Encerramento sobre as aberturas das animações

Papo Animado quinta-feira, 04 de dezembro de 2008 – 6 comentários

Apesar de ter gente que não gostou do texto anterior sobre as aberturas das animações, retomo o assunto, já que faltaram algumas considerações antes de partir para outra praia.

Primor nas aberturas da Disney

Afinal, falar de aberturas de desenhos animados e não citar a Disney é a mesma coisa que falar de internet e não saber o que é o Google.

Não se sabe o porquê, mas as aberturas dos desenhos da empresa do velho Walt geralmente são bem elaboradas, às vezes sendo bem melhores que os próprios desenhos em si.

Se liga na sincronia com a música

Acredito que eles aproveitam a equipe que cria (ou criava) os números musicais nos longas-metragens, pois a qualidade e a dublagem eram impecáveis. Inclusive a brasileira.

A abertura destes desenhos não apresentava apenas os personagens, mostrava o que se esperar do desenho, com a música e a ação já preparando o espectador para o que assistir e criando uma boa expectativa.

Aliás, a dublagem brasileira era um caso à parte, sendo muitas vezes melhor que o original. Infelizmente, para nós, a qualidade vem decaindo cada vez mais.

Essa do Tico e Teco, em português era muito boa, mas a Disney daqui mandou tirar

Voltando às aberturas das animações da Disney, no caso dos antigos, era interessante o fato de seus desenhos serem com personagens clássicos (tanto personagens da TV, como os de filmes), mas em roupagens diferentes.

Como sempre, isso é assunto para outra história.

TV Quack (Quack Pack), Turma do Pateta, Tico e Teco e os Defensores da Lei, Duck Tales, Darkwing Duck e Esquadrilha Parafuso (Tale Spin) possuíam aberturas que de tão perfeitas mereciam até ir para um CD, só por conta da mistura pop/rock que compunham, além da excelente montagem das imagens.

Hoje, tanto a Disney, quanto a dublagem brasileira não vão tão bem das pernas assim. As próprias aberturas carecem de um algo mais, sendo bobas e sem-graça, passando a impressão de que falta alguma coisa e, por conseqüência, transferindo esse sentimento para o programa.

A melhor, das que passam por aí, é a de Brandy e o Senhor Bigodes e a de Kim Possible, mas não chegam nem aos pés da TV Quack, por exemplo.

Aliás, um bônus para quem nunca viu essa na Globo.

Apresentando a Warner

A Warner possuía um estilo mais “apresentação de personagens e história”, mas no mesmo estilo empolgante da Disney, só que descambando para o infantil e pastelão, sem ser chato e nem criando aquela sensação de vergonha terceirizada.

Tiny Toon é um clássico

O interessante da Warner é que antigamente ela fazia paródias com suas próprias aberturas, como ocorreu no caso de Freakazoid em relação aos Animaniacs.

Se bem que hoje em dia, ocorre isso com os Cartoon, Cartoons, mas como eles preferem ser encarados como empresas diferentes, vamos deixá-los felizes.

Tiny Toon e Pinky e Cérebro também possuíam aberturas surreais e bem divertidas, mostrando a dinâmica do desenho e preparando o espectador para boas risadas.

Abertura original de Freakazoid

Menções honrosas

Para encerrar, comentar sobre as aberturas que não eram ligadas aos grandes conglomerados, mas que também primavam pela qualidade e criativadade, como a de Doug (antes da Disney), Fantástico Mundo de Bobby e de As Aventuras de Tintim, em minha modestíssima opinião, que é o que importa, a melhor de todas.

Empolgante demais véio

Enfim, me despeço com mais uma que ninguém deve ter visto por conta da Globo.

Semana que vem estou de volta.

Mais bônus, não é abertura mas ri pracarai com isso e isso.

As aberturas dos desenhos animados

Papo Animado quinta-feira, 27 de novembro de 2008 – 6 comentários

Agora que terminei a série contando a história através dos tempos das animações, vou fazer uma análise sobre os elementos dos desenhos animados.

Nada muito longo, só para esclarecer que aquilo lá que você está assistindo possui muito mais do que trapalhadas, romances, tiradas, dramas, pancadaria, entre outros elementos.

E, para começar, nada melhor do que falar das aberturas dos desenhos.

Exemplo de abertura que cativa

Infelizmente, a rede mandatária de TV nunca passa a abertura das animações que exibe, simplesmente mostrando um “Rede Globo apresenta…”, vendo aí, o valor que a dita cuja dá aos produtos que adquire só para ganhar uns segundos de comerciais.

Voltando ao assunto, as aberturas das animações geralmente não têm a qualidade de uma de anime, por exemplo, mas, em algumas produções, não devem nada aos japoneses.

Tipo de abertura que a Globo faz bem em não mostrar

A abertura de um desenho animado é seu cartão de visitas, sua apresentação ao mundo, sendo uma idéia do que virá. Caso seja uma bosta, já perde metade de sua credibilidade (e provavelmente a audiência).

Como discutir os tipos de abertura não leva a lugar nenhum, pois vai do estilo da empresa, do tipo de desenho e do público a que se destina, vou apenas listar alguns que sempre se destacaram com aberturas inesquecíveis dividindo por produtoras mesmo.

Hanna-Barbera

As aberturas das animações da Hanna-Barbera seguiam o estilo show especial, justamente por passarem no horário nobre da TV americana.

Melhor abertura dos desenhos da HB

Por mais que digam que “Os Flintstones” era o principal desenho da HB, “Os Jetsons” tinham a melhor abertura, na minha opinião, que é o que realmente importa.

