Ash vs Evil Dead e meu problema em criar expectativas fodidas

Televisão quarta-feira, 04 de janeiro de 2017

expectativa

substantivo feminino
situação de quem espera a ocorrência de algo, ou sua probabilidade de ocorrência, em determinado momento.

Ex: O é um trouxa porque cria expectativas em cima de tudo.

Uma das melhores estreias de 2015, Ash vs Evil Dead foi também um dos melhores retornos de 2016 já garantindo uma magnífica chegada em 2017. Não tem jeito, caras. Ash vs Evil Dead é tão boa que nem se encaixa mais no é boa porque é ruim. Ela é boa porque é boa mesmo. Tudo bem que é só mais uma tentativa do Sam Raimi tentar acertar a história de Evil Dead, que vem tentando ser melhorada desde o reboot de 1987, mas quem liga?

Depois de entregar o livro pra Xena Ruby e achar que levaria uma vida sossegada, seja lá o que significa sossego pra Ash Williams, Ash, Pablo e Kelly são arrastados de volta pra cidade natal do protagonista quando os Deadites voltam a atormentar a Terra. Apesar de estar mais nojento do que nunca e contar com algumas participações especiais, esta segunda temporada, que vinha sendo incrível terminou, pra mim, de forma decepcionante. E a culpa não é da série. Não, senhores. A culpa é minha, que peguei uma péssima mania na época em que assistia Lost e crio teorias e expectativas pra tudo, como vocês bem podem ver nesse vídeo sobre Westworld.

Sendo assim, é claro que quando Ash e companhia voltaram no tempo pra impedir os acontecimentos do primeiro Evil Dead (ou seria do segundo?) eu logo pensei: PUTAQUEMEPARIU, é agora que eles vão linkar a porra toda com o reboot de 2013. Mas o que aconteceu foi bem diferente disso, vimos cenas refeitas de Evil Dead II e uma puta luta foda de motosserras entre Ash e Bill, digo, Baal. Cara, luta de motosserras, não tem como reclamar disso, mas eu to reclamando. E por causa de que? Por causa dessas minhas expectativas malditas.

Agora, o final final mesmo já é um pouco mais complicado. Como que Ash e companhia voltaram pro presente? Por que diabos a cidade inteira agora vê Ash como um herói e não um psicopata? O que caralhas o pai do Ash queria contar pra ele? Por que a Ruby dos anos 80 tava lá no meio da multidão? Mesmo com alguém reencontrando o livro dos mortos na floresta, esse ainda é um final muito feliz pra Ash vs Evil Dead. Tem caroço nesse angu e se não tiver, aí sim será uma puta duma decepção. E dessa vez minhas expectativas não tem culpa. Ou será que tem?

Aposto a mão da punheta como isso aí é ilusão.

Enfim, o final que foi entregue passou a impressão de que os produtores não sabiam se a série seria ou não renovada pra 2017 e por isso entregaram um bom final, apenas com algumas pontas soltas mas que pouco importam. Quer dizer, pra mim importam por causa das expectativas e tal, mas como dito antes, esse é um problema meu. Mas o que importa mesmo é que a série foi renovada e em outubro teremos mais Ash, Kelly e Pablo. Ou não, dependendo do que diabos a Ruby dos anos 80 tava fazendo ali. Eyta, porra!

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