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	<title>baconfrito &#187; Livros</title>
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		<title>Crônicas Vegetarianas</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 11:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>

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		<description><![CDATA[Sinuca, chopeira e churrasqueira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Churrascão. Picanha, maminha, linguiça, alcatra, coraçãozinho, costela, contra-filé, farofa. Galera reúnida, churrasqueira absurdamente quente, cerveja e refrigerante (Ambos gelados), música, debates de futebol, política, trabalho e o que a namorada do Alfredo está vestindo. Daqueles de fazer inveja para os vizinhos, atrapalhar o trânsito e tudo mais.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/churras.jpg" class="centro" alt=" " />NUNCA, DE JEITO NENHUM, JAMAIS desse jeito.</div>
<p>Como em todo churrasco que se preze, a galera estava se divertindo, as carnes saíam em intervalos regulares, de mal passada até &#8220;no ponto&#8221;, graças ao inegável talento de Seu Arlindo, dono da casa, dono da churrasqueira e pai do dono das cervejas. Entre conversas, debates, tentativas (Felizmente) isoladas de ligar o karaokê, peladas, mergulhos e reposições de gelo chega a notícia: Fernando chegou.<span id="more-53156"></span></p>
<p>Fernando era aquele cara que todos gostavam, o típico &#8220;gente boa&#8221;, que quando chega faz a festa &#8220;começar de verdade&#8221; e ao ir embora a coisa acaba. Goleiro e hábil jogador de truco, Fernando foi saudado por todos, serviu-se de &#8220;da loira&#8221;, tirou o pagode que estava tocando e se sentou, já conversando com os mais chegados.</p>
<p>Dentre conversas, gols, partidas, rodadas, bebidas e &#8220;fiu-fius&#8221; para as namoradas alheias, Seu Arlindo, do alto de seus 35 anos de churrasqueiro enfim oficializa o que o cheiro já prometia: Enfim sairia a rodada principal de carnes. Como em todo churrasco, a aglomeração formou-se em volta da tábua de corte, e dela saíram os mais deliciosos cortes possíveis. Todos se serviram, com pressa é claro, e eis que a notou-se que o centro da festa, Fernando, não havia tido a chance de servir. Um absurdo, é o que era! Fernando? Sem um pedaço? Jamais! Pedaços surgiram das mais variadas mãos, sendo estendidos e cedidos com prazer.</p>
<blockquote><p>- Ah, não cara, valeu, eu não como carne.</p></blockquote>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/shocked.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Aquele &#8220;ah!!!11&#8243; aspirado, de total, completa e irrevogável surpresa preencheu o ar, <em>surround 5.1</em>. Depois dos poucos segundos de silência imperturbável, a multidão explodiu, com gritos, acusações, descrenças e cochichos. Seu Arlindo quase deixou a carne queimar.</p>
<blockquote><p>- Mas gente, é minha escolha! Os animais, o desperdício, sem falar na saúde!</p></blockquote>
<p>Em condições normais bastaria a primeira frase para que todos concordassem com Fernando, mas alí a situação era diferente. De fato notou-se certa concordância por parte das namoradas na menção da &#8220;saúde&#8221;, mas nada que alguns minutos na esteira não resolveriam. Mesmo os amigos mais próximos ficaram impressionados com a revelação, e mesmo que o barulho tenha diminuído, muitos olhavam Fernando de canto de olho. Ele estava sozinho.</p>
<blockquote><p>- Porra Fernandão, que merda é essa cara? Desde quando cê não come carne? Nego aqui já tá querendo te expulsar cara!<br />
- É cara, a gente se conhece tem anos e você nunca foi disso!<br />
- Pow, eu comia, cês sabem disso, mas vivia com cálculo renal, você mesmo teve que me levar pro hospital uma vez, Robertão.<br />
- Eu sei, mas um monte de coisa dá pedra no rim cara.<br />
- Claro, mas tava falando com uma galera que já era vegan, e vários deles falaram que tinham também, mas quando mudaram a dieta nunca mais deu, e porra, se é tão simples era só tentar, e nunca mais tive.<br />
- Porra velho, mas é carne!!! Se você quer falar de saúde, e as vitaminas? E proteína?<br />
- Cara, não comer carne num significa não comer o que cê precisa. Porra, tá parecendo torcedor fanático que mata por causa de jogo!</p></blockquote>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/carnes.jpg" class="centro" alt=" " />Já falamos sobre <strong>Douglas Adams</strong>&#8230;</div>
<p>Silêncio era o que se ouvia: Ninguém pedia bola no jogo, as mulheres conversavam baixo (!), ninguém trucava. O que se ouvia eram os sons que não poderiam deixar de ser feitos, como o da gordura esquentando na grelha. Era mais do que óbvio que todos evitavam Fernando, e mesmo os que estavam conversando com ele se calaram por alguns instantes, seja para tomar fôlego, seja para não passar pro lado que exigia um empalamento.</p>
<blockquote><p>- E desde quando você tá nessa?<br />
- Tem quase um ano&#8230;<br />
- Mas só não pode carne né&#8230;?<br />
- Ovo, mel, leite&#8230;<br />
- Nenhum?<br />
- Nada.</p></blockquote>
<p>&#8220;Mas por que, velho?&#8221; foi a pergunta seguinte. Apesar de muitos estarem ultrajados, ainda era o Fernando, e se um pouco de compreensão fosse suficiente, por ele tava valendo. A preocupação era genuína, afinal, vai que o cara morre por desnutrição ou fica maluco de vez e fode com a churrasqueira?</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/lisa-veg.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<blockquote><p>- Porra, já tinha as pedras, já conhecia alguns que aderiram à causa e tal&#8230; Ví uns vídeos, umas matérias de como tratavam os animais, de como afeta o solo e a economia&#8230; Cês sabiam que tem gente na África que morre de fome porque a produção de comida vai pra alimentar gado?<br />
- E o banco de couro do seu carro?<br />
- Ih, é mesmo ein? E aí, Fernandão, e o couro? E aquelas blusas de lã?<br />
- Mas isso tudo eu já tinha antes de ser veg..<br />
- Nãnãnãnão! Não dá pra ser só MEIO. Você não é meio-corinthiano-meio-botafoguense!<br />
- Nem vem com essa, não se mata ovelha pra tirar lã!<br />
- É, mas pra tirá couro sim!</p></blockquote>
<p>É claro que Fernando já tinha dado conta de que perdera aquela, mas porra, o carro era de ANTES, e quando fosse trocar não seria um com banco de couro. Serviu-se do vinagrete e do pão, foi ver o placar do jogo e falar com a galera. Em vão: Os que não ignoravam usavam a tática dos monossílabos, e quem passava disso já sentia olhares reprovadores. Fernando voltou pra sua mesa, e como em toda situação parecida, todos ficaram quietos quando ele chegou&#8230; Essa merda tava indo longe demais, tudo tem limite!</p>
<blockquote><p>- Cês tão exagerando foda. Não tem nada demais em não comer carne, e agora tá todo mundo de frescura só por causa disso!<br />
- Cara, você falou isso na CARA do pai do Gilberto&#8230; O velho quase infarta&#8230;<br />