No Brasil, a que mais marcou foi a do Cavalo de Fogo, eternizada pelo SBT (emissora que exibe os desenhos em toda sua totalidade, embora não respeite ordem cronológica, exibição ou qualquer outra coisa, mas como isso vale para toda programação, então passa).

Filmation

As aberturas dos desenhos da Filmation seguiam a linha da apresentação dos personagens, o que acho mais certo, mas confesso que enche o saco ver todo dia o “Oi, eu sou Adam, príncipe de Etérnia e defensor dos segredos…”

Um porre isso, ainda mais do tanga do He-Man.

Dos desenhos produzidos pela Filmation acho que as melhores aberturas eram do BraveStarr e dos Caçadores de Fantasmas.

Fala a verdade, tirei do baú essa

Mesmo assim, tinha muito mais do mesmo, o que irritava em algumas produções.

Por enquanto só citarei esses, deixando um bônus nostálgico por aqui.

“Eu disse NÃO!”

Semana que vem volto a abordar esse assunto.

Encerrando a saga histórica das animações com os anos 2000

Papo Animado quinta-feira, 20 de novembro de 2008 – 14 comentários

Muitos podem alegar preguiça, mas essa é a coluna que, praticamente, encerra a saga histórica dos desenhos animados.

- Mas bolinha Bonilha, como assim? Nas outras levou umas três semanas para terminar, por que nos anos 2000 você só irá fazer uma?

A resposta é simples, pequenos gafanhotos. Até agora, nos anos 2000, não teve nenhuma inovação em matéria de desenhos animados. Só mais do mesmo. Embora a criatividade continue a mesma.

- COMO OUSA DIZER ISSO? (coloque tom ameaçador, como se tivesse falado mal de Linux, Senna, Apple ou Beatles).

Nas outras décadas sempre havia alguma inovação ou novidade para a área de animação. Por incrível que pareça, justamente nos anos 2000, que representa o novo século/milênio, não apareceu nada de novo até hoje.

 Engraçadinho… e só

O mais perto que o novo milênio mostrou de novidades foram desenhos em 3D (representados por Beast Wars e Max Steel) e desenhos em Flash (Mucha Lucha e Happy Tree Friends) e nacionais (Fudêncio e Megaliga de VJs).

Mesmo assim, essas animações só foram novidades de momento, pois não são e nem devem ser alçadas ao posto de clássicos de tão ruins ou razoáveis que são.

Quanto aos outros, continuou a mesma coisa, com uma variação aqui ou ali.

Acredito que a culpa seja a popularização da TV por assinatura. Como disse na coluna anterior, o único canal, no final dos anos 90, totalmente dedicado às animações, era o Cartoon Network, já, nesta década, além do Cartoon, há o Disney Channel, Discovery Kids, Nickelodeom, Jetix e Boomerang.

Ou seja, muito canal, para pouca novidade.

Mas vamos destrinchar com o que mais marcou de cada um.

Em time que está ganhando…

O Cartoon apostou na mesma fórmula – de sucesso – que o consagrou na década passada, com animações próprias e idéias para lá de bizarras em alguns de seus desenhos.

 Até a morte toma banho para levar as almas sujas deste mundo

Guerras Clônicas (George teve inveja de Steve?), Samurai Jack, A Turma do Bairro (KND), Mucha Lucha, Ben 10 e As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy são os principais desenhos lançados pelo canal. O último, na minha opinião, é o melhor de todos, mas, o que faz mais sucesso é o penúltimo.

Cartoon também reviveu as aventuras de Scooby-Doo – com dois desenhos, um com traço bem estranho – e Tom & Jerry, mesmo assim, prefiram os originais.

Nicktoons

O Canal Nickelodeon (nome chato para escrever) pode-se dizer que foi o melhor que surgiu nesta década.

Além da produção própria (assim como o Cartoon), também faz desenhos para outros canais, principalmente para o Discovery Kids.

 Juro, me mijo de rir com esse desenho

As principais produções do canal são Bob Esponja, Os Padrinhos Mágicos, Jimmy Neutron, Danny Phantom e Avatar (dizem que não é Anime, sei…). Neste caso, os dois primeiros são os que fazem mais sucesso, com preferência pelo segundo como mais engraçado (sim, enjoei de Bob Esponja).

 Se você tem cérebro de três anos, você gosta disso

Dos desenhos, digamos, mais infantis, que são exibidos pelo Discovery Kids, destaque para Dora, a Exploradora, Bob, o Construtor, Roary, o Carrinho de Corrida e, o sucesso do momento, os Backyardigans (copiei e colei). Que para crianças é maravilhoso, mas, no meu caso, não agüento três minutos.

Infantil demais para adolescentes…

… e adulto demais para as crianças. Assim são os desenhos produzidos pela Disney hoje.

Mesmo dividindo suas produções entre seu canal homônimo e o Jetix (ex-Fox) seus desenhos não são tão empolgantes assim.

 Tão bom que nem parece Disney

Kim Possible, Jake Long, Os Substitutos e George, o Rei da Floresta são bem fraquinhos, com um destaque maior para Brandy e o Senhor Bigodes, Lilo & Stitch e Yin, Yang e Yo, que é o mais engraçadinho entre todos.

Mesmo assim, para o padrão Disney, se esperava mais.

Resto dos outros

Para variar, faço uma menção honrosa aos que não se encaixam nos padrões acima, como As Aventuras de Jackie Chan, Chaves, Três Espiãs Demais (horrível esse título, mas desenho muito bom), Os Oblongs, American Dad, Drawn Together e X-Men Evolution.

 Manuela, Sandrine e Camila, nossas revisoras como Três Espiãs

Assim encerro essa série contando em poucas palavras – e semanas – a evolução da animação.

