Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond) [2]

Cinema terça-feira, 06 de dezembro de 2016

 Desta vez, Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e a tripulação da Enterprise encontram-se no terceiro ano da missão de exploração do espaço prevista para durar cinco anos. Eles recebem um pedido de socorro que acaba os ligando ao maléfico vilão Krall (Idris Elba), um insurgente anti-Frota Estelar interessado em um objeto de posse do líder da nave. A Enterprise é atacada, e eles acabam em um planeta desconhecido, onde o grupo acaba sendo dividido em duplas.

Começa a tocar a musiquinha e já sobe aquele arrepio na espinha, o coração dá uma leve acelerada, eu fico preocupado e ligo pro meu médico, ele me mete o esporro e me manda tomar o remédio, eu desligo o telefone, pego uma lata de cerveja e a garrafa de rum e continuo assistindo Star Trek.

Caras, eu devo dizer que eu fiquei bastante chateado com a morte do Anton Yelchin. Eu gostava dele no novo Hora do Espanto e em O Estranho Thomas. O papel dele em Alpha Dog também foi bem legal e emocionante. Uma pena o que aconteceu com o jovem rapaz. Enfim…

Restam ainda dois anos para o fim da missão de cinco anos do Capitão James Tiberius Kirk e da tripulação da nave estelar Enterprise de explorar novos mundos, pesquisar novas vidas e civilizações e audaciosamente ir onde nenhum homem jamais esteve. Ou, sendo mais direto, teremos aí mais uns dois filmes pelo menos cobrindo esses dois anos que faltam. E após esses longos três anos desbravando o espaço, Kirk encontra-se um pouco cansado, um pouco perdido, um pouco desorientado e descrente da própria missão. Enquanto isso, Spock descobre algo que, acredito eu, nenhum ser na galáxia gostaria ou deveria saber. E apesar de todos esse conflitos filosóficos, que abraçaram de vez o espírito da série original, Kirk e Spock precisam estar preparados para a maior ameaça de suas vidas.

Em uma missão de resgate, após atravessar uma nebulosa, a Enterprise chega a um território desconhecido e depara-se com o maior massacre que a Enterprise e sua tripulação já sofreram. Pelo amor de Q, parem de destruir a Enterprise assim, tenham consideração com os fãs sedentários e cheios de gordura no coração. Olha a Milennium Falcon lá, óh. Quatro filmes já e ninguém fica desmantelando a coitada. Perde algumas partes? Perde, mas continua lá, nave bonita, nave bem feita, nave formosa.

E antes de continuarmos preciso dizer que pegar um cara com a presença de Idris Elba e colocar debaixo de um monte de maquiagem deveria ser considerado crime. O mesmo vale pra Lupita Nyong’o em Star Wars – O Despertar da Força. Que merda cês acham que tão fazendo? Dito isso, vamos ao que interessa. Krall, o grande vilão do filme é um vilão à moda antiga, daqueles que contam os planos antes de matar os heróis e que almeja apenas a destruição de tudo. Certamente o vilão, que não chega aos pés de Kahn, é um dos dois grandes acertos do filme. O outro é Jaylah, que pode futuramente tomar o lugar de Spock como anti social da tripulação, já que agora o Vulcano está um pouco mais sociável.

“Que merda esse gordo vai escrever agora?”

Mas o filme erra em alguns pontos. Pra começar, é o mais fraco da trilogia e não querendo fazer piada com Justin Lin, tudo me pareceu meio corrido nesse filme, mais como se ele fosse um especial de TV, uma prequel para apresentar a nebulosa que levará a Enterprise e seus tripulantes para uma área completamente desconhecida do universo. Além disso, algo que me incomoda muito é o desaparecimento repentino de personagens de outros filmes. Assim como Keenser desapareceu em Além da Escuridão, Carol Marcus desapareceu em Sem Fronteiras. E sim, eu sei que Simon Pegg já falou sobre isso, aliás, puta atestado de incompetência. Não que eu não goste do Pegg, muito pelo contrário, mas excluir a personagem porque não conseguia encaixa-la na trama sem sequer dar uma breve explicação sobre o que aconteceu com ela como se ela fosse completamente insignificante foi uma porqueira e tanto, Seu Pegg.

Eu acho que na verdade eu me forcei a gostar de Star Trek – Sem Fronteiras mais do que realmente gostei de Star Trek – Sem Fronteiras. Eu queria ter gostado como todos os outros fãs gostaram, mas faltou alguma coisa. Infelizmente.

Star Trek: Sem Fronteiras

Star Trek Beyond (122 minutos – Ação)
Lançamento: EUA, 2016
Direção: Justin Lin
Roteiro: Simon Pegg, Doug Jung, Roberto Orci, Patrick McKay e John D. Payne, baseados na série de Gene Roddenberry
Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Simon Pegg, Zoe Saldana, Idris Elba e Sofia Boutella

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