- Claro cacete! 50 anos comendo gordura!<br />
- Mas cê comia também&#8230;<br />
- Eu não tenho nem metade disso porra! E parei!<br />
- E só porque crime prescreve cê acha que a culpa prescreve também?<br />
- E quem aqui nessa merda tem mais culpa?! Vocês que apoiam o desmatamento pra fazer pasto ou eu que apoio a agricultura natural?!<br />
- Então derrubar árvore pra comer é melhor que derrubar árvore pra ter espaço?!<br />
- Eu não MATO pra sobreviver caralho!!!<br />
- Planta é um ser vivo cara!<br />
- Vai te foder Fernando! Que hipocrisia do caralho é essa?!</p></blockquote>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/tumblr_lmxv6xgR2k1qbhjbs.jpg" class="centro" alt=" " />E lhe digo de maus tratos.</div>
<p>Tudo estava indo de mal à pior, Fernando já não era o ídolo alí, mas é claro que ele não iria desistir de suas convicções só para se adequar ao que eles achavam. Tanta gente morrendo, tanto trabalho, problema e sofrimento só porque eles não se davam ao trabalho de PENSAR! E daí se foi assim por milhares de anos? Evolução! Sem falar naquele monte de merda do tipo &#8220;sem leite não tem cálcio&#8221; e &#8220;falta de ferro&#8221;!!! Pff, queria só ver se eles soubessem dos hormônios, da pressão alta e da merda dos anti-depressivos!!!</p>
<p>Não que já fosse &#8220;tarde&#8221;, num churrasco normal a coisa estaria ainda pelo meio, quando algumas pessoas já foram embora (As que tem namoradas principalmente), mas as que realmente se importam ainda estão lá, e como todos sabem, os melhores cortes ficam para quando tem menos pessoas com quem dividir. Seu Arlindo, mesmo abatido, continuava cuidando do fogo, por lealdeade, então chamou os presentes para aproveitar a costela ao vinho que estava saindo.</p>
<p>Desde que a discussão com os amigos encerrara, Fernando estava isolado num canto, aproveitando a cerveja, porém se recusava a comer mais qualquer coisa alí, até mesmo o que não tivesse carne. A galera, agora reunida perto da churrasqueira, debatia acerca do gelo que estava por acabar e como isso mudaria drasticamente a perspectiva etílica da reunião, porém, era claro também que nenhum sequer voltava o olhar para o ex-rei.</p>
<p>Mais por uma questão de educação e respeito aos bons e velhos tempo, convencionou-se que alguém deveria proferir algo à respeito, e como Gilberto era o dono da festa (E por consequência o mais ofendido nisso tudo), coube à ele tentar contato.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/6814382_std.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Mais uma negação e mais um debate acerca de chifres e cascos, ficou determinado que lado nenhum iria fazer coisa alguma, então, como não havia mais escolha, a costela acabou. Bem como, pouco depois, o vinagrete, a farofa, o pão e a maionese, sobrando a salada&#8230; Murcha. Já era noite quando Fernando avisou que estava indo. Era aquele momento em que os últimos pedaços e espetos são colocados na churrasqueira, e que tudo que resta são os pães de alho e as não-tão-geladas bebidas.</p>
<blockquote><p>- Gente, vou indo.<br />
- Ok.<br />
- Tá.<br />
- Tchau.</p></blockquote>
<p>Obviamente a coisa teria sido completamente diferente se não fosse a ignorância sem sentido de Fernando&#8230; O ser humano só sobreviveu porque comia carne, e essa merda toda de vegetarianismo era só mais uma das demonstrações claras de que a humanidade estava se enfiando cada vez mais no buraco&#8230; Bando de viados&#8230; E não, dar o braço à torcer por uma idiotice feito essa já era demais&#8230; Ok, você é gay, não dirige, mas porra, carne sim! E ele só tava fazendo isso por frescura! O Fernando que todo mundo conhece não é assim, e pela despedida de tão poucos dentre os presentes, estava claro que nenhum deles aceitava isso.</p>
<blockquote><p>- Sério que cês vão continuar nessa ignorância?<br />
- Pfff&#8230;<br />
- Sério que cê vai continuar nessa hipocrisia?<br />
- Vocês, todos vocês, tão se baseando nesse preconceito estúpido e sem sentido. Eu não mudei, só fiz uma escolha que é MINHA e que não afeta vocês em nada.<br />
- O Fernando que eu conheço nunca diria uma porra dessas.<br />
- Ô Fer, saúde é uma coisa, e eu sei que os garotos tão exagerando, mas você também não ajuda!<br />
- Mas não tem o quê ajudar, Gabi! É pura infantilidade!<br />
- Você não disse que tava indo?<br />
- Eu vou&#8230; Quem sabe vocês não aprendem alguma coisa até o próximo churrasco?</p></blockquote>
<p>Claro que haveria um próximo churrasco, a questão é que mudara de &#8220;que carne levar?&#8221; pra &#8220;chama o Fernando ou não?&#8221;. Agora que finalmente todos poderiam debater abertamente a questão, ninguém tinha vontade: Ou calavam ou comiam, e claro, todos preferiam comer. Seu Arlindo finalmente despediu-se para ir dormir, e os poucos que ficaram já estavam na saidera enquanto suas respetivas namoradas iam pegar bolsas e outras coisas largadas na piscina.</p>
<p>Latinhas no lixo, panos postos pra lavar, limão para limpar a grelha, resto do carvão guardado, despejar o gelo derretido. Assim que ajudaram Gilberto a arrumar as coisas enquanto as garotas não voltavam, acabaram com o pão de alho e, num ato infinitamente mais solene que normalmente era, apagaram a churrasqueira. Como o Fernando fez isso com eles? Tanto tempo, tantos churrascos e agora vem com essa&#8230;</p>
<blockquote><p>- Tudo pronto?<br />
- Sim&#8230; Já pegaram tudo&#8230;? Então vamos.<br />
- Gilbertão, valeu, churrasco foda.<br />
- Verdade&#8230; Diz pro teu pai que a gente se desculpa pelo Fernando&#8230;<br />
- Pode deixar&#8230; Tchau Gabi, Mônica&#8230;</p></blockquote>
<p>As portas do carro fecharam, Gilberto esperava para fechar o portão. Enfim saíram, buzinando pro dono do churras.</p>
<blockquote><p>- Ai gente&#8230; Horrível isso&#8230;<br />
- É mesmo&#8230; Eu nunca esperava isso do Fernando&#8230; Justo ele!<br />
- Chega. Ele já estragou o dia, não vai estragar o resto da noite também&#8230; Deixa ele com <em>carne</em> de SOJA.</p></blockquote>
<p>No dia seguinte, Seu Arlindo, como churrasqueiro completo que era, acordou cedo para limpar as coisas. Lavou os espetos e a grelha, fechou e guardou o carvão, limpou pia, facas, tábua de corte: Pacote completo, para não deixar para esposa ter esse trabalho. Enfim com trabalho feito, era hora de ir para a frente da TV, deu a última checada no recanto do guerreiro.</p>
<blockquote><p>- Ué&#8230; Graça, você pegou o pote com os espetinhos?</p></blockquote>
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		<title>Crônicas de minha situação literária atual &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 11:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júlio Kirk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Anton Tchekov]]></category>
		<category><![CDATA[Fiodor Dostoiévski]]></category>
		<category><![CDATA[Herman Melville]]></category>