Para as próximas colunas, ainda vou ver o que farei, mas já tenho umas idéias na cabeça.

Agora é ver o que o futuro das animações nos reserva.

As animações que fizeram história na década de 90

Papo Animado quinta-feira, 13 de novembro de 2008 – 8 comentários

Depois de falar sobre os desenhos que não deixaram saudades da década de 90, chegou a hora de falar sobre aqueles que marcaram a época, seja pela criatividade, ousadia ou pela irreverência.

Ainda dividindo por temas, para vocês não se perderem.

Desenhos adultos

Não punheteiros, não são desenhos eróticos ou da famosa série “Histórias que as babás não contam”. São animações com temática adulta e que tratam de temas que não são pertinentes às crianças, com um humor mais ácido, negro e político, com muita insinuação sexual e violência. Pode parecer brincadeira, mas são esses desenhos remetem ao início da história da animação, quando os desenhos só eram direcionados aos adultos.

 Beavis e Butthead faziam a MTV valer a pena

Neste tema, podemos encaixar Os Simpsons (que é de 89, mas estourou na década de 90 e que está mais infantil hoje), Ren & Stimpy, Beavis and Butt-Head, South Park, King of the Hill (O Rei do Pedaço), Futurama, Mission Hill, Family Guy (Uma Família da Pesada), Aeon Flux, entre tantos outros.

 South Park é um dos desenhos mais polêmicos de todos os tempos

Alguns destes desenhos passam até hoje, inclusive com episódios inéditos (como Os Simpsons e Family Guy) ou repetindo à exaustão (o que rola com Ren & Stimpy e King of the Hill).

Fuuuuuuu…são!

Com a popularização dos canais por assinatura, surgiu um canal específico de desenhos animados, o Cartoon Network, do grupo Turner Broadcasting System (também dono da TNT). Logo no início da década de 90, o grupo Turner também adquiriu a Hanna-Barbera, que já estava para quebrar e foi salva por essa aquisição.

Até mais ou menos a metade da década de 90, o Cartoon Network exibia os clássicos da Hanna-Barbera, Warner Bros e também da MGM até um novo negócio mudar tudo no mundo da animação, de novo.

 Depois de He-Man, Atillah agora ataca de Johnny Bravo

Em 1996, a Time Warner adquiriu o grupo Turner, criando um dos maiores conglomerado de comunicação do mundo. Neste balaio, acabou nascendo o Warner Cartoon Network Hanna-Barbera Studios, gerando muitas críticas por conta da fusão de dois dos maiores rivais em animações: Hanna-Barbera e Warner Bros.

Como a vida continua e os alto-executivos dos estúdios não estavam nem aí para críticas – apenas para a grana no bolso – logo trataram de inovar e buscar mais gente competente para tocar novos projetos, o que resultou na mudança das críticas e em clássicos instantâneos.

Cartoon Cartoons

Para inovar, a Timer Warner resolveu mexer no comando da Hanna-Barbera Productions, exigindo novas animações e conteúdo exclusivo para o canal Cartoon Network.

 Huguinho, Zezinho… quer dizer… Docinho, Florzinha e Lindinha

Como o patrão é quem manda e ele tinha pressa, obedece quem tem juízo. Não demorou muito e surgiram O Laboratório de Dexter e A Vaca e o Frango, em 96. No ano seguinte estreou Johnny Bravo e Eu sou o Máximo. Em 1998 nasceram As Meninas Superpoderosas e Du, Dudu e Edu. Para encerrar, em 99, surgiram Coragem, o Cão Covarde e Mike, Lu e Og.

 Quem criou a história de A Vaca e o Frango usou substâncias alucinógenas, era muito insano

Todos estes desenhos viraram sucessos de crítica, sendo alçados à condição de clássicos, tamanha sua importância para a animação.

Warner apela

Para demonstrar que, apesar de viverem sob o mesmo teto, ainda eram rivais, o grupo responsável pelo setor de animações da Warner Bros contra-atacou seus colegas da Hanna-Barbera.

Primeiro contrataram ninguém mais, ninguém menos que Steven Spielberg para auxiliá-los na produção de alguns desenhos, mostrando que responderiam à altura os sucessos da HB.

 Esse desenho mostrou como se faz uma versão infantilizada do original, também, com Spielberg…

Em seguida, já com o aval do criador de Tubarão, lançaram Tiny Toon, uma clara provocação aos fracassados desenhos infantis da ex-concorrente. Ao contrário dos Flintstones nos Anos Dourados ou o Pequeno Scooby-Doo, a versão infantilizada de Pernalonga e seus amigos era totalmente independente, tanto que Perninha e sua turma tinham aulas de como ser um desenho com seus ídolos na Looniversidade ACME.

Nem preciso dizer que foi sucesso na hora.

 Pizurk e Théo pensando em dominar o mundo

Logo depois vieram Animaniacs (um pouco mais fraco), Pinky e Cérebro (insano de tão bom) e, de novo sob o aval de Spielberg, Freakazoid.

Isso mostra que com criatividade, paixão pelo que faz e dinheiro, mas muito dinheiro, é possível fazer animações originais sem subestimar a inteligência do telespectador.

Como sempre relembro, mais para o futuro farei textos exclusivos para alguns destes desenhos que acabei de citar

Semana que vem os desenhos do novo século.

As animações sem criatividade da década de 90

Papo Animado quinta-feira, 06 de novembro de 2008 – 15 comentários

É engraçado como uma semana passa rápido.

Parece que foi ontem que estava em Guarujá sem internet, telefone, sol, comida e bebida e quase não entreguei a coluna.

