Red. White. Green. (Upon a Burning Body)

Música quinta-feira, 26 de abril de 2012

Upon a Burning Body é uma banda natural de San Antônio, Texas. Começou suas atividades de brutalidade sonora em 2005, mas foi através do primeiro álbum de estúdio, The World Is Ours de 2010, que conheci a banda e simplesmente me viciei no som dos caras, que traz toda a fórmula básica do death core com um som extremamente brutal e bem trabalhado, com um vocal em 3 linhas diferentes. Tal qual os monstros do As Blood Runs Black faziam tão bem na primeira formação.

No começo do mês, a banda lançou o tão esperando Red. White. Green., segundo álbum de estúdio da banda, que está tão brutal que não poderia não ser resenhado faixa a faixa aqui:

Game Over – Essa música é como um nascer do sol, que na metade vira um furacão e arranca a sua pele. Amigos, isso é apenas o começo de uma das experiencias musicais mais violentas das suas vidas.

Sin City – Acordes leves que antecedem o armageddon, isso é essa música. Bateria e guitarra em um perfeito sacudir brutal, até um contratempo terminando em “AND I’M READY FOR WAR” antes de uma linha tão acelerada como correr atrás de quem se odeia na rua segurando um machado na mão, e quando finalmente alcança e dá o primeiro golpe o sangue jorra junto com a música entrando num ritmo ainda mais frenético, de matança mesmo sabem?

Once Upon a Time in México – Essa música começa com um SOCO NA SUA CARA PÁLIDA gritando no melhor do vocal screamo: “With fire in your heartbeat” com uma bateria SIMPLESMENTE IMPARÁVEL, é música pra abrir mosh pits tão violentos que o Datena precisaria fazer orações ao ver para crer COMO PODEM PESSOAS SEREM TÃO VIOLENTAS EM SEU LAZER?

Texas Blood Money – Pedais duplos como marretas amassando pessoas. É uma música que além de um soneto de violência furando seus tímpanos, tem uma letra para quem realmente adora beber com os amigos, ouça, beba, bata nas pessoas na rua. BATA NELAS, FAÇA SUAS MALAS E PASSE AS FÉRIAS NO TEXAS.

El Mariachi – Uma balada mexicana cai bem, pois o álbum ainda está na metade e o ARREGAÇO ainda está para começar.

Desperado – Essa faixa pega leve, e mesmo pegando leve eu a escutaria para arrancar seus olhos e fazer uma sopa. É a música perfeita para escutar enquanto prepara um churrasco e toma uma cerveja gelada com os amigos e fala sobre como irá matar seu vizinho e enterrar ele no quintal.

Mimic – Essa música é para circle pits, rodas do INFERNO cheias de gente correndo desesperadas, fazendo lutas de serras elétricas, dançando na barriga do seu amigo de infância e você dá risadas. O break down no final dessa música é apenas o momento, não para surtar, e sim o momento para respirar fundo pois vem algo DA SUPREMACIA DA VIOLÊNCIA A SEGUIR.

PREDATORS – Minha música favorita nesse álbum, começa com um grito que me faz SOCAR MINHA CABEÇA CARECA NO MONITOR TENTANDO ARRANCAR MEU ROSTO FORA. A música é TÃO BRUTA, MAS TÃO BRUTA que tem o nome de um dos meus filmes favoritos e a participação especial de Johnny Plague (Do Winds Of Plague) com sua voz para dar um par de socos a mais na cara de quem você detesta. Essa música dá o mesmo prazer de SEGURAR QUEM VOCÊ MAIS DETESTA PELO PESCOÇO E SOCAR, SOCAR A CARA DO INDIVÍDUO ATÉ OS OSSOS FICAREM MOÍDOS. Espirra sangue? Espirra, vá para casa e coloque sua camisa manchada numa moldura enquanto pensa no refrão “PRAY FOR YOURSELF” pois é disso que quem estiver na sua frente com essa trilha sonora para homicídios vai precisar.

From Dusk Till Dawn – Essa música traz uma explosão nuclear de som logo de cara nos primeiros segundos de música e te faz pensar “Meu cérebro está derretendo ou apenas tem uma furadeira entrando na minha cabeça?”. Viradas de bateria que só te dão tempo de respirar fundo antes de continuar pensando em o quanto não se maxucaria rolando em cacos de vidro ouvindo essa música que apenas pára e diz “Hate, hate, hate, hate” e ainda finaliza com um break down com a participação especial de um dos maiores TROGLODITAS do Deathcore, Nate Johnson (Ex- Through The Eyes Of The Dead).

Planet Terror – Começa como um tsunami, uma ondinha crescendo até virar uma onda gigante que VAI TIRAR SUA VIDA E DE QUEM ESTIVER POR PERTO mas diferente de um tsunami, você vai adorar isso.

The Island Of Lost Dreams – Quando você pensa que uma última música vai ter clima de fim de festa, desses que te faz lamentar, essa música chega calma e do nada te joga em um furacão que começa com “Keep your friends close, but keep your enemies even closer” e mesmo com um refrão suave não te deixa em momento nenhum esquecer que você está ouvindo Upon a Burning Body e não, ELES NÃO PEGAM LEVE. E é nesse clima de final intenso de álbum que Red. White. Green. acaba, enquanto seus nervos se acalmam e você apenas começa o álbum novamente para voltar a sentir seu sistema nervoso entrar em curto total.

Se com tudo isso você ainda não TOMOU VERGONHA NA CARA de escutar esta verdadeira obra prima do metal contemporâneo, deixo abaixo o vídeo de Once Upon a Time in Mexico para você entender tudo o que eu falei acima:

Red. White. Green. – Upon a Burning Body


Lançamento: 2012
Gênero musical: Death Metal/Death Core
Faixas:
1. Game Over
2. Sin City
3. Once Upon a Time in Mexico
4. Texas Blood Money
5. El Mariachi
6. Desperdao
7. Mimic
8. Predators
9. From Dusk Till Dawn
10. Planet Terror
11. The Island of Lost Dreams

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  • Diogo

    Muito show! Vai acrescer na qualidade do site um colunista fazendo resenhas dumas bandas “fucking brootal” dessas hahahaha…
    Valeu, baconfrito e internetico!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001089354460 Ully Freitas

    Mano, teu texto é bem “brutal”, heh. É um dos mais “convincentes” sobre música que eu já li aqui no Bacon, véio. Deu vontade de dar aquela pesquisada marota e blá. Então, o som dos caras é sinistro mesmo, bem “bora ouvir no volume máximo e deixar o povo achar que eu sou maluca”, heh.

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