Crítica – Esquadrão Supremo

Bíblia Nerd quinta-feira, 27 de dezembro de 2007 – 0 comentários
SquadronDa Esquerda para a Direita: Nuke, Blur, Zarda, Shape, Hyperion, Emil Burbank, Dr. Spectrum, Inertia, Arcanna, Kingsley e Nighthawk ao fundo.

Continuação de Poder Supremo, Esquadrão Supremo sai de área de desenvolvimento psicológico dos personagens e passar a focar mais a crítica aos EUA. Assim como em Poder Supremo, a revista tem o roteiro escrito por Straczynski e os desenhos feitos por Gary Frank.

Esquadrão Supremo é publicado sob o selo “Marvel Knights”, o que deveria significar que ele é menos violento que seu antecessor. Felizmente, isso não procede. Porém, não espere encontrar conteúdo chulo ou cenas de sexo.

Nighthawk

Com Blur, Dr. Spectrum, Power Princess, Inertia e o resto dos novos super-seres da América chamados para o serviço, o governo está pronto para dividí-los em duas equipes, uma pública e uma secreta. Mas Mark Milton, a.k.a. Hyperion, estraga tudo ao entregar os nomes dos super-agentes para o repórter Jason Scott, do Washington Herald (Arauto de Washington). Isso resulta na criação do Esquadrão Supremo, uma desconfortável combinação de heróis públicos e privados, com idéias distintas de como o mundo deve ser salvo.

Quando atividades super-humanas começam a se espalhar pelo mundo, o Esquadrão entra em ação na Ífrica e no Oriente Médio, travando batalhas sangrentas contra seus inimigos e sua próprias emoções. A disputa pelo status de verdadeira Super-Potência começou, e uma nova ordem mundial está por vir.

Hyperion and friends

Enquanto a equipe se ocupa com seus inimigos e consigo mesma, Mark continua avançando em seus planos de dominação global, e pode decidir tomar controle da situação a qualquer momento. Mas seu próximo passo pode ser justamente o que o vigilante humano Nighthawk está esperando…

Assim como Poder Supremo, Esquadrão Supremo também deu luz á uma mini-série, sendo esta “Supreme Power: Hyperion vs Nighthawk”. Ao ler a frase anterior, você provavelmente pensou “Se a mini faz parte da cronologia do Esquadrão, porque tem Poder no título?”. Confesso que eu não faço idéia. Independente do título, Hyperion vs Nighthawk se passa após a quinta edição de Squadron Supreme, e mostra um detalhe interessante sobre os poderes de Mark.

Redstone

A revista está parada na sétima edição, e os fãs aguardam sua continuação desde o ano passado. Não se sabe o motivo do atraso, mas creio que JMS e Frank voltem á ativa no começo de 2008. A edição oito estava prevista para Novembro deste ano (segundo o catálogo oficial da Marvel), mas… Vocês sabem.

Gostou de Poder Supremo? Está curioso para saber como e quando Hyperion irá se rebelar contra a humanidade? Então acho que você tem como obrigação ler as histórias do Esquadrão. A publicação brasileira também foi na Marvel MAX, da Panini.

Original SquadronMomento Cultural: Capa do Esquadrão original de Roy Thomas

Crítica – Poder Supremo

Bíblia Nerd quarta-feira, 26 de dezembro de 2007 – 1 comentário

Hyperion

Um bom número de nerds deve conhecer o roteirista J. Michael Straczynski por causa de seu trabalho no seriado de ficção científica Babylon 5. Outros devem conhecê-lo pelo seu trabalho na Marvel (Fantastic Four, Silver Surfer, Amazing Spider-Man, entre outros), como é o meu caso. Gary Frank, desenhista, fez seu currículo na Marvel desenhando o Incrível Hulk, os Vingadores e alguns títulos dos X-Men. Straczynski e Gary Frank já trabalharam juntos antes em Midnight Nation (título de autoria de Michael) pela Image Comics. Mas esqueça tudo isso, pois Poder Supremo (Supreme Power) é sem dúvida a obra-prima da dupla. Publicado pela Marvel com o selo MAX, está entre as emlhores hqs que já li.

Basicamente, este é um remake do Esquedrão Supremo clássico, criado por Roy Thomas para ser a versão Marvel da Liga da Justiça. Mas não se engane. Fora os poderes dos personagens, Poder Supremo não lembra em nada o grupo da DC. Eu nunca tinha visto super-seres sendo abordados de forma tão adulta e realista (isso levando em conta que Watchmen só tinha um personagem com poderes), sendo claramente uma crítica á supremacia yankee. “Nip, e quanto á Heroes?”. Heroes é chato, e Jeph Loeb é um imbecil.