De volta à civilização, continuarei com os estilos de animações que dominaram a década de 90.

Vídeo-desenho-games

São os desenhos que se inspiraram em sucessos de games famosos. Sendo, muitas vezes, uma porcaria total.

Aqui entra Sonic, Super Mario World e Mortal Kombat, ambos não muito legais e muitas vezes sem graça nenhuma.

 Tem que estudar para ganhar diploma

Um pouco melhor, pelo menos nesse aspecto, foi Street Fighter, embora fosse fraquinho, se comparado ao anime, que fez muito sucesso quando passou também no SBT.

Aliás, essa série do Street Fighter poderia ser enquadrada na categoria abaixo, pois foi baseada no filme do Van Damme, mas vou levar em consideração a mídia original.

 Caso raro em que a Globo cortou o título

A melhor de todas, por incrível que pareça, era Carmen Sandiego, um desenho onde uma dupla de detetives, junto com um supercomputador, tinham que encontrar a tal ladra do título.

O jogo, feito para computador e sucesso nos EUA na década de 80, não era conhecido por aqui, mas o desenho fez um baita sucesso, embora também não fosse grande coisa.

O filme é legal, então vamos fazer um desenho para faturar mais?

Mesmo comentário que fiz em relação aos desenhos inspirados em games, com a diferença que os baseados em filmes foram um pouco melhorzinhos.

Aqui dá para citar Ace Ventura, Godzilla, James Bond Jr (???), O Máskara (embora tenha saído em gibi primeiro, mas estourando na telona) e, o meu predileto, De Volta para o Futuro que contava claramente a história depois dos filmes.

 Por que será que isso não deu certo?

Havia um outro, inspirado em Esqueceram de Mim, em que um garoto com a cara de Macaulay Culkin realizava desejos batendo em um luva de beisebol, mas não lembro o nome e nem encontrei em pesquisas por aí.

Enfim, nem precisam procurar, pois era uma merda também.

Desenhos inspirados em… desenhos!

A Disney sempre teve uma mania caça-níquéis, se um longa metragem fazia sucesso, logo, pimba, lançava sua continuação diretamente para o mercado de vídeo, muitas vezes enrolando o consumidor, já que geralmente não era uma continuação, e sim, uma espécie de episódio zero, contando a origem dos personagens.

Mas, na década de 90, vendo o potencial de suas animações, a empresa do Tio Patinhas resolveu faturar bem mais em cima daquela geração que engole de tudo, lançando várias animações baseadas em seus longas, muitas vezes com os protagonistas dos desenhos sendo personagens relevantes nos longas.

 Se fosse só com o Linguado ou o Sebastião talvez desse certo

Nesse balaio entra Timão e Pumba (de Rei Leão), A Pequena Sereia, Peter Pan e 101 Dálmatas.

Destes, o melhor era Timão e Pumba, que passa até hoje na TV, pois o restante era aquela velha história de repetição do próprio original, sempre com a liçãozinha Disney de moral no final.

Uma perda de tempo, praticamente.

Enfim, acho que meu mau-humor afetou a coluna, embora ache que era tudo uma porcaria mesmo.

Que se lasque, semana que vem retorno com a parte final dos desenhos da década de 90.

As animações da década de 90

Papo Animado quinta-feira, 30 de outubro de 2008 – 10 comentários

Foi complicado, mas, no apagar das luzes, encontrei uma lan house sem problemas técnicos para poder elaborar e enviar a coluna da semana.

Estou num fim do mundo tão ferrado, que nem telefone ou celular funcionam para avisar o Théo que não daria para entregar a pobre coluna.

Como encontrei a lan, achei melhor fazer o texto.

Enfim, como vocês não têm nada a ver com isso, vamos ao que interessa: os desenhos da década de 90.

A década de 90 foi o auge da criatividade na animação em vários aspectos, com diversos tipos de desenhos para todos os gostos, idade e opção sexual.

Sem contar que o páreo era duro, pois além das novas produções, eram exibidos os clássicos, explodia a febre dos animes (ou animês), havia os super-sentai e surgia a porcaria da Malhação.

Ou seja, era lavagem cerebral a dar com pau.

Para tudo não ficar muito disperso e ajudar vocês, que não gostam de pensar muito, vou dividir essa época em tipos de desenhos:

Desenhos da TV Cultura

Durante a década de 90, a TV Cultura teve seu auge exibindo animações de excelente qualidade e feitas para crianças e adultos, não subestimando a inteligência da molecada e abordando assuntos que são tabus entre as crianças, como a morte e o respeito pelas diferenças entre os outros (como era feito em Animais do Bosque dos Vinténs) e política e superação (As Aventuras de Tintim).

Quem não se emocionou com a morte dos ouriços?

Dessa época também se destacam Doug (antes da Disney colocar a mão), A Pedra dos Sonhos, As Aventuras de Babar, Rugrats (Os Anjinhos), entre outros que eram exibidos no extinto Glub-Glub.

Desenhos baseados em heróis

Sim, eu sei que já existiam desenhos de heróis, mas não na qualidade que foram apresentados nessa época.

 Gambit era o melhor nesse desenho, mesmo não aparecendo na foto

Homem-Aranha, Batman e X-Men revolucionaram o modo como os heróis eram vistos, sendo fiéis aos quadrinhos e retratando sagas históricas, assim como eram mostradas nas HQs, destacando os X-Men nesse quesito e abrindo caminho para outras animações desse porte.

Os filhos da…

Como sempre, há o lado ruim das animações em cada época, pior, sendo exibidos à exaustão nas TVs.

