Acredito que todo mundo aqui já teve uma pira como essa algum dia, algo como “se eu pudesse, faria tal coisa!”. Acontece que eu penso isso com mais freqüência que o normal, e às vezes consigo ir mais longe que os outros. E bom, não que vocês tenham perguntado ou pedido, mas hoje vou levá-los ao interior da minha mente. É, é isso mesmo, hoje vou mostrar pra vocês coisas que eu penso sobre cinema e que se tivesse o poder para tal, o que faria. Se você é louco o bastante (Com certeza, você lê o Bacon!) clica aí e descobre com o que eu gasto neurônios. continue lendo »
O jeito é, né? Essa história de ficar fazendo novelinha, depois fazer um filminho aqui e outro ali é tipo coisa do passado, isso? Parece que sim. Rodrigo Santoro que o diga. Acontece que o cara virou tipo um Twitter ambulante fail, de tantos seguidores nessa mania de sair do território brazuca e explorar as câmeras hollywoodianas. O bonitão brasileiro fez parte do elenco de diversos filmes do Brasil, tipo Carandiru, Bicho de Sete Cabeças e Abril Despedaçado, e até emplacou no longa com Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu, o Panteras Detonando. O cara pode nem ter tido fala nenhuma e só ter ficado sem camisa quase que em todas as cenas que ele apareceu, mas foi um baita passo pra ele, né? Depois rolou aquele Simplesmente Amor e, claro, o épico 300 (Lembrando que ele foi indicado ao prêmio de melhor vilão (?) para o MTV Movie Award, na mesma categoria de Jack Nicholson e Meryl Streep. Foda, né? Então.). continue lendo »
Ai ai, nada como uma boa polêmica para ressurgir das cinzas. Antes mesmo de sair do Bacon, eu já havia comprado (E jogado na gaveta) o filme nacional Do Começo ao Fim, do diretor Aloizio Abranches (Cujo trailer o Vassourada já tinha divulgado aqui). Quando quebrei o pé no mês passado, não teve jeito de adiar, ficava o dia inteiro com as pernas pro ar. Sem desculpas pra não assistir aos mil filmes que estavam lá pegando poeira, eu comecei a rezar o terço. E no meio disso, lá estava a história dos (Meio) irmãos assumidamente gays e… Incestuosos. É, incestuosos, cê leu certo sim. Para de ser franga e senta aí, vamos falar sério de homossexualismo (Esquece os paetês e as plumas). Afinal, mergulhar na alma de um gay sem trejeitos pode ser muito mais chocante do que presenciar um travesti montado. Tá duvidando? Então vamos lá. continue lendo »
Sim, eu sumi. Não, não vou explicar. Do último texto pra cá, a única novidade que vos interessa é que virei editora da área de cinema aqui. O que não mudou muita coisa na prática, mas é legal porque… *Pensa por 42 minutos* Eu tiro o trauma da escola já que meu nome é dos primeiros da lista aqui do lado. Mas enfim, vamos ao assunto do dia:
Na falta de SWU’s, Brasília se contenta com Green Day [Que eu fui. UEBA. Não, isso não tem a ver com a coluna, mas é que foi muito bom] Não tendo grandes festivais de cinema internacional, os cinéfilos mão-de-vaca econômicos de Brasília ficam o ano inteiro esperando o Projeta Brasil, um dia que a rede de cinemas Cinemark passa uma caralhada de filmes nacionais por 2 reais.
Imagina que você mora em um país subdesenvolvido. Um país em que a idéia de “investir em arte/tecnologia” seja uma piada. Um país em que pessoas defendam algo tão tosco quanto o Zeebo. Ah, você não precisa imaginar. Você vive nesse país. E nele existem pessoas que realmente defendem o uso tosco da tecnologia desde que seja feito por mãos nacionais.
Meu deus, como alguém defende o Zeebo?
Essa pergunta me assombra tanto que…
Acorda ai seu elitistazinho, ninguém quer lançar a MILESTONE videogamística mas sim dar o primeiro passo numa alternativa viável a consoles gringos, e como toda iniciativa destas acaba esbarrando em coisas como preço e mal planejamento (Ou você acha que qualquer pobre comprava o primeiro Atari?).
Parem de pensar como os proselitistas (Olha, eu nem sei direito o que isso significa) que são e vejam o lado legal das coisas, num país que não valoriza absolutamente o entretenimento digital uma coisa assim é notável.