Hyperion flight

A hq se passa no Supremeverse, ou Terra-31916 se preferir. A trama se inicia com uma nova versão do que seria a origem do Superman. Após cair na Terra, a nave em que o bebê alienígina estava foi encontrada por um casal incapaz de ter filhos. Eles levam o bebê e a nave para casa, mas logo são abordados por agentes do exército americano. A criança e a nava são levadas até um laboratório militar, onde passam por uma série de teste para se descobrir de onde eles vieram. Nada é descoberto. Nada além da incrível resistência e força do bebê. O presidente dos EUA enxerga a criança como uma oportunidade de aumentar o poderio do exército, e dá início ao projeto “Hyperion” (homenagem ao Titã grego).

O bebê é levado a uma base militar especialmente construída para simular uma fazenda, e um casal de agentes do FBI é chamado para a difícil missão de criar o garoto. Hyperion, agora batizado de Mark Milton, cresce sob a ilusão de que aqueles eram seus pais verdadeiros. Com o tempo, Mark descobre que não possui apenas super-força e invulnerabilidade, mas também visão de raio-x, super-velocidade, visão e audição extremamente aguçadas, voar e disparar um tipo de laser pelos olhos, poder que acabou sendo chamado de “visão de calor”, por causa de sua aparência e efeito. Mark é o “americano” perfeito, e é virtualmente imbatível.

Squadron?

Mas Hyperion não é o único com super-poderes. Novos super-seres vão sendo descobertos ao redor do mundo, e todos eles parecem misteriosamente relacionados á chegada de Hyperion na Terra. Serão eles amigos ou inimigos? E a situação se complica ainda mais quando Hyperion se cansa de ser o fantoche dos EUA…

Poder Supremo é composto de 3 arcos de 6 edições cada (totalizando 18 edições), e desembocou em três mini-séries e um novo título, continuando de onde Poder Supremo acaba. Cada mini é protagonizada por um dos personagens-chave (Hyperion, Dr. Spectrum e Nighthawk). A de Dr. Spectrum se passa entre os eventos de Poder Supremo, enquanto a de Nighthawk é apenas uma aventura extra, mostrando a versão “Supreme” do Coringa. Já a de Hyperion é continuação direta de Poder Supremo, e prelúdio para Esquadrão Supremo (Squadron Supreme), ainda em andamento. Ah, não confundam o Esquadrão de agora com o que eu citei no começo do texto, ok?

Nighthawk

Os desenhos de Gary Frank são muito bons e retratam com excelência os uniformes e personagens. Fazendo uma comparação, é como Bryan Hitch em The Ultimates 1 e 2. Mas a arte não irá parecer tão incrível se você já leu Midnight Nation (o protagonista parece muito com Spectrum).

Poder Supremo é uma ótima revista, e se tornou uma ótima série. Quem gosta de super-heróis DEVE ler esta revista. Quem não curte ver homens usando spandex enquanto se espancam, pode mudar de idéia caso dê uma chance á revista. Aqui no Brasil, Poder Supremo foi publicado na mensal Marvel MAX, da Panini e pode ser encontrado em sebos ou na internet. A saga de Hyperion continua amanhã, quando resenharei Squadron Supreme.

Prevendo os clássicos de 2007 – HQ

Nona Arte domingo, 23 de dezembro de 2007 – 2 comentários

Este artigo faz parte de uma série. Veja a introdução aqui.

Pois é, 2007 finalmente chegou ao fim. Mas isso não quer dizer que o que aconteceu nesses 365 dias será esquecido. Pelo menos na área de quadrinhos, grandes eventos aconteceram, eventos que trouxeram cenas bastante aguardadas pelos leitores. É claro que estou falando de World War Hulk, pela Marvel, e Sinestro Corps War, pela DC.

Hulk
World War Hulk

Tudo começou com um “pequeno” descontrole, onde o Hulk quase detonou Las Vegas. Numa tentativa de se livrar desta grande ameaça que é o alter-ego de Bruce Banner, o Illuminati (não, não é aquela seita secreta do Vaticano. Falo de Reed Richards, Dr. Strange, Black Bolt, Iron Man e Charles Xavier) decidiu arremesá-lo no espaço. Eles fizeram uma emboscada para o Hulk, e o mandaram para bem longe. O plano falhou aí. Em vez de mandá-lo para um planeta desabitado, ele acabou indo parar numa planeta com vida inteligente, e foi forçado a ser gladiador. Ele fez algumas amizades hardcore e então desceu o braço em todos até tomar o poder do Imperador. Ele se casou com uma alienígina, que logo ficou grávida do verdão. Final feliz para o Hulk? NO WAY! A nave que o transportou continha uma bomba forte o suficiente para destruir o planeta (vide Saga de Freeza em DBZ), e assim aconteceu. Fora o Hulk e seus colegas gladiadores que conseguiram fugir num cruzador imperial, todos morreram. Inclusive sua esposa. Verde de raiva (desculpem o trocadilho infame), ele mudou o curso do cruzador para a Terra, com apenas uma coisa em mente: VINGANÇA.

