O Segredo do Grão (La Graine et le Mulet)
O Segredo do Grão fala sobre derrota, superação e união. Clichêzão, hein? Mas o filme não é “menos bom” por isso.
Confesso que fui esperando um filme pra dormir, roncar e babar de boca aberta. Me enganei. O filme é melhor do que parece, apesar da sinopse não ajudar muito:
Slimane Beiji tem 60 anos de idade e divorcia-se após anos de casamento. Sem emprego e sem salário, ele é obrigado a continuar próximo da família, sempre precisando de ajuda. Isso o faz sentir-se um homem inútil e fracassado. Sua vontade é abrir um restaurante, o que parece ser um sonho muito distante. Mas, pouco a pouco, a família se une em torno desse projeto, que se torna para todos o símbolo da busca de uma vida melhor. Graças a seu senso de “como se virar” e a seus esforços, o sonho deles vai em breve se tornar realidade… Ou quase…
Tudo começa nas docas, onde Slimane Beiji trabalhou toda a sua vida, arrumando barcos. Até ser demitido. Separado da mulher, sem emprego, ele se sente um bosta. A única pessoa que lhe dá apoio é sua jovem enteada, Rym, que é filha da dona do hotel que Slimane tá comendo.
Ele é um daqueles homens honestos, que não aceita ser sustentado por uma mulher, e por isso quer realizar seu antigo sonho: Um restaurante em um barco. E pra isso ele conta com toda a sua familia, até mesmo a ex-mulher, que é quem vai levar o restaurante no braço com sua comida.
Com a ajuda de Rym, ele vai atrás da papelada pra abrir seu restaurante. Se fode lindamente e não consegue tudo. Mas dá pra fazer uma festa de inauguração, onde tudo acontece.
E que bela ajuda! [Não, ela não usa dança do ventre pra ajudar, imagem meramente ilustrativa]Os problemas são que a familia de verdade de Slimane na verdade são um bando de filhos da puta. Apesar de ajudarem, eles fodem tudo. Nem é por querer, mas você pega uma raiva da familia dele. [Mesmo rindo em muitas cenas de familia] E do próprio Slimane, que deixou tudo chegar á esse ponto. Ele não reage como você espera diante de determinadas adversidades. E isso te emputece. E as vezes o povo fode tudo sem nem mesmo saberem que tá fodendo, como você vai descobrindo, junto com o véio. Boa parte do elenco não é ator de verdade, o que faz o filme fluir muito mais. Você nota que há uma química ali mesmo, porque eles estavam mesmo convivendo. E a confluência de eventos termina num final abrupto, a primeira vista. Mas se você reparar bem, vai ver que tudo se encaixa… Não como devia ou as pessoas gostariam, mas se encaixa. Por que a vida continua, não para pra esperar. Filme cabeça é foda… Além de praticamente tudo ser spoiler.
Familia ê, familia á, familia!Recomendo com força. Leis de Murphy até o talo, além de um “A vida como ela é” bem no meio da sua orelha. E semana que vem vocês nem vão lembrar mesmo, seus aborígenes!
O Segredo do Grão
La Graine et le Mulet (151 minutos, Drama)
Lançamento: França, 2007
Direção: Abdel Kechiche
Roteiro: Abdel Kechiche
Elenco: Habib Boufares, Hafsia Herzi, Farida Benkhetache, Abdelhamid Aktouche, Bouraouïa Marzouk, Alice Houri, Leila D’Issernio, Abelkader Djeloulli, Olivier Loustau, Sabrina Ouazani
quinta-feira, 10 de julho de 2008 –
quinta-feira, 10 de julho de 2008 –
Sabe tudo o que sua mãe te ensinou sobre bons modos? ESQUEÇA TUDO. Ok, você já esqueceu, dá pra perceber isso tendo em vista que você está lendo este texto.
Fabricando sabonetes.
Perturbador.
Primeiro eu gostaria de derrubar todas as expectativas que criaram do filme.
QUÊ?
Isso é quase um spoiler, véi.
Simon Kessler (Mathieu Amalric) é um psicólogo no departamento de recursos humanos de uma corporação petroquímica franco-alemã. A gerência solicita que ele investigue o diretor geral da instituição, Mathias Jüst (Michael Lonsdale), que tem apresentado sinais de perturbação. A percepção de Simon fica caótica com a companhia de Mathias. A experiência afeta seu corpo, mente, sensibilidade e vida pessoal. Com isso, a calma que fez dele um respeitado profissional, começa a desaparecer.
Foi você que peidou?
Ainda pego o corno que transferiu meu escritório pra cá.
Como esse povo fuma, cara!
ORRÃâ€!
O filme é baseado no best-seller A Irmã de Ana Bolena, de Philippa Gregory, e conta com um elenco e tanto – tirando, é claro, Eric Bana.
Só faltava serem gordinhas.
Olha que cenário DO CARÍI.
Se deu bem.
A cantada foi fraca, deu pra perceber.
Quem não fica esperto leva porrada, mesmo.
sexta-feira, 04 de abril de 2008 –
Andy e Hank são dois irmãos que passam por dificuldades. Andy, querendo se mudar para o Brasil com sua mulher e precisa de dinheiro pra isso e Hank, divorciado que deve alguns meses de pensão para sua esposa e filha. A solução para todos seus problemas com dinheiro é fazer um roubo. Até esse momento, eu achava que esse filme seria mais um sobre assalto, que teria perseguições e tudo o mais, mas me enganei bonito. Depois disso, o filme começa a mostrar porque prende tanto a atenção. O roubo que eles pretendem fazer é em uma joalheria, um negócio pequeno, mais de famíliaque os dois já haviam trabalhado a algum tempo atrás. Eles tinham tudo para se dar bem: combinações do cofre, horário de abertura, posição das câmeras, e tudo o que é necessário para um roubo. Seria um roubo perfeito, se não fosse por um pequeno detalhe, a joalheria na realidade é o negócio dos pais deles, Charles e Nannete Hanson.
O filme é baseado na obra Reservation Road de John Burnham Schwartz, mas não espere por uma crítica comparativa.
Momentos previsíveis tomam conta de boa parte do filme.
Joaquin Phoenix (O Johnny Cash de Johnny e June) e Mark Ruffalo (O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças) fizeram papéis sensacionais, ou pelo menos na medida certa. Basicamente o filme inteiro é focado nos dois, e isso é uma vantagem – Jennifer Connelly (em um papel… infeliz, e também em Diamante de Sangue) e cia. se encontram em papéis quase que completamente secundários. O ator mirim Eddie Alderson (Lucas, filho de Dwight) também merece congratulações e é o terceiro personagem que recebe maior atenção no filme. Já sua mãe, a atriz Mira Sorvino (Ruth Wheldon, ex-mulher de Dwight), foi quase uma figurante.
segunda-feira, 24 de março de 2008 – 

Impecável a criação de Bardem