Nesse caso, a culpa foi da Hanna-Barbera, já decadente, que inventou de fazer a versão (mais) infantilizada de seus principais carros-chefes.

Afinal, quem não se lembra dos Filhos de Tom & Jerry, Os Flintstones Júnior (o nome era esse?) ou O Pequeno Scooby Doo?

Era bom não lembrar, mas sempre terá alguma emissora que se lembrará…

 Esse desenho era tão sem graça e sem… cor

Vou parar por aqui, pois estou para ser expulso da lan.

Semana que vem retomo falando sobre os outros desenhos dessa época.

Encerrando o assunto sobre os desenhos da década de 80

Papo Animado quinta-feira, 23 de outubro de 2008 – 13 comentários

Finalmente vou concluir o histórico da década de 80, encerrando com produções que faziam a alegria de vocês nas manhãs do SBT e da Globo e nas tardes da Band e da Manchete (embora nestes últimos só passassem desenhos antigos da Hanna-Barbera).

Vou falar das febres que se destacavam como sucesso único de estúdios desconhecidos ou conhecidos, mas por outras áreas, como a Marvel e a Hasbro.

Sucesso, mas sem final

Um dos maiores sucessos da época foi a historinha de um grupo de adolescentes que, do nada, era transportado de um parque de diversões para uma era medieval, onde conhecem um velhinho metido a Mestre dos Magos (não, não era o Gandalf) que dá um artefato mágico para cada um ir se virando no lugar e tentando buscar uma maneira de retornarem para casa.

 Eric, Bobby, Diana, Hank, Théo e Sheila, ao fundo Vingador

Se você ainda não entendeu do que se trata, ou é tanga ou esteve sendo sodomizado por alienígenas nos últimos tempos.

O desenho em questão é Caverna do Dragão (Dungeons & Dragons no original). Um desenho baseado no famoso jogo de RPG, que estava se popularizando na época e contou com a ajuda do desenho para ficar mais conhecido, sendo inclusive produzido por Gary Gygax, um dos criadores do jogo.

Produzida pela Marvel Comics em parceria com a Dungeons & Dragons Corporation, Caverna do Dragão foi sucesso absoluto em todo o mundo, sendo bem elaborado e explorando bem o universo mágico-medieval idealizado por J.R.R. Tolkien (o pai de LoTR e O Hobbit) em suas histórias.

Mesmo com o sucesso estrondoso, o desenho foi cancelado do nada sem ter ao menos um final publicado, criando várias teorias quanto o destino dos garotos.

Já tenho em mente um texto somente sobre Caverna do Dragão, mas isso fica para depois de terminar essa série sobre a história das animações.

Ah sim, é desse desenho o personagem que mais odeio em animações, a maldita Uni, unicórnia órfã que faz o pessoal se ferrar em 90% dos episódios (junto com as mágicas do Presto – que também lembra o Théo).

Sucesso nipo-americano

Para variar mais um desenho feito para vender brinquedos que nem cerveja no deserto, e esse é um dos meus favoritos na época: Transformers!

A história já é manjada por causa do filme que foi lançado no ano passado, mas vale a pena resumir novamente já que vocês esquecem das coisas fácil.

Transformers conta a história de duas raças de robôs alienígenas – os militares Decepticons e os operários Autobots – que já se pegam na porrada no planeta Cybertron há milhares de anos. Claro que uma hora o planeta não agüenta e começa a pedir penico faltando energia para abastecer os habitantes do planeta. Os Autobots, então, sob liderança de Optimus Prime, resolvem fugir de lá e buscar novas fontes de energia em outro canto da galáxia. Claro que os Decepticons não iam ficar com um planeta-bagaceira e resolvem ir atrás de seus inimigos, sob a liderança do malvadão Megatron.

No meio do caminho Megatron ataca a nave dos Autobots e, durante esse ataque, uma chuva de meteoros atinge as naves derrubando as duas num planetinha azul sem muita importância.

Passados 4 milhões de anos, os robôs despertam no planeta Terra, com os Decepticons – empolgados com o tanto de fontes energia disponível no planeta – querendo escravizar os humanos e dominar tudo, enquanto os Autobots, maravilhados com os humanos e fazendo de tudo para defendê-los da corja de Megatrom, querem a paz e a coexistência pacífica (lindo isso).

Por conta disso, a batalha de Cybertron é trazida para a Terra, empolgando milhões de fãs no mundo inteiro.

 Parece tosco, mas ainda é o melhor da época

Transformers também foi produzido pela Marvel, em parceria com a Hasbro, Sunbow, Toei Doga, Akom Production Company e Tokyo Movie Shinsha, sendo um desenho feito à mil mãos, ora produzido nos Estados Unidos, ora produzido no Japão, sendo os japoneses melhores que os americanos na concepção da história e da animação propriamente dita.

Também tenho em mente uma coluna apenas para os Transformers, mas por conta do tamanho da série, talvez guarde para o lançamento do segundo filme no ano que vem.

E agora, os outros

Por incrível que pareça, a década de 80 teve outros desenhos que, se não fizeram tanto sucesso lá fora, aqui no Brasil eram unanimidades, mas, por conta do humor do titio Silvio do SBT, ou do ibope da Globo iam e voltavam na grade de programação ou repetiam à exaustão nas manhãs da telinha.

Entre esses há Cavalo de Fogo, que contava a história de Sara, uma garotinha filha de um fazendeiro e amiga de uma índia apache que vivia sua vida normal até descobrir, por conta de um corcel falante, que era princesa de um reino em uma dimensão paralela.

Alguém sabe de quem é essa voz?

