Bacon Entrevista: Luísa Mamprin

Livros sexta-feira, 02 de setembro de 2016

Luísa Mamprin é autora de uma trilogia no Wattpad, com dois volumes disponíveis para leitura lá mesmo. Conversei com ela sobre o seus livros e outras coisas ae. A conversa vocês conferem abaixo.

Santhyago: Boa noite, Luísa! Pronta pra entrevista?

Luísa Mamprin: Oi! Claro.

Acho que já te falei sobre ela um pouco pela mensagem no Wattpad. Esta entrevista vai sair em um site chamado Bacon Frito. Algum problema com derivados de porco?

Nenhum problema. Kkk. São deliciosos e isso que importa

Isso mesmo, porcos são umas belas máquinas da natureza que transformam vegetais em bacon. Então vamos começar. Fala um pouco sobre quem é a Luísa quando não está escrevendo. Onde mora, idade, o que faz da vida, essas coisas.

Bem, eu moro em Rio das Ostras, uma cidade pequena e com muita praia. Sou estudante e empresária Amway, no momento estou no meu último ano. Amo arte, na verdade, é a minha vida. Vou cursar Artes Visuais e se tudo der certo, investir nessa área no futuro.

Casada, solteira, namora ou enrola?

(Nota do Editor: TU É CASADO, RAPÁ)

Tenho um namorado.

Putz, que pergunta mais revista Capricho.

Kkkkkkk sem problemas.

Quando escreve, de onde busca suas inspirações? Saber que mora onde tem praia já me esclarece algumas inspirações que percebi durante a leitura.

Em geral, encontro inspiração em músicas, principalmente naquelas músicas de fundo dos filmes que eu amo. Acho que me ajudam a dar mais vida a história. Também tem as personalidades das pessoas a minha volta, observar as pessoas me ajuda a definir características de alguns personagens.

Trilhas sonoras são ótimas mesmo.

Gosto muito das músicas de fundo do Harry Potter, Crepúsculo, Game of Thrones

Musicas mais instrumentais, sem muita cantoria então.

Exatamente!

Qual a sua idade?

Tenho 17 anos.

Olha só que legal, tão nova e tão empreendedora, gosto disso. E qual foi o seu começo literário, o que te impulsionou para escrever?

O que me fez viciada no mundo literário foi Harry Potter, sem dúvida, mas o que realmente me fez começar a escrever foi a Saga Crepúsculo. Eu sei, bem clichê.

Clichê se inspirar em obras assim? Verdade, grandes autores fazem isso. Um bom sinal pra ti.

Verdade. Espero chegar um dia, aonde eles chegaram.

Com a qualidade e paixão que escreve, isso é questão de tempo. Também dá pra ver certa influência de Jogos Vorazes em seu texto. Quais os seus autores preferidos, que busca se espelhar quando escreve?

Amo, obviamente J.K. Rowling, Levithan, Jamie McGuire, John Green e Veronica Roth. São autores fantásticos, com uma criatividade infinita!

Escrevem ótimas histórias. As suas seguem bem o estilo destes autores, mas com uma identidade literária bem exclusiva.

Muito obrigada!

Qual é seu processo pra escrever, do momento que decide criar uma história até a escrever realmente?

Em relação a minha atual trilogia, a história sempre esteve comigo… Em um resumo simples, eu e meu primo criamos uma brincadeira quando crianças, onde éramos reis que zelavam por um mundo imaginário, tinham monstros, bruxas… Eu simplesmente aprimorei e dei um sentido mais profundo e diferente à brincadeira. Kk. Eu não consigo escrever nada que não seja referente à história. Apenas uns contos românticos soltos, mas uma história realmente não.

Então fica focada ao extremo. Quando está assim, o texto sai fácil ou é daquelas que cada página é uma comemoração, de tão difícil que é passar a história pro papel?

Quando eu fico focada, o texto sai muito fácil. Kkk.

Quando se tem um grande conhecimento da história que vai escrever, é assim mesmo. Tem muita pesquisa antes do capitulo sair?

Não, muito difícil.

Escreve na hora ou tem um caderno de rascunho com a história definida? Ignore o velho aqui, hoje em dia é tudo bloco de nota ou um arquivo no celular, sou da época de cadernos.

Kkkkk. Tenho um caderno de rascunhos para organizar os acontecimentos de cada capitulo, até o final. E caso eu tenha uma ideia muito boa para a história, escrevo nas notas do celular.

Isso ajuda caso tenha algum bloqueio criativo?

Bastante, apesar de nunca ter tido um bloqueio criativo. Tenho vários quando vou desenhar ou algo assim… Mas referente à história, até agora não teve. Somente alguns capítulos intensos demais, que eu demoro mais para encontrar as palavras corretas pra expressar o que eu quero.

Você citou antes que vai ser uma trilogia. Foi difícil definir isso?

No começo foi, mas com o decorrer da história, eu consegui definir. Kk.

Por enquanto, tem dois no Wattpad. Um completo e a outra ainda em aberto. Já tem toda a história escrita e só está a publicando?

Eu já tinha os Escolhidos escrito, só passei pro o Wattpad, mas os Inimigos não.

Tem muitos capítulos adiantados pra publicar?

Tenho alguns. Kkkk.

Fala um pouco da sua trilogia. como é cada livro, essas coisas.

Os Escolhidos é o livro que conta história da princesa do Reino Água, Lilá White, uma nascida-escolhida, que se vê obrigada a participar da competição que irá definir quem serão os membros da equipe que protegerá Elim das Trevas pelo resto da vida. Apesar de não querer participar, Lilá compete ao lado de Arrow Blake, uma rapaz irônico, metido e habilidoso. E juntos eles descobrem os segredos sujos de Elim e mentiras sobre o passado dos dois, a verdade sobre suas vidas irá muda-las para sempre.