AHHHHHHH!!!!
Ela me fez criar uma hipótese. O brasileiro sofre de algo que eu chamo de Efeito Tec Toy
Ok, ok. Até agora eu perambulei por alguns dos maiores clássicos nacionais, apontando seus vícios e problemas que tornam o Brasil – um país com uma potência cinematográfica exorbitante – em motivo de piada. Mas hoje eu vou falar de um, e apenas um filme, que com certeza não vai se tornar um clássico. Enquanto nas últimas décadas a indústria argentina e mexicana despontam na América Latina (Não vou nem chegar ao mérito de discutir que um filme peruano, A Teta Assustada, levou o Urso de Ouro e concorreu ao último Oscar, uma vez que ele aborda a estética da fome tanto quanto o Brasil – embora se assemelhe mais ao Irã (Potência de destaque do cinema mundial) – e cuja pobreza dá o tom da história, mas sem motivar o protagonista a certas ações, a Terra Brasilis continua em uma mesmice sem fim.
Calma aí. Acho que estou sendo positivo demais. Esse último ano apontou a decadência da indústria nacional. Quer a prova? continue lendo »
Toda a minha coluna (E minhas motivações) de hoje vai se basear em uma única e simples afirmação: O brasileiro não tem a cultura do patriotismo. Esportes sendo a única exceção (E coisas idiotas, como votar no Cristo como maravilha do mundo). Pronto. E isso não é uma coisa ruim (Para falar a verdade, eu até acho bom que nós não nos achemos especiais por nascer em um pedaço de terra cujo sentido é dado por traçados imaginários). Ainda assim, o cinema brasileiro tenta, por algum motivo, criar um clima de ufanismo, de orgulho nacional. E isso ocorre em duas escalas: Uma micro (Dentro do próprio filme) e uma macro (O próprio filme). Mas o cinema americano também é assim, levanta a mão o nosso colega com a camisa do Chê ouvindo Chico Buarque. continue lendo »
A maioria das pessoas que eu conheço na área de cinema me olha torto quando eu dou minha opinião sobre 1) Woody Allen; 2) Cinema Brasileiro. A questão do judeu de óculos até não é tão marcante – eu consigo reconhecer algumas pérolas em sua filmografia… Apesar de que quando digo pérolas eu me refiro a Vicky Christina Barcelona ou Tudo Pode Dar Certo e não o oscarizado Noivo Nervoso, Noiva Neurótica ou o cult Tudo o que você queria saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar, mas enfim. Já a questão do cinema nacional é mais complicada. continue lendo »
Desde que comecei a ver filmes, perdi a conta de quantas vezes “passei as letrinhas”. E há quem faça isso até hoje: Dê um clique no controle remoto e pule todos os créditos iniciais. A culpa disso normalmente é da edição – que abusava de um fundo estático, letras básicas e música cafona. Porém, aberturas podem ser tão divertidas quanto (Ou até mais que) o próprio filme. A evolução do cinema trouxe resultados muito bons quando o assunto é esse, e hoje mostro aqui um apanhado de ótimos exemplos. Tem pra todos os gostos: Terror, ficção científica, super-herói, comédia e até cinema nacional. Dessa vez, no entanto, não há ordem de preferência, nem nenhum tipo de frescura classificação. Todas as aberturas aqui cumpriram o papel de serem suficientemente boas ao prenderem a atenção de qualquer expectador, cada uma à sua maneira, seja usando uma nova técnica, contando uma história ou usando uma música emblemática. Deixo claro também que procurei fugir das aberturas clássicas como Guerra nas Estrelas ou 007 (E suas 751.246 continuações). Essas até quem não assistiu conhece. Mesmo assim indico todos os filmes aqui citados e duvido muito que você não tenha visto ao menos três deles. Duvida? Então clica! continue lendo »
Os shoppings já colocaram sua decoração de fim de ano pra fora da sacola. Então por que eu não poderia começar a fazer retrospectivas? Apesar de me irritar com a comemoração do natal desde OUTUBRO, a verdade é que não vou postar no último mês do ano. Pelo menos não da forma convencional. Mas sobre isso vocês vão saber mais lá no final do texto. O que interessa hoje é que vou falar sobre os melhores (ou maiores) filmes de 2009 no mercado interno. Também conhecido como CINEMA NACIONAL. Ou “os filmes que você não assiste porque é um fresco antinacionalista” continue lendo »