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	<title>baconfrito &#187; Cinema</title>
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		<title>Estréias da semana – 10/02</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Feb 2012 17:31:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pizurk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cada um Tem a Gêmea que Merece]]></category>
		<category><![CDATA[Estréias]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe e Filha]]></category>
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		<description><![CDATA[Semana trágica. Trágica!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/the-artist.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>O Artista</strong> (<em>The Artist</em>)<br />
<em>Com: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller, Missi Pyle, Beth Grant, Ed Lauter, Joel Murray, Bitsie Tulloch</em><br />
Hollywood, década de 20. George Valentin é uma grande estrela de cinema que se preocupa com o futuro de sua carreira, já que com a chegada do cinema falado, ela pode ir por água abaixo. E enquanto isso, ele se apaixona por Peppy Miller, uma jovem dançarina que busca o sucesso.<br />
Filme francês sobre um astro em decadência e uma alpinista laboral. Não, obrigado.<span id="more-53708"></span></p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/star-wars-the-phantom-menace-3d.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Star Wars: Episódio 1 &#8211; A Ameaça Fantasma 3D</strong> (<em>Star Wars &#8211; The Phantom Menace 3D</em>)<br />
<em>Com: Liam Neeson, Ewan McGregor, Natalie Portman, Jake Lloyd, Ian McDiarmid, Anthony Daniels, Kenny Baker, Terence Stamp, Samuel L. Jackson, Frank Oz, Ray Park, Ahmed Best, Keira Knightley</em><br />
Anakin Skywalker é um garoto com poderes <s>cósmicos e quase fenomenais</s> incomuns, que está destinado à se tornar Darth Vader. E o filme conta todo o mimimi sobre como isso aconteceu, sem no entanto explicar bosta nenhuma.<br />
Sério que você não conhece essa história? Tava onde, numa caverna? O George Lucas só quer ganhar <em>mais</em> dinheiro com o 3D.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/jack-and-jill.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Cada um Tem a Gêmea que Merece</strong> (<em>Jack and Jill</em>)<br />
<em>Com: Adam Sandler, Al Pacino, Katie Holmes, Elodie Tougne, Rohan Chand, Eugenio Derbez, David Spade, Nick Swardson</em><br />
Jack é um publicitário de sucesso em Los Angeles que tem uma bela esposa e filhos. Seu único medo é que sua irmã gêmea idêntica Jill o visite no feriado de Ação de Graças, por ela ser uma <s>doida</s> pessoa carente e problemática.<br />
No seu novo filme de vergonha alheia, Adam Sandler faz o que já fizeram Eddie Murphy e Martin Lawrence: Contracena consigo mesmo. </p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/the-awakening.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>O Despertar</strong> (<em>The Awakening</em>)<br />
<em>Com: Rebecca Hall, Dominic West, Imelda Staunton, Lucy Cohu, John Shrapnel, Diana Kent, Richard Durden, Alfie Field, Tilly Vosburgh</em><br />
Em pleno ano de 1921, a galera ainda ficava se remoendo e chorando pelas baixas da I Guerra Mundial. Florence Cathcart é uma <s>mulher de sobrenome sugestivo</s> cética que se amarra em desmascarar fenômenos paranormais, e é chamada pra visitar uma pensão que dizem estar sendo assombrada pelo fantasma de uma criança. Como era de se esperar, o caso poe em xeque tudo em que ela acredita [Ou no caso, não acredita].<br />
Eu não sei se essa bagaça estreia essa semana ou na próxima, então, na dúvida, vamos adiantar o processo. Mas parece bem <em>nhé</em>.</p>
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		<title>À Beira do Abismo (Man On a Ledge)</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 17:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aline</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[À Beira do Abismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas - Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Sério que é fácil assim roubar um cofre de segurança máxima?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/man-on-a-ledge.jpg" class="direita" alt=" " /> <em>Nick Cassidy é um ex-policial, agora condenado, que, ao ser liberado para o enterro do pai, consegue fugir. Ameaçando se jogar  do alto de um prédio, ele começa uma jornada desesperada para provar sua inocência. Enquanto a psicóloga Lydia Mercer (Elizabeth Banks), tenta impedir o pior, seu irmão Joey (Jamie Bell), tentará desmascarar toda a trama e incriminar o poderoso David Englander (Ed Harris), ao lado de sua noiva, Genesis Rodrigues</em>.</p>
<p>Se você é fã de blockbuster debiloide, tá aí a escolha perfeita pra assistir naquele fim de semana chuvoso sem a namorada: Um filme simples, de enredo simplório e ritmo bem agitado. Aliás, muito agitado. Tem hora que não dá pra piscar.<span id="more-53657"></span></p>
<p>Então, a parada começa quando, em algum lugar dos Estados Unidos, um cara preso se proclama inocente sempre que tem oportunidade. Sim, sempre que tem oportunidade mesmo. <em>&#8220;Cara, passa a pá pra gente escavar a rota de fuga?&#8221; &#8211; &#8220;EU SOU INOCENTE, PORRA&#8221;.</em></p>
<p>Mas enfim, depois de o personagem fugir, alugar um quarto no centro de Nova Iorque e ameaçar se jogar da janela do hotel cinco estrelas, é quando dá pra ver que o suicídio, assim como uma porrada de coisas na polícia, era, na verdade, teatrinho.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/beiradoabismo.jpg" class="centro" alt=" " />&#8220;Caralho, o pombo vai cagar aqui.&#8221;</div>
