A Chegada (Arrival)

Cinema quarta-feira, 08 de março de 2017

 Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

Confesso que não entendi todo o chororô pelo fato da Amy Adams não ser indicada ao Oscar de melhor atriz por esse filme. OK, o filme é legal e tal, mas não tem nada que destaque o talento de Amy Adams ao ponto de merecer uma estatueta. Não que hoje em dia um Oscar signifique alguma coisa, mas ainda assim.

E antes que apareça alguém gritando que eu só digo isso por ser macho, gostaria de lembrar que ela concorreria a melhor atriz, que vejam só, é composta apenas por atrizes. Sendo assim, ela não perdeu lugar pra homem algum, logo: SEJE MENAS, PORRA! E se querem reclamar de alguma coisa, reclamem das categorias técnicas, lá sim rola uma treta maligna.

O filme é baseado/inspirado/chupinhando do livro A História Da Sua Vida, de Ted Chiang, que ganhou alguns bons prêmios por aí. Agora que eu passei essa informação completamente irrelevante, afinal, você está aqui por causa do filme e não do livro, vamos ao que interessa. A Chegada foi um dos filmes mais falados de 2016, o que, como eu já disse por aqui algumas vezes, me fez gerar expectativas fodidas sobre o mesmo. E o pior é que essas expectativas foram correspondidas até parte do filme, mas depois a história virou uma bagunça que, pelo menos pra mim, não fez o menor sentido.

Eu tava entendendo o lance de que a humanidade é filha da puta e que os alienígenas precisavam que trabalhássemos como um só, mesmo que por interesse próprio, e como a gente precisa aprender a se comunicar e respeitar e blá, blá, blá… Enfim, o filme, apesar de ter alienígenas esquisitos, tava bem pé no chão e bem bom, mas aí entrou a famigerada e como (Quase) sempre mal utilizada viagem no tempo. Sim, meus amigos, A Chegada é um filme sobre viagem no tempo. Tem o lance da crítica ao ser humano e tal, mas no fundo, o que resume o filme é viagem no tempo. Mas calma. Calma que não é qualquer viagem no tempo, é viagem no tempo daquelas bem cagadas mesmo.

O que pega é mais ou menos o seguinte, quando a pergunta que é feita durante boa parte do filme e que estampava a maioria dos cartazes do mesmo: O que caralhas esses polvos gigantes querem aqui? o filme joga um puta plot twist digno de M. Night Shyamalan na nossa cara, e até aí ainda tá tudo bem, a gente chora, respeita a Amy Adams, quer abraçar o Jeremy Renner e tal, mas o problema é que se entender a caralha da escrita dos ETs vai fazer a galera começar a ver o tempo de forma não linear, sáporra vai acabar gerando treta do mesmo jeito. Os mesmos generais que queriam tacar fogo nos alienígenas vão conseguir ver o futuro e com isso vão tirar vantagem em algum momento, afinal de contas, quando o filme termina a humanidade continua sendo filha da puta. E a gente sabe muito bem que não deve dar poder nenhum pra gente filha da puta, porra!

O filme é bom e tem uma boa crítica, mesmo que essa crítica já tenha sido feita milhares de vezes e na maioria delas de forma mais inteligente mesmo quando apelava pra viagem no tempo. Como disse antes, o que me incomodou muito em A Chegada foi o fato do filme ser bem pé no chão e de repente introduzir loucuras, como se o autor do livro/roteirista do filme, não soubesse como prosseguir e se visse obrigado a usar um Deus ex machina. #xatiado

A Chegada

Arrival (116 minutos – Drama)
Lançamento: EUA, 2016
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Eric Heisserer, baseado na livro Story of your life, de Chiang
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker

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