Chegando na Terra, ele manda uma mensagem explicando o que aconteceu, e quem são os culpados. Então ele completa com um aviso á população de New York: Ou eles vão embora da cidade em 24h, ou vão ser destruídos também. Os super-heróis se unem para tentar detê-lo, mas o poder do Hulk cresce com a raiva, e ele nunca esteve tão bravo. New York e o Illuminatti estão em seus últimos dias.

Iron Crap

“Pô Nip, enredo bacana, mas por que isso seria nostalgico?”. Bom, em primeiro lugar, finalmente deram ao Hulk a atenção que ele tanto merecia. Segundo lugar, nada de diálogos chatos ou enrolação. Aqui a pancadaria come solta. E terceiro, porém não menos importante, o Hulk dá uma surra magnífica no Homem de Ferro logo na primeira parte do evento. Acredito que eu falo por todos os leitores da Marvel quando eu digo que esta foi uma das cenas mais aguardadas do ano. O Homem de Ferro chegou ao auge de sua antipatia durante a Civil War, e já estava mais do que na hora de alguém mostrar pra ele com quantos paus se faz uma suru… digo, canoa. E nada melhor do que tomar a maior surra de sua vida na frente do povo nova-iorquino. Cena que lembrarei sempre que abrir um revista estrelada por um desses dois personagens.

Sinestro
Sinestro Corps War

Sinestro, o arquiinimigo de Hal Jordan e toda a Tropa dos Lanternas Verdes está de volta. Mas desta vez, ele não está sozinho. O vilão de pele rosa criou sua própria Tropa de propagadores do medo, reunindo vilões peso-pesado como Super-Cyborgue e Superboy Prime, e declarou guerra aos Lanternas, matando todos que encontrasse pela frente. O livro de regras dos Lanternas os impedem de usar força letal mesmo que queiram (o anel não responde no caso), o que desequilibrou o combate á favor de Sinestro.

Até agora nada de nostálgico, certo? Certo. Mas na ameaça de perder a guerra, os guardiões da Bateria Central da Tropa dos Lanternas Verdes tomou uma medida completamente inesperada: A aprovação de força letal. Sim, pela primeira vez na história da Tropa, eles tem permissão para matar. Os heróis então viraram o jogo na melhor maneira possível, com MUITO sangue e desmembramentos. E não pense que isso é temporário, pois já foi anunciado que a força letal será medida permanente. Um ato digno de ocupar um espaço em minha memória. E na de vocês também.

E é isso. Que vocês tenham um bom final de ano e blábláblá, ah, corta essa.

Crítica – Thunderbolts

Bíblia Nerd segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 – 6 comentários
Thunderbolts“Let your plans be as dark and impenetratable as night, and when you move, fall like a thunderbolt”

Me sinto nostálgico ao lembrar do meu primeiro contato com esta hq criada por Kurt Busiek e Mark Bagley. Foi no início de 1999, logo após o fim do evento Massacre Marvel. Lembro que na época não me agradou muito, e só virei leitor alguns anos depois, quando o Gavião Arqueiro se tornou o novo líder do grupo.

A idéia não era tão nova, mas era incomum. No fim do Massacre, os Vingadores e o Quarteto Fantástico foram dados como mortos. Entram então os Thunderbolts, um grupo totalmente “novo” e a população americana passa a se sentir segura novamente. Mas com a volta dos heróis, o grupo revela seu verdadeiro objetivo: Os integrantes dos Thunderbolts eram, na verdade, vilões disfarçados, que pretendiam matar seus velhos inimigos e tomar conta do país. Travado o combate, o líder deles, o nazista chamado Helmut Zemo, se sacrifica para salvar o Capitão América, após ver que tudo aquilo não era certo. O grupo ainda teve um clube de luta entre vilões e mais duas formações, sendo estas bem intencionadas. Ou quase isso.

Mas nada disso nos importa, pois os Thunderbolts que irei resenhar são muito mais violentos, psicóticos e cruelmente engraçados. A partir da edição 110, a revista é assumida pelo desenhista (brasileiro!) Mike Deodato e o brilhante roteirista Warren Ellis, ambos bem conceituados.