No livro Os Inimigos, os vilões ganham força e resolvem atacar. Todas as mentiras expostas vão trazer consequências irreversíveis para as vidas de Lilá e Arrow. Batalhas, traições, corações partidos, segredos, guerra… Tudo isso vão encontrar no meu segundo livro, afinal de contas, As Trevas estão vindo. Kk.

Em outras palavras, O Mago mostra as caras.

Exatamente. Kkkk.

O que dizer de um personagem que mal apareceu e já sinto que vai ser um FDP sem tamanho?

O Mago é um vilão que deve ser odiado, ele mal aparece mas tem uma influência gigante em tudo.

Gigante mesmo. Escolher a cor de um símbolo é algo só pra mostrar o quanto pode ser influente.

O principal, o símbolo dos reis. Um único homem, mandando em quatro reis de reinos diferentes e poderosos e temido pelo povo. Kkk.

Receita pra problemas futuros concluída.

Kkkkkk.

O primeiro volume se aproxima de 50 mil leituras. Como tem sido a recepção do público da sua história? Tem recebido muitos comentários?

Vários, muitos eu já me emocionei. Conheço os leitores que comentam com mais frequência pelo nome e adoro ver os comentários das meninas sobre os garotos da história. Kkkk. Simplesmente, amo meus leitores.

Já recebeu alguma crítica de algum leitor que foi meio ofensiva? Daqueles que reclamam de tudo?

Sinceramente? Não. Kkk. O máximo foi uma reclamação sobre o meu corretor ortográfico. Eu fico feliz com isso, eu estou há um bom tempo no Wattpad e não recebi críticas até agora, então… Kk.

Você quem faz suas capas?

Sim.

Gostei bastante delas. A do terceiro livro já está pronta?

Eu ainda não encontrei uma imagem boa o suficiente.

Ah sim, a parte mais complicada de fazer uma capa. Por sorte a fonte você já tem. ^^

Verdade. Kkk.

Quais seus projetos depois que terminar a trilogia? Alguma outra história que pretenda escrever?

Às vezes eu penso que os contos que eu escrevo podem vir a se tornar um livro, em outros momentos acho que vou escrever mais sobre o mundo que eu criei. Em resumo, não tenho ideia do que irei escrever quando acabar minha trilogia.

“Só vou saber quando chegar lá”. Esta frase de P. D. James define, então.

Define, com certeza.

E divulgação, tem alguma dificuldade com isso? Qual sua maneira de fazer todos conhecerem sua história?

No começo, eu tentei seguir uma dica que meu amigo Fabio, um excelente escritor do Wattpad, havia me dado. Divulgar minha história no Wattpad mesmo, eu tentei fazer isso mas parei logo. Então posso dizer que minha história cresceu sozinha, as pessoas foram gostando e votando, comentando… E ela se tornou conhecida.

O Fábio Vera Cruz?

Ele mesmo

Um dos entrevistados dessa série também. Ele que me indicou seu nome. ^^

Ele comentou comigo.

Fábio fez spoiler da entrevista, tsc.

Kkkkkkk. Em defesa dele, ele só falou comigo depois que você tinha me convidado para a entrevista.

Aí sim ^^. Mas aposto que você já viu Breaking Bad. Perdi a aposta?

Perdeu. Kkkk.

Tsc, ele também não viu, uma pena. O quanto séries influenciam sua escrita? Sua narrativa tem um quê de descrição de cenários épicos. Alguma te ajuda a criar os que usa?

Eu sou viciada em séries, acompanho muitas. Kkkk. Eu gosto muito de The 100 e The Walking Dead, eles me influenciam muito no estado emocional dos personagens durante e depois das batalhas ou mortes. São duas séries que dão bastante detalhes nesse sentido. Também tem Scream, da Netflix, e Pretty Little Liars que me ajudam muito a deixar migalhas de um grande desfecho no decorrer da história.

Aqueles ganchos que estimulam a continuar vendo, sei como é.

Isso mesmo. Ou personagens que aparentemente não são importantes e depois se mostram cruciais (Dica).

Vou lembrar-me disso durante a leitura da sua história. E agora, para finalizar… Gostaria de mandar uma mensagem para seus leitores? Alguma mensagem para estimular escritores que querem seguir o mesmo caminho que o seu?

Durante a entrevista eu disse que sou influenciada e inspirada por músicas, livros… Mas o principal, acho que o mais inspirador são os meus leitores. Tem alguns que começaram a ler meu livro desde os primeiros capítulos até o meu segundo livro! E isso não tem preço! Os comentários sobre minha escrita, sobre meus personagens… Cada coisa linda que eles escrevem me impulsiona a dar tudo que posso pela história. E só posso dizer que sou muito grata e apaixonada por cada um deles! Sobre os que querem seguir o mesmo caminho que eu, bem, todos nós temos chances de criarmos uma excelente história ou conquistarmos algo. Mas essas chances só se tornam reais, de verdade, se dermos o primeiro passo para alcançá-las.

Santhyago: Muito obrigado pelo seu tempo e por responder as minhas perguntas. ^^

Luísa Mamprin: Obrigada você!

E essa foi a entrevista com a Luísa. Não se esqueçam de conferir o perfil dela e as suas histórias, garanto que valem a pena: A trilogia tem até fanpage!

Quer ler uma entrevista na qual o Santhyago não tá cheio de quero mais? Toma aí o índice da parada.

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