<p>É clichê atrás de clichê. Temos o policial durão e honesto que se fode? Sim. A policial durona que, no fundo, é dona de um coração mole e está disposta a acreditar no inocente, mesmo quando ninguém mais acredita? Ih, também. O chefe que desacredita a policial durona, mas que mesmo assim dá o comando da operação policial toda pra ela sem pestanejar? Claro. E a gostosa latina espertona, cheia de manhas da vida criminosa? Também? Mas que coincidência!</p>
<p>O filme se leva tão pouco a sério que desde o começo já sabemos que o suicídio é pegadinha do malandro. É dito em, sei lá, cinco minutos de história. Não há um suspense que se segure até o fim. Digo, até pode haver um ar de mistério sobre a operação que rola ao fundo, mas fica meio óbvio quando sabemos o crime pelo qual o cara foi condenado, já que o irmão e a cunhada gostosa resolvem arrombar o cofre de um ricaço inescrupuloso.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/genesis-rodriguez-in-man-on-a-ledge-2012.jpg" class="centro" alt=" " />Vale o filme todo</div>
<p>Tá aí. É superficial, divertido, <em>brainless</em>. Aquilo tudo, e, mesmo assim, te deixa sem fôlego. Cumpre o papel a que veio. O que mais vi por aí foi gente reclamando da falta de roteiro&#8230; Mas, roteiro? Pra que, se é só pra divertir por uma hora e meia e ser esquecido depois de vinte minutos de sonequinha?</p>
<p>Fiquem com isso aí só por que, como eu disse, se falar mais estraga o pouco que tem. </p>
<div class="nota-8">
<div class="critica">
<h3>À Beira do Abismo</h3>
<p><strong>Man On a Ledge</strong> (102 minutos &#8211; Ação)<br />
<strong>Lançamento:</strong> Estados Unidos, 2012<br />
<strong>Direção:</strong> Asger Leth<br />
<strong>Roteiro:</strong> Pablo F. Fenjves e Chris Gorak<br />
<strong>Elenco:</strong> Elizabeth Banks, Sam Worthington, Jamie Bell, Ed Harris, Edward Burns, Anthony Mackie, Kyra Sedgwick, Genesis Rodriguez, William Sadler</div>
</div>
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		<title>Mais um trailer de O Espetacular Homem-Aranha</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pizurk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Homem-Aranha]]></category>
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		<description><![CDATA[Agora com porrada comendo solta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Vocês devem lembrar do <a href="http://www.baconfrito.com/trailer-de-o-espetacular-homem-aranha.html">último trailer</a>, não? Pois bem, dessa vez o foco tá muito mais no vilão, o <strong>Lagarto</strong> e nas cenas de ação. E o humor do <strong>Cabeça de Teia</strong> tá muito mais parecido com a HQ. Ou não, já que ele provavelmente continuará quieto durante as lutas, e isso é uma pena.<span id="more-53638"></span></p>
<p><iframe width="650" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/I7bbA0wBMDw?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Eu sei que tinha falado que o vilão provavelmente seria o <strong>Rino</strong>, o que foi um chute, já que não aparecia porra nenhuma. Pois bem, errei. E errei feio, <strong>Rhys Ifans</strong> vai ser o Lagarto. Cês devem lembrar dele sendo o monge doido n&#8217;<strong>O Código da Vinci</strong>&#8230; Não, pera, quem fez o albino louco foi o <strong>Paul Bettany</strong>, eu sempre confundo esses dois. O Rhys na verdade fez <strong>Virando o Jogo</strong>, um filme de 2000 sobre um time de sobras que fura uma greve de futebol, ou algo assim. Cês deviam assistir, o nome original do filme faz muito mais sentido, <strong>The Replacements</strong>, ou Os Substitutos. Se bem que aqui no Brasil <strong>Substitutos</strong> se refere à um filme chamado <strong>Surrogates</strong>. É muito tralalá.</p>
<p>Mas que se foda. <strong>O Espetacular Homem-Aranha</strong> estreia dia 3 de julho, no intervalo entre os esperados <strong>Os Vingadores</strong> e <strong>Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge</strong>. A briga dos heróis no cinema esse ano vai ser boa.</p>
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		<title>J. Edgar</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 18:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Clint Eastwood]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[J. Edgar]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo DiCaprio]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas - Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA["Eeeee, finalmente um filme que mostra a verdadeira face de uma das figuras mais interessantes e enigmáticas do séc. XX!!1!1" É... Não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/j-edgar.jpg" class="direita" alt=" " /><em>O longa explora a figura de um dos homens mais enigmáticos do século XX: John Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio). Um dos principais responsáveis pela criação do FBI e seu homem forte por 48 anos, ele foi temido e admirado por várias décadas, mas em sua vida pessoal mantinha segredos grandes o bastante para acabar com sua reputação e sua carreira.</em></p>
<p>Quando foi anunciado que o próximo projeto do <strong>Clint Eastwood</strong> contaria a história do <strong>John Edgar Hoover</strong>, todo mundo já ficou empolgado. Depois, a confirmação do <strong>Leonardo DiCaprio</strong> como protagonista deu ao futuro projeto status de filme do ano. Então, vieram os trailers, nada espetaculares, mas mantendo as expectativas. Finalmente, chegou a temporada de premiações e&#8230; A obra foi sumariamente ignorada. Ninguém entendeu nada. Logo, eu fui ver o filme pra esclarecer essa história de uma vez por todas. E surpreendentemente, dessa vez culpa não é do <strong>Oscar</strong>. Mas vamos ver onde tudo deu errado. E tentar fazer tudo caber num texto só, heh.<span id="more-53517"></span></p>