Na real, o desenho não era lá grande coisa, mas como o SBT sempre faz questão de fazer – e merece aplausos por isso – passava as aberturas dos desenhos inteiras, com uma dublagem e canção bem feitas, sendo que a do Cavalo de Fogo era de um grude só. Só não sendo mais grudenta que a…

… da Nossa Turma que tinha uma música que, se bobear, é assobiada nas ruas sem que ninguém perceba de onde veio. Aliás, o nome da música – A Get Along Gang – é o nome original do desenho, que até fez sucesso em alguma rádios na época e que contava a história de alguns amigos, em forma de animais, arrumando [modo sessão da tarde on] altas confusões [modo sessão da tarde off] e passando bons valores à criançada.

Odeio esse desenho e tudo que faz lembrar dele, inclusive a música

Odiava esse desenho, mas como ele passava num vácuo da programação (lembro bem disso, pois se não fosse por isso nem assistia) acabava tendo que aturar as frescuras do alce Montgomery, da cadela Dotty, do castor Bingo, do gato Zipper, da ovelha Vilma, da porca-espinha que nem lembro nome e dos vilões – se é que tomar um vagão de trem fajuto pode ser coisa de vilão – crocodilo Cathum e lagarto Leni.

Sério, odiava esse desenho.

Enfim, é só. Ficou faltando citar vários outros, como DuckTales, Ursinho Pooh (ou Puff, como o SBT enfiou goela abaixo por aqui), Ursinhos Gummy, Pimentinha, Dinosaucers, Inspetor Bugiganga, Os Snorks, Os Smurfs, Os Exterminadores de Fantasmas, Rambo, Os Caça Fantasmas, Comandos em Ação, Punky e Glomer, Muppet Babies, entre outros que não lembro agora.

Menção honrosa, embora Capitão Planeta não seja dessa época

Fica uma menção honrosa a esses aí.

Semana que vem começo a retratar a década de 90, que mistura o politicamente correto (argh!), com a questão ambiental, o humor negro (oba) e as aventuras que não ofendem a inteligência das crianças.

Hasta.

Continuando a saga dos heróis animados oitentistas

Papo Animado quinta-feira, 16 de outubro de 2008 – 13 comentários

Praticamente continuando a coluna anterior, já que na década de 80 surgiram vários desenhos-ícones na época e há muito material para destrinchar.

Animações da Filmation

Como já falei dos desenhos da Rankin/Bass, com destaque para os Thundercats, agora vou falar sobre as animações dos estúdios Filmation, que eram melhores que os de seu concorrente, mas, mesmo assim, não tão criativos.

Pelos poderes de Grayskull!

Mais um cante junto

Com essas palavras, e erguendo a Espada do Poder, que o Príncipe Adam, filho do Rei Randor e da Rainha Marlena, do Planeta Etérnia, se transformava no bombadão He-Man, talvez o maior sucesso da Filmation, equivalendo em popularidade ao sucesso de Thundercats.

A história girava em torno do príncipe, um cara equivalente a maioria dos playboys de hoje, sendo um cuzão que se vestia de rosa e tinha um tigre verde medroso de estimação.

Toda a moleza acaba quando a Feiticeira apresenta Adam à Espada do Poder e a dita cuja o escolhe para ser o protetor do Universo (lembraram da Excalibur?).

Adam, então, toda vez que empunha a dita espada, se transforma em He-Man, o ser mais poderoso de Etérnia, onde seu principal inimigo é o Esqueleto, uma espécie de caveira humanóide, com os ajudantes mais bizarros que se pode imaginar, e o melhor personagem do desenho.

 Turma de He-Man reunida

Ao contrário do que muita gente pensa, He-Man foi criado exclusivamente para vender brinquedos, pois a Mattel (a mesma que faz a Barbie) havia criado bonecos para o filme Conan e o mesmo, por ser considerado violento demais, foi censurado para as crianças na época.

O jeito foi pedir à Filmation que fizesse um desenho com um herói parecido, mas que passasse pela censura e agradasse à criançada, nascendo os Mestres do Universo.

O sucesso foi tanto, que He-Man ganhou uma irmã – She-Ra – e um filme com o brucutu Dolph Lundgren estrelando o papel principal de príncipe Adam/He-Man.

Tão tosco que nem merece comentário.

 Atillah brincando de He-Man

Recentemente, foi criado um desenho mais atual, mas acabou não fazendo o mesmo sucesso do original.

Pela Honra de Grayskull!

Por conta do sucesso de He-Man, os produtores não perderam tempo e, assim como os estúdios Rankin/Bass, criaram uma nova animação semelhante ao seu sucesso principal.

Só que a Filmation foi um pouco mais esperta, criando uma história amarrada à original, mas independente em vários aspectos, nascendo She-Ra, a Princesa do Poder e irmã de Adam, versão feminina de He-Man.

 A versão feminina de He-Man, mas com história independente

Para não dar a mesma mancada de Silverhawks e TigerSharks, do estúdio concorrente, She-Ra vivia em uma dimensão paralela à de Etérnia, em Ethéria (haja criatividade), onde ela era Adora, líder do exército de mutantes de Hordak, ditador-supremo-master-fucking do planeta.

Um dia, Adam/He-Man foi convocado pela Feiticeira para atravessar um portal dimensional e dar um pulo até Ethéria, para levar uma espada, semelhante à sua, para entregar a – respira – alguém que luta pelo bem, não pelo mal – inspira.

Logo que chega à Ethéria, Adam, já transformado em He-Man, toma um cacete de Adora, é feito prisioneiro e vai para a solitária virar mulherzinha explica a história da espada para a capitã que, como toda mulher, desconfiada, resolve dar um passeio pelo planeta. Quando vê que tudo aquilo que Hordak dizia era mentira e os habitantes do planeta viviam na merda, ela se rebela, fala com a Feiticeira, descobre que Adam é seu brother, pega a espada, vira She-Ra, liberta o bundão do He-Man e começa a lutar pela liberdade em Ethéria.