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		<category><![CDATA[Matérias - Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[Relatos de um desbravador de páginas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Aqui estou eu, quase dois meses depois do <a href="http://www.baconfrito.com/cronicas-de-minha-situacao-literaria-atual.html" target="_blank">primeiro texto</a> sobre minha situação literária. Folgo em dizer que, desde daquela ocasião até o presente momento, as coisas melhoraram. E, devo dizer, ficaram também um tanto&#8230; Russas. </p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/01202012144.jpg" class="centro" alt=" " /><span id="more-53153"></span></p>
<p>A primeira grande nova é que estou vencendo a preguiça, da qual tanto reclamava; a prova disso é que há poucas horas terminei de ler <strong>Crime e Castigo</strong>, a incrível obra de <strong>Fiódor Dostoiévski</strong>. Tenho muito a falar e muito a elogiar o livro, mas reservo isso para um texto exclusivo; Dostoiévski merece. Quanto ao tempo, realmente estou convencido de que dois meses é uma boa marca para quem costumava enrolar tanto para ler livros como eu. Não é difícil, aliás, melhorar essa marca, e fazer a leitura ter mais qualidade. O primeiro passo é neutralizar a influência da internet o máximo possível. Hoje mesmo, só terminei as duzentas páginas que ainda me faltavam por que consegui ficar sem ligar o computador. Gosto muito da internet, mas ela é uma praga no que diz respeito à literatura. Enfim, caio no perigo de me repetir ao ficar dizendo isso, mas é a verdade.</p>
<p>A segunda nova é que Crime e Castigo me aproximou ainda mais da literatura russa. Estou convencido de que Dostoiévski foi um homem de grande valor, como poucos que passaram por este mundo. Nunca antes vi um autor conhecer e saber descrever e compreender tão bem a pessoa, o ser humano. Mas enfim, falarei disso depois, como disse. O caso é que, como vocês devem saber, terminar de ler um livro deixa um vazio, ainda mais estes que levam tanto tempo, que tanto ensinam. <img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/AnnaKareninaTitle.jpg" class="esquerda" alt=" " />Tenho agora fome; quero ler mais Dostoiévski e, enquanto não ponho as mãos em <strong>Irmãos Karamazov</strong>, contento-me com outros nomes da literatura russa dos quais títulos possuo, a dizer, principalmente: <strong>Anna Karênina</strong>, de <strong>Tolstói</strong>; <strong>As Três Irmãs</strong> e <strong>O Assassinato e Outras Histórias</strong>, de <strong>Tchekov</strong>, e só então parto para o velho Dostoiévski de novo, com muito gosto. Sobre O Assassinato e Outras Histórias, já o li, trata-se de uma reunião de vários contos. As Três Irmãs apresenta-se na forma de uma peça de teatro, enquanto que Anna Karênina&#8230; Ah, Anna Karênina. Se vê, à esquerda, seu original em russo, de 1878. Como já ouvi mal deste livro! Acusam-no de ser uma grande novela, no sentido mais vulgar e moderno (E não-literário) da palavra, de ser um enfado do começo ao fim, e, em suma, um peso. Mas, ao mesmo tempo, tenho em grande conta opiniões como a do já tão citado Dostoiévski, que descreveu Anna Karênina como sendo &#8220;impecável como uma obra de arte&#8221;, ou ainda <strong>Vladimir Nabokov</strong> (Autor de <strong>Lolita</strong>) que era admirador da &#8220;mágica impecável do estilo de Tolstói&#8221;. Não o sei ainda. As críticas foram o suficiente para retardar minha leitura, mas tais elogios me dão confiança. O mesmo, aliás, se deu com <strong>Moby Dick</strong>, que não é de um russo, mas também o acusam de ser demorado e exigir muita paciência &#8211; coisa que não está tão longe da verdade, pois já comecei a lê-lo certa vez, para logo depois jogá-lo em escanteio. Mas nada temam, tremei! Após a passagem pela Rússia, <strong>Herman Melville</strong> me aguarda. Para o futuro, tendo começado a vencer a barreira da preguiça, pretendo exercitar mais freqüentemente a paciência que exigem certas obras.</p>
<p>Ajuntando-se a todos estes fatos, ainda virei o feliz proprietário de mais uma dúzia de livros, pelo menos. Todos comprados em sebos, todos esperando para serem lidos em um futuro não muito distante. São publicações antigas, como a biografia de um estrategista prussiano chamado <strong>Ludendorff</strong>, publicada pela editora do Exército Brasileiro em 1968; ou ainda, os relatos de prisioneiras em campos de concentração nazistas, no livro curiosamente entitulado <strong>Os Manequins Nus</strong>; há também outro russo, desta vez não da velha guarda, mas radicado nos Estados Unidos, o grande <strong>Isaac Asimov</strong>, e seu conto <strong>Vigilante das Estrelas</strong>. Citei os principais. Tenho também uma edição de 1986 de <strong>Christine</strong>, por <strong>Stephen King</strong>, que comprei mesmo já tendo uma mais atual, apenas por realmente gostar do autor, do livro e de coisas antigas. Ademais, tenho livros menos urgentes, de velhas coleções de banca, uma publicação em italiano que comprei por curiosidade, etc, etc. Preciso dizer que gosto muito dos sebos. Livros antigos, às vezes peças raras e precisando de um dono, sendo vendidas a preços muito baixos &#8211; um sonho para o amante de leitura.</p>
<p>Enfim, por hoje é só, pessoal. Continuarei narrando minhas aventuras literárias aqui, talvez não neste mesmo horário, mas neste mesmo canal. Fiquem atentos.</p>
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		<title>O Clube ainda sem nome do Bacon</title>
		<link>http://www.baconfrito.com/o-clube-ainda-sem-nome-do-bacon.html</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 11:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clube de Leitura Ainda Sem Nome do Bacon]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias - Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou um baitola e vou pra uma plataforma própria pra livros...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Então, começou 2012 e finalmente tentarei dar um jeito no <strong>Clube de leitura</strong>. </p>
<blockquote><p>Mas tem um?!</p></blockquote>
<p>Sim, pequeno gafanhoto, tem, e caso você se interesse, trate de ler este post.<span id="more-52631"></span></p>
<p>Para quem não sabe, desde metade de 2011 o <strong>Bacon Frito</strong> tem um clube de leitura (De livros), que trilhou um caminho não tão bonito assim, mas como diria a <strong>Globo</strong>, &#8220;ano novo vida nova&#8221;, o Clube está com hormônios e espinhas o suficiente para arriscar uma mão boba e levar essa relação para o próximo nível.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/9479613.jpg" class="centro" alt=" " />Só tem 7 fotos (E de 2006), mas é sensacional.</div>