<p>A história começa com um J. Edgar em fim de carreira buscando alguém pra escrever suas memórias. A partir daí, a narrativa é intercalada entre o presente, nos anos 60, e o início da sua carreira, narrada por ele. Desde quando ele era um simples funcionário do governo, passando por sua ascensão ao cargo de diretor do <strong>FBI</strong> e a total reestruturação que transformou o departamento na maior força policial do mundo.</p>
<p>Essa estrutura poderia ajudar muito na construção do personagem, mas o que ocorre é justamente o contrário. O vai-e-vem excessivo entre diferentes períodos deixa o filme fragmentado demais. Em vez de conhecermos o personagem a fundo, não conseguimos nos conectar com sua história em momento algum. E se isso ocorre com relação ao protagonistas, imagina os coadjuvantes. A <strong>Helen Gandy</strong> (<strong>Naomi Watts</strong>), secretária pessoal, principal companheira e guardiã dos arquivos secretos de Hoover, não tem personalidade alguma. E isso é grave, considerando que o diretor decidiu focar na vida pessoal do cara.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/rsz_j-edgar-01.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Só que nem nessa tarefa o filme é bem sucedido. Tudo bem, a relação de Hoover com <strong>Clyde Tolson</strong> (<strong>Armie Hammer</strong>) é bem desenvolvida, apesar de em alguns momentos a história deixar de seguir naturalmente pra focar num olhar ou aperto de mão só pra dizer pra audiência algo como <em>OLHA, SE CÊS AINDA NÃO PERCEBERAM ESSE CARA É VIADO, HEIN? VIADO!</em> Até mesmo nos melhores momentos do filme, que demonstram a necessidade que Hoover tem da aprovação de sua mãe (<strong>Judi Dench</strong>), se perdem em meio a tantos flashbacks.</p>
<p>Só que mesmo com um certo aprofundamento, nós nunca chegamos a entender quem realmente é John Edgar Hoover. Porque um homem brilhante como ele, que revolucionou as investigações policiais, luta cegamente contra o comunismo, por exemplo? O que levou-o a defender tão ferrenhamente o ideal da sociedade norte-americana, que o fez reprimir seus sentimentos durante toda a vida? Uma possível resposta nunca é dada. Ou melhor, o questionamento nunca é feito.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/j_edgar_hoover.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Em meio a esse clima intimista, somos apresentados a extensa carreira do diretor do FBI. Que é interessantíssima, por sinal. Pena que, com a ânsia de englobar todos os momentos-chave de 50 anos de história, de novo, nada é aprofundado. Porra, daria pra fazer um filme só com a relação do Hoover com os presidentes americanos, a mídia ou os seus métodos escusos de investigação, coisas que são basicamente citadas. E o sequestro do bebê <strong>Lindbergh</strong>, caso que deu origem ao <em>Lindbergh Act</em>, que permitiu aos agentes do FBI carregarem armas e efetuarem prisões, único que tem o tempo necessário na tela, inexplicavelmente consegue ficar arrastado e desinteressante.</p>
<p>E tudo isso é protagonizado por um Leonardo DiCaprio competente, principalmente nos discursos no senado americano, mesmo com essas cenas se parecendo demais com as d&#8217;<strong>O Aviador</strong>. Pelo menos quando a maquiagem não ocupa metade da cara dele. E por falar em maquiagem, se a do Hoover idoso é meio duvidosa, a do Clyde Tolson é inacreditável. Sério, cada vez que ele aparecia, eu só conseguia pensar no <strong>Johnny Knoxville</strong> personificando um velho no <strong>Jackass</strong>:</p>
<p><iframe width="650" height="471" src="http://www.youtube.com/embed/CGceuryma7c?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A mesma coisa acontece com a fotografia, por vezes pálida demais e outras, excessivamente sombria. E estranhamente apropriada pro filme. O que nesse caso, não é necessariamente uma coisa boa.</p>
<p>No fim, o filme peca por querer abraçar todas as facetas de Hoover, e acabar não abraçando nenhuma com competência suficiente. Mesmo com alguns acertos, como a exposição da visão pessoal de Hoover, uma certa desmistificação do herói americano (Coisa um tanto quanto surpreendente vinda do Eastwood), eles se enfraquecem pela inconstância do filme. É com pesar que eu digo isso, mas está cada vez mais claro que o Clint Eastwood deveria ter parado no <strong><a href="http://www.baconfrito.com/gran-torino.html">Gran Torino</a></strong>.</p>
<div class="nota-6">
<div class="critica">
<h3>J. Edgar</h3>
<p><strong>J. Edgar</strong> (137  minutos &#8211; Drama)<br />
<strong>Lançamento:</strong> Estados Unidos, 2011<br />
<strong>Direção:</strong> Clint Eastwood<br />
<strong>Roteiro:</strong> Dustin Lance Black<br />
<strong>Elenco:</strong> Leonardo DiCaprio, Armie Hammer, Naomi Watts, Judi Dench, Jeffrey Donovan</div>
</div>
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		<title>Estréias da semana &#8211; 03/02</title>
		<link>http://www.baconfrito.com/estreias-da-semana-0302.html</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 17:31:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pizurk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[À Beira do Abismo]]></category>
		<category><![CDATA[A Bela e a Fera]]></category>
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		<description><![CDATA[Oscar e lixo, tudo ao mesmo tempo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/man-on-a-ledge.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>À Beira do Abismo</strong> (<em>Man on a Ledge</em>)<br />
<em>Com: Sam Worthington, Elizabeth Banks, Jamie Bell, Ed Harris, Edward Burns, Anthony Mackie, Kyra Sedgwick, Genesis Rodriguez</em><br />