 É assim que se faz uma boa caracterização de personagem

Ou seja, bem amarradinho com a série original.

Além de todos esses detalhes, ambos os desenhos tinham lições de moral no final de cada episódio para a criançada, inclusive com um “Onde está Wally?” em She-Ra, em que tinham que encontrar o personagem-mala Geninho durante o episódio.

BraveStarr

A última animação da Filmation até que fez relativo sucesso, contando a história de um caubói do espaço que protegia um planeta contra invasões alienígenas e colonizadores gananciosos.

BraveStarr até que era interessante por misturar velho oeste, misticismo e ficção cientifica. Mas, como criatividade era o ponto fraco da época, o delegado do Planeta Novo Texas, também lembrava Tex, famoso caubói herói dos quadrinhos.

BraveStarr até que era legal, mas não agradou aos pirralhos

Aliás, foi baseado no dito cujo, pois, assim como He-Man, por Tex ser considerado adulto demais e os brinquedos terem encalhado, criou-se Bravestarr para resolver o problema.

Talvez, por conta dessa salada, BraveStarr não tenha sido bem digerido pela criançada, tendo muitos episódios de temática adulta, inclusive com um mostrando um garoto morrendo de overdose.

Semana que vem tento encerrar essa fase oitentista que atualmente toma conta da coluna.

Década de 80 e a era dos heróis (quase) politicamente corretos

Papo Animado quinta-feira, 09 de outubro de 2008 – 7 comentários

Uma semana se passou e cá estou de volta, para continuar essa saga histórica dos desenhos animados, agora invadindo a década de 80, também conhecida como década perdida e auge da breguice humana.

Aliás, a década de 80 é muito reverenciada atualmente, talvez por ser a época que a maioria das pessoas de hoje (principalmente as que visitam este site) tenham passado sua infância, o que mostra o quão bregas vocês eram.

Por conta dessa época, surgiram alguns personagens que até hoje assombram nossa vida, como Xuxa, Mara Maravilha, Angélica, Bozo (in memorian), Vovó Mafalda (in memorian), Balão Mágico (in memorian), entre outras coisas.

Como o assunto não é esse vamos ao que interessa.

No início da década de 80, o povo ficou de saco cheio do estilo e dos desenhos da Hanna-Barbera, que contavam com animações repetitivas, fracas e de péssimo roteiro.

Claro que coloquei esse de propósito, só para cantar junto

Nessa época começaram a se destacar as animações dos estúdios Filmation e Rankin/Bass.
Infelizmente, os dois estúdios também abusavam da técnica da “animação limitada” (explicado aqui), mas compensavam com novas idéias e estilo de histórias, ao contrário do estúdio de Space Ghost.

Por conta do boom dos quadrinhos de heróis e necessitando estimular a boa educação, civismo, boas maneiras, amizades e noções de meio ambiente nas crianças, os dois estúdios resolveram apostar em grupos de heróis, geralmente vivendo em outras dimensões ou mundos paralelos, onde passavam por aventuras fantásticas, mostrando a amizade, companheirismo e a eterna luta do bem contra o mal.

Até que a iniciativa fazia sentido, já que a violência de vários desenhos, apesar de hilárias, infestavam as TVs das famílias tradicionais na época, como Tom & Jerry, Looney Tunes, Pica-Pau, entre outros desenhos.

Mas a apelação era tanta que, no final dos novos desenhos, era regra ter uma lição de moral para as criancinhas retardadas (no caso, vocês na época) refletirem e tratarem bem seus amiguinhos.

Thunder, thunder, Thundercats… Hôôôôôllll!!!!

Com esse grito, Lion, o líder dos Thundercats convocava os gatos-guerreiros refugiados de Thundera, numa Terra pré-histórica. Seu planeta-natal foi destruído e, teoricamente, só sobrou Panthro, Tygra, Cheetara e os irmãos, Wilykit e Wilykat, juntamente com o bicho de estimação mais mala da época, o Snarf.

Infelizmente, a Globo não passava aberturas de desenhos, aliás, até hoje

Estes eram os Thundercats, desenho produzido em 1983, passando no Brasil em 1986, estourando no mundo inteiro como sucesso de público e crítica.

Eles possuem como inimigos uma raça mutante do planeta Plun-Darr, liderados por Escamoso, Abutre, Simiano e Chacal, vieram atrás dos felinos extraterrestres para exterminá-los de uma vez por todas.

O que ninguém contava era com Mumm-Rá o Serrrrrr eterrrrno, uma múmia mística poderosa que vivia num sarcófago e que volta e meia atacava os Thurdercats, utilizando a força dos espíritos do mal se transformando no principal inimigo da série, inclusive mandando nos mutantes.

Casal de Cheetaras no Cio

Thurdercats foi um desenho do caralho produzido pela Rankin/Bass, sendo sucesso retumbante por conta das cenas de ação e dos personagens carismáticos (tirando os irmãos Wilykit e Wilykat que eram um porre, junto com Snarf), rendendo 130 episódios.

Curiosamente, na época, a Globo só passou 100 episódios, com o SBT passando os outros 30 quase 15 anos depois, em 2001, quando adquiriu os direitos de exibição da série.

Em breve, falo exclusivamente dos Thundercats, pois esse merece coluna exclusiva, o que não é o caso agora.

Esse desenho preparou a galera para a modinha de anime

Falta de criatividade

Como falta de criatividade era o que reinava na época, a Rankin/Bass tentou emplacar outra série, os Silverhawks.