<p>Até dezembro, o Clube estava <a target='blank' href="http://www.facebook.com/groups/114173912016548/">no <strong>Facebook</strong></a>, mas à partir de hoje (Dia <strong>5/1</strong>) o Clube se muda para <a target='blank' href="http://www.olivreiro.com.br/comunidades/1983-clube-ainda-sem-nome-do-bacon"><strong>O Livreiro</strong></a>. &#8220;Por quê?&#8221; você pergunta, e a resposta é bem simples: <a href="http://www.baconfrito.com/benhe-a-gente-tem-que-conversar.html">Virou uma zona</a>. Portanto, pensando na tranquilidade e facilidade, tanto para mim quanto para quem realmente quer participar da coisa, mudei a plataforma.</p>
<p>Em um parágrafo e de forma direita para todo mundo entender: <em>Não haverá mais Clube do Bacon no Facebook</em>. NADA será feito por lá: Debates, votações, indicações, perguntas, reclamações e tudo mais será feito pelo Livreiro, e isso significa que quem quiser participar do Clube, <em>DEVE CRIAR UM PERFIL</em> no site, e <em>PARTICIPAR DA COMUNIDADE</em>. Simples assim, você não tem que pagar nada, só fazer o perfil e participar ativamente do Clube.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/um-de-nós.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Caso você não sabia de nada disso, nem do Clube, queira participar e seja um preguiçoso, a coisa funciona do seguinte modo: Todo <em>dia 5</em> do mês os membros <em>indicam livros</em> que querem ler. Todo <em>dia 10</em> inicio uma <em>votação com os 5 mais indicados</em> de todos os tempos, ou seja, não adianta indicar um livro apenas uma vez, ele tem que recebar várias indicações para entrar em votação. Todo <em>dia 15 a votação acaba</em>, e <em>o mais votado será debatido no mês seguinte, sempre no dia 20</em>.</p>
<p>Ou seja, a coisa é um ciclo: O livro votado agora em janeiro será lido em fevereiro e assim por diante. O livro a ser lido agora em janeiro é <strong>Como Me Tornei Estúpido</strong>, do <strong>Martin Page</strong>. Sim, é meio em cima da hora para quem não participava do Clube, mas cês dão conta. Pode acontecer de o debate ser mudado de dia e/ou horário, por exemplo, se dia 20 cair numa quarta, o debate pode ser mudado para sexta, para atender melhor os membros, mas isso é definido &#8220;dentro&#8221; do Clube, pelos membros, o que significa que caso nada seja dito, o debate será no dia 20, com horário à combinar, variando entre as 20 e as 23 horas.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/7ace1d7e-69e3-4b40-bb18-45cf184ba148.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Espero, sinceramente, ser o último recado acerca do Clube que tenho que dar aqui (E o Pizurk concorda), já que enche o saco coordenar a coisa toda. Enfim, criem o perfil n&#8217;<a target='blank' href="http://www.olivreiro.com.br/comunidades/1983-clube-ainda-sem-nome-do-bacon">O Livreiro</a>, indiquem os livros (De qualquer tipo, qualquer autor, sobre qualquer assunto), votem e debatam, já que é pra isso que a coisa serve. Até dia 30 de janeiro o <a target='blank' href="http://www.facebook.com/groups/114173912016548/">grupo no Facebook</a> permanecerá ativo, MAS NÃO PARA DEBATE, apenas para tirar dúvidas acerca da nova plataforma. Até lá, boas férias (Se é que vocês estão de férias) e boa leitura!</p>
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		<title>Crônicas de minha situação literária atual</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 17:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Júlio Kirk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Dostoievski]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias - Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Preguiça]]></category>

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		<description><![CDATA[AAAAAAAAAAAAADRIAN]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Eu adoro livros. Tenho aqui nas minhas estantes alguns bons títulos e tantos outros na cabeça que eu pretendo comprar. Mas quem escreve isso é um homem com um sério problema (E que eu estou lutando pra ultrapassar, e conseguindo, aliás) de preguiça crônica. Tenho pelo menos quatro livros bons que eu tenho há mais de um ano e nunca li, e isso se deve, basicamente, à preguiça indizível que eu costumava sentir no momento em que pegava o livro e parava para lê-lo &#8211; na cama, numa cadeira, num banco de praça, onde quer que fosse. Era inexplicável: Eu queria demais ler o livro, conhecer a história e sentir aquele orgulho de ter lido algo bom. Mas não. Eu ficava agitado, nervoso, de ter que ficar parado.</p>
<p>Ai eu descobri o que pode ser a razão disso: INTERNET.<span id="more-51643"></span></p>
<p>Sim, isso. Viciei em internet, em <strong><a href="facebook.com/baconfrito">Facebook</a></strong>, em <strong>9gag</strong>. E creio, vejam só, eu creio, que a agitação desses sites e instrumentos da internet meio que me deixaram despreparado para um simples livro. Me tiraram da &#8220;freqüência&#8221; do ato de ler um livro, se é que isso faz sentido. Logo, a idéia de sentar, ler e ficar parado simplesmente surtava meu cérebro, queria links, interação, atualizações, links, links&#8230; Enfim. O sentimento de estar conectado que vocês provavelmente conhecem bem. Pois então. Percebendo que eu poderia ter descoberto o caminho pra fora da cagada, resolvi agir. Não, eu não arranquei meu modem e gritei &#8220;stop ALL the connections!&#8221;, mas passei a prestar atenção no que se passava na minha mente. Aí então respirei fundo, fui pra estante e peguei um livro que esteve lá por exatamente um ano pegando poeira; um livro que eu deixei de lado duas vezes, que por duas vezes eu li vários capítulos, mas a preguiça era demais. Mas agora, agora eu vou ler (Música do <strong>Rocky II</strong> tocando), vou ler ele todo e ainda vou fazer um texto sobre ele aqui. O supracitado é ninguém mais, ninguém menos que <strong>Crime e Castigo</strong>, de <strong>Fiódor Dostoiévski</strong>. Sim, comecei pelo topo.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/PDVD_216.jpg" class="centro" alt=" " />Dostoiévski? NOT BAD</div>
<p>Vou relatar a vocês, leitores do bacon, meu progresso nos próximos dias. Que fique claro que Crime e Castigo é só a ponta do clichê, digo, do iceberg: Ainda tenho pela frente <strong>Ana Karenina</strong>, a novelona das oito de <strong>Liev Tolstói</strong>; <strong>Moby Dick</strong>, de <strong>Herman Melville</strong>; <strong>Great Expectations</strong> (Original), de <strong>Charles Dickens</strong> e&#8230; Finalmente&#8230; <strong>Os Lusíadas</strong>, de <strong>Luís de Camões</strong>. Todos eles eu havia começado a ler e logo desistido. E mais, além deles eu ainda tenho uns que eu gostaria muito de reler&#8230; Mas isso fica pra outro dia.</p>
<p>Enfim. Movido pela minha paixão pela leitura e por enriquecer-me com todas estas obras, vou passar por cima da minha vontade de fazer nada na frente do computador e aos poucos tomar vergonha na cara. E se você aí, caro leitor, tiver um problema parecido, não se deixe vencer, não se deixe derrubar, vá em frente e lute contra a preguiça!</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/PDVD_237.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>(Música do Rocky tocando de novo, fade out, até o próximo texto.)</p>