Um ex-policial procurado pela justiça resolve que vai se matar pulando de um prédio em Nova Iorque. Quando é notificada, a polícia vai até o local com uma psicóloga requisitada pelo suicida. Mas ela acaba por perceber que aquilo ali é mais teatro do que qualquer outra coisa.<br />
Parece bom, irei ver assim que possível. Mesmo com o Sam Worthington de protagonista.<span id="more-53477"></span></p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/the-devil-inside.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Filha do Mal</strong> (<em>The Devil Inside</em>)<br />
<em>Com: Fernanda Andrade, Simon Quarterman, Evan Helmuth, Ionut Grama, Suzan Crowley, Bonnie Morgan, Brian Johnson, Preston James Hillier, D.T. Carney</em><br />
Maria Rossi ligou para o 911 [O 190 dos gringos] avisando que tinha matado <s>mil</s> três pessoas. Depois de vinte anos, Isabella [Sua filha] tenta entender o que diabos se passou. Ela vai até o hospital em que sua mãe está internada, no Vaticano, pra conferir se ela é doida mesmo ou se é o cramulhão. O problema é que não é um cramulhão só&#8230;<br />
Eu tenho que ver esse filme, adoro essas bobagens de exorcismos e tal.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/the-help.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong><a href="http://www.baconfrito.com/historias-cruzadas-the-help.html?preview=true">Histórias Cruzadas</a></strong> (<em>The Help</em>)<br />
<em>Com: Emma Stone, Jessica Chastain, Bryce Dallas Howard, Mike Vogel, Sissy Spacek, Allison Janney, Viola Davis, Chris Lowell</em><br />
Skeeter acabou sua faculdade, e acaba de retornar para o Mississipi da década de 60. Seu sonho é ser escritora, mas pra isso, precisa mandar uma bomba pra editora publicar. Ela então resolve escrever um livro sobre as empregadas negras que são mais discriminadas que um argentino carioca. O problema é que nenhuma negra quer se comprometer, pra não ser caçaca pelo Ku Klux Klan ou outro grupo branquelo imbecil. E agora?<br />
Eu admito que só fui assistir por causa da Emma Stone [Que aliás tá uma tetéia], mas o filme me surpreendeu pra caralho. Positivamente.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/beauty-and-the-beast.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>A Bela e a Fera 3D</strong> (<em>Beauty and the Beast 3D</em>)<br />
<em>Com: Paige O´Hara, Robby Benson, Richard White, Jerry Orbach, David Ogden Stiers, Angela Lansbury e Bradley Pierce</em><br />
Um príncipe é transformado em uma besta tenebrosa por uma feiticeira cruel, e para quebrar o feitiço, ele terá de conquistar o amor de Bela antes que a última pétala da rosa encantada caia.<br />
Sério que você não conhece a história dessa bosta? Aposto que só vai dar tiazona encalhada nas sessões.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/journey-2-the-mysterious-island.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Viagem 2 &#8211; A Ilha Misteriosa</strong> (<em>Journey 2: The Mysterious Island</em>)<br />
<em>Com: Josh Hutcherson, Dwayne Johnson, Michael Caine, Vanessa Hudgens, Luis Guzmán, Kristin Davis, Shelley Bassett, Michael Beasley, Fileena Bahris</em><br />
Sean capta uma mensagem em código que vem de uma ilha onde teoricamente não existe ilha. Como ele não tem nada melhor pra fazer, vai até lá e descobre formas de vida estranhas, montanhas de OURO, vulcões mortais e outros segredos inimagináveis. Como também não tinha o que fazer e não podia impedir Sean, seu novo padrasto vai junto e se fode, assim como o piloto do helicóptero e sua filha gata, que por algum motivo surreal também estava na aeronave, e todos eles tem que correr contra o tempo antes que ondas sísmicas [AKA terremotos] levem a ilha, seus tesouros e seu único habitante pro fundo do mar.<br />
Só eu senti cheiro de bomba lá de longe, ou vocês tão com um gosto melhor pra filme?</p>
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		<title>Histórias Cruzadas (The Help)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 17:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pizurk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
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		<description><![CDATA[E lá vamos nós com mais um nome traduzido toscamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/the-help.jpg" class="direita" alt=" " /><em>Ambientado no Mississipi durante os anos 1960, HISTÓRIAS CRUZADAS estrelado por Emma Stone (estrela do sucesso Zumbilândia) como Skeeter, uma garota da sociedade sulista que volta da universidade determinada a se tornar escritora, mas faz a vida de seus amigos – e de uma pequena cidade do Mississipi – virarem de cabeça para baixo quando resolve entrevistar as mulheres negras que passaram a vida toda cuidando de proeminentes famílias sulistas. A atriz indicada ao prêmio da Academia® Viola Davis (Comer, Rezar e Amar) estrela como Aibileen, a empregada da melhor amiga de Skeeter, que é a primeira a se abrir – para desespero de seus amigos na fechada comunidade negra. Apesar de as amizades de toda a vida de Skeeter estarem em risco, ela e Aibileen continuam seu trabalho conjunto e, logo, mais mulheres aparecem para contar suas histórias – e, no final das contas, elas têm muito a dizer. Pelo caminho, amizades inesperadas são feitas e uma nova irmandade é criada, mas não antes que todos na cidade tenham alguma coisa a dizer quando são, de forma inconsciente e inadvertida, pegos em tempos de rápidas mudanças.                                                                                                                      </p>
