Cambaleando, Lúcio se dirigiu no escuro ao computador adormecido. Clicou no botão de boot e se dirigiu ao banheiro, onde admirou seu rosto adolescente. O rosto magrelo e com resto de amassados do travesseiro, contrastante com o cabelo loiro-avermelhado, lhe lembrou um personagem de The Sims.
Voltou ao quarto, abriu Fallout 3 e começou a jogar. Eram 5h45.
No andar de cima, os pais ressonavam.
Algumas horas depois, Lúcio estava explorando um cenário alternativo, enquanto a mãe preparava o café da manhã. O pai ouvia as notícias matinais na televisão.
O tema que eu iria escrever nesta semana era outro, mas decidi que esse era um assunto mais importante e que deveria ser abordado o quanto antes. Jogo MMORPGs há um tempo relativamente grande, 6 anos, e posso dizer um pouco sobre as minhas experiências.
Como muitos devem saber, comecei com o Tibia, o que durou bastante tempo, se comparar com vários outros MMOs pelos quais eu já passei, e, enfim, alguns de vocês podem não saber, mas o Tibia já teve um “mundo” brasileiro.
Issae, o Tibia TEVE UM SERVIDOR BRASILEIRO. Ele existe até hoje, só não é mais… brasileiro. Quem viveu naquela época sabe o que aconteceu. Todo um hype no TibiaBR, brasileiros ansiosos como macacos no cio e especulações sobre o porquê do nome. “Tenebra”. Desde deusas de mitologias estranhas, até associações com palavras e ao nosso país.
Esse vem na idéia seca de desbancar o Gears of War 2, estou sinceramente esperando por isso porque quanto mais games bons melhor…
O clima do jogo é ótimo, mas eu realmente acho que sairá abaixo da expectativa da maioria…
Sabem aquele lance dos games chamado hype? Quando os desenvolvedores e distribuidores do jogo fazem tanta onda antes do lançamento, e criam tanta expectativa que quando você pega o jogo pra jogar mesmo ele é uma bosta fumegante?
Então, nesse caso o hype não era só hype:
Você sabe que um jogo é bom quando eles botam menininhas de saiote na propaganda (heh) mas acho que eu ainda preferia ver uma cosplayer de Chun-li no lugar da Sakura.
É preciso dar um desconto para pessoas que montam eventos de games. Não basta a verba ser curta (geralmente, apoio de empresas que mais extorquem, entradas e inscrição de estandes), ainda é difícil agradar um público que pode ser desde a geração PRÉ-8 bits (que saudades do Atari) até os que gastaram 1.600 reais em um X360 (oi, Junnin). E eu falo de muita gente. Com esse pensamento, eu entrei no Centro de Eventos da UFSC (ou Universidade Federal de Santa Catarina), nos dias 14 e 15 de fevereiro, para prestigiar o Game Party. Lá vinha bomba.
Com esse tamanho, dava pra fazer DOIS eventos por dia…
Então, já citei por aqui alguma vezes que tenho um XBox 360. Também já citei algumas vezes que tenho uma mulher. Não sei se eu já citei antes, mas eu também tenho um saco. Normalmente essa poderia ser uma combinação explosiva, e não de uma maneira sexual.
Neste último natal, lá estava eu, curtindo e curtindo, quando, após umas partidas de Mortal Kombat: Armageddon, e perder do meu priminho de 6 anos, comecei a pensar sobre toda a minha vida gamística. Lembrei-me dos meus 4 anos jogando Super Mario World, Donkey Kong, depois aos 6, sequestrando o GameBoy do meu primo pra jogar Pokémon, e o meu primeiro “orgasmo” gamístico, quando ganhei o tão sonhado GameBoy Color.
APELÃÃÃO!
Primeiro cartucho, Pokémon Silver, meus olhos brilhavam de emoção, jogando a caminho do Carrefour, o que fez eu bater a cabeça em um poste, cair e CONTINUAR JOGANDO. Imagine uma criança de sete anos, andando sem tirar os olhos de um visor mínimo, aproximadamente as oito da noite, com uma prima reclamando, dizendo que quer jogar, e seus pais indo comprar comida. Agora imagine essa criança entrando no carrinho de supermercado, enquanto seu pai empurra, e não tirar os olhos do visor por um segundo durante UMA HORA. Esse era eu. Só tirei os olhos do “pequeno” portátil quando eu não consegui chegar ao tal ginásio do jogo, e trombei com meu primo, o mesmo que tinha o GameBoy que eu sequestrava, e pedi, desesperadamente, sua ajuda.
Antes de mais nada, as clássicas apresentações: Sandrine, revisora do Naftalina e do Ressonância, vim aqui pra brincar de vestir a Barbie de explorar o mundo gamer com a Manu. Quer dizer, isso se vocês não me odiarem muito.
Não você não leu errado cara, o nome do jogo é Flower… Isso, Flor… Caralho, quem é a baitola que me inventa um jogo de PS3 com o nome de “Flor”? Pense comigo: a média do preço dos jogos é de R$ 190,00. Aí você vai lá, pega seus quase duzentos reais e compra um jogo em que você tem que… Andar por aí acumulando pétalas de flores. Puta merda, cara, esse jogo é praticamente o Cooking Mama do PS3.
Aí me falam que é uma proposta “zen” onde o objetivo é relaxar o jogador, e eu acho isso mais bicha ainda, quer saber como que eu fico relaxado quando tô jogando?