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		<title>Benhê, a gente tem que conversar</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 17:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clube de Leitura Ainda Sem Nome do Bacon]]></category>
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		<description><![CDATA[Botando ordem na casa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Então, não sei se cês lembram, mas um tempinho atrás criei um Clube. Pois é, o <strong>Clube de Leitura Ainda Sem Nome do Bacon</strong> já conta com alguns livros no currículo e tals, mas a coisa tá indo na direção <s>inevitável</s> que eu pensei que iria desde o começo.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/amd_dr_phil.jpg" class="centro" alt=" " /><span id="more-51453"></span></p>
<p>Seguinte: <s>Ou dá ou desce, porra</s> A função de um clube de leitura é escolher um livro, lê-lo e enfim debatê-lo. O problema é que, igual à um tripé, um clube de leitura afunda caso uma das três bases seja retirada. Foi pensando nisso que coloquei um sistema de escolha do livro em 3 etapas, um período de um mês para leitura e uma data previamente determinada para o debate.</p>
<p>Lá no <a href="http://www.baconfrito.com/entao-sobre-o-clube.html">começo do Clube</a> falei de forma bem simples que se a coisa não funcionasse, teríamos problemas, e que uma vez dentro, cê assumiu a responsabilidade de participar ativamente do esquema. Então, num tá rolando véi.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/pissed-off-dina.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Já é a segunda vez que cês deixam de ler um livro (O que acarretou na falta de tempo pra ler o segundo), cês mal votam e sequer olham as opções de votação e não participam do debate, ou seja, cês deram uma bicuda foda no tripé.</p>
<p>Claro que eu já esperava isso desde o começo, mas vocês se responsabiliziram, escolheram a plataforma o tempo de leitura e tudo mais. Não quer mais participar? Ótimo, mas não fode com quem quer (Mesmo sendo poucos). Não vou ficar passando mão na cabeça de ninguém, o que significa que ou a coisa anda ou o Clube fecha. E &#8220;este produto pode sofrer alterações sem aviso prévio&#8221;.</p>
<p>Sinceramente não quero que o Clube acabe, mas não vou ficar nessa mendigagem, e muito menos vou levar outras pessoas nessa. Dia <strong>5/12</strong> (Segunda) começam as indicações pra escolha do livro (Dia 10 é a votação e dia 15 é a escolha), sendo que ele só será lido em <strong>Janeiro</strong> (Graças à essa confusão toda e ser fim de ano), ou seja, 2 meses pra ler a coisa. Então o ultimato: Ou funciona daqui para frente ou é o fim do Clube, vocês escolhem.</p>
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		<title>O Mágico de Oz (Lyman Frank Baum)</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 17:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Críticas - Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Lyman Frank Baum]]></category>
		<category><![CDATA[O Mágico de Oz]]></category>

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		<description><![CDATA[I don’t think we’re in Kansas anymore, Toto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Feriado é feriado, e eu, como todo bom procrastinador, aproveito meus feriados para fazer coisas que não fazem com que eu queira matar alguém, o que me levou (Hoje, dia 15) à ler o grande clássico <strong>O Mágico de Oz</strong>, e vou dizer, as coisas eram melhores antigamente porque as crianças não eram iludidas com histórias legais.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/wizard-of-oz.jpg" class="centro" alt=" " />Where the dogs of society howl.</div>
<p><span id="more-51321"></span></p>
<p>Vou direto ao ponto: Esperava mais. Eu sei, são 111 anos desde a publicação, muita coisa muda e tudo mais, mas criou-se uma &#8220;coisa&#8221; tão grande em cima da história, com as diversas adaptações, as sequências e toda a &#8220;cultura popular&#8221;, que eu esperava uma história mais desenvolvida, mais aprofundanda e mais&#8230; Melhor.</p>
<p>Não, a história não é ruim, e de fato, é criativa mesmo para os padrões atuais, mas não é uma grande demonstração de domínio da escrita, é rasa, com repetições, sem grandes &#8220;momentos&#8221; e sem desenvolvimento. Acabei de ler o livro, e em nenhum momento eu fiquei &#8220;preocupado&#8221; ou querendo saber o que vinha à seguida. Sim, eu já sabia sobre Oz e tal, mas &#8220;ok&#8221; é o que melhor descreve o &#8220;processo de leitura&#8221; do livro, não que isso seja péssimo, mas também não é bom.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/oz.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Uma coisa que chamou minha atenção (E originou o primeiro parágrafo do post), foi a quantidade de violência do livro. Não que tivesse grandes cenas de batalhas (Aliás, não tem nenhuma grande cena), mas morre tanto bicho/criatura que para um livro infantil fica meio estranho&#8230; Sençacionalmente cruel, mas ainda sim meio impróprio para crianças.</p>
<p>Não posso deixar de pensar no quão foda seria o livro que a história e os personagens tivessem sido bem desenvolvidos, dando ênfase nos momentos certos (Que são descritos em pouquíssimas linhas) e com mais descrições&#8230; Aliás, não me lembro exatamente do filme de 39, mas ouso dizer que é tão bom (Senão melhor) que o livro.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/The-Wizard-of-OZ-22.jpg" class="centro" alt=" " />Não importa o quão errado seja, sempre pode ser pior.</div>
<p>Enfim, um bom livro, com uma boa história disperdiçada. Claro que nas sequências a coisa foi desenvolvida, mas sinceramente não tenho vontade nenhuma de ler qualquer uma delas, até porque o livro foi escrito sem prever nenhuma sequência (O que é bom e ruim neste caso). O Mágico de Oz é um daqueles tristes casos em que vale mais pelo &#8220;legado&#8221; e influências do que por si próprio, uma boa leitura caso você não queira ter grande trabalho ou queira se decepcionar com os sapatinhos de prata.</p>
<div class="nota-6">
<div class="critica">
<h3>O Mágico de Oz</h3>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/oz.png" class="centro" alt=" " /><br />
<strong>The Wizard of Oz</strong><br />
<strong>Ano de Edi&ccedil;&atilde;o:</strong> 2010<br />
<strong>Autor:</strong> Lyman Frank Baum<br />
<strong>N&uacute;mero de P&aacute;ginas:</strong> 176<br />
<strong>Editora:</strong> L&#038;PM Pocket</div>
</div>
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		<title>Que tal um manifesto?</title>