Thunderbolts formaçãoDa esquerda para a direita: Penance, Songbird, Radioactive-Man, Swordsman e Venom

Como resultado dos estrondosos eventos da Civil War (altamente recomendável), uma nova equipe foi formada, desta vez completamente controlada pelo governo. Mac Gargan, anets o patético Escorpião, agora o temível Venom! Chen Lu, cidadão chinês, mais conhecido como o Homem Radioativo! o alemão mutante Swordsman, mestre com espadas! A ex-líder da formação original, Songbird! A enigmática e ambiciosa Moonstone! O conflituoso e incrivelmente forte, Penance! Bullseye, o homem que nunca erra! E todos eles sob a direção de ninguém mais, ninguém menos que o maior inimigo do Homem-Aranha, Norman Osborn, o Duende Verde!

Com exceção de Bullseye, que opera como membro secreto, a equipe se torna incrivelmente popular, uma verdadeira celebridade. Sua missão? Capturar os super-humanos que se recusam a assinar o registro imposto pelo governo e agora agem secretamente. Tudo isso para fazer do mundo um local mais seguro para as pessoas comuns. Ou pelo menos é isso que eles afirmam. Warren Ellis e Mike Deodato apresentam uma escura e perturbante tomada na lista dos mais procurados da Marvel, onde a linha entre herói e vilão é difícil de se encontrar. Se é que ela existe…

Venom“I’m no man, i am dynamite, at a height where i speak not in words but in thunderbolts. My fervent will to create impels me thus as the hammer impelled toward the stone”

Sinceramente, esta é a melhor coisa que resultou da Civil War. Confesso que já estava empolgado mesmo antes de ler, mas a empolgação foi ainda maior quando terminei a primeira edição desta nova e brilhante fase. As batalhas são bastante intensas e se desenvolvem de um modo que você não consegue decidir para quem você está torcendo ou com quem você simpatiza mais. A violência é constante, como num filme de ação.

Mas Thunderbolts não é apenas pancadaria gratuita. Por trás das lutas existem também as partes política e estratégica, que vai desde as reuniões com Norman Osborn até comercias de tv, mostrando cenas da propaganda das figuras de ação dos “heróis” e também do Who Wants to be a Thuderbolt, paródia do Who Wants to be a Superhero, de Stan Lee. Propositalmente, Stan Lee se mantém como apresentador na revista também.

E então vem minha parte predileta: Conflito pessoal. É fato que a equipe não se dá muito bem. Mac Gargan mostra os problemas de sua convivência com o simbionte Venom. Songbird e Chen Lu tramam para fazer com que a equipe volte a ser o que era antes. Moonstone trama para tomar a diretoria dos Thunderbolts das mãos de Osborn. Bullseye quer apenas matar todos eles. Norman Osborn se mostra vítima de uma obcessão incomum pelo Homem-Aranha, seu antigo arquiinimigo.

Mas o mais problemático certamente é Penance, antes o herói conhecido como Speedball. Ele passou por muita merda durante a Civil War, até chegar a um ponto que simplesmente não aguentava mais. Possuidor de um grande poder que cresce com a dor, Robert Baldwin usa uma roupa estilo “dama de ferro”, para que se mantenha em dor constante. Como ele obteve esse poder e a extensão do mesmo ainda é um mistério. Ele não é oficialmente um membro da equipe, logo não pode ser atingido por Osborn. Juntando isto com seu poder e personalidade fria e algumas vezes assustadora, Penance é ao mesmo tempo o membro que Osborn mais teme e mais admira.

More Thunderbolts“None are happy, none are good, none are respectable, that are gyved like us. And i must tell you, besides, it is very dangerous talk. If you grumble of your iron, you will have no luck; If you ever take it off, you be instantly smitten by a thunderbolt”

A arte está entre as melhores. Mike Deodato está caprichando bastante. Os personagens são bem detalhados, assim como o cenário, facilitando as cenas de ação. Assim como nas atuais revistas do Moon Knight e boa parte de Ultimate Fantastic Four, os efeitos especiais (explosões, a rajada de Penance, etc) são retocados no computador, dando um pouco de “luz” ao movimento, fazendo com que fique ainda mais bem feito.

Esta revista vale MUITO a pena e eu recomendo com todas as minhas forças. Não é por pouca coisa que ela é a minha revista predileta atualmente. Mesmo quem não é fã de coolant deveria dar uma olhada. Esses Thuderbolts não apenas mais um grupo da Marvel. Eles são a “justiça, como um relâmpago”.

