprovar que tunagem É permitida eu calo a boca). Ou seja, esqueçam a movimentação pelo mapa.
E eu pensando que poderia sair pra beber
Falando de tunagem… Não, pequeno gafanhoto, você não poderá copiar o carro da Barbie nesse jogo. Pelo menos não tão cedo. Ao contrário dos seus predecessores este jogo facilita muito conseguir somas de mais de milhões. Mas customizar o carro será MESMO caro. Aliás, você não poderá comprar qualquer carro a princípio, como até então. Em ProStreet você jogará antes com um dos carros específicos da competição e quando ganha-la você escolherá um deles. “E aí poderei mexer nele como quiser?”. NÃO MESMO! Ele terá um set próprio, com corpo definido e performance criada pelo jogo. Você terá que criar OUTRA tunagem, do zero. E para se ter uma idéia, alguns kits de peças específicas custam mais de 20 mil, sendo básicos! Ah! E eles simplificaram as partes do motor em três grupos apenas. Isso torna o jogo ruim? Não mesmo. A jogabilidade finalmente me agradou mesmo, com carros mais realistas de movimento. Só que se tornou MUITO f*** de conseguir movimentar a princípio. Você tem que se entender com o jogo, olhar para ele dizer: Você não é um NFS, mano! e depois você poderá fazer curvas como antes. E cuidado para não bater! Agora os carros QUEBRAM mesmo!!! Então, para aqueles mirolhos que não desviavam dos postes, sinto muito. Vocês estão fora! Falando nisso, só porque não avisei até agora: Esqueçam carros na contramão, lixeiras (Eu adorava lançar elas nas lojas) ou qualquer outro obstáculo que haviam nas cidades. A única coisa que ficará entre você e os outros carros serão poeira e paredes.
Vamos então aos fatos: ProStreet é bom mesmo? Gráficos OK, jogabilidade agradável, som maneiro, mulheres gostosas (As melhores da série, podem acreditar. A primeira que aparece já me deixou LIGADO), carros selecionados. O que poderia ser ruim? Você se sentir trancado pela maneira quase linear de conduzir o jogo. Claro que você pode ir como quiser, usando o mesmo sistema do Carbon de você escolhe uma das direções. Mas os “festivais” são muito simples. Vale a pena jogar o final de semana inteira enquanto sua namorada, ou namorado (MULHERES, não outra coisa!!!), não está em casa. Hum… Pra falar a verdade, pode pedir pra ela te ajudar um pouco também. Vai que ela se empolga e te dá um “apoio moral”.