<p>Baseado em um dos mais comentados livros há anos em primeiro lugar na lista de best-sellers do New York Times, HISTÓRIAS CRUZADAS é um olhar provocante e inspirador sobre o que acontece quando regras e comportamentos de uma cidade sulista são questionados por três mulheres corajosas que iniciam uma improvável amizade.</em></p>
<p>Se eu disser que fui ver esse filme por qualquer motivo que não seja <strong>Emma Stone</strong>, estarei mentindo. Desde <a href="http://www.baconfrito.com/zumbilandia-zombieland.html"><strong>Zumbilândia</strong></a> eu tenho <s>um capote</s> uma quedinha por ela. Eu tenho problemas mentais graves, eu sei. Até assisti <strong>Minhas Adoráveis Ex-Namoradas</strong> por conta dela [Que passa o tempo todo de colegial], mas o filme é uma bosta. E eu tou perdendo o foco aqui.<span id="more-53495"></span></p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/the-help-01.jpg" class="centro" alt=" " />Foco.</div>
<p>Ok, na verdade ela é só uma coadjuvante de luxo. Quem manda no filme é a <strong>Viola Davis</strong>, com a <strong>Octavia Spencer</strong> ajudando a fazer o meio de campo da parada. Quem vê pensa que o filme se trata da personagem de Emma, <strong>Skeeter</strong>, mas ela é só a ferramenta que libertou as empregadas domésticas de um regime tirano [Ou não, só expôs os segredos da classe média do Mississipi].</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/the-help-02.jpg" class="centro" alt=" " />&#8220;Melancia em promoção?&#8221;</div>
<p>Caso você não faça ideia do que eu tou falando e não tenha lido a sinopse ali em cima, Skeeter quer escrever um livro bombástico [Que palavra gay], e tem a genial ideia de ver o mundo pela óptica das empregadas negras e segregadas. Porém, nenhuma quer se abrir, por medo da óbvia retaliação. Até que <strong>Aibileen</strong>, por força das circunstâncias, resolve falar. Mas pra não dar merda, as duas fazem tudo em segredo e tal. É ai que <strong>Minny</strong>, que foi demitida por motivos totalmente imbecis, descobre a parada e resolve ajudar também. Mas não é o bastante, elas precisam de mais.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/02/the-help-03.jpg" class="centro" alt=" " />Ah, a classe média-falsa&#8230;</div>
<p>O importante é que, no final, tudo termina bem.</p>
<p>Não, pera. Não é bem assim. Apesar de algumas coisas darem certo, o final é triste pra caralho. Pelo menos eu achei, já que mesmo sendo um drama, o filme é carregado nas piadas. Aliás, nada como um filme da época daquele racismo nervoso dos Estados Unidos [E nego vem reclamar de racismo no Brasil, PQP] pra te brindar com ótimas piadas e estereótipos racistas. Não que eu seja racista, eu só aprecio o bom humor, livre do politicamente <s>chato</s> correto.</p>
<p>E eu acho que se a Academia não der o prêmio de melhor atriz pra Viola, eles vão ter que ficar pianinho.</p>
<div class="nota-9">
<div class="critica">
<h3>Histórias Cruzadas</h3>
<p><strong>The Help</strong> (146 minutos &#8211; Drama)<br />
<strong>Lançamento:</strong> Emirados Árabes Unidos, EUA, Índia, 2011<br />
<strong>Direção:</strong> Tate Taylor<br />
<strong>Roteiro:</strong> Tate Taylor, baseada no livro de Kathryn Stockett<br />
<strong>Elenco:</strong> Emma Stone, Jessica Chastain, Bryce Dallas Howard, Mike Vogel, Sissy Spacek, Allison Janney, Viola Davis, Chris Lowell</div>
</div>
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		<title>Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo)</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Plummer]]></category>
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		<description><![CDATA[Ah, as traduções de nomes...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/the-girl-with-the-dragon-tattoo1.jpg" class="direita" alt=" " /><em>Harriet Vanger desapareceu há 36 anos, sem deixar pistas, em uma ilha no norte da Suécia. O local é de propriedade exclusiva da família Vanger, que o torna inacessível para a grande maioria das pessoas. A polícia jamais conseguiu descobrir o que aconteceu com a jovem, que tinha 16 anos na época do sumiço. Mesmo após tanto tempo, seu tio Henrik Vanger ainda está à sua procura e decide contratar Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo que trabalha na revista Millennium. Blomkvist, que não está em um bom momento por enfrentar um processo por calúnia e difamação, resolve aceitar a proposta e começa a trabalhar no caso. Para isso, ele vai contar com a ajuda de Lisbeth Salander, uma investigadora particular incontrolável e anti social.</em></p>
<p>A primeira coisa que me passou pela cabeça quando eu ouvi falar desse filme foi um <em>Por que diabos o <strong>David Fincher</strong> tá fazendo um remake? E de um filme de 2009???</em> E a dúvida só cresceu com os trailers duvidosos que vieram a seguir, anunciando o que parecia ser apenas mais um suspense meia boca. Mas um cara que nos trouxe o <strong>Clube da Luta</strong> tem créditos pra vida toda, então, pelo menos a ida ao cinema o filme tinha que valer.<span id="more-53416"></span></p>
<p>Só lembrando que eu não vi o filme original nem li o livro que deu origem a ambos, então foda-se a qualidade da adaptação e tudo o mais.</p>
<p>Bom, a coisa já começa com uns créditos iniciais muito loucos onde não dá pra entender nada, e que apesar de eu não saber como explicar, são muito legais mesmo. Confiem em mim, dá pra ficar horas olhando pra aquilo. Sem contar que, se prestarmos bem atenção, no final dá pra perceber que os principais elementos da história estavam todos concentrados ali, de uma forma um tanto quanto surreal. Mas passada a breve viagem inicial, a história em si começa. O jornalista <strong>Mikael Blomkvist</strong> (<strong>Daniel Craig</strong>) tá sendo processado por difamação por um milionário sobre o qual ele escreveu um artigo acusatório sem provas. Falido, ele é convencido por <strong>Henrik Vanger</strong> (<strong>Christopher Plummer</strong>) a investigar a morte da sobrinha, que ele acredita ter sido assassinada por um membro da sua própria família, em 1966. Quando Mikael começa a suspeitar de algo, ele contrata uma investigadora profissional pra ajudar na parada. E a escolhida acaba sendo <strong>Lisbeth Salander</strong> (<strong>Rooney Mara</strong>), que tinha investigado o passado do jornalista para o mesmo Henrik.</p>