		<link>http://www.baconfrito.com/que-tal-um-manifesto.html</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 11:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Ler]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias - Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma vez, um mafagafo com saia azul-piscante...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Estava eu vagabundeando na internerds <s>como sempre</s>, e me deparei com um troço ligeiramente diferente:</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/31603360?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="651" height="366" frameborder="0" webkitAllowFullScreen allowFullScreen></iframe><span id="more-51191"></span></p>
<p>Qualquer um que já tenha visto um post meu sabe que eu gosto pra caralho de livros, literatura e coisas desse tipo, então devo dizer que gostei do vídeo&#8230; Ou melhor, gostei da existência do vídeo. Todos sabemos que a leitura não é preferência de muita gente, que as escolas (E pais, amigos, primos, a TV e todo o resto) não fazem grande questão de mudar isso <s>vide o próprio <strong>Bacon</strong></s>, mas é realmente foda ver uma iniciativa desse tipo, que não tenha algum &#8220;famoso&#8221; falando (Ou lendo no teleprompter) o quão divertida e esfuziante é a leitura.</p>
<p><em>Nota do Editor: Mesmo porque, aqui no Bacon a gente prefere parabenizar quem já tem o hábito da leitura.</em></p>
<p>Porém (E sempre tem um &#8220;porém&#8221;), devo dizer que a parte da &#8220;salvação&#8221; meio que tira um pouco a (Minha) alegria, já que lembra um troço muito&#8230; Religioso. Me lembra aquele monte de igreja &#8220;di crente&#8221;, nas quais a cueca usada do pastor é o caminho sagrado para a salvação do Senhor-Todo-Poderoso. Não que o vídeo/campanha tenha sido feita baseado em alguma religião, mas parece, e numa situação em que a impressão conta bastante, isso pode ser um problema.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/leitura-salva.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Quanto à ideia em si, não é exatamente criativa, afinal, vira e mexe tem algum evento, mesmo que pequeno, nos quais pessoas vão para ouvir histórias, ver os lançamentos literários e coisas assim: A <a href="http://www.flip.org.br/"><strong>Flip</strong></a> e <a href="http://www.baconfrito.com/o-contador-de-historias.html"><strong>O Contador de Histórias</strong></a> são dois exemplos disso. Mas como vi algumas pessoas falando, fazer isso no metrô, no ônibus ou em lugares assim se equipara a filha da putice de ligar o alto-falante do celular: É seu interesse só, e <s>gostemos ou não</s> temos que respeitar o (Mal) gosto das pessoas, independente de aquilo ser &#8220;para o bem dela&#8221;&#8230; Enfim, boa leitura para vocês.</p>
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		<title>Pérolas da Literatura</title>
		<link>http://www.baconfrito.com/perolas-da-literatura.html</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 17:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptações]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias - Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos faltar com a dignidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Então, estava eu vagabundeando no feriadão e decidi deixar de ser mão de vaca e foder com minhas finanças, indo ao antro-gastístico-dos-desempregados, o <strong>Submarino</strong>, e comprar mais alguns livros. Pois é, os outros 70 que já tenho na lista de leitura não são o suficiente (E como todo bom otário, não resisti e resolvi comprar também mais dois boxes de <strong>TBBT</strong>), e bem, no meio da busca por mais material de leitura, resolvi compartilhar com vocês <s>por ideia do <strong>Pizurk</strong></s> as maravilhas literárias que encontrei por lá.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/n64kidfreaking580px.jpg" class="centro" alt=" " />Eu meia hora atrás.</div>
<p><span id="more-50814"></span></p>
<p>Então, como todos já sabemos, o mercado editorial tá uma merda bem macia e consistente (Coisa que tenho feito questão de lembrar), e nesse meio todo sempre há coisas que transcendem barreiras, quebram tabus e desmantelam a concorrência. São coisas que alcançam um nível tão elevado de <em>absurditude</em> que merecem um post inteiro só para eles.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/pride-and-prejudice-and-zombies.jpg" class="centro" alt=" " />Um clássico.</div>
<p>Na pesquisa, achei <a href="http://shoujo-cafe.blogspot.com/2010/03/classicos-revisitados.html">esse texto</a>, no qual dou ênfase para este trecho:</p>
<blockquote><p>“Eu me inspirei pelo movimento de infração criativa que se vê hoje na internet: jovens remixando músicas, videoclipes, filmes etc.”, diz <strong>Jason Rekulak</strong>. “Percebi que eles não consomem só mídia. Agora, têm a tecnologia para transformá-la.” Rekulak <em>encomendou</em> um livro a um amigo roteirista, <strong>Seth Grahame-Smith</strong>, hoje com 34 anos.</p></blockquote>
<p>E achei um jeito de descrever a coisa: &#8220;Uma das grandes demonstrações de que além de incompetente, safado, idiota, porco e ignorante, o ser humano ainda por cima não tem sequer o mínimo de respeito, ética, inteligência e bolas para fazer algo que preste&#8221;. Mas é como sou um velho chato e reclamão, sou obrigado a dizer que isso é apenas um novo gênero (PFFFFF&#8230;) e que &#8220;se eu quero ler o livro de verdade, ele ainda tá lá, ninguém tá me obrigando a comprar&#8221;, e além disso, é um fato isolado.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/escrava-isaura-e-o-vampiro.jpg" class="centro" alt=" " />Aham.</div>
<p>E o que me impressiona é a capacidade desses &#8220;autores&#8221; de serem cínicos E burros ao mesmo tempo. Eu vivia reclamando dos meus professores de artes e português porque eles não aceitavam porra nenhuma quando se tratava dos clássicos da literatura brasileira, afinal, <strong>Iracema</strong> era uma chata do caralho e todo mundo sabe que a coisa que mais tinha n&#8217;<strong>O Cortiço</strong> era suruba (E pulgas), mas esses caras ultrapassam em muito o nível de estupidez. <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/807786-em-a-escrava-isaura-e-o-vampiro-autor-debocha-do-que-se-escreve-sobre-vampiros.shtml">Provas</a>?</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/10272162.jpeg" class="centro" alt=" " />Autor da obra-prima acima.</div>
<blockquote><p>&#8220;O livro de <strong>Bernardo Guimarães</strong> continua lá. Esse (&#8220;<strong>A Escrava Isaura e o Vampiro</strong>&#8220;) que eu escrevi é outro. Levei em consideração o que se fala e se escreve sobre vampiros, e debochei de tudo isso. Questionado se faria o processo inverso de extrair os elementos fantásticos e deixar somente os originais em alguma obra, o escritor respondeu com uma pergunta. &#8220;Imagine tirar todo o fantástico e todo o imaginário que existe em &#8220;Grande Sertão: Veredas&#8221; (de <strong>João Guimarães Rosa</strong>)?&#8221;.</p></blockquote>