Mais surpresas em Ultimate X-Men

HQs sábado, 15 de dezembro de 2007 – 2 comentários

Como de costume, estava me atulizando com as novidades no mundo das hqs (visito sempre a página de notícias do site da Marvel e IGN), quando me deparo com esta imagem, que por si só já é sugestiva:

Ultimate X-Men

A imagem foi feita por Salvador Larroca, que se encarregará da arte de Ultimate X-Men daqui para a frente. A revista, que está nas portas do esperado arco de Apocalypse, têm sido alvo de críticas de alguns fãs (em minha opinião, pura baitolice), que não estão satisfeitos com a abordagem de Robet Kirkman (Marvel Zombies, Walking Dead). O editor do título, Bill Rosemann falou “Ei, aquele cara da esquerda parece Massacre, e o da direita com esse elmo cheio de espinhos pontiagudos me lembra Stryfe…”

Como ele só disse o que todo mundo pensou ao ver a imagem, a IGN entrevistou Kirkman para obter mais detalhes. A entrevista pode ser lida aqui. Kirman lembrou que já existe um Ultimate Stryfe, logo o personagem da direita não pode ser ele. Ele então sugeriu que TALVEZ estes sejam Xavier e Cable, de volta do futuro e prontos para enfrentar Apocalypse. É uma boa aposta. Obviamente, ele não afirmou nada. O arco se inicia em Janeiro, junto á várias outras novidades da Marvel (como o novo Hulk e Capitão América).

Lanterna Verde: o que vem por aí

Nona Arte sexta-feira, 14 de dezembro de 2007 – 0 comentários

E aqui estou eu, um marvete de carteirinha falando da grande rival, DC Comics. Mas não é á toa. Na maior parte da minha vida de apreciador de quadrinhos, eu sempre subestimei os títulos do Lanterna Verde. A única revista da editora que eu sempre acompanhei, é a do Batman. Porque ele é o Batman. Mas por agora, resolvi dar uma chance á Tropa dos Lanternas, e acompanhei o evento “Sinestro Corps War” (Guerra da Tropa de Sinestro, numa tradução porca), ainda sem data de lançamento no Brasil.

O evento, composto por 11 capítulos, 1 epílogos e 4 spin-offs, se concluiu nesta quarta-feira. O que posso dizer? Os Lanternas acabam de ganhar mais um leitor. A qualidade da trama me impressionou, assim como as cenas de ação. E olha que eu nunca fui muito fã de aventuras espaciais (coisa que começou a mudar com a publicação de “Aniquilação”, pela Marvel). Mas eu não estou aqui para puxar o saco deles, e já para avisar do próximo evento, já previsto para 2009. Vejam só as imagens publicadas no final de Sinestro Corps:

Blackest Night

Para quem não sabe, “The Blackest Night” ( a noite mais negra/densa) é o nome dado ao crespúsculo dos Lanternas. No livro dos Lanternas está escrito que nesta noite, as sete Tropas irão degladiar até a morte, resultado do surgimento de uma oitava. “Sete?”. Sim. Cada Tropa representa uma cor, e um sentimento, por assim dizendo. Verde é a cor da determinação, amarelo é do medo, vermelho da fúria, violeta para o amor, indigo para a compaixão, laranja para a avareza e azul para o espírito e poder. A oitava Tropa é a dos Lanternas Negros (sem piadas racistas, por favor) e ainda não se sabe que droga eles representam. Blackest Night também está presente no poema de juramento dos Lanternas:

“In brightest day, in blackest night,
No evil shall escape my sight
Let those who worship evil’s might,
Beware my power…Green Lantern’s light!”

Na publicação brasileira, o juramento é:

“No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante a minha presença. Aquele que segue o mal tudo perde diante do poder do Lanterna Verde”

Não foi revelado nada sobre o evento ainda, mas eu aposto que vai ser bom. Volto em breve, quando souber de mais. Caso a imagem esteja pequena demais para ler, clique aqui e aqui.

Hulk Esmaga. Será?

HQs quarta-feira, 12 de dezembro de 2007 – 2 comentários
REDToma essa, Reagan!Vermelho é a cor do momento.

Pois é… Com o final de World War Hulk, o mega evento que colocou o golias esmeralda em rota de colisão com os maiores heróis da Marvel, Bruce Banner saiu de cena. E agora, assim como o Capitão América, ele será substituído. Sim, um novo Hulk está à solta, e desta vez ele é… VERMELHO!