<p>A primeira parte do filme se concentra em introduzir os dois protagonistas, inicialmente em jornadas separadas. E apesar do Daniel Craig estar surpreendentemente competente (Talvez por eu ter achado a escolha dele como <strong>James Bond</strong> tão&#8230; Errada), a jornada da Lisbeth é muito mais interessante. Sem contar que mesmo com toda essa tentativa de caracterizá-la como uma garota problemática à margem da sociedade, a Rooney continua MARAvilhosa.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/millenium-1.jpg" class="centro" alt=" " />Desculpem, não deu pra resistir.</div>
<p>Mas com essa divisão o diretor já aproveita pra sutilmente expor as diferenças entre os personagens. Mikael, sempre cercado de pessoas, se vê quase sempre em ambientes de cores quentes, aconchegantes (Ao menos até ele chegar a ilha dos Vanger). Já Lisbeth, ao contrário, habita lugares azulados, frios, no sentido emocional da coisa. Mas chega desse papo de cores. O equilíbrio chega quando os dois finalmente se unem na investigação. E embora os momentos mais impactantes permaneçam sendo os da jornada pessoal de Lisbeth, é aí que o filme realmente começa a engrenar. O suspense vai aumentando gradativamente na gélida costa sueca, clima maximizado pela grande trilha sonora composta pelo <strong>Trent Reznor</strong> (Melhor até do que a vencedora do <strong>Oscar</strong> pelo superestimado <strong>A Rede Social</strong>), que incorpora os sons ambientes à música.</p>
<p>A investigação vai avançando, tudo parece que vai culminar em uma grande conspiração e&#8230; É aí que o filme acaba se perdendo um pouco. Porra, o foco todo era na família Vanger, e a maioria deles mal participa da coisa toda. Desde as declarações de Henrik, os desdobramentos e descobertas sobre <strong>Harriet</strong>, as ameaças sofridas por Mikael, tudo indicava uma conclusão surpreendente. E o que se seguiu foi um desfecho previsível demais, pelo menos em relação aos vilões da parada. Mas é um erro menor. Pena que depois da resolução do caso temos ainda vários minutos de uma conclusão pra aquele processo de difamação lá do início, totalmente desnecessária, na minha opinião. Mas isso deve ser um problema do livro também. E pelo menos serviu pra desenvolver melhor a personagem de Lisbeth.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/millenium-2.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p>Mesmo assim, o filme se segura bem por boa parte das quase 3 horas, com um clima bastante sombrio, parecido com o <strong>Seven</strong>, outro filme do Fincher. Aliás, são justamente as boas escolhas do diretor que conseguem maximizar as qualidades do filme. Tanto nas coisas menores, como a representação constante do apego de Lisbeth pelo novo e o desprezo pelo velho (Na cena da biblioteca, por exemplo), que se expande pra trama como um todo, até a aproximação ou afastamento de Mikael com ela, através da sua relação com o cigarro. E principalmente, nas cenas mais fortes, onde o diretor consegue o equilibrio, nunca protegendo o espectador, mas nem se tornando apelativo, sempre a serviço da história.</p>
<p>Mesmo com alguns escorregões, o filme tinha qualidade suficiente pra ficar entre os 10 indicados aos Oscar fácil, fácil. Mas, como isso não aconteceu, esperemos que os outros dois filmes da trilogia (Se chegarem a ser produzidos), mantenham a qualidade e consertem mais um erro da Academia.</p>
<div class="nota-8">
<div class="critica">
<h3>Millennium &#8211; Os Homens que Não Amavam as Mulheres</h3>
<p><strong>The Girl with the Dragon Tattoo</strong> (158 minutos &#8211; Suspense)<br />
<strong>Lançamento:</strong> Estados Unidos, 2011<br />
<strong>Direção:</strong> David Fincher<br />
<strong>Roteiro:</strong> Steven Zaillian, baseado na obra de Stieg Larsson<br />
<strong>Elenco:</strong> Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Robin Wright</div>
</div>
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		<title>Os clássicos que você nunca viu</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 11:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>chinaski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Nunca, num cinema próximo de você!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Em 1982, um diretor chamado <strong>Carl Reiner</strong> produziu uma comédia fodástica intitulada <strong>Cliente Morto Não Paga</strong> onde através de “<em>uma espécie de Frankestein</em>” feito com vários pedaços de filmes antigos, fazia <strong>Steve Martin</strong> e <strong>Rachel Ward</strong> contracenarem com grandes nomes do cinema da época de ouro, do quilate de <strong>Humphrey Bogart, James Cagney</strong> e <strong>Barbara Stanwick</strong>, entre outros menos importantes que eu nem me lembro. Tudo isso sem efeitos especiais e somente editando uma porrada de cenas. Mas e se hoje em dia um cara resolvesse continuar esse trabalho e ir além?<span id="more-53385"></span></p>