<p>E os filhas da puta ainda tem a cara de pau de colocar o nome do autor (Ou autora) original na capa!!! Porra, essa coisa de &#8220;domínio público&#8221; é de foder: É pegar uma obra, que levou tempo e dedicação para ser feita, e falar &#8220;ó véi, içaquê póde plagiá kê tá diboa!&#8221;. Cadê direitos autorais? Direito de imagem, utilização de nome e <em>royalties</em>? Só porque algo é velho pode usar sem problemas? Cadê a porra do Estatuto do Idoso agora?! Mas é claro que esse não é o único tipo de safadeza existente:</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/500_9789892308920_segredo_poder_teen.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Na real, eu sei que <strong>O Segredo</strong> é um sucesso, afinal eu comprei e li aquela merda (Sim, paguei 35 pilas por ele), mas a quantidade de derivados é absurda. Sério, em uma pesquisa rápida encontrei OITO outros livros, escritos por pessoas diferentes, falando da mesma merda, todos ganhando dinheiro em cima da safada da <strong>Rhonda Byrne</strong>. Pois é, esse sou eu defendendo uma pilantra em prol da literatura: A própria Rhonda tem 4 versões dessa merda, mas ela faz o que quiser com a sua obra. Esse acima, o mais recente, é do produtor do filme d&#8217;O Segredo, e me leva ao próximo tópico desta porra:</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/196678_4.jpg" class="centro" alt=" " />Não sei se <strong>Sun Tzu</strong> choraria ou mataria todo mundo&#8230;</div>
<p>Juro que não sei qual a força que faz com que as pessoas comprem adaptações e &#8220;interpretações&#8221; ao invés do original (Os mais radicais incluiriam traduções aí, mas isso é outro assunto). Essa coisa de &#8220;nova versão&#8221;, &#8220;reinterpretação&#8221; e &#8220;adaptação&#8221; só fode uma obra. Primeiro porque se ela foi feita, o autor tem os direitos por ela, segundo porque o orginal é sempre melhor que o derivado (Bota petróleo no seu carro e vê se ele não faz 37 km por litro) e terceiro porque todas elas vem com a maldita intenção de &#8220;tornar mais fácil os ensinamentos da puta que pariu&#8221;.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/pournuls.gif" class="centro" alt=" " />Série genial PQP&#8230;</div>
<p>De verdade, se você não tem capacidade de entender <strong>Sun Tzu</strong>, você NÃO MERECE essa porra, do mesmo jeito que não merece uma camisinha, um carro, uma casa e até mesmo O Segredo. Leia com atenção: VOCÊ NÃO MERECE O SEGREDO. É a coisa que vemos todo ano nos vestibulares: Milhares de adolescentes estúpidos e ignorantes falando que vão mal em português porque não entendem a &#8220;linguáje&#8221; de <strong>Memórias Póstumas de Brás Cubas</strong>, o que gera essas malditas &#8220;adaptações pra quadrinho&#8221; que tem infestado as escolas, com obras simplificadas e idiotizadas. E tem os caça-níqueis também:</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/gaga.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Cara, já é o segundo com o selo dessa <a href="http://luadepapel.leya.com.br/"><strong>Lua de Papel</strong></a>. Juro que não consigo expressar meu ódio por editores e produtores, seja da literatura seja da música, das artes ou até mesmo do puteiro do lado da sua casa: Bando de filhos da puta. Reagindo mal? Eu? <a href="http://luadepapel.leya.com.br/?p=2279">Claro que não</a>. Chamo isso de respeito e bom senso, e sinceramente estou pouco ligando se estou sendo &#8220;quadrado&#8221;, hipster, &#8220;anti-revolucionário&#8221; e qualquer outra dessas boiolices inventadas por gente cujos ídolos são ofendidos (E com razão).</p>
<p>Como eu disse <a href="http://www.baconfrito.com/comprei-sou-retro.html">aqui</a>, as coisas ficam fáceis demais e nego começa a abusar, achando que é &#8220;o pica das galáxias&#8221; por fazer esse tipo de merda. O desgraçado não tem nem capacidade de arranjar um bom &#8220;título&#8221;, quando mais de fazer um trabalho decente. Não me impressiona que livros tem ficado cada vez mais baratos, afinal ninguém mais se dá ao trabalho de fazer pesquisas, estudar, ler, realizar experiências e treinar antes de fazer um livro: Pra quê cobrar caro por algo que não custou nada e não precisou de esforço para ser feito? Juro que entro em crise se ler mais uma sinópse com &#8220;regado à muito sexo, drogas, violência, rock e cultura pop&#8221;.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/11/batima.jpg" class="centro" alt=" " />Felizmente tem uns que não dá para levar à sério.</div>
<p>&#8220;Intertextualidade&#8221;, &#8220;Paródia&#8221; e &#8220;Paráfrase&#8221;: Guardem esses nomes, porque é o que mais vão ver nos próximos anos (Ou décadas). E tem aquele maravilhoso argumento do &#8220;isso istimula a leitura&#8221;, na qual as crianças e adolescentes recebem adoçante com rótulo de açúcar, e passam a achar maravilhosa a ideia de que comer bolo bebendo refrigerante não engorda mais. Fazer o quê? Não dá pra esperar muito dessa geração cheia dos eufemismos.</p>
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		<title>COMPREI. Sou retrô.</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 11:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Máquina de Escrever]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercado Editorial]]></category>

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		<description><![CDATA[TAP, TAP TAP, TIIM]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Então, como sou indie-hipster-alternativo-engajado-anti-coca-cola-e-contra-windows, comprei uma <strong>máquina de escrever</strong>, e estou pouco me fodendo se vocês tem um netbook <strong>Positivo</strong> com <strong>Windows Starter</strong>, afinal, minha máquina não dá pau por falta de processador.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/10/model-t.jpg" class="centro" alt=" " />Nota: esse rejunte mal feito não é aqui em casa.</div>
<p><span id="more-50601"></span></p>
<p>Pois é, eu sei que estamos no século XXI, que computadores existem faz tempo (Acreditariam se dissesse que eu tenho um?) e que máquinas de escrever são troços que cairam em desuso há décadas, mas a questão é bem simples: Gosto de escrever, gosto de máquinas de escrever e os melhores livros já escritos foram escritos em máquinas de escrever. Por conclusão óbvia vocês podem chegar à seguinte frase:</p>
<blockquote><p>&#8220;iashudiadshaiougdfiasf otário&#8221;</p></blockquote>
<p>Uma coisa que ninguém pode negar, é que as coisas antigamente tinham muito mais qualidade e eram muito mais inteligentes que nos dias de hoje: Temos computadores que fazem 20914710612658912548 trilhões de cálculos ao mesmo tempo, mas antigamente tínhamos máquinas de doce totalmente mecânicas, com milhares de pecinhas individuais que formavam uma máquina mais legal e durável que seu <strong>MacBook</strong> novo.</p>