Um homicídio aconteceu, e todas as evindências apontam para o Hulk. Irão o Homem de Ferro, Mulher-Hulk e o Doutor Sansom fazer justiça? “Humm, já vi este roteiro antes, em algum lugar…”. Não estou surpreso, já que o roteirista é Jeph Loeb, o cara que acaba de destroçar os Ultimates. Jeph, que foi o autor de Hulk: Gray estará cuidando do título junto ao desenhista Ed McGuinness, ex-DC.

Hulk

Talvez saia mesmo algo bom disto. Nem que sejam apenas os desenhos de McGuinness, que já cuidou do Superman e do Batman. Enfim, Hulk 1 sai pelos EUA em Janeiro. Por aqui só pra lá de 2009, eu chuto.

Crítica – All Star Batman & Robin the Boy Wonder

Bíblia Nerd sábado, 08 de dezembro de 2007 – 4 comentários

Capa edição 1

Se você se considera fã do morcegão ou leitor de hqs, imagino que já tenha colocado as mãos num exemplar de The Dark Knight Returns, escrito e desenhado pelo grande Frank Miller. O clima sombrio e violência com qual Miller retrata o Cavaleiro das Trevas fez dessa revista um Must Read. E agora, anos depois do lançamento de TDR, aliado ao famoso desenhista Jim Lee, Miller nos bombardeia com mais uma dose de violência de qualidade, com All Star Batman & Robin. Prepare-se para entender o significado da palavra “COLHÕES”.

Antes de mais nada, tenha em mente que a história não se passa no Universo Mainstream, e sim no All Star. “Nip, que porra é essa?”. Simples, é a resposta da DC para o Universo Ultimate da Marvel. Atualmente, este Universo é composto por apenas duas revistas: All Star Superman e All Star Batman & Robin. Eu dei uma folheada na revista do Homem de Aço, e gostei, mas Batman & Robin já tem testosterona suficiente para sustentar sua masculinidade pelos próximos 20 anos.

robinisqueer

Noite na escura e corrupta Gotham City. A conceituada jornalista Vicki Vale, também famosa por ser a ruiva mais gostosa do pedaço, recebe uma ligação. Era Alfred, mordomo do magnata Bruce Wayne, avisando que seu patrão iria levá-la para sair. Sim, é isso mesmo. Esqueça diálogos chatos e romances babacas, o Bruce Wayne de Miller é um exemplo de macho alpha. Estonteada pela notícia, a ruiva corre até seu armário para escolher uma roupa adequada. Ela desce as escadas e entra no carro, então Alfred a leva até o circo, onde Wayne a esperava. Os dois iam assistir o show dos “Flying Graysons”.

Tudo vai bem, até que o casal Grayson é assassinato na frente da platéia e de seu único filho, Dick. Bruce sai correndo do local, o que indica que está na hora do Batman chutar umas bundas. Os assassinos capturam Dick e fogem com ele, mas logo são alcançados pelo Batmóvel. Começa então uma sequência capaz de excitar até os mais heteros. Batman coloca o garoto no banco de carona e se dirige até a Batcaverna, DESTRUINDO BARREIRAS POLICIAS QUE OUSARAM FICAR EM SEU CAMINHO. Isso marca o ínicio de uma história de vingança e a relação entre um homem louco e um garoto traumatizado.

“Caralho, ele bagaçou os policiais?”. Exatamente. O Batman All Star não tolera policiais, pois eles são baratas corruptas que precisam ser ESMAGADAS. O único portador de distintivo que ele respeita é o Comissário Gordon. Bom, de fato, Alfred e Gordon são os únicos seres humanos que Batman respeita. “Nossa, o pessoal deve odiar ele então, né?”. Errado. O Batman tem um bom número de fãs e imitadores, sendo a maioria deles do sexo feminino. Uma palavra, duas sílabas: MACHO.

batmobile

Outra coisa que eu achei deveras atrativa no roteiro de Miller, é a personalidade doentia que ele dá aos seus personagens, heróis ou não. Isso é bem representado na “cena” da reunião da Liga da Justiça (Mulher-Maravilha, Superman, Lanterna Verde e Homem Borracha), em que a Mulher-Maravilha sugere que eles cacem o tal Batman, arranquem sua cabeça e enfiem numa estaca para mostrar ao mundo quem é que manda. O Superman então grita com ela, falando que ela não sabe PORRA NENHUMA, e que se ela ousar sacanear com seu mundo, seu povo, suas regras, ela irá pagar com seu sangue. E depois dessa discussão os dois SE BEIJAM, por que é assim que dois adultos fazem as pazes.