<p><iframe width="650" height="471" src="http://www.youtube.com/embed/dkSrZ1_mqio?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Imagina se na verdade <strong>Forest Gump</strong> tivesse sido filmado nos anos de 1940 com <strong>James Stewart</strong> no papel principal e a direção fosse de <strong>Frank Capra</strong>? E se <strong>Os Caça-Fantasmas</strong> tivesse sido um filme de 1950 com <strong>Bob Hope, Fred MacMurray</strong>, <strong>Jerry Lewis</strong> e <strong>Dean Martin</strong> nos papéis principais? E se <strong>O Império Contra-Ataca</strong> fosse um obscuro filme B em preto e branco, contemporâneo dos filmes do <strong>Flash Gordon</strong>? </p>
<p><iframe width="650" height="471" src="http://www.youtube.com/embed/KmTpOQrqoO0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O escritor/diretor/editor/designer <strong>Ivan Guerreiro</strong> teve a grande idéia de brincar com tudo isso, criando trailers fakes para filmes modernos, como se tivessem sido produzidos na era de ouro de <strong>Hollywood</strong>. Segundo ele mesmo disse durante uma estrevista, a idéia surgiu como uma forma de mostrar às novas gerações que muito de Hollywood hoje foi influenciado pelo passado. Ou poderia ser chamado apenas de plágio. Nada como um remix&#8230;</p>
<p><iframe width="650" height="471" src="http://www.youtube.com/embed/-fCTokuOU_E?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Para cada trailer (Ou <strong>premake</strong>, como ele os chama), Guerreiro leva cerca de três semanas pesquisando em locadoras o acervos de filmes clássicos e depois mais duas montando tudo. Somente pra fazer o de <strong>Star Wars</strong>, custou cinco meses de trabalho, mesmo porque ele teve que assistir muitos filmes antigos e ele pesquisa as reais influências que moldaram a direção do filme, no caso, o de George Lucas. O cara manja muito e ainda tem a coragem de deixar sempre disponivel um “<em>making-of</em>” de cada premake, com todas as referências dos filmes, um por um, usados na confecção do fake trailer. É uma verdadeira aula de cinema. O resultado de tanto esmero é perfeito. Ele consegue emular o boneco de marshmellow do filme original dos Ghostbusters inserindo uma propaganda antiga dos pneus <strong>Michelin</strong> e ainda faz o Dean Martin dizer: “<em>I am a Ghostbuster</em>”.</p>
<p><iframe width="650" height="471" src="http://www.youtube.com/embed/I-rq4LTH-7M?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Isso deixa a imaginação da gente enlouquecida. E se <strong>Orson Wells</strong> tivesse feito <strong>O Cavaleiro das Trevas</strong> e <strong>Stanley Kubbrick</strong> tivesse filmado <strong>A Origem</strong>? O cara recentemente iniciou uma nova série de premakes e o primeiro deles traz uma grande inovação: <strong>Mashups cinematográficos</strong>. Já pensou uma mistura de <strong>E o vento levou</strong> com filmes de B de vampiros? Pois é, confira aí embaixo, ou melhor: Nunca, numa sala perto de você&#8230;</p>
<p><iframe width="650" height="471" src="http://www.youtube.com/embed/vXLhxSoqYvg?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Estréias da semana &#8211; 27/01</title>
		<link>http://www.baconfrito.com/estreias-da-semana-2701.html</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 17:31:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pizurk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Estréias]]></category>
		<category><![CDATA[J. Edgar]]></category>
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		<category><![CDATA[Precisamos falar sobre o Kevin]]></category>

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		<description><![CDATA[No Brasil, os filmes bons ficam pra depois do Oscar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/the-girl-with-the-dragon-tattoo.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Millenium &#8211; Os Homens Que Não Amavam As Mulheres</strong> (<em>The Girl With The Dragon Tattoo</em>)<br />
<em>Com: Daniel Craig, Stellan Skarsgård, Rooney Mara, Robin Wright, Christopher Plummer, Embeth Davidtz, Joel Kinnaman, Joely Richardson, Goran Visnjic, Julian Sands</em><br />
Mikael Blomkvist foi condenado por difamação, e tenta recuperar sua honra perdida. Tendo sido contratado por um rico industrial da Suécia para investigar o desaparecimento de sua sobrinha Harriet, 36 anos atrás, ele se muda pra uma ilhota gelada na costa sueca sem ter ideia do que vem por ae. Enquanto isso, Lisbeth Salander, uma hacker renomada que trabalha pra Milton Security, é contratada pra verificar o passado de Blomkvist, e acaba por se unir à ele na investigação.<br />
Parece um filme bom de suspense, nada mais. Mas a Rooney Mara tá <em>gatchenha</em>.<span id="more-53305"></span></p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/j-edgar.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>J. Edgar</strong><br />
<em>Com: Leonardo DiCaprio, Armie Hammer, Naomi Watts, Josh Lucas, Ed Westwick, Judi Dench, Ken Howard, Kevin Rankin</em><br />
J. Edgar Hoover foi diretor do FBI de 1935 até sua morte, em 1972. No filme, são retratados tanto sua carreira, com um FBI levado no cabresto e vários casos de chantagem, quanto sua vida amorosa com Clyde Tolson e acusações de ser homossexual e se travestir secretamente.<br />
Rapaz, o filme parece bom, porque o cara parece que era foda. Mas eu ainda tenho um certo preconceito com o DiCaprio.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/the-descendants.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong>Os Descendentes</strong> (<em>The Descendants</em>)<br />
<em>Com: George Clooney, Matthew Lillard, Robert Forster, Judy Greer, Beau Bridges e Shailene Woodley</em><br />
Um marido relapso e pai ausente, Matt King se vê obrigado à tomar conta de duas filhas quando sua mulher sofre um acidente de barco. Além de reaproximar [Ou não] Matt das filhas, o evento força o campeão à dar uma olhada no seu passado, o que pode trazer à tona coisas não muito agradáveis.<br />
