Crazyhead não é o novo Misfits, mas tá bom

Televisão terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Não poderia começar esse texto de outra forma se não citando Misfits. Quer dizer, eu até poderia começar esse texto de outra forma, bastava formular outra frase, mas acho que essa é a melhor maneira de começar o texto. Porra, que saudades de Misfits, caras. Enfim, Crazyhead é a mais nova série de Howard Overman, também criador de Misfits, e é uma ótima maneira que temos pra matar as saudades daquele grupo de delinquentes que tanto amamos.

Crazyhead acompanha a jornada de duas garotas com poderes especiais. Raquel é uma meio demônia caçadora de demônios e Amy é apenas uma humana que achava que era maluca porque tinha visões do futuro. As duas se encontram sem querer e não tem nada em comum, além do fato de verem demônios. Enquanto Raquel já é uma caçadora experiente, não muito, mas com mais experiência que os demais personagens, Amy faz o papel do espectador que acabou de chegar nesse mundo e vai descobrindo as coisas ao poucos.

A verdade é que a Amy é meio desinteressante. Então vamos falar da Raquel que é quem manda nessa porra. Como já feito anteriormente aqui, é meio difícil não comparar Crazyhead com Misfits e por conta disso é impossível não repararmos que a personalidade da Raquel é muito parecida com a de Rudy. Há quem diga que ela se parece mais com o Nathan, mas ela não é tão implicante e irritante quanto ele. Enfim, além de ser a melhor personagem, Raquel também é a chave que abrirá os portões do inferno e trará o apocalipse à Terra.

Pois é, a história da série por si só não é nada original, garotas que lutam contra o mal (Buffy) e andam em um carro estranho e chamativo com alguém que tem a autoestima e a inteligência de um cachorro (Scooby Doo) tentam impedir um demônio que quer usar uma delas pra abrir um portal pro inferno (Supernatural). Mas o que diferencia Crazyhead de todo o resto é o humor negro, a comédia do absurdo, o riso de desespero e incômodo. Sabe quando seu padrasto levanta de madrugada e começa a estripar seu gatinho com as próprias mãos e você não sabe o que fazer então só fica encolhido no canto do quarto rindo de nervoso? Então, é isso. Ou quase.

Eu acho que um carro com uma canoa em cima chama um pouco de atenção. Mas pode ser que eu esteja enganado.

E é entre galhofas, homenagens à filmes e séries clássicas, piadas mórbidas, trocadilhos com nomes de órgãos genitais, rituais de exorcismo um tanto quanto estranhos e outras bizarrices mais que a primeira temporada de Crazyhead foi adorada pela crítica mesmo com os efeitos especiais dignos da série do Hércules. Enfim, a série já tá na Netflix, então vai ver e para de ficar chocado com o gatinho estripado.

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