“E por que eles iriam querer caçar o Batman?”. Um: Ele está tocando terror em Gotham City, espancando geral mesmo. Dois: Ele sabe que Clark Kent é o Superman. Três: Ele sabe que o Superman pode voar, mas o próprio Super ainda não sabe disso. MELHOR. DETETIVE. DO. MUNDO. Cara, eu adoro essa revista. E se vocês já estão empolgados agora, imagino como estarão na hora que o CORINGA aparecer. Foda cara, simplesmente foda.

Joker

Agora que você já sentiu o gostinho do roteiro de Miller, vamos falar um pouco dos desenhos de Jim Lee. O que posso dizer? Combinação perfeita. Desde a sombria Gotham até a barba por fazer da Wayne, tudo está muito bom. Mulheres sexys, homens marrentos cenas bem retratadas de pancadaria. A dupla Miller/Lee devia trabalhar mais vezes juntos.

Eu poderia continuar a dar exemplos de por que você deve ler esta obra-prima do cromossomo Y, mas acho que já falei o suficiente. Curte Batman? Curte Hqs? Tem duas bolas no saco? Então tá esperando o quê para ir até a banca adquirir seus exemplares? Aqui no Brasil, a publicação é pela Panini Comics. A revista atualmente está em sua oitava edição, nos EUA. Não sei do preço.

Crítica – Ultimate X-men

Bíblia Nerd sexta-feira, 07 de dezembro de 2007 – 3 comentários

Ultimate X-Menr

Tudo começou em 2000, com o lançamento de Ultimate Spider-man. A revista era o ponto de partida para um novo universo na Marvel, e recontava as histórias do personagem de uma forma divertida e inovadora. Um ano depois, veio Ultimate X-Men. Inicialmente, Joe Quesada e Bill Jemas, os homens por trás do Ultiverso, chamaram Brian Michael Bendis para escrever os roteiros de Ultimate X-Men, mas ele recusou, e só foi assumir a revista na edição 34. A Marvel contratou então o escocês Mark Millar, que não sabia absolutamente NADA sobre os X-Men. Bom, fora o que ele tinha visto nos filmes.

Millar não teve escolha a não ser RECRIAR os X-Men, junto ao desenhista Adam kubert. A sua primeira formação foi composta por Charles Xavier,o telepata mais poderoso do mundo e fundador dos X-Men; Ciclope, pupilo de Xavier, cujas rajadas concussivas podem partir montanhas; Jean Grey, a segunda maior telepata e possuidora de telecinese; Tempestade, manipuladora de climas; Fera, cuja agilidade só é superada pelo seu intelecto; Homem de Gelo, dotado de poderes criocinéticos; e o russo Colossus, capaz de transformar sua pele em um metal tão duro quanto o adamantium, e possuidor de grande força.

A versão Ultimate a 616 (o universo mainstream) tem uma série de diferenças. Uma delas é que no Ultiverso, os mutantes são uma minoria racial reconhecida, o que fortalece a idéia de “vítimas do preconceito”. Outra diferença é que a identidade dos Ultimate X-Men é completamente pública, chegando a ter até alguns fã-clubes pelo mundo. Mas não se iluda, eles possuem muitos inimigos humanos, parte deles membros da elite governamental.

World Tour

A revista já começa mostrando o maior ato de repressão mutante já usado pelos humanos, os Sentinelas. Capazes de identificar possuidores do gene mutante, e programados para matar, eles são os soldados nazistas do século 21. Magneto, visando acabar com essa perseguição, sequestra a filha do presidente dos Estados Unidos, e como resgate ele pede a desativação dos robôs. Obviamente, isso não foi bem visto pelos humanos. Para evitar que a situação piore, Xavier manda seus X-Men numa missão de resgate, mesmo com a discordância de alguns membros. Com o início de uma rivalidade com a Irmandade de Mutantes e seu líder, Magneto, a primeira missão dos X-Men pode ser a sua última…

E está é a trama do primeiro arco (Povo do Amanhã, edições 1 á 6) de uma forma resumida. Eu queria falar dos outros, mas não é minha intenção acabar com a surpresa. O que nos leva a outro ponto forte da revista, as surpresas. Não pense que os personagens mudaram apenas em aparência do uniforme. Muitos deles agem de forma diferente de suas contrapartes do universo 616, o que torna a leitura mais empolgante. É como se todos os personagens fossem Wolverine. E com isso eu quero dizer que são misteriosos, não que são peludos e nervosinhos.

Em certos momentos, a equipe sofre alterações na formação, seja a saída de um mebro ou a entrada de novos membros. Mas não se acostume demais com formação alguma, pois chega um momento que a equipe passa por uma alteração drástica.