<p>Claro que a máquina de doces não tinha centenas de utilidades, não te permitia conversar com uma pessoa que está do outro lado do mundo (O quão <strong>Fantástico</strong> ficou isso?) e não conseguiria ser transportada dentro de uma mochila, mas ainda sim você ficava mais feliz com um <strong>Hershey&#8217;s</strong> do que fica ao saber que a nova atualização sai por U$30&#8230; O que estou querendo dizer aqui é <s>se fodeu macfag</s> que gosto muito mais da minha máquina velha, usada e sem grande utilidade do que gosto de metade dos &#8220;bens de consumo&#8221; atuais.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/10/model-t-2.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>E em &#8220;bens de consumo&#8221; incluo coisas da <strong>Apple</strong>, Positivo e, feliz ou infelizmente, <strong>livros</strong>. Dia desses a <strong>Aline</strong> fez <a href="http://www.baconfrito.com/vivemos-num-mundo-de-enlatados.html#more-49851">esse post</a>, e ele é válido para livros também: Todos digitados de forma mecânica, em linha de produção, com <a href="http://www.baconfrito.com/o-mundo-segundo-dan-brown.html">fórmulas prontas</a>, sem emoção, sem necessidade, só pelo simples fato de produzir. Não que isso seja culpa dos computadores, mas tem que realmente gostar da coisa para passar horas batendo teclas duras ao invés de teclas macias&#8230; Às vezes creio que a causa de toda merda no mundo é que a vida ficou fácil demais, cheia de &#8220;atalhos&#8221;&#8230; Porra, vão sujar a mão na fita da máquina para depois reclamarem da impressão colorida que deu falha.</p>
<p>Minha máquina de escrever tem uns 75 anos, e em 75 anos viu uma Guerra Mundial, corridas armamentistas, o nascimento dos computadores, Olimpíadas, Copas do Mundo, milhões de quilos de papel, o nascimento do Rock, do Punk, do Pop, a Era de Ouro do cinema, revoltas populares, centenas de nascimentos (E mortes) de gente importante, cinco Constituições diferentes (Só no Brasil) e, quem sabe, livros, e agora está vendo que os responsáveis por &#8220;dar continuidade ao legado&#8221; gostam mais de definir capa e ir à sessão de autógrafo do que de escrever&#8230; Digo apenas que terei que comprar mais folhas em breve.</p>
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		<title>Ah, essa cambada de 17 anos&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 11:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Loney</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[ENEM]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias - Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Redação]]></category>

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		<description><![CDATA[A 1 é letra D véi.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Estava eu pensando acerca do <strong>ENEM</strong>, vestibulares e coisas do tipo, e fiquei me perguntando (Como já tinha feito tantas vezes antes) como é que alguém tem a capacidade de demorar CINCO HORAS para responder uma prova de alternativas e fazer uma <strong>redação</strong> com trinta linhas. Porra, meus posts no Bacon dão muito mais que isso e eu levo menos de uma hora <s>quando inspirado</s> para fazê-los!!!</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/10/enem-estudantes-protestam-em-recife.jpg" class="centro" alt=" " /><span id="more-50409"></span></p>
<p><a href="http://www.baconfrito.com/minhas-redacoes-viravam-bolinhas-de-papel.html">Já falei de redações antes</a>, e admito que chuto bastante e que sou mais rápido para fazer provas do que a grande maioria das pessoas, mas vejo essa galerinha falando que &#8220;cinco horas e meia é inçuphissiente pra 90 questões i a redaçaum&#8221; e não posso deixar de me questionar o nível de retardatisse que essas pessoas possuem. Ok, português tem muito texto e demora para ler (O que também é subjetivo) e matemática tem contas para fazer, mas faço, COM CALMA as duas áreas em 2 horas, chutando 1 questão a cada 15 que aparece, e sei que tem gente que simplesmente nem lê as questões.</p>
<p>E aí vem a redação, e a galera faz 21846961 rascunhos possíveis, passa para a folha oficial, ERRA na gramática e diz que não conseguiu completar as malditas 30 linhas por falta de tempo!!! Não sei vocês, mas 30 linhas pra mim é absurdamente pouco! Minha introdução leva 30 linhas!!! E ainda saem do tema, <a href="http://www.releituras.com/pvestibular.asp">falam coisas absurdas</a> e colocam um título clichê da porra. Aliás, pra quê rascunho? Eu sei que tem gente incapaz no mundo e que diminui o possível número de erros de grafia, coesão e todo o resto, man sério, qual a dificuldade em pensar ENQUANTO escreve? É tão difícil assim fazer as duas coisas ao mesmo tempo?</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2011/10/Captura_de_tela_inteira_24042010_020835.bmp.jpg" class="centro" alt=" " /><strong>Nhonho</strong>, o primeiro emo.</div>
<p>E ainda tem a galera que fica até o final da prova para sair com o caderno de questões&#8230; Galera, não importa quantas você acertou, vai ter alguém que acertou mais que você e que vai ficar com a vaga pra universidade que você quer: Isso se chama &#8220;cota&#8221; e taí tem anos já. Inclusive, divertidíssimo a galera que acha que só negros e índios usam as cotas, naquela &#8220;vibe&#8221; de <s>burrice</s> inocência&#8230; Se bem que para o ENEM isso ajuda.</p>
<p>Voltando para a redação, vocês viram o tema desse ano? &#8220;Viver em rede no século 21: Os limites entre o público e o privado&#8221;. Sim, todos sabemos que os temas nunca são criativos ou atualizados de verdade (Afinal, esse debate já existe à pelo menos 15 anos), mas colocar em discussão algo em que o governo é uma merda é burrice (Pois todos sabemos que &#8220;o sistema&#8221; público tá sempre fora do ar ou com problema de conexão ou qualquer outra coisa do tipo). E procurando sobre a coisa me deparo com isso:</p>
<blockquote><p>&#8220;Fiz a redação em <em>50 minutos</em> porque já tinha feito <em>duas vezes</em>  no  COLÉGIO, pois eles nos obrigaram a fazer e refazer&#8221;, comentou a  estudante Débora de Oliveira, de 17 anos, que estuda no Colégio CEU STATUS de Campo Grande – MS&#8221;</p></blockquote>
<p>É ou não é uma beleza? Isso sem falar no problema anual obrigatórido (Ou PAO, para os íntimos) de 2011: A troca de locais de prova. E tem gente que diz que &#8220;tava imprevisto&#8221; e que &#8220;foi a chuva&#8221;, num país que tem um dos melhores sistemas de previsão do tempo do continente&#8230; E teve o possível vazamento da prova, já que um simulado no Ceará teve <a href="http://br.noticias.yahoo.com/simulado-de-colegio-teve-9-questoes-iguais-as-do-enem.html">questões iguais às do ENEM</a>&#8230; Um ano é o tempo disponível para deixar tudo brilhando, e insistem em usar alumínio no lugar de cromo.</p>
<p>O resultado do ENEM sai só em janeiro, mas desde já podemos começar o bolão pro ano que vem: &#8220;Qual será a merda da vez?&#8221; e torcer para que o bom-deus-pai-sagrado-eterno-senhor faça com que o tempo de prova seja diminuído <s>e o número de questões aumentado</s> para que essa galera toda possa dizer com (Ainda mais) orgulho que &#8220;nem li no finau porkê já tava cançado&#8221;.</p>
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