A primeira vista, me pareceu um draminha bobo, mas tá todo mundo chupando as bolas do filme e tal, vai saber.</p>
<p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/we-need-to-talk-about-kevin.jpg" class="centro" alt=" " /></p>
<p><strong><a href="http://www.baconfrito.com/precisamos-falar-sobre-o-kevin-we-need-to-talk-about-kevin.html?preview=true">Precisamos falar sobre o Kevin</a></strong> (<em>We need to talk about Kevin</em>)<br />
<em>Com: Tilda Swinton, Ezra Miller, John C. Reilly, Siobhan Fallon, Ursula Parker, Jasper Newell, Rock Duer, Ashley Gerasimovich, Erin Maya Darke</em><br />
Adaptado de um livro [Hollywood não tem mais ideias], o filme mostra a vida totalmente conturbada de Eva: Sua casa e seu carro são pixados, e ela tenta refazer a vida um novo emprego. Mas nem sempre a vida foi assim. Ela já teve um marido e um casal de filhos, Kevin e Lucy.  Mas tudo foi tomado repentinamente [Apesar de ser previsível que a merda aconteceria], e ela tenta entender o que aconteceu.<br />
Filme muito bom, apesar da previsibilidade. Ou seja, se você for um tapado completo, vai aproveitar muito mais.</p>
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		<title>Precisamos falar sobre o Kevin (We need to talk about Kevin)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 17:30:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pizurk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Precisamos falar sobre o Kevin]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas - Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Filhos, não tê-los. Mas se tê-los, como vendê-los?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/we-need-to-talk-about-kevin.jpg" class="direita" alt=" " /><em>Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.</em></p>
<p>Porra, eu não sei se o diretor tentou fazer um suspense bacana. Sei que, se ele tentou mesmo, falhou vergonhosamente. E quem fez esse pôster é um <em>spoilerzento maledeto</em> pior do que eu, puta que pariu. Entregar o filme não é bom, até onde eu sei. Tirando isso, é um puta filme. Eu não consigo classificar como suspense porque ficou bem claro que ia dar merda desde o começo. Eu acertei o método usado e metade dos alvos. Então, pra mim é o drama de uma mulher. Uma mulher que carrega um estigma que nem foi ela mesma quem gerou. Bom, não diretamente. E não fora da cabeça dela. Sério, sentir culpa é uma coisa, ser idiota e aceitar ser escurraçada por algo que outrem causou é outra.<span id="more-53319"></span></p>
<p>Pois bem, o filme é contado naquele esqueminha <em>crássico</em> de cenas do presente e do passado. Ou será do presente e do futuro? Bom, não importa. O que importa é que <strong>Eva</strong> é uma mulher solitária, enfiada num buraco fodido, que vai atrás de um emprego de merda pra poder se sustentar. Inicialmente, você não sabe nada sobre ela, o que é bom, já que sua opinião vai sendo formada ao longo dos acontecimentos.</p>
<p>Ao decorrer do filme, vai sendo mostrado que ela não foi sempre assim, fodida e mal paga. Não senhor. Ela tinha um esposo, <strong>Franklin</strong>, com quem vivia feliz e contente, cada um com seu emprego fodão. Até que ela engravidou. Ai largou emprego pra cuidar do filho [Coisa que eu acho acertada], e o problema começou ae.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/we-need-to-talk-about-kevin-01.jpg" class="centro" alt=" " />Bonitinho, mas ordinário.</div>
<p><strong>Kevin</strong> sempre foi problemático, desde criança. Quer dizer, ele já era um cuzão desde criança, porque puta que pariu, que filho da puta sacana do caralho. Saca aquelas crianças que perto dos pais são anjos sem asas, enquanto sem supervisão paterna são o capeta virado no diabo? Então, a situação aqui é pior. Perto do pai, Kevin é bonzinho, enquanto com a mãe ele só sacaneia. Eu não sou psicólogo nem nada, mas até onde eu conheço dessas paradas, issae é sociopatia, e da boa.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/we-need-to-talk-about-kevin-02.jpg" class="centro" alt=" " />Não se engane. Crianças tem mentes perigosas.</div>
<p>E tudo só piora com o surgimento de uma irmã, <strong>Lucy</strong>. Surgimento não, né, teve todo o processo de procriação e tal. A questão é que o aparecimento da irmã parece que fodeu mais ainda com a mente de Kevin, que já não era lá essas coisas. E ainda vem a internet pra ajudar, tsc tsc. Adolescentes não deviam ter acesso à internet mesmo, cara.</p>
<div class="legendacentro"><img src="http://www.baconfrito.com/wp-content/uploads/2012/01/we-need-to-talk-about-kevin-03.jpg" class="centro" alt=" " />E esse cabelinho não engana ninguém&#8230;</div>
<p>E tudo isso intercalado com a <em>via crucis</em> de Eva, em vários <em>flashbacks</em>, que podem deixar os menos atentos perdidos. Mas isso só se você não tiver prestando atenção no filme mesmo. O engraçado é que ela se fode toda por conta do Kevin, e mesmo assim se deixa ser martirizada pela sociedade. Os exemplos de revolta contra ela [Que não fez nada, diga-se de passagem] são daqueles que dá vontade de socar os filhos da puta. E no fim, a futilidade é o que mais choca.</p>
<div class="nota-8">
<div class="critica">
<h3>Precisamos falar sobre o Kevin</h3>
<p><strong>We need to talk about Kevin</strong> (112 minutos &#8211; Drama)<br />
<strong>Lançamento:</strong> EUA, Reino Unido, 2011<br />
<strong>Direção:</strong> Lynne Ramsay<br />
<strong>Roteiro:</strong> Lynne Ramsay e Rory Kinnear, baseado em romance de Lionel Shriver<br />
<strong>Elenco:</strong> Tilda Swinton, Ezra Miller, John C. Reilly, Siobhan Fallon, Ursula Parker, Jasper Newell, Rock Duer, Ashley Gerasimovich, Erin Maya Darke</div>
</div>
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