Apesar da idéia de ciborgues, no lugar dos felinos, se pegando com seres alienígenas ao som de rock, ser original, o desenho ser repleto de ação, possuir uma abertura irada e ter uma boa animação os Silver Hawks não tinham um roteiro tão bom como o de seu antecessor (sendo praticamente uma cópia, mas ambientada no espaço) e por isso só rendeu uma temporada com 65 episódios, tendo relativo sucesso na terra brasilis, no programa do Sérgio Mallandro (aquele que saiu vereador) e da Mara Maravilha (aquela que virou crente).

Abertura irada, pena que o desenho não era era a mesma coisa

Mesmo levando paulada com Silverhawks, a Rankin/Bass insistiu na idéia de seres humanóides com poderes animais e lançou TigerSharks, humanos que se transformavam em seres marinhos com praticamente a mesma história dos antecessores, enfrentando vilões em um mundo parecido com a terra e com lição de moral no fim do episódio. O fracasso foi tanto, que este foi o último desenho produzido pelos estúdios.

Dá para levar isso a sério?

Como o espaço já está grande, semana que vem continuo a falar sobre as animações da década de 80.

Como Hanna-Barbera dominou o mercado das animações

Papo Animado quinta-feira, 02 de outubro de 2008 – 6 comentários

A entrada da Hanna-Barbera no mercado de desenhos animados deu uma sacudida no mundo das animações e, para variar, reformulou e revolucionou tudo de novo.

Até hoje, questiona-se os métodos utilizados pelo estúdio, que reduziu drasticamente os custos de produção das animações, provocando crise nos concorrentes e praticamente monopolizando o mercado de desenhos até o início da década de 80.

Para vocês terem uma idéia, até o início da década de 60 para produzir um curta animado de uns 10 minutos, como Pernalonga, ou mesmo Tom & Jerry, eram necessários entre 30.000 e 50.000 desenhos. Sendo um trabalho oneroso, com altos custos e, muitas vezes, sem retorno garantido, mesmo sendo produzidas algumas obras-primas.

Jambo e Ruivão, primeiro sucesso dos Estúdios Hanna-Barbera

Até que Joseph Barbera e William Hanna criaram uma técnica especial, batizada de “animação limitada”, onde uma animação, para ser produzida, utilizava apenas 2.000 desenhos (às vezes até menos que isso), barateando consideravelmente os custos da produção.

O processo era bem pobre e simples. Os personagens permaneciam estáticos, com apenas a cabeça se mexendo para os lados e abrindo e fechando a boca para falar. Para facilitar e disfarçar os cortes dos movimentos, os personagens possuíam adereços no pescoço, como colares e gravatas.

Podem reparar que a maioria dos personagens da Hanna-Barbera possuem essa característica peculiar.

Reparem o cenário repetitivo e a gravatinha de Zé Colmeia, tudo para cortar custos

Outra forma de cortar custos foi a adoção de um cenário meio fixo. Prestem atenção que quando um personagem está andando pela tela, ele passa sempre pela mesma pedra, carro espacial, árvores e por aí vai.

Isso ocasionou críticas de todos os lados, inclusive com um executivo da Disney (sempre eles) afirmando que nem consideravam os estúdios Hanna-Barbera concorrentes. Por ironia do destino, entre o final da década de 50 e início da 60, os estúdios do Scooby contrataram vários desenhistas da casa do Mickey, que haviam sido demitidos para cortar despesas.

Mas caro Bolinha Bonilha, então como eles conseguiram o sucesso e o respeito que possuem hoje?

Oras, com uma coisa simples que Hollywood sempre deixa de lado: um roteiro fácil de entender.

Apesar da precariedade das animações, as histórias e tiradas dos personagens eram garantia de diversão e risadas, além de retratar com humor e uma dose de ironia o que seria o retrato da típica família americana, atingindo em cheio todas as faixas etárias e divertindo crianças e adultos.

Os Flintstones foi o primeiro desenho animado exibido em horário nobre nos EUA

A fórmula fez tanto sucesso que, em 1960, Os Flintstones foi a primeira animação da história exibida em horário nobre na TV americana, reinando absoluta até 1966.

Depois vieram Os Jetsons, Manda Chuva, Jonny Quest, Zé Colmeia, entre outros, até surgir um novo sucesso absoluto para o horário nobre da CBS: Scooby-Doo.

Desafio os noobs a reconhecerem todos os desenhos que passam nesta homenagem

Como já escrevi acima, Hanna-Barbera reinou absoluta até o início da década de 80, seguida por Warner, Universal e Disney, que não davam o mesmo tratamento precário aos seus desenhos e, obviamente, demoravam para produzir suas animações, perdendo terreno para Scooby-Doo e sua turma.

Com a fórmula do estúdio de Jonny Quest já meio esgotada, surgiu nesta época desenhos com temáticas mais adultas, que focavam grupos com super-poderes enfrentando super-vilões, em mundos fantásticos, geralmente extremamente coloridos e enfrentando adversidades, sempre com uma lição de moral no final.

Mas falar sobre esses desenhos é Papo para outro dia e outra coluna.

Afinal, isso aqui tem que durar.

Página 9 de 10« Primeira...678910

confira

Trutas
  • Ahnão
  • Bobolhando
  • Cataclisma
  • Dedo de Moça
  • Di Vasca
  • Estranho Sem Nome
  • Fail Wars
  • Manolagem
  • MauoÊ
  • O Macho Alpha
  • OLOLCO!
  • Que Diabos?
  • Sake Com Sal

quem?

 
baconfrito