Ultimate X-Mene você só saberá na hora certa

A revista, que acaba de chegar á edição 88 nos EUA, passou por vários roteiristas e desenhistas de qualidade, e agora está nas mãos de Robert Kirkman (Marvel Zombies, Walking Dead) e Yanick Paquette (Civil War: X-Men). A qualidade da revista se manteve de alto nível durante todas as 88 edições e 2 anuais, e digo isso sem exageros. A única coisa que eu poderia criticar são os desenhos do arco “Tour Mundial” (edições 15 á 20), mas tudo isso é superado pelo brilhante roteiro.

“Ahn, Nip, porque você disse ‘manteve’?”. Porque tudo indica que em 2008, Jeph Loeb irá assumir a revista, como consequência do evento “Ultimatum”, que dará fim ao Ultiverso. Eu espero com todas minhas forças que seja apenas um boato ou que a Marvel mude de idéia, pois se ele conseguiu foder The Ultimates… Tenho medo do que fará com Ultimate X-Men.

Ultimate X-Men é uma excelente hq, e recomendo á todos que ainda não leram que ao menos dêem uma olhada. É uma prato cheio para quem curte as aventuras da equipe mutante, e para leitores novos, que desconhecem os personagens. Enfim, Ultimate X-Men faz jus ao Ultiverso. Aqui no Brasil, a publicação é em “Marvel Millenium Homem Aranha”, pela Panini. Loeb, morra de câncer.

Cable?você PENSA que sabe quem é ele

Crítica – The Ultimates 3

Bíblia Nerd quinta-feira, 06 de dezembro de 2007 – 8 comentários

Boas lembranças de quando a Marvel iniciou a publicação de um novo universo, o Ultimate (Marvel millenium no Brasil). Composto por novas versões de personagens e arcos já contados, com algumas novidades e inovações pelo meio, o universo Ultimate sempre manteve um ótimo nível de qualidade.

O Ultiverso é formado principalmente por três revistas; Ultimate Spider-Man, Ultimate X-Men e Ultimate Fantastic Four. Mas é unânimidade que a melhor das revistas publicadas com o selo Ultimate é The Ultimates. Versão alternativa dos Vingadores, The ultimates era tudo e mais um pouco. Humor negro, excelente roteiro e diálogos, desenhos impecáveis. Tudo isso graças ao roteirista Mark millar e o desenhista Bryan Hitch que tornaram esta uma das melhores revistas da editora em 2 volumes (de 13 edições cada).

UltiverseBons tempos…

Mas alegria de pobre dura pouco. Quando a Marvel anunciou que Jeph Loeb e Joe Madureira assumiriam a revista no volume 3, muitos fãs (da revista, não deles) se desesperaram. Nas comunidades do orkut e fóruns de hqs, o pessoal se preparava para o pior. Não foi suficiente. The Ultimates 3 é tão ruim que eu não sei se consigo expressar minha decepção. Acho que pode ser comparada ao HOLOCAUSTO. Sério, não vale nem 1% dos 15mb que ocupou no meu HD.

Os desenhos de Madureira estão fora de foco, deixando as cenas de ação… sem ação. Parece até que voltamos ao início dos anos 90. Os personagens, antes muito bem trabalhados, foram descaracterizados. Hawkeye virou uma cópia do BULLSEYE, tem até a mira na testa. E eu que pensei que ele mudaria pra melhor após Ultimates 2. Lembram-se daquele relacionamento estranho entre a Feiticeira Escarlate e Mercúrio? Foi levado ao exagero, e virou INCESTO. Quem leu os últimos volumes deve ter percebido que no fim das contas, não passava de superproteção. Mas Loeb achou que seria legal transformar isso em algo repugnante. Imagino que depois de escrever o roteiro, ele tenha pensado “Eu sou polêmico, LOLOLOL!” e aí começou a se masturbar com vídeos do Bangbros.

Ultimates 3vou ali limpar o sangue dos meus olhos

O roteiro é basicamente um clichê; Um membro da equipe é assassinado e os heróis devem descobrir quem é o assassino. Duvido muito que isso desemboque na conspiração que ocorreu em Ultimates 2. Mencionei que Venom invade a base deles sem explicação alguma?

Eu poderia continuar xingando e reclamando por mais umas dez páginas, mas estou desanimado até para isso. Mas fiquem calmos, nem tudo está perdido. O volume 3 terá apenas 6 edições, e as outras revistas continuam boas. “E o volume 4?”. Bom, olhe o lado bom; Pior que isso, só com o Rob Liefeld.

Capitão LiefeldMeu Deus
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